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Polícia Federal desmantelou nesta segunda-feira (15) uma organização
criminosa que falsificava e contrabandeava agrotóxicos,
atuando no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás. A
Operação Caá-Ete (nomenclatura indígena, que em
guarani significa Mata Nativa) é resultado de seis meses de investigações da
corporação de Passo Fundo, no Norte do estado, envolvendo policiais federais,
fiscais do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis e auditores da Receita Federal.
Segundo o titular da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, Ildo Gasparetto, 28 suspeitos
já foram detidos, entre eles policiais civis, empresários e funcionários
públicos. "Dos 31 mandados de prisão, busca e apreensão e de seqüestro
de veículos, expedidos pela Justiça Federal da cidade de Carazinho, 23 já
foram cumpridos nos quatro estados", explicou.
O delegado João Carlos Girotto, da Polícia Federal
de Passo Fundo, responsável pela coordenação da operação - "a primeira
grande ação da PF para combater esse tipo de crime no país" – disse que
o grupo comercializava mensalmente cerca de cinco toneladas de agrotóxicos,
movimentando R$ 1,5 milhão aproximadamente.
"Boa parte dos produtos era contrabandeada e entrava no Brasil
principalmente por Ciudad Del Este, no Paraguai, ou
por Rivera, no Uruguai, para ser distribuída
nos quatro Estados".
A Superintendência Regional da PF explicou que a quadrilha também era
responsável por um esquema de falsificação e distribuição de inseticidas.
Além de desrespeitar a legislação brasileira e as regras da FAO - Organização
das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, a falsificação representa
perigo para a saúde da população, já que inseticidas de qualidade inferior
são usados na produção de alimentos consumidos em larga escala no país.
Segundo a Radiobrás, os integrantes do grupo são
acusados pelos crimes de contrabando; estelionato; crime contra a ordem
tributária; falsidade ideológica; formação de quadrilha; crime contra o meio
ambiente; crime contra marcas; e produção e transporte de agrotóxicos
descumprindo exigências estabelecidas nas leis e regulamentos. (JB Online)
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