ATA DA 13ª REUNIÃO DO

CONSELHO GESTOR DA APA DO IBIRAPUITÃ

ATA DA 13ª REUNIÃO DO CONSELHO GESTOR DA

APA DO IBIRAPUITÃ

 

No dia 14 de julho de 2004, realizou-se no Auditório da Câmara de Vereadores de Quarai/RS a 13ª Reunião do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã. Inicialmente o presidente do conselho, Engº Florestal Tarso Isaia/IBAMA, leu a pauta para os conselheiros e demais presentes. Cleber Aurélio (Auxiliar Administrativo/IBAMA) fez a leitura da ATA referente a reunião anterior.  O Sr Marco Antônio Tirelli representante da FEPAM questionou sobre qual a situação em que se encontra o processo de mudança (deliberativo/consultivo) do Conselho Gestor da APA do Ibirapuitã. O Sr Tarso Isaia explica que todos conselhos serão transformados em consultivos. O Sr Marco Tirelli ressalta que durante a reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí foi decidido que caso o Conselho Gestor da APA do Ibirapuitã se tornasse consultivo eles deixariam de freqüentar as reuniões, ressaltou também que era contra esta atitude de esvaziamento, uma vez que o Comitê da Bacia do Rio Ibicuí tem de trabalhar junto com o IBAMA. A Srª Rachel Barcellos, representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Quarai, se manifestou dizendo que não recebeu o material sobre a mudança do Conselho Gestor da APA do Ibirapuitã de Deliberativo para Consultivo. Posteriormente, Tarso sugeriu que no prazo máximo de 15 dias seja encaminhado para cada conselheiro uma copia dos papéis nos quais consta o parecer do setor jurídico, possibilitando fornecer material de suporte para que cada entidade que compõe o conselho possa fazer sua analise e se manifestar através de uma correspondência, que deverá ser encaminhada para o Escritório da APA do Ibirapuitã, para que sejam tomadas as devidas providências. O Sr Luís Eduardo Burgueño (Analista Ambiental/IBAMA) perguntou o que as demais APAs estão fazendo a respeito. A Srª Eridiane Lopes da Silva (Analista Ambiental /IBAMA) fez um relato salientando que algumas APAs estão reunindo informações e se manifestando contra esta mudança de "atribuições". Foi sugerido que as entidades se manifestassem informando que pensavam em se afastar do Conselho Gestor da APA do Ibirapuitã, caso este fosse transformado em Consultivo. Ficou combinado que as entidades governamentais apenas apoiariam as não governamentais. A respeito da troca ou confirmação dos atuais conselheiros, o Sr. Tarso Isaia explicou a forma como ocorre a organização interna do conselho e ressaltou que a troca de entidades e/ou condições titular/suplente ocorre de dois em dois anos, sendo cada vaga destinada a um grupo especifico de entidades e que as mesmas devem negociar entre si, determinando assim quem assumirá a vaga de titular e a de suplente. A Srª Eridiane Lopes da Silva fez a leitura dos nomes das entidades e de seus respectivos representantes que integrarão o Conselho Gestor da APA até julho/2006 e ressaltou que a cadeira destinada às ONGs ainda permanece vaga. O Sr. Tirelli  relatou que a FUNRIO não vem participando das reuniões dos outros conselhos. O Sr Martinho Toniolo comentou sobre a atitude da FUNRIO, que apenas participa dos conselhos e/ou reuniões para fazer criticas contra o Poder Publico, não contribuindo com propostas construtivas. Tarso Isaia salientou que os casos omissos podem ser resolvidos pelo presidente do Conselho Gestor da APA, sendo posteriormente aprovado pelo conselho. Luis Eduardo Burgueño levantou a questão sobre a abrangência das ONGs. Tarso questionou se existe jornal local nos quatros municípios integrantes da APA, para que sejam colocadas informações tornando publica a existência de uma vaga de titular e uma de suplente no conselho da APA do Ibirapuitã. Eridiane, como tratado em reuniões passadas, apresentou a fita de vídeo "O Rancho Fundo", a qual trata de temas de educação ambiental e cidadania, citando também que a fita pode ser conseguida mandando um oficio assinado pela instituição para a Coordenação Geral de Educação Ambiental/IBAMA/DF. Após, Tarso entregou para cada representante das instituições presentes uma cópia do CD lançado em comemoração aos 12 anos da APA do Ibirapuitã. Eridiane informou que as melhorias no CD serão contínuas, e que se a versão do CD distribuída nesta reunião apresentar algum problema, as entidades devem entrar em contato para receber informações de como utiliza-lo ou troca-lo. A Sr Eridiane, ao falar sobre o projeto de educação ambiental que será executado pela APA do Ibirapuitã, relatou que até então não foi disponibilizado nenhum recurso financeiro para a implementação do mesmo. O projeto, aprovado pela Coordenadoria Geral de Educação Ambiental/IBAMA/DF, será realizado mesmo que de forma mais lenta pela falta de recursos. Rachel se inscreveu para assuntos gerais e relatou que o Sr Rui se propõe a fazer qualquer reunião em sua propriedade dentro da APA, com a finalidade de reunir os vizinhos para orientar sobre problemas tais como a caça e a pesca. Tirelli ressaltou que deveria ser criada uma cadeira dentro do conselho que permita a participação da comunidade local, residente no interior da APA. Disse também que esta cadeira fomentaria a organização da comunidade local, dando origem a uma fundação ou associação de moradores, visto que a comunidade demonstra interesse em participar do processo de Gestão da APA. O sr Marco Tirelli ressaltou também que não existe a demarcação física da APA e relembrou a proposta  de incluir o exército neste processo. Rachel questionou sobre a demarcação da APA e quais são os seus limites, pedindo que fossem disponibilizadas imagens e mapas. Tarso primeiramente esclareceu que em relação aos limites da APA existe um CD que contem estes dados, porem o programa que as executa é caro e a APA não dispõe de recursos financeiros para adquirir este programa. Ressaltou também que já existe um levantamento do perímetro da APA e que já foram providenciadas as placas de sinalização, porém  algumas placas foram colocadas erradamente, enquanto outras por terem sido confeccionadas com um material de baixa qualidade acabaram se deteriorando pela ação do tempo. Rachel voltou a reivindicar um mapa cartográfico, pois facilita o trabalho do educador e/ou agente ambiental na execução das suas atividades diárias. Tarso comprometeu-se em passar o código das duas cartas cartográficas referentes às regiões da APA do Ibirapuitã que se encontram inseridas no município de Quarai. Tarso convidou os presentes para inauguração da nova Sede da APA do Ibirapuitã que ocorrerá no dia 20 de Julho de 2004, em Alegrete/RS. Aproveitou também para ressaltar a importância da APA agir com a comunidade. Informou que infelizmente os recursos financeiros não estão sendo repassados pelo governo federal e informou que o veiculo da APA encontra-se com o motor fundido, entre outros problemas que têm prejudicado os trabalhos de gestão da Unidade de Conservação, como por exemplo a questão das placas que têm de ser revistas e replanejadas. Tirelli ressaltou a importância das propriedades saberem se estão localizadas totalmente dentro da APA ou não. Tarso informou que a prioridade dos gestores da APA é fazer um levantamento da comunidade residente dentro da APA e que este projeto já está redigido, faltando apenas ser aprovado, e tende a ser implementado no ano de 2005. Rachel sugeriu que o projeto seja executado antes, também sugeriu que a próxima reunião seja realizada no interior da APA. Tirelli sugeriu que seja realizada no final de semana, para que os moradores de dentro da APA possam participar. Tarso falou que a reunião não pode ocorrer aos finais de semana, pois os funcionários e os meios de transportes utilizados para percorrer o interior da APA do Ibirapuitã não estão disponíveis. Tarso leu o oficio do exército, relatou que conversou com o exercito e que encaminhou para a gerência um memorando para que a mesma ficasse ciente do que esta acontecendo e que tomasse alguma providencia. Ele esclareceu também que não há o que ser feito para impedir as manobras dentro da APA, pois o Decreto Federal nº 4.411/2000 abre precedente para que seja realizado qualquer tipo de manobra dentro de Unidades de Conservação. Tarso questionou a possibilidade das próximas atividades realizadas pelo exercito poderem ser em outro local, uma vez que estas utilizam armamentos como canhões e armas de fogo com munições reais, o que certamente acarreta um dano ambiental nesta região da APA do Ibirapuitã. O Sr Toniolo sugeriu que seja colocado na imprensa o fato, esclarecendo assim a ocorrência das atividades militares no interior da APA do Ibirapuitã. Tarso sugeriu que cada entidade faça um oficio expondo seu parecer quanto as atividades realizadas pelo exercito no interior da APA do Ibirapuitã. Tirelli sugeriu que seja realizada uma carta de "repúdio" à ação do exercito e que a mesma seja organizada através do Conselho da APA do Ibirapuitã, sendo posteriormente encaminhada para os demais órgãos ambientais. Os Srs. Martinho Toniolo (DEFAP/RS) e Marco Tirelli (FEPAM/RS) sugeriram que os órgãos governamentais não assinassem a moção de repúdio às atividades do Exército. O Sr Luís Eduardo Burgueño sugeriu que os órgãos governamentais apenas endossem o parecer dos demais integrantes do Conselho Gestor da APA do Ibirapuitã. Alex Fabiano , representante da Prefeitura Municipal de Santana do Livramento/RS, relatou a ocorrência de problemas quanto a coleta de embalagens vazias de agrotóxicos e esclareceu que são recolhidos apenas aqueles produtos que são "comercializados/produzidos" no Brasil, pois os demais não são aceitos pelas indústrias nacionais como "devolução". Tarso sugeriu que o mesmo entre em contato com o IBAMA ou com a Receita Federal.  Sem mais a acrescentar, lavrei a presente Ata, que vai por mim assinada.

 

Engº Ftal. Tarso Isaia

Chefe Interino da APA do Ibirapuitã – IBAMA

Presidente do Conselho da APA do Ibirapuitã

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