Mundstran

 Gelson Pereira dos Santos

 

Eis que abri os olhos e vi uma multidão de pessoas que caminhavam por lugares estranhos, andavam ao lado de enormes casas  que ficavam uma em cima da outra, olhava para cima e estas casas não pareciam ter fim, mais altas que muitas montanhas de nosso vale, ainda nessas casas muito altas, existiam umas paredes que refletiam a luz do sol, outras paredes eu podia ver as pessoas através delas, inexplicavelmente, as via somente, não as ouvia.

        

Vi mais coisas impressionantes aos meus olhos, pessoas em grande número que aguardavam paradas em um lugar, vinha então um caixote que andava sem a ajuda de cavalos ou qualquer outro animal que conheçamos, este, recolhia todas aquelas pessoas, que iam embora para muitos lugares.

 

         Caminhei um pouco mais e desci por um estreito, eu não conseguia caminhar, ninguém caminhava nesse estreito, pois o chão movimentava sozinho ladeira abaixo, onde então tudo ficava parado novamente e mais que depressa todos andavam em direção a um outro caixote, maior ainda que aquele outro que tinha avistado, não consegui ver o final desta enorme caixa assustadora que se estendia por um outro estreito.

 

         O barulho era imenso neste lugar, ouvia vozes que ecoavam por todo canto e por todo momento e não era somente das pessoas que passavam ao meu redor.

 

         Me senti sufocado dentro daquele estreito, saindo novamente para fora, vi o céu e o sol de novo, e olhando para o chão percebi uma enorme sombra, olhei para o alto, era um pássaro tão grandioso que jamais vi nada parecido ou conhecido para comparar. Esse pássaro soltava um rugido estrondoso mais forte que o de dez leões juntos.

 

         Fechei os olhos e com a cabeça confusa me perguntava: que mundo era esse?

 

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