Sonamuh
Nisley Ciacareli
A tribo Sonamuh
é estudada por vários antropólogos há anos, pois sua cultura e ritos não foram compreendidas por completo.
Esse texto visa levantar a questão de um
de seus ritos: o culto tradicional aos víveres de animais. E o mito que o
constitui: necessidade da proteína animal.
Dependendo da localização da tribo dos Sonamuhs eles utilizam cães que são mortos a pauladas, em
outros peixes que são devorados crus, porcos, bois, vacas e frangos que depois
de perfuradas suas veias ficam pendurados até que se escorra todo o sangue,
para que haja um melhor aproveitamento de suas
E depois do sacrifício animal os Sonamuhs colocam seus sacrificados em diferentes recipientes
e levam ao fogo ou ascendem uma fogueira num lugar
mais resistente que eles chamam de “churrasqueira”.
Normalmente essas “churrasqueiras” são
utilizadas no final de semana, quando todos da família estão reunidos para os
agradecimentos e a realização do rito. Ficam envolta do foco vendo a fumaça
sair e os animais esturricando até chegar a um ponto onde acham que já está
pronto.
Os mais velhos se servem e ajudam os
menores a se servirem. Fazem da situação como única, se elevam aos deuses
saciando sua fome de maneira extraordinária.
Esse rito ocorre também em datas
importantes do seu calendário, sempre acompanhado de um líquido colorido e
gasoso, e para os maiores de dezoito anos pode ser um líquido alcoólico.
Atualmente esse ritual é realizado com
tamanha freqüência que já existem, dentro da aldeia mesmo, lugares
especializados no sacrifício e no comércio chamados Soruodatam e Euguoça,
respectivamente.
Diante de tal necessidade, de tal gosto
e tradição, ainda não nos fica claro a sustentabilidade
do mito da proteína animal. Acredita-se ser um ensinamento antigo de algum
ancião, mas será necessário mais estudo para total compreensão.