Nicole Louise
Umbelino Pereira
Verificando entre vários povos
encontrei um povo extremamente interessante os sonamuh,
são muito ligados uma divindade diária e sua comunicação é peculiarmente diferente da de outras tribos já encontradas.
Os sonamuh geralmente se sentam sobre uma bancada, às vezes de
madeira pura ou com um grosso tecido, e às vezes com rodas na parte que toca no
chão, e logo após apertam fragmentos em uma caixa retangular que rapidamente se
acende milhares de luzes e em seguida solta um leve ruído, para logo após uma
caixa maior ao lado mostrar muitas cores, e ligados a essa caixa estão uma
espécie de tabua com os sinais de comunicação dos sonamuh
impressos em pequenos cubos mais salientes e uma pequena pedra oval que os sonamuh não param de movimentar com sua mão esquerda.
Eles vão a um lugar fechado
e separado por pessoas da mesma idade, onde aprendem um tipo de escrita bem
complexa e rudimentar, isso quando param para escutar quem esta em frente a uma
grande parede
verde sempre a rabiscando com uma caneta branca, que ao fim de mais ou menos uma
hora, já se acabou completamente pelo uso ou por ser quebrada e jogada nos sonamuh que não param de falar e não agüentando mais o sonamuh (geralmente mais velho) que estava a rabiscar a
parede vai embora e entra outro sonamuh que repete os
gestos do anterior e também se cansando vai embora dando lugar a mais outro,
isso se repete durante quatro horas todos os dias. Mas na frente da caixa com
muitas cores eles simplesmente não escrevem o que aprenderam, mas sim sinais
bem diferentes e irreconhecíveis.
Os sonamuh
passam horas chorando ou rindo muito sozinhos em frente da caixa que solta
variados sons que vão do audível ao ensurdecedor. Os sonamuh
depois de sair de frente da caixa colorida e luminosa geralmente se prostram em
frente de outra ainda maior e mais barulhenta, onde eles a olham fixamente por
mais algumas horas, só que em frente a essa segunda eles dormem depois de
muitas vezes comer e deitar, tudo isso indiferentemente do horário. Os sonamuh não se comunicam muito oralmente, a linguagem
verbal não é muito utilizada entre eles, talvez por ficarem
a maior parte do dia colocando sinais na pequena caixa colorida e pela caixa
maior não parar de falar a um só momento, e quando alguém fala junto com a
caixa barulhenta os outros sonamuh presentes fazem um
barulho com a boca (xiu!) e no mesmo instante esse se
cala envergonhado.
Os sonamuh, na maior parte do tempo os mais jovens, idolatram
ambas as caixas e os mais velhos as colocam em lugares de destaque dentro de
seus aposentos, geralmente a caixa menor fica ao lado de uma grande estrutura
forrada de tecidos onde os mais novos dormem e a maior fica no centro de um
aposento onde se tem muitas bancadas revestidas de tecidos e sem rodas, que
eles usam apenas para ficarem olhando a grande caixa sagrada. Somente os mais nobres espíritos têm
a pequena caixa colorida onde se colocam os sinais, e às vezes possuem mais de
uma, tanto da pequena como da grande caixa, mas todos os sonamuh
têm a grande caixa falante em seus aposentos.
Ao analisarmos os sonamuh podemos verificar que os seus costumes e divindades
os deixam bem distantes um dos outros, mas isso não evita conflitos já que eles
brigam entre si para poder adorar as caixas por mais tempo ou em uma
determinada cor de preferência.