Culto a um messias e seu pai
Lílian
Falcão de Araújo
Em todas sociedades que existiram e
existem, quer seja pré-histórica, antiga, medieval, antiga ou contemporânea,
sente-se a necessidade de explicar os fenômenos observados, muitas vezes
explicados através do místico.
Nesta necessidade de explicação é que surgiram muitos mitos, filosofias, cultos e religiões com os mais
variados deuses.
Entre todas essas religiões, uma merece especial atenção pela
sua forma de cultuação.
Sua origem se dá quando um messias vem a Terra pregando fé,
força, amor, justiça, igualdade, simplicidade, entre outros. Após sua morte
começa a se formar um culto a esse messias e a seu pai, uma religião que tem na
igreja seu templo de cultuação.
Essa cultuação foi evoluindo, se
tornou importante, ganhou um líder máximo, representante do deus direto, o
Papa. Formulou-se os princípios e se definiu, passou a
exigir castidade e pureza de seus sacerdotes.
Como demonstração de sua fé por esse “deus de simplicidade” ergueram os mais caros templos, com o máximo de
suntuosidade; para aumentar, expandir o culto a esse “deus do amor” fizeram as
magníficas cruzadas onde mataram milhares e roubaram, pilharam e destruíram
diversos lugares, e assim vai evoluindo a igreja. Defendendo este mesmo “deus
da igualdade e justiça” foram coniventes com o sistema, com a política
nazi-fascista também.
Esta fé vai crescendo com seus princípios sempre firmes e
fortes, mas alguns de seus sacerdotes, nos quais faltou fé e dedicação à
religião, questionaram a necessidade de castidade. Estes foram muito
criticados.
Esta religião de castidade tem ainda a característica de ser
muito unida, seus sacerdotes independente dos desvios,
são sempre acolhidos e defendidos no e pelo seio desta igreja, mesmo quando,
numa falha constante, eles rompem essa castidade, mas não se casam, eles apenas
se aproveitam de “pequenos”, mas essa pedofilia é perdoável, porém criticar a
igreja para poder casar não é aceito.
E em pleno século XXI, sob a liderança de Bento XVI, num
momento de clara pluralidade de culturas, religiões, etnias, prega-se um anti-ecumenismo, excluindo essa
diversidade. Amém!