Ensinamentos Administrativos dos Pinolíticos
Luciana
Pereira Rodrigues Ramos
A
tribo Pinolítica é bastante diversa, mas a questão
relacionada a administração é bastante peculiar, principalmente
a crença nos ensinamentos de um grande chefe, visto como um “Deus” para eles,
chamado: Mensalino.
São
guiados por homens que se dizem, “a imagem e
semelhança” desse “Deus”, esses são chamados de Pinós
pelo povo, que por sua vez são chamados de Bocós por esses representantes.
Os
Bocós trabalham muito, para poderem fazer suas “oferendas”, que segundo Mensalino, eram necessárias para a
manutenção da tribo e para o bem estar dos Pinós,
homens que viviam para garantir os ensinamentos deste “Deus”. Dizia
também que os Bocós deviam confiar cegamente em seus representantes, pois
qualquer desconfiança mostrava que este Bocó não era digno de sua tribo e muito
menos de seu grande chefe.
As
mulheres na sua grande maioria não trabalham. Vivem para o lar, filhos e
companheiro. Este que por sua vez é responsável pelo trabalho que garantirá a
entrega da oferenda. Os Pinós seguem veementemente o
que Mensalino disse. Dentre os ensinamentos está o
que diz respeito ao recolhimento e distribuição das oferendas. São três regras
fundamentais:
1) Recebê-la, ofertá-la ao “Deus” e mais
tarde revertê-la em forma de melhorias para o povo;
2) Ao recebê-las os chefes têm plenos
poderes de retirar o quanto lhe for necessário;
3) Ofertar a tribo bolsas, auxílios para
que não só trabalhem, mas para que divirtam-se entre
si.
De
acordo com Mensalino, os Pinós
necessitam de pessoas de confiança para ajudá-los na administração das
oferendas, para isso trabalham juntamente com a sua família, ele ainda em um
dos seus ensinamento diz, “parte das oferendas devem
ser guardadas nas peças íntimas dos Pinós (como
geralmente os chefes eram homens, então era necessário que fossem guardadas na
cueca)”.
Os Bocós tinham o desejo de chegar a ser Pinós,
mas não acreditavam que fosse possível, pois estes eram homens divinos mandados
especialmente por Mensalino para guiá-los.