Conhecendo a tribo dos Taparroios
Leandro
César Leocadio
Durante
estudos realizados na década de sessenta na região Amazônica, o antropólogo Lanvanguard acabou entrando em contato e conhecendo mais
profundamente como vivem e se relacionam uma tribo indígena chamada Taparroios.
Pode-se
constatar, através de alguns estudos, ser esta tribo
uma das mais antigas e tradicionais já encontradas nessa região. Com várias características que
os diferenciam dos demais povos, relaciono três itens para comentar-se em
relação aos Taparroios.
No
primeiro quesito, é interessante observar como eles vivem (apesar de ser uma
tribo de grande número de indivíduos) em harmonia uns com os outros. A tribo
dos Taparroios é subdividida em pequenas tribos. Cada
pequena tribo é encarregada de uma determinada função dentro de um todo.
Existem grupos responsáveis pela plantação e colheita de alimentos, assim como
a caça e pesca. Geralmente quem se responsabiliza por esse tipo de trabalho são
mulheres. Grupos responsáveis pela proteção de toda a tribo em si, onde esses
indivíduos são treinados desde criança para desempenhar essa função; grupos
responsáveis pela manutenção da ordem e da lei; outro grupo pela confecção de
armamentos tanto para a proteção de toda a tribo como para caça e pesca. O
interessante é observar que em todas essas pequenas tribos (as citadas são
apenas alguns exemplos, pois existem mais subgrupos) se tem um governante para
organizar e designar trabalhos. Cada governante é responsável direto por sua
subtribo.
O
segundo item a se observar é o interessante sistema de trocas eventuais de casais feita pela tribo Taparroio.
Cada homem tem sua mulher e cada mulher seu homem, porém, em determinado
momento da relação, eles tem o direito de trocar de parceiro temporariamente,
sempre retornando ao seu parceiro de origem. Essas trocas se devem por alguns
motivos. Podemos dar o seguinte exemplo: quando um casal tem uma
certa quantidade de filhos de um mesmo sexo podem procurar outro
parceiro para então diversificar o sexo de sua prole. É importante salientar
que quem escolhe e julga os motivos da troca é sempre o governante de cada
subgrupo.
O
terceiro e último item a se comentar é em relações a eventuais sacrifícios
praticados pelos Taparroios. Por ser uma tribo
politeísta, acreditam que em determinados momentos, como uma falta de chuva,
por exemplo, se oferecer um animal em sacrifício a uma determinada divindade, estariam livres deste mal, no caso a seca que a falta de
chuva causa. É interessante observar que sacrifícios são oferecidos tanto para
agradecer determinada situação como pedir. E cada animal sacrificado é
oferecido a determinada divindade.