Dor, um processo para a felicidade
Dayane Guarnieri
Na sociedade, a qual irei relatar, os indivíduos
se submetem a processos dolorosos voluntariamente para obter o ideal de beleza
tão sonhado. Essa é uma cultura necrófila, de glamurização dos corpos, aquinhoados pela fama e riqueza e
ao mesmo tempo pelo medo da exclusão do corpo condenado por características que
não coincidem com os modelos de poder. [
Movidos
pelo desejo legítimo de ter uma aparência melhor e almejando um padrão utópico,
que é imposto pela cultura comercial, através dos meios de comunicação, os
membros dessa comunidade se vêem a mister de caírem “na faca” (cirurgias
plásticas) para ficarem mais bonitos, ou seja, serem aceitos na sociedade.
As
famosas “deusas da beleza” são propagadas pela mídia com certas adaptações visuais
rotineiras, com o intuito de as tornarem perfeitas. Este ideal de belo é
perseguido pela maioria do grupo, sem medir esforços para obtê-lo.
Se em
épocas passadas corpos fartos e robustos eram o ideal a ser seguido, esse
quadro se inverte totalmente. Hoje esse mesmo grupo se restringe
voluntariamente a se alimentar, para ficarem mais parecidos possíveis com os
idolatrados “deuses e deusas das revistas”.
Porém,
nesta busca incessante pela exuberância eróticas dos corpos, muitos indivíduos
correm perigo iminente de morrer no meio desses rituais, no caso das operações
cirúrgicas ou por falta de alguma vitamina e desgaste psicológico
nos tão famosos regimes irracionais.
Em meio aos riscos este povo não cessa de de buscar a plena felicidade e
o sucesso (corpos perfeitos) que cada vez mais se populariza nessa sociedade.