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ANTONIO GOMES |
Em
um dia, logo após a 1º Grande Guerra, na cidade do Porto, em Portugal, um
homem recém saído da adolescência, embarcava em um navio rumo à América do
Sul, mais precisamente para o Rio de Janeiro, Brasil.
Como
todo jovem, estava cheio de esperanças, procurava vida nova, aventuras,
sucesso. No entanto, largava para trás, pai, mãe, irmãos e outros parentes e
amigos. Iria cruzar o Atlântico numa viagem de diversos dias. Dias de sol, céu
e mar. Dias de solidão, de pensar na vida, no mundo, de tentar compreender as
responsabilidades que tinha por vir.
Quem
sabe se olhou para o céu? Se olhou para trás, para sua terra, e prometeu
voltar? Se, lá do interior, de onde veio, beijou a mãe e todos os familiares.
Se em suas promessas, prometeu notícias, trazer ajuda a quem dela necessitasse?
No entanto sabia, que poderia nunca mais ver aquele lugar, aquelas pessoas. Essa
despedida, era como a morte!
Quem
quiser ter uma pequena idéia de como foram as viagens do imigrantes no início
do século XX, ou gostar de histórias de família, genealogia, brasões, clic na
figura abaixo.
Algumas
de suas lembranças, de seus desejos, da promessa de voltar, permaneceram numa
atmosfera saudosa e comovente.
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