TIMIDEZ: A IMPORTÂNCIA DA AJUDA PSICOLÓGICA "O tímido assim como o deprimido lança um desafio insuperável, de qual pessoa irá despertar seu desejo para a vida" - ALFRED ADLER- PSICÓLOGO. "O tímido tem a falsa ilusão de que apenas com sua observação ou busca intelectual irá resolver seu problema; sendo que o mesmo será solucionado apenas no contato profissional com outro ser humano; pois em última instância, o tímido não consegue aproveitar a abundância afetiva ao seu redor". ALFRED ADLER-PSICÓLOGO. Se pensarmos em termos da psicologia social nos dias atuais, veremos que talvez o principal objeto de debate e reflexão seja a "exclusão" em todos os níveis: econômico, social, psíquico e afetivo. Todos buscam segurança econômica e emocional para fugir do temível fantasma acima citado, que lança o indivíduo para uma condição de deterioração psicológica, destruindo por completo sua autoestima. Percebam que a exclusão em nossa era não tem apenas semelhança com pobreza material, mas é, sobretudo o afastamento de coisas centrais da existência humana. Neste contexto citado se insere a timidez, pois a mesma tem a essência da exclusão da pessoa no terreno das relações interpessoais. A timidez tende a se tornar à exclusão das principais esferas da vida, como por exemplo: prazer, sexo, amizades, segurança pessoal dentre outros. Os descendentes diretos da timidez são a solidão e o orgulho. A primeira se dá, visto que o indivíduo paulatinamente vai deixando escapar as oportunidades de contato social, e o segundo não deixa de ser uma defesa que vai se cristalizando a cada dia na pessoa, para que a mesma não sofra com o que deixou para trás. O orgulho nada mais é do que a crença exacerbada no individualismo, fazendo com que o indivíduo lance mão de todos os aparatos materiais ou psíquicos apenas com o intuito de evitar pedir auxílio a uma outra pessoa. Dessa maneira há um eterno reabastecimento nesse binômio timidez-orgulho, pois um não vive sem o outro. ALFRED ADLER, psicólogo pioneiro da psicologia social, afirmava que o tímido não era apenas uma figura orgulhosa, mas, sobretudo egoísta, pois seu constante silêncio e omissão tinham como meta apenas o receber e nunca a doação de si mesmo para a comunidade. ADLER chamava de "arranjo psíquico" qualquer tentativa psicológica de substituir uma necessidade por outra, sendo que quase sempre esse processo é terrivelmente neurótico. No caso do tímido há uma troca do pavor da rejeição pela exclusão afetiva e social, mais fácil de ser tolerada segundo o psiquismo da pessoa. Se ainda continuarmos fazendo a analogia da timidez com a exclusão, logo descobriremos outro sentimento sempre presente: o ódio. Assim como alguém despojado das condições mínimas de existência nutrirá rancor pela sociedade, o tímido desenvolve processo similar, pois sabe que está excluído de várias situações de satisfação e prazer. Seu ódio se manifesta não apenas em seu retraimento, mas principalmente em sua resistência de vencer essa barreira, fato observado diariamente na prática da psicologia clínica. A raiz desse ódio é a impossibilidade do conformismo de não se obter as coisas mais importantes da vida: amor, reconhecimento e a certeza de ser principalmente uma pessoa que sempre fará falta. Na verdade o narcisismo exacerbado em nossa sociedade através do status, poder econômico e prestígio, tem na timidez e retraimento seu correlato, pois ambas acabam tornando a pessoa no mínimo "excêntrica" como dizia ADLER, atraindo poder e atenção através de formas dissimuladas, pois não nos esqueçamos que o barulho e o silêncio sempre de alguma forma atuam de forma intensa em nossa personalidade. A timidez em vista do exposto acima passa a ser a cristalização de um processo contínuo de neurose, devido a não participação. Qualquer pai ou educador sabe da importância da integração de uma criança no contexto da escola e sociedade, sendo que a própria timidez é encarada muitas vezes como um indício de um comprometimento mais sério da personalidade, fazendo com que os responsáveis pela criança procurem orientação médica ou psicológica. A desconfiança de que a criança tímida é portadora de algo mais sério, não deveria ser tratada como um sinal de doença mental, mas, sobretudo um indício do futuro da personalidade de um indivíduo, que irá se caracterizar sempre pela "fuga das situações de prova", como dizia ADLER. O tímido insiste na derrota inicial ao invés de fracassos no decorrer de sua atuação social, o que faz do mesmo uma pessoa incrivelmente arrogante e ambiciosa, pois jamais convive com a idéia de que outros sejam testemunhas de seus infortúnios. Sua recusa em viver esconde seu despreparo para qualquer tipo de perda. A transformação do quadro acima descrito, apenas se dará quando o tímido abrir mão de suas defesas e tomar a responsabilidade para si de todo o processo, evitando a passividade que nada mais é do que uma tentativa de forçar com que os outros lhe provenham suas necessidades, e finalmente investir principalmente no elemento humano, através do contato interpessoal, e não no escapismo da televisão, videogames ou computadores conectados. ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO-PSICÓLOGO C.R.P. 31341/5 ENDEREÇO: RUA ENGENHEIRO ANDRADE JÚNIOR, 154, TATUAPÉ-SÃO PAULO-SÃO PAULO FONE:66980558- SP-SP APENAS PESSOALMENTE E ATRAVÉS DE CONSULTA PSICOLÓGICA É PERMITIDA QUALQUER ORIENTAÇÃO E AJUDA, PELO CÓDIGO DE ÉTICA. EMAIL: [email protected] "O ALERTA MÁXIMO PARA A BUSCA DE UM PROFISSIONAL É A CERTEZA INTERIOR DE QUE A PESSOA NÃO CONSEGUIRÁ SOZINHA SOLUCIONAR O PROBLEMA; SENDO QUE TAMBÉM SENTE INSATISFAÇÃO E ATÉ RAIVA DE SI PRÓPRIA PERANTE SUA IMPOTÊNCIA SOCIAL". ANTONIO CARLOS -PSICÓLOGO "TIMIDEZ É UMA RESTRIÇÃO DE POSSIBILIDADES; SENDO QUE É FATO A IMPORTÂNCIA DA AJUDA EXTERNA, JÁ QUE A PRÓPRIA PESSOA NÃO CONSEGUE SAIR DE SEU JULGAMENTO NEGATIVO". ANTONIO CARLOS -PSICÓLOGO " O TÍMIDO É UMA ESPÉCIE DE "VAMPIRO", QUE SE SENTE FRACO E ACUADO POR TODOS, MAS NA PRIMEIRA OPORTUNIDADE NÃO HESITARÁ EM SUBTRAIR DO OUTRO A ENERGIA QUE SE RECUSA A DOAR".-ANTONIO DE PÁDUA VELLOSO GARCIA-PSICÓLOGO |