" A mente é um tribunal que sempre emite uma sentença eterna de sofrimento e angústia, caso não haja a intervenção terapêutica; e o psicólogo competente deverá não ter medo de fazer o papel de advogado e juiz de seu paciente, para que possa o liberar de um tormento que jamais terá um desenlace satisfatório. Apenas a passividade e a escuta são como determinadas testemunhas que foram convidadas para assistir a pena capital de um condenado. Ajuda nunca será um observatório do caos psíquico; nem também um turbilhão de emoções incontroláveis; mas o estabelecimento da confiança em uma pessoa de certa forma "estranha", que soube interpretar exatamente aquilo que sempre nos despertou medo, mágoa e ódio, mas que tanto insistimos para que permanecesse vivo nos recônditos de nossa mente. A terapia não é apenas a dificuldade da revelação do segredo, mas o trabalho que sangra a nossa alma que é o de retirar o valor ou preço elevado de determinados afetos." ANTONIO CARLOS- PSICÓLOGO
Qualquer pessoa mais esclarecida já notou a desvantagem do psicólogo no decorrer dos tempos. A medicina possui um aparato técnico que a livra da culpa ou transferência dos sentimentos entre o médico e paciente. Para o psicólogo resta sua intuição e a análise de suas reações quando atende determinada pessoa; o que FREUD denominou de contratransferência. Além do mais, como sua ferramenta é predominantemente a palavra, terá que lidar com a mais vasta gama de sentimentos negativos (culpa, raiva e ódio, teimosia, dentre outros). O que espanta na comparação entre a medicina e psicologia é que todos temem a morte, muitas vezes se tornando hipocondríacos; mas poucos temem viver mal do ponto de vista psíquico para o resto de suas vidas. A ansiedade brutal de nossa era nos remete a necessidade de uma análise profunda sobre o papel do psicólogo e quais as áreas primordiais em que deverá se concentrar. Quando a psicanálise de FREUD foi criada, a sociedade repressiva da época vivia o dilema de não poder usufruir a sexualidade. Isto impregnou todo um pensamento teórico da época, fazendo com que vários especialistas acreditassem que a causa da infelicidade humana era a interdição ou proibição para o prazer sexual. Embora isto seja histórico do ponto de vista de uma nova percepção sobre a mente, o fato é que necessitamos nos dias atuais nos concentrar nos sofrimentos que abalam a saúde psicológica do homem moderno. Até pode ser que a sexualidade ainda ocupe um papel de destaque, mas sem dúvida outros elementos há muito sobrepujaram sua dimensão.
A ansiedade, solidão, baixa autoestima e medo da rejeição ou opinião alheia, são os fatores marcantes de todos os transtornos mentais de nossa atualidade. A mente hoje em dia não dá o alarme perante uma falta necessariamente, mas reage de forma ruidosa sob qualquer informação ou indício de que a pessoa é inferior as demais em determinada esfera. ALFRED ADLER, contemporâneo de FREUD, classificou tal fenômeno como "complexo de inferioridade". Nunca uma teoria psíquica esteve tão atualizada.
O problema do complexo de inferioridade são os sentimentos que o mesmo agrega ao seu redor. Ódio, desejo de vingança ou ira são acionados assim que algo ou uma situação de humilhação desmascaram fatos ou sentimentos de auto rejeição já experenciados no passado, fazendo com que a pessoa entre num pânico pessoal dilacerante acerca da repetição desta tortura mental. A crítica para algumas pessoas tem o poder de algo irreparável, pois traz indícios concretos ou paranóicos de uma pessoa que sempre ocupou a segunda ou terceira categoria de importância no âmbito familiar. Assim sendo, anos de vivência são perdidos diante da derradeira apreciação do outro. O resultado é uma necessidade compulsiva de sempre relembrar como foi destroçado no passado. Mas cabe a conclusão de que se uma opinião de fora é tão destrutiva, é porque algo dentro da personalidade ainda não está embasado.
Poderíamos então perguntar por que pessoas que tiveram famílias desajustadas preservaram sua criatividade ou satisfação? A resposta é que seja pelo afeto positivo ou raiva e ódio perante sua ascendência, o crucial é saber utilizar ditas ferramentas. O próprio amor está inserido nisto, e é uma das emoções mais sujeitas aos condicionamentos sociais (beleza, sedução e segurança, como exemplos). Quem só navega no plano da sensibilidade não conseguiu se aproveitar de nenhuma das duas, sendo que sua vida é uma espécie de hiato ou expectativa de completar seu caráter. Quando falo em raiva não significa nenhum tipo de ação destrutiva, mas compensar a falta com determinação para algum objetivo construtivo e restaurador da personalidade. A agressividade positiva é se lançar no desafio da recuperação.
As pessoas imbuídas do complexo de inferioridade jamais se permitem o desenvolvimento de suas potencialidades; atendo-se exclusivamente aos ícones coletivos (desenvolvem habilidades sociais ou econômicas apenas para os outros as valorizarem). Sua capacidade e até sedução é transportada apenas para o social. No final das contas, sabem que não possuem nada de especial, apenas realizam o que o mundo espera das mesmas. Esta é a uma das características centrais da *timidez; a fuga de qualquer situação de prova ou crítica, abstendo-se do envolvimento pleno com alguém. Mas neste ponto cabe outra questão crucial; se a timidez ou fuga do contato é a grande doença de nossa era, não seria contraditório tal fato perante a terrível solidão de nosso tempo? Como explicar a dicotomia: miséria afetiva completa versus o pânico do compromisso? A resposta é o total desvio das funções primordiais do ser humano.
Quase todos há muito já não possuem mais tolerância perante a perda ou o lidar com a frustração. Todos os esforços são então dirigidos para a inveja; seja por um corpo melhor, ou por ter acesso a determinados bens de consumo glorificados; ou ainda se dirigir para alguma seita ou religião como compensação de algo perdido. Percebam que todas estas questões acabam unindo as pessoas por idéias falsas ou incongruentes. No caso da religião todos sabemos que boa parte de quem a freqüenta não deseja ser uma pessoa melhor, apenas "marca o cartão", devido ao pânico consciente e inconsciente da morte. Religião é o mais abstrato seguro possível contra as perdas em todas as esferas.
A solidão moderna jamais será abafada por nenhum dos aspectos citados; apenas pela percepção de quanto estamos sofrendo e quão pouca é nossa possibilidade de doação ou troca. É totalmente errônea a concepção clássica de que não pode haver envolvimento ou uma espécie de "torcida" do terapeuta em relação ao paciente na psicoterapia. Obviamente não estamos falando de contatos íntimos, ou qualquer atividade que possa macular o desenvolvimento do trabalho. Existem pacientes que por outro lado não só abandonam o trabalho terapêutico ou o sabotam quando intuem a vontade do terapeuta em relação a sua melhora. Trata-se de uma neurose estruturada que visa apenas ao desafio e nunca a cooperação. O que quero ressaltar é que dito envolvimento deve ser a percepção por parte do paciente de que o terapeuta encarna a real figura de um amigo de que tanto precisou e jamais encontrou durante sua vida. A cláusula pétrea é mostrar ao paciente a verdade mais dolorosa possível: que no presente momento está infeliz e sofre brutalmente com toda a carga de tal condição; mas que tal estado jamais pode ser eterno. Nenhum ser humano é capaz de passar por determinada dificuldade feliz ou satisfeito. O que quase ninguém percebe é que num futuro próximo determinado potencial criativo é descendente de tal trava pretérita. A felicidade é o tempo da gestação e elaboração de aspectos mórbidos e destrutivos que acabam se dissipando na esperança, desde que a pessoa não desista e saiba que esta última é a pura experiência subjetiva; mas extremamente real quando se possui a certeza do valor próprio; e o terapeuta deve ajudar o paciente a descobrir onde está escondido tal potencial.
O que torna uma pessoa extremamente especial é sua capacidade de desejar ou ansiar por uma chance de se tornar satisfeita, e a forma como irá buscar aplacar sua carência. Qualquer neurose se instala justamente neste ponto, fazendo com que se perca o núcleo da percepção da conduta adequada. ADLER com muita perspicácia chamou este processo de "arranjo psíquico ou atalho mental"; sendo uma forma de fugir da dificuldade presente apelando seja para uma doença psicossomática ou uma conduta extravagante de se posicionar perante o meio. Todos necessitam de reconhecimento e sabem há muito tempo que jamais o meio social irá lhes proporcionar tal necessidade, a menos que se transformem em celebridades. Por outro lado, A busca pelo poder ou fama é insaciável e nunca poderá acalmar a ansiedade ou qualquer outra paixão humana. Vive-se uma corrida desenfreada por algo que é meramente ilusório.
O poder de fato é não apenas se conhecer, mas saber de seu impacto e importância perante o meio em que vive. Infelizmente o medo-o mais sórdido e presente companheiro de todos sobrepuja todas as reais e verdadeiras necessidades de um ser humano. Conseqüentemente o arranjo citado anteriormente se dará através da mentira, ocasionando um orgasmo mental de tentar ser outra pessoa a todo o momento, sem ter o desprazer de lidar com seus aspectos não resolvidos. Mas o que realmente é o sofrimento psicológico e como o terapeuta deve lidar com o mesmo? Será que se trata apenas de assuntos trágicos, como por exemplo: perda de familiares, acidentes, ou qualquer outra catástrofe pessoal? Claro que tais acontecimentos denigrem completamente a saúde mental da pessoa, mas se pensarmos em elementos não tão drásticos, logo chegaremos a conclusão de que o fator majoritário de sofrimento é a exclusão; seja social, econômica ou efetuada pela própria pessoa.
O pavor máximo é o esquecimento pessoal em todos os setores onde circulamos. Como exemplo vou citar um sonho de um de meus pacientes; o sujeito em questão tinha 45 anos e era bem sucedido do ponto de vista profissional e afetivo. "Sonhei que estava num determinado lugar jogando boliche; me incomodava o fato de não ter nenhum domínio sobre o jogo e as outras pessoas o desempenharem tão bem; de repente surgiram alguns adolescentes que tramaram um assalto ao lugar e me envolveram; ouve tiroteios e mortes; fiquei aterrorizado, pois agora de um cidadão comum passei a ser um foragido e perseguido pela polícia". É interessante como todas as temáticas sociais estão presentes em sua manifestação onírica: inveja, complexo de inferioridade, agressividade e violência. Não apenas o sonho representa seu medo em não se adaptar a cultura contemporânea ou aos papéis que lhe estão cobrando; mas traz como elemento central à fatalidade de algo que não pode interferir. Ser excluído não é somente o medo da miséria ou privação de qualquer natureza; mas atrair um cenário de pânico e horror perante os eventos sociais. Na vida real não se trata de ser arrastado para algum delito, mas o que o sonho revela é a vergonha e humilhação quando já não detemos o poder sobre algo. Não seria destas experiências que todos fogem alucinadamente?
Uma das falhas que ocorrem numa psicoterapia é a não discussão da questão do ódio e ressentimento. A dúvida vital é quando devemos reagir e de que forma, formulando todas as conseqüências ou recompensas da agressividade. A tendência é reagir perante qualquer interpretação pessoal de admoestação ou inferioridade, sabendo do incômodo acerca do preço que iremos pagar por uma vida de antecipação de tragédias. Cada ato de reação destemperado é mais um tijolo no muro construído de nosso complexo de inferioridade. A discussão de alguns preceitos religiosos é mister neste ponto. Como exemplo: "amar uns aos outros"; se nem numa relação que começou com uma forte atração sexual isto se torna possível no desenrolar da mesma, como conseguiríamos num plano tão abstrato? As pessoas inquestionavelmente se magoam o tempo todo, e a tarefa do psicólogo não pode ser passiva ou de agrado ao que o paciente deseja ouvir. Sua meta é a descoberta do núcleo da sensibilidade negativa do paciente, que o impede de um crescimento afetivo e psicológico. "Amar nossos inimigos"; penso que se cada um realmente gostasse de si próprio, a probabilidade de ter os mesmos seria quase nula. A melhor coisa que podemos fazer pelo inimigo é permitir que vá embora, não reforçando a enorme sedução da contenda, que desde a criação do ser humano é sua atração preferida.
O que foi citado até o momento remete à tarefa básica da psicoterapia que deve se concentrar na "disciplina das emoções". Este conceito pode soar contraditório com a regra básica da psicologia que é nunca censurar nada; mas caso se permita a intensificação de determinados afetos, não só o controle se perde, mas também a possibilidade de se enxergar novos horizontes. A neurose sempre será um problema de tempo; e como não o temos em abundância na nossa vida, perderemos mais ainda se a primazia da atenção for deslocada para detalhes inócuos, que nos afastem de nosso núcleo pessoal. Em várias ocasiões ouvi relatos de pacientes que não conseguiam fazer coisas básicas do tipo: limpar a casa, se arrumar; sendo que os mesmos lutavam por elevar tais dificuldades em comparação com qualquer conflito filosófico ou existencial. Seria uma mera tolice compararmos bloqueios, mas sempre devemos tomar extremo cuidado com o relato de um sofrimento, pois há a tendência de o colocar em uma categoria única e superior perante outras histórias de tristeza. Ser a pessoa que mais sofre é meta da neurose, invertendo o complexo de superioridade de maneira negativa; principalmente numa personalidade que se sente fracassada do ponto de vista social e econômico, como observou ADLER. Que ninguém gosta de perder é fato, mas também poucos se dão ao trabalho de refletirem quando é que uma atenção ou dedicação plena produz o resultado almejado. Descobrir quando a insistência ou perseverança não se transformou em teimosia neurótica é essencial para todos nós.
Fala-se tanto em mudar através do psicólogo, mas o que é isso realmente? A mudança caminha em paralelo com a diminuição da saudade, tanto positiva quanto negativa. Nenhum sofrimento jamais pode ser esquecido; mas também nenhum novo passo pode ser dado enquanto a energia estiver concentrada no passado. Todos conhecem a memória, e sabem de seu poder torturante neste âmbito. Esta é a batalha máxima que o psicólogo deverá travar com seu paciente. O remoer a ferida evita o Pânico de se consumir aquilo que é bom. Não é necessariamente o "medo de ser feliz", mas que tal felicidade se esgote caso a gozemos diariamente. Poucos percebem tal questão. Temos no inconsciente uma idéia de "economia do prazer", sendo que o mesmo deve ficar guardado ou ser poupado. O núcleo econômico de nossa sociedade assim como a ambição é este: evitar a qualquer custo o vazio depois de determinada conquista. Em nossos tempos temos oferta de tudo em abundância: inteligência, sabedoria, beleza e diversas outras coisas. Discutir tudo isto seria um tanto tautológico. A única carência é o acesso a tudo o que é valorizado. Criam-se expectativas e sonhos que apenas alguns poderão realizar; para o resto, sobra o infortúnio de uma vida de sacrifício por algo que nunca emanou de seu íntimo.
Outra idéia errônea acerca da psicoterapia é a de que a função da mesma é basicamente a remoção da doença psicológica ou desprazer pessoal. A primeira etapa passa pelos itens citados assim como o treino da confiança perante outra pessoa; mas seria um total desperdício se o foco fosse apenas o lado doloroso. Desenvolver a esfera positiva ou catalisar o potencial criativo do paciente é a tarefa mais prazerosa de todo o processo. Compreender que se pode utilizar mais recursos no decorrer da vida faz parte do sentido da mesma.
A pessoa um pouco mais leiga no assunto deve estar pensando na questão chave que é colocada para todo psicólogo: Quando um tratamento é bem sucedido ou em que ponto a psicoterapia termina? Será que uma análise pode ser terminável ou interminável como FREUD dizia? Suas observações se referiam não apenas a dependência infantil e o complexo de Édipo, mas também o caráter repetitivo de determinada neurose. A alta para FREUD era um processo complexo, pois a antiga dependência infantil era transportada para o terapeuta; e assim que o mesmo sentia o dever de terminar o trabalho da terapia, o paciente recaía apenas para manter tal estrutura neurotizada. Se a sinceridade fosse a base das relações, todos perceberiam que tal tese contém um contrato inconsciente de ambas as partes: possibilidade da continuidade de ganho monetário por parte do analista e manutenção do fundo não resolvido do paciente, apesar do tempo e todo esforço empreendido. Embora tal observação seja extremamente dolorosa sob o ponto de vista ético e científico, representa a mais pura verdade em tão nova profissão no decorrer da história.
A cura em essência é quando a pessoa sabe e acredita profundamente que seu potencial não se esgota; seja um casamento ou namoro que não deu certo, haverá a crença inabalada de um novo recomeço, pois a vontade não pode ser vencida por uma experiência prática de sofrimento; quando o arrependimento-um dos algozes da alma humana for elaborado para determinada ação que o próprio sujeito jamais havia pensado que pudesse ter a coragem de efetuar, transformando a dor numa surpresa gratificante por descobrir que há muito já poderia ter transcendido determinado bloqueio; nunca encarar uma rejeição como um fracasso absoluto de sua alma, mas saber que a mesma possui o sentido de alerta de que muitas vezes atraímos pessoas que não poderiam fazer parte de nossa intimidade. A escolha errada não pode ser um martírio, desde que tenhamos traçado metas ou objetivos que potencializem nosso ser e saibamos a cada momento da necessidade de dividir nossas angústias e também nossos talentos.
Para finalizar não podemos nos esquecer do terrível problema do tédio em nossas vidas, tão negligenciado pelos especialistas. A psicoterapia jamais pode ser uma forma de adaptar a pessoa a uma sociedade totalmente desajustada, mas deverá se concentrar na essência do indivíduo para que mais tarde o mesmo retorne para a sociedade a mudança que conquistou. Este era o princípio da psicologia social postulado por ADLER, que gostava de a chamar de "psicologia do indivíduo", dentro da dialética de superação individual e gratificar a sociedade pelo feito. O tédio na verdade é o mais puro selo impresso de como levamos a vida; uma tortura ou drama; caráter rígido e disciplinador visando a fuga da ansiedade; desajuste pessoal e necessidade constante de romper limites. Qualquer relação conjugal ou afetiva possui não apenas os elementos conscientes de prazer sexual e companheirismo, mas encerram um contrato inconsciente de ambas as partes para efetuarem seu potencial agressivo ou esconder seus bloqueios. Mas o que se esconde neste mecanismo citado é a perpetuação de determinado conflito.
A mente é um tribunal que sempre emite uma sentença eterna de sofrimento e angústia, caso não haja a intervenção terapêutica; e o psicólogo competente deverá não ter medo de fazer o papel de advogado e juiz de seu paciente, para que possa o liberar de um tormento que jamais terá um desenlace satisfatório. Apenas a passividade e a escuta são como determinadas testemunhas que foram convidadas para assistir a pena capital de um condenado. Ajuda nunca será um observatório do caos psíquico; nem também um turbilhão de emoções incontroláveis; mas o estabelecimento da confiança em uma pessoa de certa forma "estranha", que soube interpretar exatamente aquilo que sempre nos despertou medo, mágoa e ódio, mas que tanto insistimos para que permanecesse vivo nos recônditos de nossa mente. A terapia não é apenas a dificuldade da revelação do segredo, mas o trabalho que sangra a nossa alma que é o de retirar o valor ou preço elevado de determinados afetos.
* Vide site central com vários estudos sobre a timidez.
Bibliografia: ADLER, ALFRED. O CARÁTER NEURÓTICO.BUENOS AIRES:EDITORA PAIDÓS. 1912.
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