ANTONIO CARLOS -PSICÓLOGO(ADULTOS E CASAIS)-TATUAPÉ-SP-SP
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COMO ENCONTRAR O PARCEIRO IDEAL
PARA NÓS?
(PSICÓLOGO AVALIA QUANDO UM RELACIONAMENTO PODE OU NÃO DAR CERTO)
"O NÚCLEO DO AMOR É COMO CADA UM
LIDA COM A PARTE NÃO RESOLVIDA DO OUTRO; COMO AJUDARÁ A TRANSPOR A MESMA, OU SE
APENAS REFORÇARÁ A FERIDA. TALVEZ A AJUDA MAIS IMPORTANTE É FAZER COM QUE O
OUTRO ABRA MÃO DO VÍCIO DE ANIVERSARIAR OU COMEMORAR UM PASSADO DE SOFRIMENTO E
TORMENTO".-ANTONIO CARLOS PSICÓLOGO.
"Todo ser humano precisa se relacionar, e ninguém entra numa relação
visando o sofrimento, isto é um fato sem contestação. Mas por que é tão difícil
se realizar afetivamente? Todos já ouvimos falar do medo do amor, mas por que
novamente alguém temeria algo tão sublime? A resposta não é muito difícil, pois
o medo de amar, nada mais é do que a desconfiança que o outro obtenha uma parte
maior de satisfação e prazer, ocasionando todo tipo de sabotagens numa relação;
revelando que um ou ambos parceiros sofrem na sua essência de ausência quase
que absoluta de autoestima, insegurança e valor próprio, aderindo totalmente à
inveja como fator de segurança pessoal".-ANTONIO CARLOS PSICÓLOGO.
O título deste estudo sugere uma questão fundamental para nossa vida amorosa e
até social. Qual tipo de pessoa é a ideal para um envolvimento profundo? Como
lidar com os conflitos inevitáveis nos relacionamentos? Como evitar que o
sofrimento seja quase que uma marca eterna em nossa alma? Todas estas questões
são extremamente complexas, não havendo fórmulas mágicas ou receituários prontos
para viver em harmonia com alguém. Compete examinarmos a fundo e nos
conscientizarmos de como são fundamentais a reflexão e autoconhecimento para
abordarmos o assunto.
É uma necessidade vital de todo o ser humano que o mesmo se envolva
profundamente com alguém, vivendo uma paixão, pois caso contrário, a relação
caminha quase sempre para uma esterilidade que leva ao embotamento do
relacionamento; claro também é o fato da paixão esconder armadilhas, tais como:
ciúmes, possessividade e extrema angústia. O fogo da paixão esconde muitas
vezes uma ambição desmedida, sendo que há a necessidade apenas da conquista
para se adquirir uma espécie de troféu, solapando totalmente o sentimento
genuíno. Neste ponto, se lança a primeira questão fundamental: O ato de se envolver
profundamente deve ser algo natural, contínuo, ou deverá passar pela
experiência tensa, mas talvez emocionante da conquista? Sem dúvida não é nada
fácil responder tal questão, pois ambos os caminhos podem levar a extinção do
sentimento, seja pelo tédio ou ambição descrita anteriormente; aliás, toda
pessoa que deseja a forte experiência da paixão, deverá constantemente lidar
com o sentimento de insatisfação e incompletude, potencializados por nossa
sociedade mercantilista; sendo que qualquer sentimento intenso sempre caminha
paralelo ao perigo da extinção do mesmo.
A primeira reflexão fundamental que
temos de fazer é o quanto ainda podemos doar de nossa melhor parte afetiva para
o outro; ou se apenas despejaremos todas as cicatrizes pretéritas. Nota-se
nos dias de hoje que as pessoas em geral temem o compromisso firme nos
relacionamentos, por receio de não dar certo, incluindo também entraves sociais
e econômicos. Isto é apenas uma parte do problema, sendo que a verdadeira raiz
da dificuldade exposta acima, é a relutância de se doar o melhor de si para o
outro; se tal prática se torna constante, o resultado só pode ser a corriqueira
sabotagem do prazer na relação. Encontrar alguém não viciado nesta prática é um
dos indícios mais fortes de que a coisa poderá caminhar para a satisfação e
felicidade. Não se trata de se julgar o comportamento de determinada pessoa,
mas é uma regra básica na afetividade, de que o único juiz qualificado é o
arrependimento, e é apenas quando alguém cai totalmente em suas garras, que
talvez reflita sobre o valor e importância da experiência que tanto
desconsiderava.
Precisamos perceber urgentemente que qualquer sentimento ou atração por
determinada pessoa carrega também o seu oposto, assim sendo, temos de
visualizar o que nossa vontade ou desejo nos revela em paralelo; conflito,
conquista, disputa de poder, dando apenas alguns exemplos. A essência da mais
pura ingenuidade é achar que determinado sentimento é único, não enxergando
seus correspondentes. O núcleo do amor
é como cada um lida com a parte não resolvida do outro, como ajudará a transpor
a mesma, ou se apenas reforçará a ferida. Talvez a ajuda mais importante é
fazer com que o outro abra mão do vício de aniversariar ou comemorar um passado
de sofrimento e tormento. Infelizmente na prática da psicoterapia é
raro encontrarmos um casal que esteja disposto a uma ajuda e cooperação para o
crescimento e desenvolvimento de ambos. Parece que em determinado momento da
relação, se perdeu totalmente a responsabilidade pelo cultivo do prazer,
sobrando apenas à queixa ou amargura pela dor que o outro está causando. Esta
sem dúvida alguma é a armadilha mais tenebrosa que uma relação pode esconder.
Outra questão crucial que temos de estudar é o por que alguém se apaixona por
uma pessoa que não lhe corresponde? Obviamente como disse acima, entram
elementos de disputa, conquista e poder, pois transpomos para o lado afetivo
toda a excitação e tensão que vivemos na luta econômica diária. Não precisamos
pensar muito para descobrirmos todo o sofrimento que isto acarretará. Isto
remonta ao tipo de pessoa que procuramos. Muitos acreditam que se relacionar
com alguém muito diferente de sua pessoa, gera conflito e tensão, dada a
questão de mentalidades totalmente opostas. Procura-se então a chamada
"alma gêmea", como fonte de estabilidade e segurança, pois se pensa
que com alguém similar aos nossos desejos, mais facilmente obteremos êxito. Não
tardará a descobrirmos que tal conceito em alguns casos é incorreto, pois uma
pessoa similar aos nossos anseios, não é tão inofensiva quanto pensávamos; pois
agora não é mais o conflito entre mundos opostos, mas a competição quase que
diária entre dois seres que desejam a mesma coisa, reclamando para si próprios
uma porção maior de satisfação ou prazer pessoal. Esta espécie de
"concurso afetivo", na maioria das vezes tem um efeito devastador na
relação, pois o desgaste é inevitável quando ambos se sentem ameaçados pela
competição e medo diários. Por fim, se descobre que a relação é entre dois irmãos
em conflito constante, por sentirem que são preteridos na questão amorosa. É
fundamental sempre visualizarmos que papel o outro representa para nós, o de um
amigo, irmão, pai, companheiro, etc. Precisamos perceber onde e quando
transferimos nossa história familiar para a relação presente, e o impacto de
tal processo.
Há um aspecto do mito popular que seria importante abordarmos neste estudo.
Trata-se da sensação que o outro nos causa. Muitos pacientes com conflitos
conjugais alegam que seus parceiros lhes outorgam "azar", não sabendo
explicar corretamente o funcionamento deste processo. Embora se trate de algo
místico, não podemos desconsiderar que todo ser humano possui um campo
energético, e a maneira como lida com o mesmo é imperiosa no destino dos relacionamentos.
Sentir que determinada pessoa nos causa azar, pode fazer parte do processo da
inveja, talvez uma tentativa do outro para que tenhamos o mesmo destino de
sofrimento; ou um aviso que se não tomarmos cuidado nosso caminho será
equivalente. Realmente é difícil estudarmos tal matéria, pelo preconceito que a
mesma carrega. Gostaria apenas de ressaltar que a experiência clínica comprova
que quando alguém sente que o outro lhe causa azar, este é um dos indícios mais
fortes de abandono ou ruptura da relação; como um prenúncio de que a pessoa num
futuro próximo não estará ao seu lado.
Seria também interessante discutir o conceito de amizade num relacionamento,
quando esta realmente existe? Obviamente e principalmente quando o outro sempre
se faz presente de todas as formas; mas também quando almeja aprofundar
amplamente uma relação; quando isto ocorre descobrimos que estamos diante de
alguém realmente especial, pois viver uma relação desta maneira é a prova de
que quando há realmente o empenho, jamais o tédio se abaterá como fator de
dissolução afetiva. Fora os chamados defeitos ou complicações naturais de uma
relação, temos também de perceber quais as qualidades que buscamos em alguém:
beleza, sedução, ilusão, autenticidade, companheirismo, fidelidade? É apenas na
percepção profunda do que realmente nos excita, que descobriremos a chave de
nossa satisfação ou sofrimento afetivo. Caso não se faça a reflexão citada,
sempre um dos parceiros se sentirá explorado pelo outro em relação a sua
sensação de solidão e carência pessoal; sentir quem nos explora nas feridas
citadas, também é um excelente indício sobre o tipo de pessoa com quem estamos
lidando.
Todo ser humano precisa se relacionar,
e ninguém entra numa relação visando o sofrimento, isto é um fato sem contestação.
Mas por que é tão difícil se realizar afetivamente? Todos já ouvimos falar do
medo do amor, mas por que novamente alguém temeria algo tão sublime? A resposta
não é muito difícil, pois o medo de amar, nada mais é do que a desconfiança que
o outro obtenha uma parte maior de satisfação e prazer, ocasionando todo tipo
de sabotagens numa relação; revelando que um ou ambos parceiros sofrem na sua
essência de ausência quase que absoluta de autoestima, insegurança e valor
próprio, aderindo totalmente à inveja como fator de segurança pessoal. Poderíamos
perguntar finalmente, o que um ser humano necessita para se dar valor? Quais
seriam os atributos necessários? Aparência, autoconfiança, capacidade de ganho
econômico, inteligência ? sobre esta última, para aonde estaria direcionada?
Todas as proposições citadas são extremamente difíceis de serem respondidas,
até porque nos faltam treino e conhecimento na esfera emocional. O problema é
que se aferirmos nosso estado de ânimo, descobriremos como diariamente nos sentimos
cansados, este é o termo, perante todas as atribulações pessoais. Descobriremos
ainda que boa parte de nosso sofrimento num relacionamento é fruto do apego,
pois o conflito por mais intenso que seja acaba literalmente amarrando dois
seres. Em nossa era de angústia e desespero pessoal, se coloca o entrave de se
escolher algo que atormenta constantemente nosso espírito, juntamente com o
vazio e caótico estado de solidão absoluta.
Acima de tudo, quando alguém se propõe a algum contato afetivo, deve refletir
profundamente se está apto ou preparado para o mesmo; não existem regras
prontas para algo ser especial e profundo, basicamente deveríamos estar à
procura do novo, e é neste ponto que nosso passado obsta a chance de nos
revigorarmos. Uma mente impregnada por desilusões pretéritas molda um espírito
ansioso, temeroso, tímido na mais pura essência, se recusando a uma autêntica
doação emocional. Estas reflexões em hipótese alguma têm o intuito de
dissimular preconceitos, ou ensinar alguém a evitar o outro; apenas alertar que
é preciso ir a fundo na raiz emocional de nosso parceiro, e ver até que ponto o
mesmo deseja trocar e cultivar algo único, ou se apenas possui uma atitude
emotiva bancária; desejando que apenas depositem nele os benefícios do afeto, engrandecendo
sua vaidade e narcisismo neurótico.
COLABORADORES: IRINEU FRANCISCO BARRETO JÚNIOR E SIMONE JORGE(SOCIÓLOGOS).
ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO PSICÓLOGO C.R.P.31341/5
END. RUA ENGENHEIRO ANDRADE JÚNIOR, 154, TATUAPÉ SP-SP TEL 66980558
APENAS PESSOALMENTE E EM CONSULTA PSICOLÓGICA FAZEMOS QUALQUER TIPO DE
ORIENTAÇÃO E ENCAMINHAMENTO DO PROBLEMA.
"TEMER A TERAPIA É A CONTINUIDADE DO SOFRIMENTO QUE JÁ FAZ PARTE DE UMA
ROTINA".