ANTONIO CARLOS -PSICÓLOGO(ADULTOS E CASAIS)-TATUAPÉ-SP-SP TEL:66980558/66921958

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COMO ENCONTRAR O PARCEIRO IDEAL PARA NÓS?
(PSICÓLOGO AVALIA QUANDO UM RELACIONAMENTO PODE OU NÃO DAR CERTO)



"O NÚCLEO DO AMOR É COMO CADA UM LIDA COM A PARTE NÃO RESOLVIDA DO OUTRO; COMO AJUDARÁ A TRANSPOR A MESMA, OU SE APENAS REFORÇARÁ A FERIDA. TALVEZ A AJUDA MAIS IMPORTANTE É FAZER COM QUE O OUTRO ABRA MÃO DO VÍCIO DE ANIVERSARIAR OU COMEMORAR UM PASSADO DE SOFRIMENTO E TORMENTO".-ANTONIO CARLOS PSICÓLOGO.

"Todo ser humano precisa se relacionar, e ninguém entra numa relação visando o sofrimento, isto é um fato sem contestação. Mas por que é tão difícil se realizar afetivamente? Todos já ouvimos falar do medo do amor, mas por que novamente alguém temeria algo tão sublime? A resposta não é muito difícil, pois o medo de amar, nada mais é do que a desconfiança que o outro obtenha uma parte maior de satisfação e prazer, ocasionando todo tipo de sabotagens numa relação; revelando que um ou ambos parceiros sofrem na sua essência de ausência quase que absoluta de autoestima, insegurança e valor próprio, aderindo totalmente à inveja como fator de segurança pessoal".-ANTONIO CARLOS PSICÓLOGO.




O título deste estudo sugere uma questão fundamental para nossa vida amorosa e até social. Qual tipo de pessoa é a ideal para um envolvimento profundo? Como lidar com os conflitos inevitáveis nos relacionamentos? Como evitar que o sofrimento seja quase que uma marca eterna em nossa alma? Todas estas questões são extremamente complexas, não havendo fórmulas mágicas ou receituários prontos para viver em harmonia com alguém. Compete examinarmos a fundo e nos conscientizarmos de como são fundamentais a reflexão e autoconhecimento para abordarmos o assunto.

É uma necessidade vital de todo o ser humano que o mesmo se envolva profundamente com alguém, vivendo uma paixão, pois caso contrário, a relação caminha quase sempre para uma esterilidade que leva ao embotamento do relacionamento; claro também é o fato da paixão esconder armadilhas, tais como: ciúmes, possessividade e extrema angústia. O fogo da paixão esconde muitas vezes uma ambição desmedida, sendo que há a necessidade apenas da conquista para se adquirir uma espécie de troféu, solapando totalmente o sentimento genuíno. Neste ponto, se lança a primeira questão fundamental: O ato de se envolver profundamente deve ser algo natural, contínuo, ou deverá passar pela experiência tensa, mas talvez emocionante da conquista? Sem dúvida não é nada fácil responder tal questão, pois ambos os caminhos podem levar a extinção do sentimento, seja pelo tédio ou ambição descrita anteriormente; aliás, toda pessoa que deseja a forte experiência da paixão, deverá constantemente lidar com o sentimento de insatisfação e incompletude, potencializados por nossa sociedade mercantilista; sendo que qualquer sentimento intenso sempre caminha paralelo ao perigo da extinção do mesmo.

A primeira reflexão fundamental que temos de fazer é o quanto ainda podemos doar de nossa melhor parte afetiva para o outro; ou se apenas despejaremos todas as cicatrizes pretéritas. Nota-se nos dias de hoje que as pessoas em geral temem o compromisso firme nos relacionamentos, por receio de não dar certo, incluindo também entraves sociais e econômicos. Isto é apenas uma parte do problema, sendo que a verdadeira raiz da dificuldade exposta acima, é a relutância de se doar o melhor de si para o outro; se tal prática se torna constante, o resultado só pode ser a corriqueira sabotagem do prazer na relação. Encontrar alguém não viciado nesta prática é um dos indícios mais fortes de que a coisa poderá caminhar para a satisfação e felicidade. Não se trata de se julgar o comportamento de determinada pessoa, mas é uma regra básica na afetividade, de que o único juiz qualificado é o arrependimento, e é apenas quando alguém cai totalmente em suas garras, que talvez reflita sobre o valor e importância da experiência que tanto desconsiderava.

Precisamos perceber urgentemente que qualquer sentimento ou atração por determinada pessoa carrega também o seu oposto, assim sendo, temos de visualizar o que nossa vontade ou desejo nos revela em paralelo; conflito, conquista, disputa de poder, dando apenas alguns exemplos. A essência da mais pura ingenuidade é achar que determinado sentimento é único, não enxergando seus correspondentes. O núcleo do amor é como cada um lida com a parte não resolvida do outro, como ajudará a transpor a mesma, ou se apenas reforçará a ferida. Talvez a ajuda mais importante é fazer com que o outro abra mão do vício de aniversariar ou comemorar um passado de sofrimento e tormento. Infelizmente na prática da psicoterapia é raro encontrarmos um casal que esteja disposto a uma ajuda e cooperação para o crescimento e desenvolvimento de ambos. Parece que em determinado momento da relação, se perdeu totalmente a responsabilidade pelo cultivo do prazer, sobrando apenas à queixa ou amargura pela dor que o outro está causando. Esta sem dúvida alguma é a armadilha mais tenebrosa que uma relação pode esconder.

Outra questão crucial que temos de estudar é o por que alguém se apaixona por uma pessoa que não lhe corresponde? Obviamente como disse acima, entram elementos de disputa, conquista e poder, pois transpomos para o lado afetivo toda a excitação e tensão que vivemos na luta econômica diária. Não precisamos pensar muito para descobrirmos todo o sofrimento que isto acarretará. Isto remonta ao tipo de pessoa que procuramos. Muitos acreditam que se relacionar com alguém muito diferente de sua pessoa, gera conflito e tensão, dada a questão de mentalidades totalmente opostas. Procura-se então a chamada "alma gêmea", como fonte de estabilidade e segurança, pois se pensa que com alguém similar aos nossos desejos, mais facilmente obteremos êxito. Não tardará a descobrirmos que tal conceito em alguns casos é incorreto, pois uma pessoa similar aos nossos anseios, não é tão inofensiva quanto pensávamos; pois agora não é mais o conflito entre mundos opostos, mas a competição quase que diária entre dois seres que desejam a mesma coisa, reclamando para si próprios uma porção maior de satisfação ou prazer pessoal. Esta espécie de "concurso afetivo", na maioria das vezes tem um efeito devastador na relação, pois o desgaste é inevitável quando ambos se sentem ameaçados pela competição e medo diários. Por fim, se descobre que a relação é entre dois irmãos em conflito constante, por sentirem que são preteridos na questão amorosa. É fundamental sempre visualizarmos que papel o outro representa para nós, o de um amigo, irmão, pai, companheiro, etc. Precisamos perceber onde e quando transferimos nossa história familiar para a relação presente, e o impacto de tal processo.

Há um aspecto do mito popular que seria importante abordarmos neste estudo. Trata-se da sensação que o outro nos causa. Muitos pacientes com conflitos conjugais alegam que seus parceiros lhes outorgam "azar", não sabendo explicar corretamente o funcionamento deste processo. Embora se trate de algo místico, não podemos desconsiderar que todo ser humano possui um campo energético, e a maneira como lida com o mesmo é imperiosa no destino dos relacionamentos. Sentir que determinada pessoa nos causa azar, pode fazer parte do processo da inveja, talvez uma tentativa do outro para que tenhamos o mesmo destino de sofrimento; ou um aviso que se não tomarmos cuidado nosso caminho será equivalente. Realmente é difícil estudarmos tal matéria, pelo preconceito que a mesma carrega. Gostaria apenas de ressaltar que a experiência clínica comprova que quando alguém sente que o outro lhe causa azar, este é um dos indícios mais fortes de abandono ou ruptura da relação; como um prenúncio de que a pessoa num futuro próximo não estará ao seu lado.

Seria também interessante discutir o conceito de amizade num relacionamento, quando esta realmente existe? Obviamente e principalmente quando o outro sempre se faz presente de todas as formas; mas também quando almeja aprofundar amplamente uma relação; quando isto ocorre descobrimos que estamos diante de alguém realmente especial, pois viver uma relação desta maneira é a prova de que quando há realmente o empenho, jamais o tédio se abaterá como fator de dissolução afetiva. Fora os chamados defeitos ou complicações naturais de uma relação, temos também de perceber quais as qualidades que buscamos em alguém: beleza, sedução, ilusão, autenticidade, companheirismo, fidelidade? É apenas na percepção profunda do que realmente nos excita, que descobriremos a chave de nossa satisfação ou sofrimento afetivo. Caso não se faça a reflexão citada, sempre um dos parceiros se sentirá explorado pelo outro em relação a sua sensação de solidão e carência pessoal; sentir quem nos explora nas feridas citadas, também é um excelente indício sobre o tipo de pessoa com quem estamos lidando.

Todo ser humano precisa se relacionar, e ninguém entra numa relação visando o sofrimento, isto é um fato sem contestação. Mas por que é tão difícil se realizar afetivamente? Todos já ouvimos falar do medo do amor, mas por que novamente alguém temeria algo tão sublime? A resposta não é muito difícil, pois o medo de amar, nada mais é do que a desconfiança que o outro obtenha uma parte maior de satisfação e prazer, ocasionando todo tipo de sabotagens numa relação; revelando que um ou ambos parceiros sofrem na sua essência de ausência quase que absoluta de autoestima, insegurança e valor próprio, aderindo totalmente à inveja como fator de segurança pessoal. Poderíamos perguntar finalmente, o que um ser humano necessita para se dar valor? Quais seriam os atributos necessários? Aparência, autoconfiança, capacidade de ganho econômico, inteligência ? sobre esta última, para aonde estaria direcionada?

Todas as proposições citadas são extremamente difíceis de serem respondidas, até porque nos faltam treino e conhecimento na esfera emocional. O problema é que se aferirmos nosso estado de ânimo, descobriremos como diariamente nos sentimos cansados, este é o termo, perante todas as atribulações pessoais. Descobriremos ainda que boa parte de nosso sofrimento num relacionamento é fruto do apego, pois o conflito por mais intenso que seja acaba literalmente amarrando dois seres. Em nossa era de angústia e desespero pessoal, se coloca o entrave de se escolher algo que atormenta constantemente nosso espírito, juntamente com o vazio e caótico estado de solidão absoluta.

Acima de tudo, quando alguém se propõe a algum contato afetivo, deve refletir profundamente se está apto ou preparado para o mesmo; não existem regras prontas para algo ser especial e profundo, basicamente deveríamos estar à procura do novo, e é neste ponto que nosso passado obsta a chance de nos revigorarmos. Uma mente impregnada por desilusões pretéritas molda um espírito ansioso, temeroso, tímido na mais pura essência, se recusando a uma autêntica doação emocional. Estas reflexões em hipótese alguma têm o intuito de dissimular preconceitos, ou ensinar alguém a evitar o outro; apenas alertar que é preciso ir a fundo na raiz emocional de nosso parceiro, e ver até que ponto o mesmo deseja trocar e cultivar algo único, ou se apenas possui uma atitude emotiva bancária; desejando que apenas depositem nele os benefícios do afeto, engrandecendo sua vaidade e narcisismo neurótico.

COLABORADORES: IRINEU FRANCISCO BARRETO JÚNIOR E SIMONE JORGE(SOCIÓLOGOS).
ANTONIO CARLOS ALVE
S DE ARAÚJO PSICÓLOGO C.R.P.31341/5
END. RUA ENGENHEIRO ANDRADE JÚNIOR, 154, TATUAPÉ SP-SP TEL 66980558
APENAS PESSOALMENTE E EM CONSULTA PSICOLÓGICA FAZEMOS QUALQUER TIPO DE ORIENTAÇÃO E ENCAMINHAMENTO DO PROBLEMA.
"TEMER A TERAPIA É A CONTINUIDADE DO SOFRIMENTO QUE JÁ FAZ PARTE DE UMA ROTINA".

 

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