'Psic�logo Ant�nio Carlos Alves de Araujo-Adultos e terapia de casal- 66980558 TATUAP�-Z.LESTE'
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SITES DE NAMORO: O PRIMEIRO ESTUDO PSICOL�GICO NO PA�S ACERCA DAS CONSEQU�NCIAS DO NAMORO VIRTUAL.



� ineg�vel a difus�o da inform�tica em todos os setores da vida moderna, o relacionamento interpessoal n�o poderia ser uma exce��o. Trata-se, portanto, de uma modalidade bastante recente das pessoas se conhecerem e que j� est� fazendo por merecer um estudo mais aprofundado. O chamado namoro virtual, � fruto destes novos tempos. A viol�ncia urbana, a extrema solid�o de nossas vidas, a aus�ncia de amizades verdadeiras, a banaliza��o do sexo, dos relacionamentos, tudo isso e muitos outros fatores alimentaram o surgimento desse contato virtual. Obviamente, essa nova maneira de conhecimento entre as pessoas encerra algo de positivo, pois de algum modo est� se procurando gente atrav�s desse recurso. Gostaria, por�m de ressaltar alguns pontos, no meu modo de pensar um tanto perturbadores nesse tipo de rela��o. Para chegar a essa conclus�o pesquisei durante seis meses cerca de cinco sites de namoro virtual.

A primeira constata��o � a total compartimentaliza��o de elementos e sentimentos humanos, ou seja, aquilo que poderia facilitar de certa maneira a escolha, atrav�s das caracter�sticas descritas pela pessoa, vira uma esp�cie de v�deo game do drama que todos vivem, a dif�cil procura e entendimento nas rela��es afetivas, o medo da frustra��o, o temor � m�goa, o p�nico de amar. Quase a totalidade das pessoas inscritas, independentemente da idade, relatou em suas descri��es que ainda acreditam na alma g�mea, por�m esse relato quase nunca vem acompanhado do que cada um poderia fazer para obter tal coisa (� como se esperasse que algo por puro acaso acontecesse). � claro que a fantasia exerce uma for�a muito grande nas pessoas, a espera fica sendo tipo um bingo, onde aguarda-se que o seu n�mero seja sorteado.

A passividade na espera ganha tamb�m um destaque especial. Algumas pessoas disseram que inclusive j� tinham mensagens prontas, gravadas no computador. Quando chega a fase da sa�da do virtual, a troca de telefonemas e conseq�ente encontro pessoal surge mais um c�digo: a extrema brevidade da rela��o. O elemento da ansiedade nesse tipo de contato que come�ou pelo virtual, chama a aten��o, pela rapidez do estabelecimento de uma rela��o. Recentemente, um jornal noticiou um casamento, ap�s apenas tr�s meses de conhecimento do casal.A reprodu��o mercantilista e empresarial se incorpora na mentalidade das pessoas; pois muitas colocam que querem uma pessoa na faixa et�ria de no m�ximo 35 anos, reproduzindo a exclus�o que vemos em nossa sociedade. Ser� que essa verdadeira ejacula��o precoce de uma rela��o n�o estaria escondendo algo?

Podemos apenas tax�-la de fruto do nosso tempo? Quando agiliza-se um processo assim t�o complexo, como � a quest�o do amor, corre-se o risco de pular etapas ou rituais extremamente importantes para nossa sa�de afetiva. O amadurecimento da rela��o � totalmente cortado nesse ponto, uma vez que, o que realmente conta � N�O FICAR SOZINHO. Penso ser esse o elemento central nisso tudo. O estar sozinho em nossa sociedade, � sin�nimo de fracasso e completa inferioridade pessoal. A cobran�a feita pelo meio exerce uma press�o quase insuport�vel e, sendo assim as pessoas correm para exibir os resultados, se esquecendo de ir a fundo na qualidade do relacionamento estabelecido. O elemento de produto nesse tipo de procura � ineg�vel, sendo que curiosamente ambos os sexos praticamente s� respondem emails acompanhados de fotos, o que prova que os dois lados procuram inegavelmente o fator est�tico ao contr�rio do que poderia se pensar. � este o realce que ambas as partes fazem em seu perfil, quando h� algum item para se descrever.

A coisifica��o e aliena��o em nossa sociedade s�o mais do que �bvias. A grande quest�o � que a virtualidade acaba impondo ou reproduzindo regras em algo que dever�amos ter uma ampla liberdade, o relacionamento humano, quando este � reduzido a uma suposta vitrine num supermercado, para que as pessoas possam ganhar tempo, me parece que � chegada a hora de parar e pensar para onde estamos indo, pois nada pode ser mais nefasto para a sa�de afetiva ao se fazer uma esp�cie de �test drive� nas rela��es humanas. Esta reflex�o n�o � em hip�tese alguma a condena��o do servi�o virtual citado, muito pelo contr�rio, poderia ser at� uma rica forma de expans�o de contatos. A quest�o � de como a estamos usando?, qual o grau de desespero humano em cada um que pode afetar a coletividade? S�o perguntas, acredito eu, que devemos nos fazer, sob o risco de mais uma vez contaminarmos uma nova aquisi��o.

Temos que come�ar a ter um racioc�nio de conjunto e n�o t�o somente individual. Queremos ardentemente encontrar algu�m, lutar pelo nosso direito � felicidade pessoal, por�m isso est� condicionado a v�rios fatores que nos esquecemos muitas vezes. S� para lembrar de alguns: qualidade dos relacionamentos, solidariedade entre as pessoas, companheirismo nas rela��es de trabalho, cultivo do di�logo, da discuss�o no ambiente familiar (algu�m ainda faz isso?), sensibilidade, interesse social, etc. N�o adianta, jamais seremos capazes de construir um belo o�sis apenas para nosso deleite pr�prio, porque o fracasso numa rela��o afetiva est� diretamente relacionado a um fracasso nas rela��es sociais.

O pioneiro da Psicologia Social, ALFRED ADLER, costumava dizer sabiamente que s�o quatro os fatores que moldam nossa personalidade: nossa posi��o e medida do amor que recebemos de nossa fam�lia, doen�as que puderam abalar nosso desenvolvimento, nossa apar�ncia e o modo como encaramos isso, educa��o e sentido social, ou seja, o quanto nos importamos com os outros.

A conclus�o � que neste recurso, na maioria das vezes "procura-se para n�o achar", devido � intensidade do temor de novo sofrimento como foi exposto neste estudo. O mais incr�vel � a percep��o da invers�o de determinada norma; sendo absolutamente inofensivo na adolesc�ncia, devido ao car�ter l�dico e explorat�rio; por�m, n�o � recomendado para maiores de 30 anos (obviamente a idade citada apenas possui um car�ter referencial), pois tais pessoas precisam se conscientizar que a necessidade do recurso eletr�nico � um reflexo preciso da falta de prioridade do lado sentimental no transcorrer de suas vidas. O namoro virtual � uma das den�ncias mais exatas e chocantes da falta de investimento real e verdadeiro na quest�o amorosa.


"N�O TEMA A TERAPIA, MAS A UTILIZE PARA A MUDAN�A DE UM SOFRIMENTO QUE PARECE N�O TER FIM."

POR RAZ�ES �TICAS, QUALQUER ORIENTA��O S� � POSS�VEL PESSOALMENTE E ATRAV�S DE CONSULTA PSICOL�GICA.



Antonio Carlos Alves de Araujo - Psic�logo - C.R.P: 31341/5
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