'Psic�logo Ant�nio Carlos Alves de Araujo tels: 66980558 / 66921958 TATUAP�-Z.LESTE'
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HOMOSSEXUALISMO E ORIENTA��O PSICOL�GICA



ID�IAS CENTRAIS DO TEXTO:

*A raiz do preconceito por algu�m que tem uma outra orienta��o sexual explica-se pelo fato de n�o haver controle sobre o prazer dessa pessoa. A banaliza��o do prazer heterossexual ou at� mesmo a aus�ncia dele, faz com que haja um desejo inconsciente de que esse algu�m que n�o compartilha o mesmo desejo seja condenado a ser ainda mais infeliz, por sua orienta��o sexual e a maneira como busca o prazer. � uma forma de amenizar a pr�pria insatisfa��o.O preconceito contra o homossexual espelha a incapacidade de lidar com a pr�pria mis�ria afetiva, al�m de mostrar a vulnerabilidade do heterossexualismo; n�o que as pessoas estejam se tornando gays por tais fatores, mas que h�, atualmente, um grande hiato no relacionamento entre homens e mulheres, e o mesmo acaba sendo preenchido com �dio contra todos que n�o seguirem determinado padr�o. ANTONIO CARLOS PSIC�LOGO.

*Acho que poucos homossexais frequ�ntam sess�es de terapia por temerem situa��es embara�osas como um psic�logo que lhes proponha a convers�o para o heterossexualismo ou que os trate como doentes mentais. A pr�pria psicologia lidou de certa forma com preconceito e indigna��o perante o tema; o que historicamente s� agravou o estado emocional do paciente. O homossexual precisa enxergar a terapia como uma forma de harmonizar seus interesses com os da sociedade e vice-versa, para assim otimizar a sua vida emocional e sexual. � uma forma de compreender e ser compreendido. Ningu�m est� certo ou errado. Os dois lados s� precisam se entender na nebulosa e �rdua tarefa da satisfa��o sexual, adotando um di�logo totalmente franco e radical no sentido de se alcan�ar maior seguran�a emocional, o que infelizmente n�o ocorre nas conversas corriqueiras do �mbito social. ANTONIO CARLOS PSIC�LOGO.


Este texto t�m apenas o car�ter de reflex�o, sendo que foi baseado na experi�ncia cl�nica, n�o tendo nenhuma conota��o normativa ou taxativa sobre o assunto. O enfoque ser� totalmente no homossexualismo masculino. A primeira conclus�o do tema para a pessoa realmente honesta � como cada ser humano exp�e sua parte homossexual propriamente dita, sendo um completo tabu a discuss�o de tal quest�o. Seja biol�gica ou psiquicamente, todos sabemos que possu�mos tra�os masculinos e femininos que ser�o desenvolvidos e refor�ados perante a tutela de um sistema de valores sociais. Obviamente o sistema vigente condena a pr�tica homossexual e todo o desejo resultante da mesma, lan�ando estigma e culpa no mais alto grau perante uma pessoa. O interessante � notar como outras quest�es sexuais s�o absolutamente desprezadas ou negadas, apenas por n�o terem qualquer prova de que algumas fantasias sexuais, avan�am a certeza de uma determinada escolha sexual. Um exemplo disto � o fato de que qualquer pessoa que j� trabalhou com a quest�o da prostitui��o feminina, sabe que uma das fantasias preferidas pelos homens nos prost�bulos � ser dominado e estimulado via anal por uma mulher, sendo tal fantasia uma forma de realizar seu desejo de domina��o pela mesma, seguindo o mesmo caminho ou trilha de uma pr�tica parecida com a homossexual,atrav�s de uma maneira que n�o lhe recaia toda a culpa. Outra variante passiva � ficar extremamente dependente de um relacionamento, ou o ci�mes exacerbado. Se pensarmos em termos de rela��es e prazer, o homossexual n�o deixa de ser para o heterossexual, a n�vel simb�lico, uma mulher ideal no imagin�rio masculino; algu�m sem nenhuma culpa ou receio do prazer sexual, e que procura incansavelmente o mesmo; al�m do que, sexo � uma primazia, e n�o um jogo de sedu��o confuso e subliminar.Uma das ra�zes da repulsa, se encontra exatamente neste ponto, pela descoberta de que outra orienta��o sexual talvez esteja mais avan�ada ou ousada no tocante ao prazer.

Um dos grandes erros da compreens�o do homossexualismo, foi justamente se concentrar no estudo das causas, se esquecendo de sua din�mica. Pouco importa se o homossexual � algu�m totalmente fixado na figura materna, como diz a psican�lise, desejando se tornar uma mulher, � fim de se identificar com a maneira pela qual sua m�e lhe proporcionou afeto e amor; ou ent�o, a teoria de CARL GUSTAV JUNG, de que possu�mos duas energias sexuais: anima( energia feminina no homem), e �nimus( energia masculina na mulher), sendo que o homossexualismo seria a sobrecarga de uma destas na pessoa. O fato em quest�o, � que o homossexual assumiu por completo seu desejo de algu�m totalmente semelhante para a entrega sexual, estando totalmente enamorado de si mesmo. Necessita atrav�s do outro ver e reviver o prazer com o pr�prio gozo, mas n�o em termos masturbat�rios, mas algu�m que espelhe sua maneira peculiar de obter prazer. Aqui podemos falar do t�o propalado conceito do narcisismo, embora a conota��o que se d� ao mesmo � pejorativa, quando se trata do homossexualismo. O interessante � que ningu�m critica a busca desenfreada pela beleza e est�tica, sendo que a mesma t�m a mesma raiz de vaidade e narcisismo, se tornando um produto extremamente solicitado. Se pensarmos na tens�o constante das rela��es entre homens e mulheres, teremos aqui n�o uma explica��o para a pr�tica homossexual, mas, uma reflex�o de que para algumas pessoas a excita��o se encontra em sua pr�pria imagem projetada em outra pessoa.

A raiz do preconceito por algu�m que tem uma outra orienta��o sexual explica-se pelo fato de n�o haver controle sobre o prazer dessa pessoa. A banaliza��o do prazer heterossexual ou at� mesmo a aus�ncia dele, faz com que haja um desejo inconsciente de que esse algu�m que n�o compartilha o mesmo desejo seja condenado a ser ainda mais infeliz, por sua orienta��o sexual e a maneira como busca o prazer. � uma forma de amenizar a pr�pria insatisfa��o.O preconceito contra o homossexual espelha a incapacidade de lidar com a pr�pria mis�ria afetiva, al�m de mostrar a vulnerabilidade do heterossexualismo; n�o que as pessoas estejam se tornando gays por tais fatores, mas que h�, atualmente, um grande hiato no relacionamento entre homens e mulheres, e o mesmo acaba sendo preenchido com �dio contra todos que n�o seguirem determinado padr�o.

O homossexual � representado via de regra como algu�m que possui tra�os ou trejeitos femininos, sendo uma mulher travestida em um corpo masculino. Embora isto ocorra, temos de enxergar que nosso sistema de valores obriga tal fato, sendo que algu�m que t�m comportamento sexual diferenciado, deve representar tal papel. Assim sendo, se determinada pessoa adquirir um tra�o feminilizado, ser� de certa forma aceita em sua comunidade, j� que ser� objeto de curiosidade ou entretenimento para os demais. Em determinadas culturas primitivas, o homossexualismo era tolerado desde que a pessoa exercesse as mesmas fun��es de uma mulher. H� uma tentativa de se imputar o papel ir�nico ou de deboche na escolha sexual, desviando a aten��o da ess�ncia da quest�o. Logicamente estou falando da expectativa do preconceito vigente, jamais analisando como determinada pessoa deveria se portar. O fato � que a sociedade necessita vestir uma "saia" no homossexual, renegando por completo aquele ser que almeja seu gozo por pessoas do mesmo sexo. Ent�o se conclui que um homossexual com caracter�sticas femininas � feliz pela alegria de sua op��o, gay, que em ingl�s, significa alegre. Qualquer outra representa��o � vista como escondida ou carregada de conflito ou tristeza pura. O homossexual com tra�os masculinos � visto como uma pessoa que precisa viver eternamente como se tivesse cometido algum tipo de crime;tamb�m � visto como uma terr�vel amea�a, pois, � um homem comum que coloca em risco nossa certeza heterossexual, sendo que h� um perigo extremo de que o mesmo possa despertar nossa curiosidade para outra pr�tica sexual. Se pensarmos historicamente na cobran�a pela sociedade de que o homossexual deva assumir sua condi��o, concluiremos que tal exig�ncia t�m o �nico intuito de rotula��o e estigmatiza��o, pois ningu�m exige que um heterossexual assuma publicamente suas fantasias sexuais. Novamente falando em preconceito, o "assumir", possui para a sociedade o pretexto para a futura condena��o e segrega��o.

A quest�o homossexual n�o deixa de ser uma das mais �rduas batalhas por determinado tipo de prazer, sendo que a orienta��o para determinado gozo, implicar� numa gama enorme de culpa e vergonha por tal iniciativa. A sociedade trata o homossexual como se o mesmo estivesse em um tribunal, tornando p�blico seu mais �ntimo desejo privado. O que mais incomoda, n�o � lidar apenas com a ironia perante a diferen�a, mas, principalmente o olhar de espanto e indigna��o. A quest�o que deveria ser objeto de debate e an�lise n�o � determinada pr�tica sexual, mas quantos ainda conseguem investir afetivamente em determinado parceiro; quantos ainda s�o capazes realmente de amar uma pessoa. Para um melhor entendimento e compreens�o da escolha homossexual, os pais deveriam ter em mente que jamais deveriam sentir culpa ou vergonha por um filho com uma outra orienta��o sexual, mas, que o valor real da cria��o e educa��o � a capacidade de uma pessoa ser independente; saber sobreviver e viver em nossos mundo; desenvolver potencialidades que a conduzam numa satisfa��o por sua criatividade e certeza de contribuir para uma melhora do coletivo em geral. O homossexual jamais pediu a ben��o da sociedade para seu gozo ou prazer sexual, mas, t�o somente, que seu car�ter jamais seja julgado por seu desejo. Este talvez seja o maior desafio para o presente e futuro das rela��es sociais

Acho que poucos homossexais frequ�ntam sess�es de terapia por temerem situa��es embara�osas como um psic�logo que lhes proponha a convers�o para o heterossexualismo ou que os trate como doentes mentais. A pr�pria psicologia lidou de certa forma com preconceito e indigna��o perante o tema; o que historicamente s� agravou o estado emocional do paciente. O homossexual precisa enxergar a terapia como uma forma de harmonizar seus interesses com os da sociedade e vice-versa, para assim otimizar a sua vida emocional e sexual. � uma forma de compreender e ser compreendido. Ningu�m est� certo ou errado. Os dois lados s� precisam se entender na nebulosa e �rdua tarefa da satisfa��o sexual,adotando um di�logo totalmente franco e radical no sentido de se alcan�ar maior seguran�a emocional; lidar com o isolamento e ang�stia, o que infelizmente n�o ocorre nas conversas corriqueiras do �mbito social.

N�o deixa de ser curiosa a posi��o de quase todas as religi�es contra a pr�tica homossexual. Pois tal fato, al�m de contrariar um princ�pio b�sico b�blico: "amai-vos uns aos outros", sendo que n�o h� refer�ncias hetero ou homoer�ticas, mas sim o princ�pio gen�rico. O fato � que tudo isto esconde que dito mandamento jamais foi e ser� seguido, enquanto o pr�prio ser humano n�o perceber que sempre esteve preso no amor estritamente condicionado, seja � sexualidade, poder ou dinheiro. � uma extrema tolice achar que o homossexualismo � uma op��o, pois, ningu�m opta por algo que causa tanta consterna��o, mas, h� uma mobiliza��o afetiva e sexual, causada por fatores biops�quicos e hist�rico pessoal de vida, que conduzem a pessoa para determinada excita��o. Seria interessante uma vez na vida, as religi�es tentarem verdadeiramente compreenderem outras formas de amor e prazer, do que a insist�ncia em dogmas r�gidos, que como disse antes, quase nunca s�o seguidos. O homossexualismo masculino � um tema que leva o autor para o fio da navalha: se escrever profunda e acertadamente tamb�m recair�o sobre ele as suspeitas e preconceitos da sociedade. A melhor abordagem ser� mesmo tratar o homossexualismo como uma das variadas gamas da sexualidade humana.Precisamos entender que a natureza humana n�o pode ser comparada a pris�o do condicionamento, como ocorre na vida de insetos ou outros animais, onde determinado comportamento sexual apenas serve � perpetua��o da esp�cie. O prazer humano � quest�o totalmente distinta e singular,servindo a outros objetivos mais vastos, do que a simples reprodu��o de uma esp�cie. Assim sendo, o homossexualismo nos chama nossa aten��o para que jamais nos esque�amos desta din�mica.


AGRADECIMENTOS AOS PACIENTES PELA COLABORA��O E INSPIRA��O.


"N�O TEMA A TERAPIA, MAS A UTILIZE PARA A MUDAN�A DE UM SOFRIMENTO QUE PARECE N�O TER FIM."

POR RAZ�ES �TICAS, QUALQUER ORIENTA��O S� � POSS�VEL PESSOALMENTE E ATRAV�S DE CONSULTA PSICOL�GICA.



Antonio Carlos Alves de Araujo - Psic�logo - C.R.P: 31341/5
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END. RUA ENG. ANDRADE J�NIOR, 154, TATUAP�-SP-SP
CONTATOS: XX 11 - 66980558

(*) Qualquer reprodu��o apenas mediante autoriza��o do autor

(*) D�vidas e Orienta��o apenas pessoalmente


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