Visite Minha P�gina central com textos in�ditos na psicologia(infidelidade, solid�o, terapia de casal, ci�mes e outros)
'Psic�logo Ant�nio Carlos Alves de Araujo'66980558

O que � felicidade?

"O grau de neurose de uma pessoa pode ser medido de uma maneira muito simples, � s� questionar o conceito e a forma com que a mesma busca sua felicidade pessoal". - ANTONIO CARLOS- PSIC�LOGO


Talvez uma das maiores omiss�es da psicologia no decorrer dos tempos, foi � aus�ncia de um estudo ampliado sobre o conceito da felicidade humana e suas implica��es na vida cotidiana, pois dito estudo desvendaria boa parte n�o apenas dos desejos humanos, mas o impacto e real possibilidade de realiz�-los. Se prestarmos uma aten��o especial, observaremos que a busca da felicidade se insere em todos os campos pessoais e sociais, podendo agregar-se a diversos instintos ou desejos, pois diria que ela � confundida ou interpretada de diversos modos, dependendo n�o apenas do psiquismo pessoal de cada um, mas de todo um hist�rico de vida, e tamb�m de como a pessoa passou por cada etapa de seu desenvolvimento, assim como a influ�ncia do meio. Sendo mais objetivo, o desejo de felicidade passa por v�rios campos, podendo ser interpretado como: prazer sexual, ambi��o e posses materiais, desejo de poder, narcisismo, sedu��o, procura pela beleza, todos os tipos de drogas e experi�ncias psicod�licas, experi�ncias m�sticas e religi�o, busca por destaque e reconhecimento, s�o alguns dos v�rios pontos onde ele se encaixa. Poder�amos at� afirmar que se h� alguma motiva��o que contempla todas as escolas da psicologia, esta seria a felicidade, pois seja na busca de prazer sexual como dizia FREUD, ou desejo pelo poder na perspectiva de ADLER, ou o *inconsciente coletivo de JUNG, l� encontramos a mesma, seja em sentido real ou como fantasia,notem que os tr�s conceitos, sexual, poder e inconsciente coletivo s�o potenciais inesgot�veis do psiquismo humano.
Quando se fala em felicidade, obviamente pensamos em prazer ou alguma sensa��o reconfortante, ou ent�o uma meta tra�ada para nossa vida. O primeiro grande problema nessas esferas citadas � achar que a felicidade seria um estado duradouro e constante, n�o havendo nenhum espa�o para a dor e sofrimento. Toda a carga de satisfa��o recebida vem acompanhada de seu oposto-o medo da perda ou aus�ncia daquele estado magn�fico que uma vez experimentamos. Essa dualidade t�o bem conhecida no oriente, parece estar esquecida em nossa sociedade. Obviamente se pud�ssemos afastar�amos o sofrimento por completo, mas o ponto central nisso tudo que temos de admitir, � a nossa baix�ssima resist�ncia � dor e conseq�ente tentativa de nos entorpecermos de v�rias maneiras. A imperman�ncia rodeia nosso ser e dever�amos tentar conviver melhor com tal fato. A pr�pria quest�o da felicidade independentemente das fantasias de cada um, deveria ser vivida diariamente, como por exemplo: comer uma comida que se gosta quando se est� com fome, ligar para algu�m especial e dizer-lhe qu�o querida e importante � essa pessoa, ou seja, trazer a no��o de felicidade para o concreto do dia a dia, pois do contr�rio estamos criando apenas um �cone distante de nossa exist�ncia real. Costumo sempre dizer aos meus pacientes, que n�o importa o tamanho de suas dores e sofrimentos, desde que consigam obter pelo menos uma hora di�ria de contentamento e satisfa��o. A rea��o dos mesmos � sempre de surpresa, pois por incr�vel que pare�a, quase nunca pensaram nessa important�ssima equa��o matem�tica, vital para a sa�de de nosso psiquismo.
Um conceito arraigado em todos n�s que gostaria de ressaltar, � o de achar que a felicidade � algo que sempre ter� de vir de fora, seja riqueza, poder, beleza ou �xtase espiritual, associamos felicidade com algo que ainda n�o possu�mos infelizmente. Penso que � fundamental refletirmos sobre isso e tentarmos desenvolver fatores internos, e embora a incompletude em nossa alma sempre ir� existir, devemos investigar o que realmente possu�mos, e talvez dar mais valor a aspectos como: criatividade pessoal, nosso potencial para amar algu�m e ser verdadeiramente companheiro (a) dentre outros. ALFRED ADLER psic�logo contempor�neo de FREUD dizia que seria poss�vel curarmos determinado sofrimento ou neurose com uma f�rmula simples: procurarmos alguns amigos (as) e dizer-lhes nosso apre�o, como foi descrito anteriormente, sem esperar que a iniciativa venha do outro, pois com isso ADLER pretendia erradicar nossa "vergonha ou timidez" para ressaltarmos algu�m, seja por car�ncia, inveja ou puramente bloqueio psicol�gico. Claro � o fato de que numa sociedade extremamente competitiva como a nossa, fica dif�cil um espa�o maior para a adora��o do outro. � exatamente nisso que reside um dos maiores sofrimentos relatados por milhares de pacientes, ou seja, a dor que uma expectativa n�o correspondida causa, seja a insensibilidade perante o afeto ou o n�o reconhecimento da dedica��o. Podemos at� dizer a este paciente que tente se centrar mais em si mesmo, mas qualquer terapeuta um pouco experiente ver� que dito esfor�o � infrut�fero, pois a pessoa s� se sente realizada se sua meta abarcar seu potencial para se dedicar a algu�m.
Esse verdadeiro dilema deveria ser mais aprofundado, pois embora possamos dizer a pessoa que procure algu�m que mere�a sua aten��o, a coisa n�o � t�o simples quanto parece, porque passa a estar em jogo a �ntima �tica da mesma, e estamos lhe dizendo para anular esperan�as, sonhos ou at� mesmo sua inoc�ncia frente � conduta de outros seres humanos. Estamos lhe pedindo para ser igual a todos, que se resigne, que aceite pertencer � multid�o que n�o sente nem uma hora de prazer por dia descrito acima, em troca de alimentar a cada dia seu potencial para o comportamento predat�rio, chamado disputa ou competi��o. Nesse ponto podemos falar do poder do psic�logo, pois cabe ao mesmo refletir para onde est� conduzindo a pessoa, se para a adapta��o, revolta ou criatividade.
Quando ALFRED ADLER falava das principais metas humanas, ressaltando principalmente o casamento com amor, muitos o viram at� com um certo ar de conservadorismo, mas o fato marcante nesse seu conceito, � que caso n�o tenhamos a regularidade das metas de amor, casamento ou companheirismo, esse hiato em nosso psiquismo ser� preenchido pela neurose, depress�o e outros dist�rbios ps�quicos, se a doa��o como disse anteriormente n�o se der para outro ser humano, a neurose passa a ser a �nica herdeira do trono de nosso comportamento di�rio. Gostaria de insistir um pouco mais na quest�o levantada anteriormente sobre a dedica��o a algu�m. Caso a pessoa exacerbe essa id�ia se tornar� ref�m na quest�o do prazer, ou seja, � quase como se necessitasse da autoriza��o de algu�m para poder ser feliz, se solidarizando ou com a neurose ou a aus�ncia de satisfa��o. Fato � que todos querem aceita��o, e muitas vezes ser feliz torna a pessoa uma esp�cie de alien�gena em seu meio social, assim sendo a sa�da passa a ser o adiamento ou a nega��o da satisfa��o.
Por fim, gostaria de enfatizar um grande erro conceitual acerca da quest�o da felicidade, pois com a predomin�ncia da psican�lise, a primeira sempre foi confundida com um aspecto de um desejo a ser realizado. O desejo � circunstancial, como, por exemplo, um bem material, sendo trocado por outro logo ap�s sua saciedade, pois muito do est�mulo vem de fora, recaindo no condicionamento ou na influ�ncia social toda a sua carga. Quero dizer que a felicidade � um conceito mais amplo, � a energia da criatividade que gera a satisfa��o profissional, � o potencial para amar que permanece mesmo ap�s tantas decep��es, � algo que como o ar nos acompanha at� a hora de nossa morte, portanto n�o podemos restringir a felicidade a uma satisfa��o puramente moment�nea, mas devemos perceb�-la como um potencial a ser explorado diariamente, o que implica o disp�ndio de energia e esfor�o a fim de obt�-la, n�o sendo nunca algo que nos � dado, mas sim obtido pela aplica��o de querermos usufruir desse expl�ndido e �rduo potencial humano. � inconsciente coletivo- termo de JUNG que descreve impulsos do inconsciente que n�o s�o pessoais, mas representam a psique de toda a humanidade, s�o impulsos herdados, que representam for�as ps�quicas chamadas de arqu�tipos.
BIBLIOGRAFIA: ADLER,ALFRED- VIDA, SENTIDO O- EDITORA PAID�S 1936



ANTONIO CARLOS ALVES DE ARA�JO- PSIC�LOGO
C.R.P 31341/5 ENDERE�O: RUA ENG. ANDRADE J�NIOR, 154
TEL 011 66980558
TATUAP�-SP-SP
ATEN��O: PELO C�DIGO DE �TICA PROFISSIONAL QUALQUER AJUDA S� PODE SE DAR ATRAV�S DE CONSULTA PESSOALMENTE, SENDO VETADO QUALQUER ESCLARECIMENTO VIA NET.





Total Body Trainer
1
Hosted by www.Geocities.ws