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PSIC�LOGO ANTONIO CARLOS ALVES DE ARA�JO 66980558 TATUAP� SP-SP

QUAL TIPO DE PESSOA TORNAR-SE-� SOLIT�RIA?(UMA AN�LISE DOS CONFLITOS NOS CASAMENTOS E RELACIONAMENTOS NA ATUALIDADE).



"Qualquer talento ou distin��o pessoal deve servir ao incremento de uma sensibilidade a favor de determinada pessoa,do contr�rio, apenas restar� uma vaidade nefasta que excluir� o sujeito da condi��o humana, rebaixando-o novamente para o reino animal da competi��o".- CHARLES DARWIN.

"Todos constroem um desejo veemente de ter provedores que satisfa�am todas as car�ncias impostas pela vida. Como a crian�a lida com a imagem e o real perante a figura provedora, � a medida mais exata de sua futura sa�de ou doen�a mental. Muito mais do que desejar afetivamente um dos genitores, o objetivo central da crian�a desamparada � possuir um provedor eterno, pois logo cedo a mesma percebe a extrema dificuldade pela sobreviv�ncia em nosso mundo".- ALFRED ADLER-PSIC�LOGO.

"Se na era vitoriana estudada por FREUD, a mulher desenvolveu a histeria por n�o poder gozar a sua sexualidade devido ao moralismo opressivo da �poca, que tipo de nova enfermidade desenvolver� uma mulher independente, que pode se relacionar sexualmente com total liberdade, mas totalmente temerosa em compartilhar sua intimidade e com p�nico profundo ao amor e entrega absoluta?".-ANTONIO CARLOS PSIC�LOGO.(ANTONIO CARLOS-PSIC�LOGO)".




A sensa��o de derrota �ntima � o primeiro ind�cio de uma profunda solid�o que talvez seja companheira pelo resto da vida de uma pessoa. Neste ponto quero ressaltar o primeiro conceito essencial deste texto, que tem o objetivo de advert�ncia pessoal e social: Qualquer experi�ncia pret�rita de fracasso Afetivo ou separa��o deveria servir para uma amplia��o de consci�ncia ou crescimento pessoal, nos tornando mais sens�veis para aquilo de que realmente necessitamos, sendo que jamais poder�amos nos permitir que ditas experi�ncias nos causassem amargura ou rancor, que ir�o se travestir de exig�ncias imposs�veis de serem concretizadas num futuro relacionamento.

Talvez a quest�o levantada seja a maior doen�a afetiva de nossos tempos. Se em algum momento de nossa vida nos entregamos a algu�m que efetivamente n�o nos correspondeu, este � um problema puramente de sensibilidade, sendo que a mesma com toda certeza estava diminu�da por n�o termos percebido uma escolha errada, ou que no fundo a pessoa em quest�o era uma proje��o de todas as nossas negatividades n�o assumidas. O fato central que temos de perceber � o quanto realmente de investimento profundo depositamos na rela��o, ou prevaleceu nossa cobi�a di�ria para ganhar mais dinheiro?Qual das partes sempre teve a soberania?

A pr�tica da psicoterapia durante um pouco mais de um s�culo, provou que o essencial para a cura de determinada neurose � principalmente a rela��o que se estabelece entre terapeuta e paciente. A mesma jamais pode ser algo puramente t�cnico, mas, sobretudo um dinamismo onde a troca deve sempre estar presente. O pagamento de determinada consulta � uma esp�cie de depura��o para um sujeito que esteve em d�ficit no plano emocional em algum momento de sua vida.

Independentemente da quest�o econ�mica, o ponto central deve ser a troca, pois do contr�rio sobrar� uma concep��o m�stica e donativa de uma rela��o, onde a conseq��ncia � o mais puro sofrimento. Jamais uma verdadeira rela��o amorosa pode ser unilateral, pois do contr�rio h� uma escraviza��o do sentimento. Sabemos da extrema dificuldade da entrega ou doa��o numa rela��o, pois quase todos t�m o receio de se sentirem submissos ou inferiores perante o outro. Obviamente � mais c�modo ter algu�m aos nossos p�s, provando nosso poder pessoal na esfera amorosa,sendo este desejo de possuir a alma do outro, uma das piores manipula��es emocionais que o ser humano tem desenvolvido em nossa era.

O ser masculino ainda insiste em renegar toda e qualquer sensibilidade, embora se fale o contr�rio. Que se manifestem os psic�logos, onde 90% de sua clientela � composta por mulheres. Esta constata��o � apenas uma das provas de que o fracasso afetivo sempre � empurrado para o �mbito da responsabilidade feminina, causando uma deprecia��o global em sua autoestima.

O homem procura por for�a cultural e maior treino sexual desde a adolesc�ncia, a obten��o do prazer imediato, se recusando na maioria das vezes a participar da intimidade conjugal ou familiar. O que devemos perguntar � o que realmente seria o prazer? Seria a satisfa��o de determinada fantasia sexual, de poder econ�mico, ou ambi��o em todos os n�veis? Este �ltimo t�pico se aplica na quest�o afetiva, pois � s� pensarmos na infidelidade conjugal ou a necessidade hist�rica da freq��ncia de prost�bulos por parte do homem.

Se refletirmos profundamente, logo descobriremos que o prazer m�ximo reside naquele tipo de pessoa que jamais sabotaria o mesmo,pelo contr�rio, cultiva um aprofundamento n�o apenas daquilo que possui imenso valor, desenvolvendo permanentemente uma energia que se transforma em pot�ncia, sendo percebida pelo outro como carisma. Ali�s, talvez esta seja uma das mais escassas qualidades em nossos tempos, pois � s� observarmos como a m�dia faz quest�o de compensar sua falta, atrav�s da explora��o da vida �ntima de artistas pr�-fabricados, com o intuito de projetarmos nos mesmos um sucesso que jamais obteremos.

O fato � que o ser masculino h� muito se encontra desnorteado no �mbito do prazer, embora o busque ardentemente. FREUD sempre deu destaque a import�ncia f�lica ou do p�nis na sociedade contempor�nea, em sua teoria sobre os conflitos inconscientes, pois o �rg�o sexual masculino representava poder ou obten��o do prazer, dada a quest�o da soberania patriarcal. Todo objeto valorizado tamb�m criava o p�nico da perda. Assim sendo, segundo a teoria FREUDIANA, a ang�stia da castra��o era uma amea�a constante na constela��o mental do menino, principalmente quando observava a vagina na menina; o que para o primeiro seria uma castra��o punitiva por a mesma ter desejado um dos genitores; o famoso complexo de �dipo. Principalmente atrav�s dos sonhos de seus pacientes FREUD elaborou tal dinamismo ps�quico.

Por�m, outro psic�logo - ALFRED ADLER, logo notou que tal constru��o mental de natureza sexual era apenas uma met�fora para esconder a verdade oculta por tr�s do medo, que era a recusa de se doar profundamente. A ang�stia da castra��o no menino, nada mais era do que um treino precoce para que no futuro seu p�nis ou lado emocional servissem � apenas ele pr�prio, jamais compartilhando com outro ser.

N�o � dif�cil aferir tal informa��o, pois � s� observarmos a maioria dos relacionamentos, para descobrirmos que embora as pessoas tenham recursos dispon�veis em v�rias �reas da personalidade, vivem como completos "mendigos" na esfera emocional.

Fica um tanto simpl�rio a elabora��o de uma teoria inconsciente sexualizada, se esquecendo da din�mica social. As brincadeiras infantis acerca da sexualidade, t�o bem observadas por FREUD, encerram n�o apenas a quest�o de ter um p�nis, mas principalmente como disse acima, � um suposto treino precoce no sentido de quem ir� comandar o lado afetivo. N�o podemos nos deixar levar por ilus�es, pois a mente humana sempre foi treinada para a dissimula��o.

A quest�o te�rica acima levantada � importante para a aferi��o do que realmente molda a personalidade. A psican�lise nos �ltimos cem anos acentuou as precoces rela��es emocionais entre pais e filhos como determinantes de neuroses futuras. O problema � que tais infer�ncias representam apenas uma parte da quest�o central, pois n�o podemos afirmar que h� uma soberania do lado sexual, quando a quest�o social � diariamente suscitada nos relacionamentos. Como algu�m se situa na esfera emocional familiar, � sem d�vida vital para a futura autoestima da pessoa. Por�m, n�o podemos fugir dos mecanismos sociais e econ�micos presentes nos relacionamentos.

Todo ser humano chega ao mundo totalmente desprotegido e desamparado sob todas as formas, desde biol�gicas at� emocionais. Assim sendo, todos constroem um desejo veemente de ter provedores que satisfa�am todas as car�ncias impostas pela vida. Como a crian�a lida com a imagem e o real perante a figura provedora, � a medida mais exata de sua futura sa�de ou doen�a mental. Muito mais do que desejar afetivamente um dos genitores, o objetivo central da crian�a desamparada � possuir um provedor eterno, pois logo cedo a mesma percebe a extrema dificuldade pela sobreviv�ncia em nosso mundo.

Um dos objetivos b�sicos da psicoterapia � justamente levantar como a pessoa lidou de todas as formas com a presen�a ou aus�ncia da figura provedora, pois o resultado de todo este processo determinar� o desenrolar de sua personalidade. Saberemos ent�o se a pessoa � autoconfiante; t�mida; recatada; extrovertida ou temerosa perante os desafios; crente ou n�o em seu potencial ou valor pr�prio. O que n�o podemos admitir � a soberania sexual ps�quica, num mundo extremamente material. As for�as condicionantes do psiquismo seguem a mesma trilha do combate di�rio pela ambi��o e sobreviv�ncia, embora o que mais alveja a alma de qualquer ser humano seja a percep��o de ser realmente amado ou n�o dentro de seu ambiente de conviv�ncia.

Enfim, devemos tomar cuidado para n�o incorrer em erro ao confundirmos apego emocional exacerbado como a ess�ncia da neurose, quando a verdade �ltima � o desejo de eterna explora��o econ�mica dirigido �s figuras provedoras. Acerca do universo feminino, fica expl�cita a masculiniza��o do mesmo em nossos tempos. N�o apenas por a mulher ter galgado no �ltimo s�culo sua independ�ncia econ�mica, mas, sobretudo acabou incorporando todo o modelo de ambi��o material do homem, inclusive no tocante a descartar rela��es afetivas.

O perfil da mulher que encontrar� indiscutivelmente um futuro destino de solid�o extrema, � aquela pessoa que almeja tudo pronto de um relacionamento, seja na parte econ�mica;est�tica ou afetiva. Quem n�o aceitar ir construindo ao longo do tempo, uma trilha de plena intimidade na ajuda m�tua e responsabilidade com o desenvolvimento de ambas as partes,herdar� a fantasia absurda de um eterno modelo provedor que despotencializa a mulher;a infantilizando e refor�ando a disputa de poder nos relacionamentos.

Curiosamente venho presenciando um n�mero crescente de mulheres que se ressentem de sua independ�ncia econ�mica, alegando ser um imenso fardo a carregar. Tais mulheres n�o � que desejem um retorno ao passado, algumas talvez sim, mas observo que esta mulher estressada digamos assim, pela sua dupla jornada econ�mica e familiar, desenvolveu uma m�goa e rancor por todo o esfor�o acima citado. A conseq��ncia � o trancamento completo de sua capacidade afetiva e de entrega. Como disse acima, esta mulher incorporou os padr�es doentios masculinos, e agora procura agir na mais completa exig�ncia de ambi��o e poder em todas as esferas da vida.

Este tipo de mulher geralmente tem um hist�rico familiar de um pai quase que totalmente ausente. Vendo o sofrimento e constante submiss�o da m�e, partem para uma esp�cie de rea��o de conduta oposta, assimilando uma total rebeli�o e desprezo pela figura masculina. Sua �nica meta passa pelo refor�o constante de seu narcisismo seja est�tico ou n�o, colecionando todo tipo de galanteio masculino como um trof�u a ser exibido.

A infelicidade emocional da mulher citada � extremamente vis�vel, se recusando em boa parte das vezes a constitu�rem uma fam�lia, canalizando toda a energia para a esfera do trabalho. Se antigamente a mulher era castrada em suas metas profissionais, apenas lhe sobrando o aspecto familiar, tenho reparado que em alguns casos est� se dando o processo inverso em nossos tempos, o solapamento e repress�o da esfera emocional.

Se na era vitoriana estudada por FREUD, a mulher desenvolveu a histeria por n�o poder gozar a sua sexualidade devido ao moralismo opressivo da �poca, que tipo de nova enfermidade desenvolver� uma mulher independente, que pode se relacionar sexualmente com total liberdade, mas totalmente temerosa em compartilhar sua intimidade e com p�nico profundo ao amor e entrega absoluta? A resposta n�o � muito animadora, pois o surto de mulheres com alto prest�gio social e est�tico acometidas de graves perturba��es psicol�gicas t�m aumentado de forma assustadora.

Todos sabem da verdadeira "guerra" silenciosa ou n�o, travada entre homens e mulheres nas �ltimas d�cadas. A contradi��o maior � que o sofrimento de um s� pode ser reparado pela outra parte. O que libertaria o homem de seu medo e timidez afetiva, � a ajuda singela e penetrante do carisma afetivo que a mulher carrega em sua natureza. Poucos seres masculinos carregam este poder citado de gostar profundamente, e sabemos o quanto � vital ter algu�m que realmente sente isto por n�s. Nada causa mais prote��o do que tal fato, sendo o resto pura compensa��o.

A liberta��o da m�goa feminina viria atrav�s do poder da praticidade do lado masculino, pois muitas vezes aquilo que a mulher cultiva como intui��o, martelando sempre no mesmo ponto, nada mais � do que uma paran�ia ou necessidade internalizada de sabotar um processo afetivo, devido �s experi�ncias passadas de frustra��o. Tenho observado que embora n�o seja regra, a mulher ret�m com muito mais intensidade a m�goa, n�o esquecendo em hip�tese alguma do passado. Neste ponto, o pragmatismo masculino poderia ser de grande aux�lio na constru��o de novas tentativas de troca afetiva profunda. Claro que tudo acima citado n�o segue um padr�o linear para cada sexo, sendo que o objetivo � a reflex�o profunda sobre a solid�o decorrente dos conflitos emocionais de nossa �poca.

Bibliografia: ADLER,ALFRED: O SENTIDO DA VIDA. EDITORA PAID�S, CIDADE DO M�XICO, M�XICO 1937

FREUD, SIGMUND: OBRAS COMPLETAS. BIBLIOTECA NUEVA, MADRID, ESPANHA 1981

AGRADE�O A ID�IA E COLABORA��O FUNDAMENTAL SOBRE O TEMA DOS SOCI�LOGOS: SIMONE JORGE E IRINEU FRANCISCO BARRETO J�NIOR.


"N�O TEMA A TERAPIA, MAS A UTILIZE PARA A MUDAN�A DE UM ESTILO DE VIDA QUE PARECE N�O TER FIM."

POR RAZ�ES �TICAS, QUALQUER ORIENTA��O S� � POSS�VEL PESSOALMENTE ATRAV�S DE CONSULTA PSICOL�GICA.



Antonio Carlos Alves de Araujo - Psic�logo - C.R.P: 31341/5
EMAIL: [email protected]

END. RUA ENG. ANDRADE J�NIOR, 154, TATUAP�-SP-SP
CONTATOS: XX 11 - 66980558

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(*) D�vidas e Orienta��o apenas pessoalmente


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