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'Psic�logo ANTONIO CARLOS ALVES DE ARA�JO- 66980558- TATUAP�- ZONA LESTE

CHORO(DEFINI��O DENTRO DA PSICOLOGIA)





"Chorar compulsivamente � uma tentativa inesgot�vel da fixa��o na mais profunda depend�ncia emocional, desejando a regress�o a uma etapa infantil da vida, a fim de se obter todo o afeto negado, se travando um duelo entre a car�ncia emocional que clama por toda a aten��o, juntamente com as tarefas afetivas da pessoa no atual momento de sua vida, que infelizmente se recusa a realizar. A mensagem � clara: n�o h� pressa no crescimento e amadurecimento, apenas um protesto infind�vel pelo n�o reconhecimento de sua pessoa por parte principalmente de seus pais, ou ainda um vel�rio intermin�vel de suas pend�ncias passadas, reclamando toda � aten��o do meio para seu imenso sofrimento, priorizando a autocomisera��o e desamparo. "ANTONIO CARLOS- PSIC�LOGO".




Outro tema desprezado pela psicologia ao longo de sua hist�ria se refere � quest�o dos elementos psicol�gicos do choro. � interessante como uma rea��o fisiol�gica e ps�quica, presente em quase todos os dist�rbios comportamentais e de personalidade, n�o mereceu a aten��o devida no decorrer dos trabalhos psicol�gicos apresentados. O choro � inicialmente a mais pura admiss�o de um processo de tristeza ou consterna��o, sendo que com o mesmo, a pessoa desiste do h�bito arraigado em nossa cultura da dissimula��o e constante tentativa de mostrar que se � forte do ponto de vista pessoal perante seus semelhantes. O choro mostra a maneira mais l�mpida de como revelamos nosso �ntimo para os outros, e se h� um sentido positivo com esta atitude. � exatamente neste ponto, que devemos tratar o choro como um fator selecionador, tentando o separar de fatores neur�ticos envolvidos em tal descarga afetiva.

Chorar compulsivamente � uma tentativa inesgot�vel da fixa��o na mais profunda depend�ncia emocional, desejando a regress�o a uma etapa infantil da vida, a fim de se obter todo o afeto negado, se travando um duelo entre a car�ncia emocional que clama por toda a aten��o, juntamente com as tarefas afetivas da pessoa no atual momento de sua vida, que infelizmente se recusa a realizar. A mensagem � clara: n�o h� pressa no crescimento e amadurecimento, apenas um protesto infind�vel pelo n�o reconhecimento de sua pessoa por parte principalmente de seus pais, ou ainda um vel�rio intermin�vel de suas pend�ncias passadas, reclamando toda � aten��o do meio para seu imenso sofrimento, priorizando a autocomisera��o e desamparo.

Para este tipo de personalidade que eleva o choro a categoria de um deus, a sua felicidade pessoal � a eterna esperan�a de receber aquilo que jamais pode usufruir, sendo que acaba n�o percebendo que o amor ou afeto sempre ser� algo atual, pois do contr�rio, o t�dio e revolta inundam por completo o arcabou�o emotivo da pessoa, caso a mesma se fixe quase que em absoluto nas imagens passadas. A pergunta b�sica �: O que fazer para determinada pessoa que vive rodeada de fantasmas passados possa retomar concretamente sua afetividade? Como eliminar seu implac�vel julgamento negativo? Em outros trabalhos, sempre realcei que a neurose em determinado momento se transforma numa esp�cie de "entidade" � parte, tomando por completo a personalidade do indiv�duo. � algo quase que inesgot�vel do ponto de vista energ�tico. Um exemplo disto � a patologia da anorexia nervosa, onde a pessoa nunca ter� a certeza de estar em conformidade com os padr�es est�ticos impostos n�o apenas pelo social, mas por si pr�pria, definhando por completo para que receba um elogio t�o distante para sua autoestima. A aten��o pessoal no caso em quest�o, assim como no choro compulsivo, est� voltada para o universo masoquista, for�ando o meio ambiente no refor�o desta conduta neurotizada, pois se acostumou a obter aten��o emocional apenas desta forma. O problema maior n�o � apenas a perda do orgulho pessoal, mas a aus�ncia da percep��o de que a forma de nutri��o emocional que utiliza � um emaranhado neur�tico, pois acaba sempre envolvendo pessoas muito mais debilitadas que o pr�prio sujeito imbu�do do complexo do choro, sendo que o gozo das mesmas � o testemunho constante do sofrimento alheio

O choro conduz fielmente ao ponto central da depress�o e tristeza, ou apenas � uma fuga da ansiedade, ou das experi�ncias dolorosas de abandono e esquecimento do sujeito perante o meio social? Se diariamente notamos uma total insensibilidade do meio que nos cerca, n�o ser� esta representa��o ps�quica uma esp�cie de �ltimo apelo para que outros desenvolvam algum afeto para com a pessoa? Parece que esta energia afetiva estacion�ria � como um �ltimo forte na defesa dos cuidados emocionais que a pessoa sentiu nunca ter recebido, sendo que a demonstra��o � sempre o apelo e a representa��o do sofrimento. Outra pergunta que se faz necess�ria �: Que experi�ncias emocionais desejamos vivenciar? Dor, ang�stia, sofrimento, ou busca pelo prazer? Obviamente quando n�o temos um s�lido projeto emotivo, as experi�ncias passadas de frustra��o preencher�o todos os espa�os. O t�o propalado conceito de "intelig�ncia emocional", nada mais � do que a escolha da pessoa sobre qual tipo de afetividade deseja vivenciar corriqueiramente: prazer ou explora��o das imagens inacabadas de tormento e dor.

Na nossa sociedade atual de narcisismo, competi��o e culto � superioridade pessoal, n�o deixa de ser curiosa � fixa��o do choro na tentativa da conquista de benef�cios afetivos. Seria um processo inverso perante as expectativas de perfei��o exigidas? A resposta � negativa, pois o processo do choro compulsivo � apenas a contraparte do esfor�o neur�tico que todos fazem para obter uma posi��o de destaque e primazia perante o meio, sendo que o choro � uma esp�cie de "arranjo ps�quico", para que a pessoa n�o passe diretamente pela situa��o da prova, como dizia o psic�logo ALFRED ADLER. A prova, para o mesmo � a aceita��o e confirma��o da comunidade perante o talento e import�ncia individual do sujeito, e se o mesmo sofre de um complexo de inferioridade ou impot�ncia social ir� remanejar sua criatividade e potencial para uma descarga afetiva intermin�vel, adiando eternamente a exposi��o de seus conte�dos �ntimos perante o social.O choro � a antecipa��o m�rbida da cr�tica intoler�vel que a pessoa sente que jamais conseguir� digerir. � fundamental a viv�ncia terap�utica no intuito do paciente perceber que a prova de sua sensilibidade emotiva est� direcionada contra o mesmo, sendo que dever� aprender a usar sua energia dispon�vel em atividades criativas e prazerosas, evitando o represamento afetivo gerado pela ang�stia e frustra��o diante de seu passado de car�ncia.

"Temer qualquer contato ou ajuda profissional, � viver numa esp�cie de culto ao sofrimento".

POR RAZ�ES �TICAS, SEGUINDO ESTRITAMENTE O C�DIGO DO CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA, E DADO O EXPOSTO ACIMA, QUALQUER ORIENTA��O IMPRETERIVELMENTE S� � POSS�VEL PESSOALMENTE E ATRAV�S DE CONSULTA PSICOL�GICA.

EMAIL: [email protected]




CONTATOS: XX 11 - 66980558/66921958 END. RUA ENG. ANDRADE J�NIOR, 154, TATUAP�-SP-SP

Antonio Carlos Alves de Ara�jo - Psic�logo - C.R.P: 31341/5




(*) Qualquer reprodu��o apenas mediante autoriza��o do autor

COLABORADORES PERMANENTES: IRINEU FRANCISCO BARRETO J�NIOR E SIMONE JORGE( SOCI�LOGOS)






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