'Psic�logo Ant�nio Carlos Alves de Araujo' 66980558-TATUAP� SP-SP-
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POR QUE N�O CONSEGUIMOS GOSTAR PROFUNDAMENTE?

"�Uma religi�o abriga dois tipos de pessoas: as que se sentem culpadas por possu�rem demais, e as aterrorizadas por nada possu�rem�. . - ANTONIO CARLOS- PSIC�LOGO
"Nunca em qualquer outra �poca, o ser humano necessitou tanto da proximidade de seu semelhante, por�m nunca foi t�o negado esse fato, pelo receio das pessoas serem taxadas de dependentes, assim sendo dever�amos rever nosso orgulho, pois descobriremos ser este �ltimo o maior inimigo de nossos mais �ntimos desejos". ANTONIO CARLOS-PSIC�LOGO


Esta reflex�o destina-se �s pessoas que almejam encontrar uma solu��o para seu problema afetivo em nossos tempos, em que a encruzilhada nos p�e no dilema sofrimento x arriscar.
Quando falamos em v�cio pensamos num comportamento sistematizado, compulsivo e que acarreta algum dano � pessoa humana; por�m o que necessitamos compreender � a dimens�o total do prazer, at� que ponto o mesmo eleva nossa vontade de viver ou nos lan�a no abismo da depend�ncia.� muito f�cil tecermos a compara��o entre a depend�ncia de qualquer droga, com o sentimento de estarmos apaixonados.
Em ambos os casos vivemos em fun��o do �cone ou ilus�o que criamos, pois sabemos dos riscos impl�citos em tal atitude. Talvez nunca pensemos que a busca do prazer possa nos levar a tanta dor e sofrimento, por�m � o que na maioria das vezes ocorre. Ser� ent�o que o que podemos chamar de responsabilidade afetiva se tornou o maior de nossos problemas? Nossa necessidade de companhia e troca se tornou em alguma coisa parecida com alguma depend�ncia qu�mica?
A resposta � totalmente afirmativa. A car�ncia em que vivemos em nossa sociedade prepara nossas almas para tal destino.� a mesma coisa em todos os campos, tudo que buscamos com anseio se torna um v�cio, pois parece que nunca nos alimentamos direito, e apesar de algumas vezes esbanjarmos opul�ncia, sempre nos deparamos com a mis�ria, principalmente afetiva.
O v�cio � o leg�timo filho da incerteza, pois necessitamos de mais doses para confirmar se sentimos realmente prazer em algo. Percebe-se que � alguma coisa que nunca vem de nosso �ntimo, mas t�o somente a extrema depend�ncia de algo externo. Claro � o fato da impossibilidade de nos satisfazermos sozinhos, pois somos ou pelo menos dever�amos ser, seres sociais, mas nesse ponto reside o problema, temos quase que uma esp�cie de �dio ao nos sentirmos vulner�veis.
Que imensa batalha travamos quando percebemos que jamais estaremos s�s na obten��o da satisfa��o. Obviamente gostar�amos que as coisas ocorressem de acordo com nossas expectativas, por�m quase sempre se passa o contr�rio, pois nunca somos ou seremos o mestre capaz de realizar nossos desejos. Temos que aceitar tal impot�ncia, pois caso contr�rio, nunca estaremos em paz com nossas mais �ntimas aspira��es.
O problema central passa a ser a quest�o da perman�ncia, pois se uma vez senti determinado prazer, quero que o mesmo se repita quase que indefinidamente. Nesse ponto forma-se uma imagem cristalizada ou projetada da outra pessoa como sendo a �nica respons�vel por nossa felicidade. Essa raiz da paix�o acaba criando uma esp�cie de �amarra� em ambas as pessoas, impedindo qualquer nova experi�ncia criativa na rela��o.� extremamente natural que a mente humana deseje a perman�ncia dado que todos n�s temos que nos deparar com o terr�vel medo da morte, assim passamos a desejar a �nica coisa imposs�vel para nossa esp�cie: a continuidade infinita.
O desejo exacerbado de seguran�a acaba nos lan�ando num total abismo de ang�stia, medo e temeridade, sendo que lan�a-se m�o de mecanismos neur�ticos para aliviar tal press�o, e um dos principais em nossos tempos � n�o se envolver demasiado, pois talvez a dor da perda passe a ser menor.
O desafio supremo de nossa era dentro do ponto de vista psicol�gico � a elimina��o de todo o nosso �mimo�, como dizia o psic�logo ALFRED ADLER, pois nada causa mais preju�zos pessoais e sociais do que a fantasia de acharmos que sempre nossos desejos se converter�o em realidade. Esta �ltima sempre � composta por um processo �rduo de crescimento e desenvolvimento, sendo obriga��o de ambas as partes lutar por isso. A palavra central seria �coragem�, pois ela nos falta em nossas mentes.
Gastamos muito de nosso tempo desenvolvendo ou tonificando nossos corpos e crescimento financeiro, nossa coragem e ousadia est� estacionada apenas nessas esferas, e acabamos nos tornando totalmente infantilizados e involu�dos na quest�o pessoal. O racioc�nio n�o cont�m nenhuma novidade, por�m a pr�tica continua muito distante.A maturidade afetiva jamais vir� da posse, ci�mes ou depend�ncia, mas t�o somente da auto imagem positiva que temos de nosso potencial emocional, sendo a certeza de sermos �interessantes�.
O investimento que na maioria das vezes fazemos est� concentrado em coisas extremamente passageiras, e quando nos damos conta n�o temos mais nada. A situa��o atual de miserabilidade afetiva decorre desse procedimento, pois fomos apenas treinados para a ambi��o, vaidade e poder. Estamos no escuro quando o assunto � verdadeiramente ajudar algu�m, n�o temos nenhum treino na quest�o da solidariedade social, pois a �nica coisa que aprendemos nos v�rios anos de escola foi a competi��o e a exclus�o do outro.
A energia que depositamos diariamente em nosso narcisismo daria para erradicarmos por completo deste planeta a solid�o e sentimento de isolamento, no entanto nunca abrimos m�o de uma posi��o de destaque social seja atrav�s do status, ou de uma neurose qualquer para atrairmos a aten��o. Vou concluir apontando uma s�rie de sentimentos humanos e seus correlatos , no intuito de se perceber a dimens�o e gravidade do problema.(obviamente o esquema apresentado � simplista, tendo como objetivo apenas a visualiza��o dos fatos citados):
Posse, ambi��o e disputa de poder---------------------- t�dio e sentimento de vazio interior, insatisfa��o profissional, desconfian�a(vivem como se estivessem num pa�s hostil e inimigo como dizia ALFRED ADLER). Medo da perda, medo da entrega, medo do amor--------------------inseguran�a, total insatisfa��o, sensa��o di�ria de rotina, sensa��o de fracasso na escolha do parceiro(a), incremento no instinto da auto destrutividade, apego excessivo a um filho, por temor de reconstruir sua vida afetiva, criando inclusive uma situa��o de inveja em rela��o ao filho citado, pois o mesmo ainda tem chances de fazer o que a pessoa n�o pode. Vaidade exacerbada, ego�smo--------------------solid�o e abandono futuro. M�goa, ressentimento e �dio-----------------------total bloqueio da capacidade de vivenciar novas experi�ncias afetivas, repeti��o compuls�ria de experi�ncias anteriores traumatizantes, alcoolismo e depend�ncia qu�mica, por achar que a ferida jamais se cicatrizar�. Pessoa �mimada�-------------------------sentimento de total depend�ncia, sensa��o constante de ser contrariada, tristeza, depress�o, tend�ncia ao misticismo(achar que sempre outro poder� solucionar suas dificuldades)



ANTONIO CARLOS ALVES DE ARA�JO- PSIC�LOGO
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ATEN��O: PELO C�DIGO DE �TICA PROFISSIONAL QUALQUER AJUDA S� PODE SE DAR ATRAV�S DE CONSULTA PESSOALMENTE, SENDO VETADO QUALQUER ESCLARECIMENTO VIA NET.





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