A Dire��o
RUBENS RUSCHE recebeu o pr�mio de melhor diretor de 1996 da Associa��o Paulista de Cr�ticos de Arte pela pe�a FIM DE JOGO, de Samuel Beckett. Pelo mesmo trabalho recebeu indica��es de melhor diretor dos pr�mios Mambembe e Shell. A pe�a �Fim de Jogo� recebeu ainda os pr�mios Mambembe de melhor espet�culo paulista de 1996, melhor ator coadjuvante (Antonio Galle�o) e APCA melhor cenografia (M�rcio Aur�lio). Como ator de teatro a partir de 1969, Rusche integrou o elenco do premiad�ssimo grupo TUCA (Teatro da Universidade Cat�lica), onde atuou, entre outras, nas pe�as �Comala� (premiada no Festival Latino Americano de Teatro em Manizales, Col�mbia, 1969) e �Terceiro Dem�nio� (premiada no mesmo Festival, em 1970, e no Festival Internacional em C�rdoba, Argentina, 1971, e de S�o Francisco, Estados Unidos, em 1972). Cursou a Faculdade de Filosofia na Universidade de S�o Paulo. Iniciou seus estudos sobre o teatro de Samuel Beckett em 1983 e estreou como diretor, em 1986, com a montagem de quatro pe�as curtas desse autor (Eu N�o, Com�dia, Cadeira de Balan�o e Cat�strofe) reunidas no espet�culo KATASTROPH�, que recebeu os pr�mios de melhor atriz (Maria Alice Vergueiro), cenografia (J.C. Serroni), ilumina��o (M�rio Martini), produ��o (Artecultura) e melhor espet�culo paulista de 1986. Na Escola de Arte Dram�tica da USP d� dois cursos de montagem: Impromptu, encena��o de quatro pe�as de Beckett, e Kaldeway, uma pe�a de Botho Strauss. Em 1991, dirige a pe�a KASPAR, do dramaturgo austr�aco Peter Handek, e em 1994 monta a pe�a K., baseada no mesmo texto, recebendo, por�m, uma linguagem c�nica beckettiana. A atriz Magali Biff ganha, por este trabalho, o pr�mio Shell de melhor atriz paulista de 1994, apresentando-se no 1� Porto Alegre em Cena e no Teatro Ruth Escobar, sala Dina Sfat. De 1986 a 2000, Rusche foi respons�vel por v�rios cursos e palestras sobre a obra do dramaturgo Samuel Beckett. Em 1996, como produtor, realizou o evento BECKETT 90 ANOS, com exposi��o fotogr�fica, palestras e exibi��o de v�deos de montagens nacionais e internacionais da obra desse autor. Como tradutor e pesquisador do teatro de Beckett, vem se dedicando � tradu��o de toda a sua obra teatral. Em outubro de 1997, a pe�a Fim de Jogo se apresentou no 1� Festival Internacional de Teatro de Buenos Aires, onde Rusche tamb�m deu palestras sobre o teatro beckettiano, e no 2� Rio-Cena Contempor�nea, j� tendo se apresentado no 3� Porto Alegre em Cena. Fim de Jogo participou ainda do �Projeto Funarte nas Cidades�, apresentando-se ent�o em Bras�lia, Manaus, Boa Vista, Bel�m, Macap�, S�o Lu�s do Maranh�o e Teresina, e do �M�s Teatral�, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de S�o Paulo. Em 1998, a convite da dramaturga Clara de G�es, encenou uma adapta��o �simbolista� de Ifig�nia em �ulis, de Eur�pedes, com o t�tulo Noturno para Ifig�nia. A pe�a foi montada no Teatro Glaucio Gil, no Rio de Janeiro, com cenografia e figurinos de Marcio Aur�lio. No elenco, entre outros, a atriz Clarice Niskier foi muito elogiada por sua interpreta��o de Clitemnestra. Em 1999 dirigiu e produziu a pe�a Barca dos Mortos, do dramaturgo alem�o Harald Mueller, cen�rio e figurinos de J. C. Serroni, ilumina��o Mario Piacentini (indicado para o pr�mio Shell) e m�sica de Livio Tragtenberg. A pe�a esteve em cartaz no Centro Cultural S�o Paulo, no Espa�o C�nico Ademar Guerra, at� dia 29 de agosto, e foi convidada a participar do 6o Porto Alegre em Cena em setembro. No elenco: Antonio Galle�o, Antonio Petrin, Magali Biff e Roberto Lobo. Em 2000, dirigiu o ator Linneu Dias na pe�a Beckettiana # 3, que reuniu duas pe�as curtas de Samuel Beckett: Aquela Vez e Solo. Este espet�culo se apresentou em Buenos Aires, no Teatro del Sur, e teve sua estr�ia nacional em S�o Paulo, no Centro Cultural S�o Paulo e participou do 7o Porto Alegre em Cena. A partir de 2001 vem se dedicando � pesquisa de um teatro sagrado. A adapta��o c�nica do romance Sidarta, de Hermann Hesse, como uma primeira experi�ncia na busca de um teatro sagrado, come�a a ser trabalhada em 2002, tendo em vista a sua montagem em 2003. Ainda em 2002 come�a a aplicar t�cnicas de atua��o baseadas no conceito de �quietude criativa�, um estado de consci�ncia especial que leve o ator, n�o a fazer alguma coisa, mas a permitir que alguma coisa aconte�a por seu interm�dio (o �ator sagrado�). |