DIVISÃO DA LITOSFERA
O que é terremoto? A camada mais superficial da terra-a litosfera divide-se em partes menores chamadas placas tectônicas, que se movimentam lentamente, ocasionado um contínuo processo de esforço é grande e supera o limite de resistência da rocha, está se rompe originando uma falha geológica-e acontece o terremoto.
Parte da energia acumulada é então liberada sob a forma de ondas elásticas, que podem se propagar em todas as direções, fazendo o terremoto vibrar intensamente. Esse processo é o causador da maioria dos terremotos. Normalmente, a ruptura só acontece em profundidade. Nos sismos menores é comum o terreno se deslocar somente alguns centímetros ao longo da falha geológica. Portanto a roptura da rocha é o mecanismo pelo qual o terremoto é produzido.
Os terremotos eram bastante comuns no antigo Oriente próximo. Deus abalou a terra quando falava com Moíses no Monte Sinai no ínicio do conjunto de leis promulgadas pelo Senhor (Êx 19.1,2;24.12; Nm 10.10).
Subiu Moíses a Deus: Moíses vai estar em contato alternadamente, com o Senhor, no alto do monte (vs. 9,23,24) e com o povo que ficou embaixo. Este ir e vir de Moíses destaca o seu papel de mediador entre Deus e Israel (Êx 20.19; Dt 5.5; Hb 8.6).
No NT Jesus é o intermediador entre Deus e a nação (Jo 14.6).
Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim uma propriedade peculiar entre todos os povos, porque toda a terra é minha (v.5).
Guardar a aliança é guardar um pacto de com pessoas situados em um plano de igualdade (Gn 31.44; 1 Rs 15.19) ou, melhor, pode ser oferecida ou imposta por um superior ou inferior. Nesse último caso, o superior exige lealdade do seu aliado e, ao mesmo tempo, se obriga a protege-lo, como na aliança de Josué com os gibeonitas (Js 9.8,15). A aliança do Senhor com a nação se assemelha a essa segunda modalidade. O Senhor apresenta se a si próprio como libertador do seu povo (v.4) e o convida a participar da sua aliança. Nação, por sua parte, reconhece o direito de Deus de ser o seu soberano e se compromete a cumprir o que o Senhor lhe ordena (v.8; Êx 24.3). Desse modo, se cumpre a promessa de (Êx 6.7) Tomar-vos ei por meu povo e serei vosso Deus (Gn 9.8-11) e será a minha propriedade
peculiar.
A minha propriedade peculiar: O termo hebraico corresponde a esta expressão sugere a idéia de algo muito precioso que alguém reserva para si com especial carinho (Dt 7.6; 14.2;26.18; Sl 135.4; Ml 3.17; Tt 2.14).
Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falo aos filhos da nação (v.6).
Nação santa é um povo consagrado a mim. Na linguagem bíblica, o adjetivo santo evoca a idéia de algo separado do uso comum e profano. Nação é, assim povo que habita só e não será reputado entre as nações (Nm 23.9), um povo que presta culto ao Deus verdadeiro (1 Pe 2.9; Ap 1.6).
Veio Moíses, chamou os anciãos do povo expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado (v.7).
Tudo o que o Senhor falou é para todo o povo fazer (v.8).
Disse o Senhor a Moíses: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti. Porque Moíses tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor (v.9).
A nuvem luminosa, símbolo da presença e gloria de Deus, a qual guiava os israelitas no deserto (Êx 13.21-22). Repousava de dia sobre o tabernáculo e, de noite, se convertia em fogo (Êx 33.9-10.40.34-38; Sl 78.14). No NT, se associa à transfiguração (Mt 17.5), à ascencão (At 1.9) e a segunda vinda de Cristo (Ap 1.7).
Iahweh disse a Moíses: “Eis que virei a ti na escuridão de uma nuvem, para que o povo ouça quando eu falar contigo, e para que também creiam sempre em ti. “E Moíses relatou a Iahweh as palavras do povo (v.9).
No NT Jesus que purifica o povo dos seus pecados (At 15.9; 1 Co 6.11; Ef 5.26; Hb 1.3) e também Jesus é a voz de Deus para todo o povo crer (João 12.49).
Iahweh disse a Moíses: “Vai ao povo, e faze-o santificar-se hoje e amanhã lavem as suas vestes (v.10).
No NT Jesus que santifica separa uma pessoa, um objeto ou uma instituição para servir a Deus com dedicação e amor. Deus mesmo santifica o seu povo (Jo 17.17, 19; 1 Ts 5.23;1 Ts 2.13; 1 Pe 1.2; 1 Jo 1.7). Aqueles que foram santificados são os seus santos.
A aliança fará da nação salva de Iahweh (Jr 2,3), um povo consagrado (Dt 7,6;26,19) ou santo (o termo hebraico significa ambas as coisas),como o seu Deus é santo (Lv 19,9 cf. 11, 44; 20,7.26), também um povo de sacerdotes (Is 61,6), porque o sagrado tem relação imediata com o culto. A promessa se encontrará a sua plena realização na nação espiritual, a Igreja, na qual os fiéis serão chamados “santos” (At 9.13) e, unidos a Cristo Sacerdote, oferecerão a Deus um sacrifício de louvor (1 Pe 2.5,9; Ap 1.6; 5.10; 20.6). Estejam prontos (v.11).
Deus está presente na terra consagrada e os profanos morrem no terremoto pela impureza, os impuros não se aproxima de Deus (v.12) sem o arrependimento (v.13).
Transcendência e santidade são inseparáveis e a santidade implica separação do profano interditos (Gn 28.16-17; Êx 3.5;40.35; Lv 16.2; Nm 1.51; 18.22). Da mesma forma, a arca será intocável (2 Sm 6.7).
A misericórdia do Senhor é o caso de não sermos consumidos.
Moíses tendo descido do monte ao povo consagrou; e levaram as suas vestes (v.14).
E disse ao povo: Estais prontos; e não vos cheguem a mulher (v.15).
As relações sexuais deixam inapto para qualquer ato sagrado (1 Sm 21.5).
Para que creiam em Moíses houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu (v.16). Os seus relâmpagos alumiam o mundo; a terra viu e tremeu (Sl 97.4).
O estrondo do teu trovão rondava, teus relâmpagos iluminavam o mundo, a terra se agitava e estremecia (Sl 77.19).
Moíses falava e Deus respondia no trovão e relâmpagos no meio do fogo (Dt 4,11 b-12 a; 5.4, 23-24; 9.1; Êx 19.16, cf.v.19), sua transcendência e o temor que ele inspira (Jz 5.4; Sl 29; 68.8; 77.18-19; 97.3-5; Hb 3.3,15).
Deus se manifestava nos relâmpagos, trovões e terremoto, após Moíses buzinar poderiam subir a montanha, ou seja, (Moíses chamou o povo ao arrependimento dos seus pecados e o povo não podia entrar no monte Sinai impuro para não morrer). Muitos impuros morrem na terra do Senhor pela desobediência em meio aos fenômenos da natureza, e traspassa o limite e os profanos morrem. As iniqüidades dos profanos separam de Deus (Is 59.2) e quem é separado por Deus é ferido pelos fenômenos da natureza do Senhor.
O povo consagrado não subiu no monte Sinai mesmo consagrado por Moisés, o povo obedeceu à voz de Deus para não subir e morrer, se desobedecesse o povo iria morrer.
O povo que desobedece morre ao ver a glória do Senhor.
E Moíses levava o povo à Deus (v.17), e no NT Jesus leva o povo a Deus (Jo 14.6).
Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia violentamente (v.18).
O som da trombeta ia aumentando pouco a pouco; Moíses falava e Deus lhe respondia com trovão (v.19).
Iahweh desceu sobre a montanha do Sinai, no cimo da Montanha. Iahweh chamou Moíses subiu (v.20). Iahweh disse a Moíses: Desce e adverte o povo que não ultrapasse o limite até ao Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não parecerem (v.21).
Também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de consagrar, para que o Senhor não os fira (v.22).
O povo que não se achega como santo na presença de Deus é ferido no meio dos fenômenos da natureza. A Escritura chama de “santos” aqueles que confiam no Senhor e foram separados para servi-lo e adorá-lo, seja de acordo com a lei de Moíses (Sl 30.4; 31.23; Dn 7.18-27) ou no nome de Jesus (Rm 1.7; 8.27; 15.25; Jd 3) isto é, os crentes.
Então, disse Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o (v.23).
Iahweh respondeu: Vai e desce, depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao Senhor, para que não os fira (v.24).
Desceu, pois, Moíses ao povo e lhe disse tudo isso (v.25).
Os rebeldes castigados. Disse o Senhor a Moíses e a Arão: (Nm 16.20) apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei num momento (v.21).
Deus consome os profanos no terremoto por desobedecer ao Senhor.
Mas eles se prostraram sobre o seu rosto e disseram: Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, acaso, por pecar um só homem, indignar-te ás contra toda esta congregação? (v.22). Deus indignado faz terremotos!
Respondeu o Senhor a Moíses: (v.23) Fala a toda esta congregação, dizendo: Levantai-vos do redor da habitação de Cora, Data e Abirão (v.24).
Então, se levantou Moíses e foi a Datã e a Abirão; e após eles foram os anciãos de Israel (v.25).
E disse à congregação: Desviai-vos, pecos, das tendas destes homens perversos e não toqueis nada do que é seu, para que sejais arrebatados em todos os seus pecados (v.26).
Levantaram-se, pois, do redor da habitação de Cora, Datã e Abirão; e saíram e se puseram à porta da sua tenda, juntamente com suas mulheres, seus filhos e suas crianças (v.27).
Então, disse Moíses: Nisto conhecereis que o Senhor me enviou a realizar todas estas obras, que não procedem de mim mesmo: (v.28) se morrerem estes com todos morrem e se forem visitados por qualquer castigo como se dá com todos os homens, então, não sou enviado do Senhor (v.29).
As obras de castigos não procede do homem e sim procede de Deus.
Mas, se o Senhor criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então, conhecereis que estes homens desprezaram o Senhor (v.30).
O terremoto atinge os homens que desprezaram ao Senhor.
E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra debaixo deles se fendeu (v.31), abriu a sua boca e os tragou com as suas casas, como também todos os homens que pertenciam a Cora e todos os seus bens (v.32).
A culpabilidade coletiva, que incluía toda a família (Êx 20.5-6; 34.6-7; Js 7.22-26 cf. Êx 18.1-20).
Eles e todos os que lhes pertenciam desceram vivos ao abismo; a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação (v.33). Desceram ao reino da morte (Sl 6.5).
Todo o Israel que estava ao redor deles fugiu do seu grito, porque diziam: Não suceda que a terra nos trague a nós também (v.34).
Procedente do Senhor saiu fogo e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso (v.35).
Pecaram como os seus pais, cometeram iniqüidade, procederam mal (Sl 106.6).
Ateou-se um fogo contra o seu grupo; a chama abrasou os ímpios (v.36). O fogo significa castigo. O castigo, o terremoto veio nos desobedientes, e a lei de Moíses veio para todos viver, obedecer, santificar. Os dez mandamentos: Lei dada por Deus a Nação no monte Sinai; escrita pelo “dedo de Deus” em ambos os lados de duas tábuas de pedra (Êx 19.16-20.17; 25.16; 31.18; 32.15-16, 19;34.1, 28; 40.20; Dt 5.5.21) os dez mandamentos é a lei da aliança da nação com Deus para não morrer no terremoto.
Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: “Eu sou Iahweh teu Deus de libertação.
Os dez mandamentos são chamados no original hebraico de Êx 34.28; Dt 4.13 e 10.4 as dez palavras, expressão de que provém, através do grego, o termo decálogo. O texto do decálogo, com algumas variantes, se encontra duas vezes no AT: Aqui e em Dt 5.6-21. no livro de Êxodo, está colocado no início do conjunto de leis promulgadas pelo Senhor no monte Sinai (Êx 19.1; Nm 10.10; cf. Êx 24.12).
O Senhor se apresenta como o Deus salvador e libertador. A recordação dos benefícios concedidos a nação confirma (Êx 20.1,2).
Não terás outros deuses diante de mim (v.4; Dt 6.4-5; Mt 22.37).
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra (v.4; Ex 34.17; Lv 19.4; Dt 4.15-18; 27.15 ).
Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até á terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem (v.5) e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos (v.6).
O intenso amor que Deus tem pelo seu povo não tolera uma lealdade pela metade, nem a rivalidade de outros deuses ou objetos de culto (Êx 34.14).
A palavra “zeloso” é uma tradução acertada pois a palavra “ciumento”tem uma conotação negativa hoje em dia. No VT, tal como “amor” e “ódio” (Ml 1.2, 3), “zelo” (ciúme). Os pais eduquem os seus filhos com disciplina no caminho que devem andar (Ef 6.4; Cl 3.21).
E faço misericórdia. No hebraico, hesed, uma palavra característica da aliança (cuja tradução mais exata seria, “amor leal”). Pelos padrões semitas de linguagem, a ênfase da frase está na segunda parte. É verdade que Deus punirá os que não se conformam á sua vontade, mas o aspecto negativo é apenas a moldura para o aspecto positivo.
Mais uma vez, o teste do amor é “guardar os meus mandamentos”, demonstrando ainda mais claramente a nação que amor e ódio é mais uma atitude e atividade do que simples emoção. A palavra milhares é usada vagamente, como “miríades”em português, para indicar a extensão ilimitada da misericórdia demonstrada por Deus.
Deus é único (Dt 6.4-5; Mt 22.37) e Deus mandou fazer imagens de esculturas não para ser devoção aos santos e anjos, o culto deve ser prestado a Deus (Êx 25.17-22; 1 Rs 6.23-29; 7.23-28).
Deus mandou confeccionar os querubins que não foram feitos de adoração, a adoração é para o Senhor Deus. O ser humano é feito por Deus para adorar a Deus, a criatura não pode adorar a criatura.
Deus criou o homem e o homem criou as abomináveis imagens de esculturas.
Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (João 4.24).
A adoração verdadeira ao Senhor é pela fé, e a adoração falsa que é por vista e acompanhada por imagens de esculturas. Deus é único, e a adoração e a fé nele são únicas.
Deus é tão intenso que não se resume em imagens de esculturas.
João foi adorar o anjo e o próprio anjo disse não me adore, adore a Deus (Ap 22.89).
Querubins: Estes seres com asas estendidas (Sl 80.1; 99.1; Is 37.16) eram como que os guardas da arca da aliança (Gn 3.24; Ez 28.14-16).
Querubins: Seres espirituais que guardavam a árvore da vida no Éden (Gn 3.24); representações douradas com asas estendidas que cobriam o propiciatório na arca da aliança (Êx 25.18; Hb 9.5). Na visão de Ezequiel (1.1), os querubins levam o carro-trono de Deus. O templo de Salomão estava decorado com grandes figuras de querubins, lavradas em madeira de oliveira e recobertas de ouro (1 Rs 6.23-28).
Os querubins eram considerados no Antigo Oriente, como guardiões dos templos e dos lugares sagrados.
Imagem de escultura. O hebraico significa algo talhado ou esculpido á semelhança de alguma outra coisa. Aqueles eram dias primitivos; tais ídolos eram feitos normalmente de madeira (embora a palavra também englobe escultura em pedra), sendo também comum o revestimento com algum metal precioso. A imagem de “fundição” também é implicitamente proibida (34.17;32.4).
Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão (v.7).
No judaísmo mais recente, esta proibição envolvia qualquer uso impensado e irreverente do nome YHWH.
Este só era pronunciado uma vez por ano, pelo sumo- sacerdote, ao abençoar o povo no grande Dia da Expiação (Lv 23.27) em sua forma original, o mandamento parece ser o verdadeiro sentido texto hebraico. A lei permitia abençoar e amaldiçoar em nome YHWH (Dt 11.26): isso equivalia virtualmente a proclamar Sua vontade e Seu propósito para com várias classes de indivíduos. Jurar pelo Seu nome era, então, permitido, embora fosse proibido por Cristo, séculos mais tarde (Mt 5.34). Na verdade, jurar pelo Seu nome era um sinal de que tal pessoa era um adorador de YHWH (Jr 4.2), e por isso era algo digno de louvor.
O nome de Deus era sempre envolvido nos votos e juramentos, normalmente na fórmula “tão certo como vive o Senhor” (2 Sm 2.27). Usar tal frase e depois deixar de cumprir o voto é usar o nome de Deus em vão.
O falso adorador usa o nome de Deus em vão, ele nem prática a palavra de Deus e usa o nome de Deus em vão.
Lembra-te do dia de sábado, para o santificar (v.8).
Deuteronômio 5.15 considera o sábado uma comemoração do descanso oferecido aos escravos israelitas no Egito, quando libertados por YHWH, e (como é típico em Deuteronômio) como uma oferta de oportunidade de “descanso”.
O nome do sábado é explicitamente relacionado pela Bíblia (Êx 16.29-30; 23.12; 34.21) descanso. É um dia de repouso semanal, consagrado a Iahweh, que repousou no sétimo dia da Criação (v.11; cf. Gn 2.2-3). A este motivo religioso acrescentou-se uma preocupação humanitária (Êx 23.12; Dt 5.14). A instituição do sábado é muito antiga, mas a sua observância tornou-se especialmente importante a partir do Exílio e veio a ser um sinal do judaísmo (Ne 13.15-22).
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Iahweh teu Deus te dá (v.12).
Não matarás (v.13; Gn 9.6; Lv 24.17; Mt 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20; Rm 13.9; Tg 2.11). O verbo hebraico traduzido por matar é usado no AT para designar o assassinato cometido premeditamente (cf. Sl 94.6) e, ás vezes, também o homicídio involuntário, por negligência ou imprudência (Dt 19.5). O que está proibido por este mandamento é o assassinato, isto é, o fato de atentar contra a vida do próximo de forma ilegal, derramado sangue inocente. Jesus, no Sermão do Monte, interpretará isso num sentido mais radical (Mt 5.21-22).
Não adulterarás (v.14; Dt 5.18; Lv 20.10; Mt 5.27; 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20; Rm 13.9; Tg 2.11)
O fato de um homem ter relações sexuais com a esposa de outro homem era considerado um pecado hediondo tanto contra Deus como contra o homem, já bem antes da lei, ao tempo dos patriarcas (Gn 39.9).
Os adúlteros eram castigados com a morte por apedrejamento (Dt 22.22-24) No NT, Jesus amplia o alcance do mandamento “não cometerás adultério”ao incluir também como tal, o olhar malicioso (Mt 5.28; 15.19; Mc 7.21). Também ensinou que o casamento com alguém divorciado era adultério (Mt 5.31-32; 19.3-9; Mc 10.2-12; Lc 16.18) No AT, em sentido figurado: o abandono do culto a Javé pelo culto a deuses falsos (Is 57.3; Jr 3.8-9; Ez 23.37, 43; Os 2.4; 4.15) Jesus, como os profetas Oséias e Jeremias, o usou como figura da infidelidade para com Deus (Mt 12.39; 16.4; Mc 8.38).
Adultério: Infidelidade conjugal entre o homem que tem mais de uma mulher ou a mulher que tem mais de um homem.
No antigo Israel a poligamia era permitida (Dt 21.15-17;1 Sm 1.2); mas, de fato, somente os reis e príncipes podiam ter um harém numeroso (Jz 8.29-31; 1 Rs 11.3), porque os recursos econômicos de que dispunha o homem comum lhe permitiam ter apenas uma ou, no máximo, duas mulheres (Gn 16.1-3; 29.28). O marido e a mulher sejam submissos ao Senhor (Ef 5.22).
Não furtarás (Êx 20.15; Lv 9.11; Mt 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20; Rm 13.9).
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo (v.16; 23.1; Mt 19.18; Mc 10.19; Lc 18.20).
Não cobiçará a casa do teu próximo. Não cobiçará a mulher de teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem os seus bens materiais, nem coisa alguma que pertença a teu próximo (v.17).
Todo o povo, vendo os trovões e os relâmpagos, o som da trombeta e a montanha fumegante, teve medo e ficou longe (v.19) Disseram a Moíses: Fala nos tu, e nós ouviremos; não nos fale Deus, para que não morramos.” (v.20) Moíses disse ao povo: “Não temais. Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, e não pequeis.” (v.21)
O povo ficou longe; e Moíses aproximou-se da nuvem escura, onde Deus estava. (v.22) Deus prova o povo pelos fenômenos da natureza para faze-lo temer e arrepender dos seus pecados. Esta é a primeira ocorrência do tema da relutância da nação (devido à consciência de seu próprio pecado) em adentrar à presença de Deus, ou mesmo de ouvir sua voz. Até mesmo um cristão pode sentir-se assim (Is 6.5), mas o que Israel temia era o que Moíses desejava ardentemente (33.18). Respondeu Moíses ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis (v.20).
O terror diante das manifestações sensíveis da grandeza divina, de modo especial os fenômenos da natureza que acompanhavam as teofanias, distingue-se aqui do temor que é a submissão incondicional à vontade de Deus (Gn 22.12; Dt 6.2). Os fenômenos da natureza são a gloria do Senhor (Êx 24.16) Moíses rogou ao Senhor que mostrasse a sua glória que ficou entre seis dias (Êx 33.18).
Moíses subiu no monte e disse Deus que Moíses deveria ensinar a lei os mandamentos ao povo (Êx 24.12).
No NT quem deve ensinar a lei o mandamento é os discípulos de Jesus Cristo (Mt 28.20; Lc 1.4; At 2.42; 5.28; 17.19; Rm 12.7; 1 Co 4.17; Cl 1.28; Tt 2).
O povo estava de longe, em pé; Moíses, porém, se chegou à nuvem escura onde Deus estava (v.21).
O terremoto veio na terra dos incircuncisos (1 Sm 14.6).
A circuncisão era primitivamente um rito de incisão ao casamento e a vida do clã (Gn 34.14; Êx 4.24-26; Lv 19.23).
Torna-se aqui “sinal” que relembrará a Deus (como o arco-íris, (Gn 9.16-17) sua aliança, e ao homem pertence ao povo escolhido e as obrigações que daí decorrem. Entretanto, as leis fazem apenas duas alusões a essa prescrição (Êx 12.44; Lv 12.3; cf. Js 5.2-8). Ela só tomou toda a sua importância a partir do Exílio. Paulo interpreta como o “selo da justiça da fé” (Rm 4.11). Sobre a “incircuncisão do coração”, ver (Jr 4.4).
A circuncisão (corte do prepúcio) é o sinal de Deus com Abraão (At 7.8; Rm 4.11) como o arco-íris da aliança com Noé (Gn 9.12,13,17; 17.10-14).
A circuncisão (Gn 17.10) era em Israel o sinal da Aliança. Para Jeremias este sinal nada significa se não corresponde a fidelidade interior a “circuncisão do coração” (Dt 10.16). Israel recusa ouvir Iahweh tem ouvidos incircuncisos (Jr 6.10); recusa converter-se tem o coração incircunciso (9.24-24-25; cf. Lv 26.41). E Iahweh que convertendo a nação, circuncidar lhe-á o coração (Dt 30.6).
Os profanos são incircuncisos de coração (Êx 44.7).
O NT retomará esta imagem e ensinará que a verdadeira circuncisão a que faz o verdadeiro povo é a circuncisão do coração (Rm 2.25-29; cf. I Cor 7.19; Gl 5.6; 6.15; Fl 3.3; Cl 2.11; 3.11).
O terremoto viera acontecer na terra dos incircuncisos!
O terror se espalhou no acampamento, nos campos e entre todo o povo. O posto avançado e os próprios comandos de ataque se encheram de grande medo a terra tremeu, e houve um terror de Deus (1 Sm 14.15). As sentinelas do governo que estavam na cidade observaram a agitação na sociedade em todos os sentidos (v.16).
O governo percebeu que está faltando entre o povo é a arca da aliança, ou seja, a presença de Deus para dar proteção (v.17, 18).
O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à descrição dos seus inimigos (Sl 41.4).
Deus está no território do povo e afligindo com doença e terremoto nos desobedientes.
O Senhor mostra o território dos desobedientes é castigando com doença e terremoto, os desobedientes eram os filisteus (v.18; 1 Sm 5.6).
Filisteu: Grupo que, ao que parece, fazia parte de tribos conhecidos como os “povos do mar” Chegaram à zona costeira da Palestina procedentes da Creta, Chipre e das ilhas do mar Egeu. O seu território era conhecido como “terra dos filisteus” ou Filístia”.
Tinham cinco “cidades-estado: Gaza, Asquelom, Gate, Asdode e Ecrom, que formavam uma estreita rede de assentamentos e uma unidade militar e social muito eficiente. Essas cidades constituíam a chamada Pentápolis filistéia. O seu deus protetor era Dagom. No decorrer do tempo dos juízes e por questões de fronteiras e religião, houve muitas guerras entre os israelitas e os filisteus.
Estas terminaram quando o rei Davi os venceu.
A autoridade que não tem ainda no pais a presença de Deus e também os filhos do Senhor o pais tem guerra, terremoto, doença, alvoroço, idolatria, O Senhor que livra a autoridade das guerra (vs:19, 20, 21, 22, 23). O governo é a autoridade de Deus para trazer a presença do Senhor no país e combater a idolatria na espiritualidade (Ef 6.12).
Saul foi o primeiro governador de Israel e os filisteus adoravam outro deus e resistia Saul e também resistia à Deus que mandava terror ou terremoto para dar fim a idolatria.
Cada um se submeta às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus (Rm 13.1; Tt 3.1; 1 Pe 2.13-17; cf. também Pv 8.15).
De modo que aquele que se revolta contra a autoridade, opõe atrairão sobre si condenação (v.2). Os que governam incultem medo quando se prática o mal não quando faz o bem.
Queres então não ter medo da autoridade? Pratica o bem e dela receberás elogios (v.3) pois ela é instrumento de Deus para te conduzir ao bem. Se porém, praticares o mal, teme, porque não é à toa que ela traz a destruição: ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal (v.4).
Por isso é necessário submeter-se não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência (v.5).
E também por isso que pagais impostos, pois os que governam são servidores de Deus, que se desincumbem com zelo do seu ofício (v.6).
Daí a cada um o que lhe é devido: o imposto a quem é devido; a taxa a quem é devida, reverência a quem é devida; a honra a quem é devida (v.7).
A autoridade servindo a Deus o povo passará a servir o Senhor pela obediência da autoridade.
Não devais nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a Lei (v.8). De fato, os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçaras, e todos os outros se resumem nesta sentença: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (v.9).
A caridade não prática o mal contra o próximo.
Portanto, a caridade é a plenitude da Lei (v.10).
O dia do Senhor é o dia de terremoto (Zc 14.5).
A autoridade e a multidão que é costumada com espiritismo ao ver missionários expulsando demônio é preso e Deus manda terremoto para dar liberdade aos pregadores do Senhor no país.
A autoridade não deu importância para Paulo e Silas os soldados prenderam eles e a multidão unida ajudava a prende-los enquanto Paulo e Silas ficaram presos eles oravam e cantavam ao Senhor, e veio o terremoto que destruiu a prisão (At 16.16 até o v.26).
Os pregadores que agrada ao Senhor desagrada a multidão e até a autoridade. Paulo e Silas presos pela autoridade e solto por Deus. O governador que se importa com o espiritismo no país deixando o espírita lucrar pela adivinhação e proibindo os mensageiros do Senhor de expulsar demônio, é previsto o terremoto no país que proíbe mensageiros do Senhor de pregar e orar.
Quando o governador parar de proibir e prender os servos do Deus Altíssimo, Deus também pára de fazer terremotos.
O anjo do Senhor quando desce na terra causa terremoto onde precisa dos servos de Deus para ensinar que Jesus está vivo e o reino de Deus está próximo.
O anjo desceu na terra e causou terremoto e mostrou que Jesus não está morto e sim está vivo (Mt 28.2), ide anunciai que Jesus está vivo e saiu do sepulcro. O anjo abalou a terra para dizer que Jesus está vivo.
"Haverá grandes TERREMOTOS, FOMES e PESTES em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu... Quando virem essas coisas acontecendo, saibam que O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO". Mt 24.7; Lucas 21:11, 31; Ap 6.12).
Quanto aos terremotos, também sempre os houve. Mas vejam o seu ciclo: da época de Jesus até o ano de 1800 foram 21 terremotos; de 1801 até 1950 houve 51; de 1950 até 1991 foram 93, mas de 1991 até agora, eles já passaram de 100 terremotos destruidores. Quer dizer, de apenas um terremoto por século, passou-se mais de 10 terremotos por dia. Sim, sempre houve terremotos, mas jamais como nestas últimas décadas. E se pergunta: é preciso que aconteça um terremoto por hora, ou que a terra inteira trema, por 8 horas seguidas sem parar, para que as pessoas finalmente acordem? (Sem falar no Tsunami do dia 25 de dezembro).
Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados (Mt 24.29; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28).
As profecias de Isaías caps. 13-23 contêm principalmente mensagens contra as nações estrangeiras (cf. também Jr 46-51; Ez 25-32; Am 1-2).
Deus é soberano e está acima de qualquer autoridade humana (Is 10.5-19) Isaías recebeu uma sentença numa visão (Is 13.1). A palavra como “sentença” deriva de uma raiz que significa “levantar”ou “erguer”. Por esta razão ela costumava ser traduzida como peso. Mas a palavra “voz” precisava ser acrescentada, e assim significava “enunciação”, especialmente da parte de Deus, e mais freqüentemente um anúncio de destruição concernente à visão do profeta. Os soberbos e perversos serão castigados, assombrados, fracos, destruídos este dia será o Dia do Senhor em (Ap 17-18).
Quanto a mim, dei ordens aos meus santos guerreiros, eu mesmo chamei os meus valentes para o serviço da minha ira, os que se regozijam na minha grandeza (Is 13.3).
Eis o tumulto na terra, semelhantemente ao de povo imenso vozeiro agitado de reinos, de nações reunidas (v.4).
Ei-los que vêm de terra distante, da extremidade dos céus, Iahweh e os instrumentos da sua ira, para devastar toda a terra (v.5).
Uivai, porque está próximo o dia de Iahwh, ele chega como devastação de Shaddai (v.6).
Eis por que todas as mãos desfalecem, todos os corações humanos se derretem; estão apavorados (v.7), convulsões e dores lancinantes se apoderam deles; contorcem-se como parturiente, olham espantados uns para os outros os seus rostos estão abrasados (v.8).
Eis que vem o dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores (v.9). O Dia do Senhor tem aqui caráter universal e é uma ameaça contra os inimigos do povo de Deus (Is 2.11; Ez 30.2-3; Jl 1.15; Sf 1.14-18; Ml 3.2; Ap 6.17).
Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz (v.10).
Castigarei o mundo por causa da sua iniqüidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos (v.11).
Farei com que os homens sejam mais raros que o ouro fino, os mortais, mais raros que o ouro de Ofir (v.12). Portanto, farei estremecer os céus; e a “terra será sacudida” do seu lugar, por causa da ira do Senhor dos Exércitos e por causa do dia do seu ardente furor (Is 13.13).
Sucederá então o que sucede com a gazela perseguida, com ovelhas que ninguém reúne: cada um voltará para seu povo, cada um fugirá para sua terra (v.14).
Todo aquele que for encontrado será trespassado; todo aquele que for pego cairá à espada (v.15).
Tuas crianças serão despedaçadas sob seus olhos, suas casas serão saqueadas e suas mulheres violentadas (v.16).
Eis que suscitarei contra eles os homens que não fazem caso de prata, nem dão valor ao ouro (v.17).
As armas matarão os jovens; eles não se compadecerão do fruto do ventre; os seus olhos não pouparão as crianças (v.18).
Babilônia, jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou (v.19).
Nunca mais será habitada, ninguém morará nela geração em geração; o arábio não armará ali sua tenda, nem tampouco os pastores farão ali deitar os seus rebanhos (v.20).
Porém, nela, as feras do deserto repousarão, e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão os avestruzes, e os sátrios pularão ali (v.21).
As hienas uivarão nos seus palácios de prazer; está prestes a chegar o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão (v.22).
Prestai atenção para não deixar de ouvir aquele que vos fala! Porque se não escaparam do castigo quando recusavam ouvir aquele que vos advertia sobre a terra, com maior razão ainda não escaparemos nós, se nos afastarmos de quem nos fala do alto dos céus (Hb 12.26).
Ele, cuja voz um dia abalou a terra, agora proclama: Ainda uma vez abalarei não apenas a terra, mas também o céu (v.27). Um Deus grande e um povo louco!
Ai da lareira de Deus, cidade-lareira de Deus, em que Davi assentou o seu arraial! Acrescentai ano a ano, deixai as festas que completem o seu ciclo; (Is 29.1) então, porei a Lareira de Deus em aperto, e haverá pranto e lamentação; e ela será para mim verdadeira Lareira de Deus (v.2).
Lareira de Deus: Como nome próprio, serve para designar Jerusalém. A palavra hebraica, que também pode ter o significado de monte de Deus, aparece em Ez 43.15-16, onde se refere ao altar.
Em que assentou o seu arraial: Refêrencia à conquista de Jerusalém, a antiga cidade dos Jebuseus (2 sm 5.6-7). Acampei ao redor de ti, cercar-te-ei com baluartes e levantarei tranqueiras contra ti (v.3).
Então, lançada por terra, do chão falarás, e do pó sairá afogada a tua fala; subirá da terra a tua voz como a de um fantasma; como um cochicho, a tua fala, desde o pó (v.4).
Mas a multidão dos teus inimigos foram como pó miúdo, e a multidão dos tiranos, como um cochicho, a tua fala, desde o pó (v.4).
Mediante uma surpreendente intervenção, o Senhor Todo-Poderoso chega para fazer notória a cidade, a cidade de Deus, a experiência da Sua mão salvadora. Quando o Senhor aparece, o trovão ressoa do céu, a terra treme com terrível barulho, o rugido da tempestade O acompanha, e as chamas de um fogo consumidor O precedem. Todas estas manifestações do Seu grande poder, pelo qual o inimigo é destruído (cf.30.30).
Onde está agora aquele exército poderoso, cujas legiões eram compostas de “multidão de nações” (cf.8.9)? Da mesma maneira como as formas sinistras dos sonhos da noite, que são apresentadas de modo vivo para a mente do sonhador por um momento, mas depois se vão sem deixar vestígios, quando o sonhador desperta, assim acontece aqui: foram-se os inimigos da cidade, foram-se também as obras de sítio que cercavam a cidade. Desta forma, mediante a intervenção súbita do Senhor, cidade é salva e o exército assírio é destruído (cf. 10.32).
Isaías agora volta os símiles em outra direção. Como a matéria prima dos sonhos, os inimigos se desvaneceram, mas viveram também em sonho. A sua decepção agora é amarga, como a de um homem faminto que sonha que está comendo ou sedento que sonha que está bebendo, mas quando desperta ainda está faminto ou sedento. Tudo o que os inimigos imaginaram a respeito da conquista da cidade acaba sendo uma ilusão e um sonho. O povo passa fome e sede e sofre pelo exército opressor.
A palavra de Iahweh me foi dirigida nestes termos (v.1). Filho do homem, volta o teu rosto para Gogue na terra de Magog, príncipe de Rós, de Meseque e Tubal; profetiza contra ele (v.2) dizendo: Assim fala o Senhor Iahweh: Eis que estou contra ti, Gog, príncipe de Rós, de Meseque e Tubal (v.3).
Gogue Mogogue: Potências apocalípticas (Ap 20.8) que se reúnem junto às nações da terra ou são nomes coletivos delas, na batalha decisiva contra Deus. Os nomes são tirados de Ez 38.2, porém, nessa passagem, Magogue é um país, e Gogue, o seu rei. A identificação de um país com uma pessoa é algo comum na literatura dos rabinos.
Gogue e Magogue: Alusão a Ez 38-39. Esses nomes representam aqui o conjunto das nações do mundo.
Deus anuncia que abalará o céu e a terra e afluirão riquezas de todas as nações para encher o templo da glória, disse Iawheh dos Exércitos (Ag 2.7).
Riquezas, lit.: o que é precioso o que é desejável. No final dos tempos segundo o Apocalipse revelação de Jesus Cristo o anjo abalará a terra.
O anjo derramou o seu sétimo flagelo.
Então, derramou o sétimo anjo a sua taca pelo ar, e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! (Ap 16.17).
E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande (v.18). Os relâmpagos, vozes, trovões e um terremoto, além das pedras (v.21), também haviam precedido e seguido a sétima trombeta (Ap 11.13, 19) e, com exceção das pedras (Ap 8.5), haviam sido parte do sétimo selo (Ap 4.5).
A grande cidade se dividiu em três partes, e as cidades das nações caíram. Deus se lembrou então da Babilônia, a Grande, parte lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira (v.19). A grande Babilônia: Roma, capital do império, simbolizada pelo nome de Babilônia (Ap 14.8).
Babilônia: Cidade que no AT aparece como inimiga de Israel e objeto de condenação de Deus (Is 13.1-14.23; 47.1-15; Jr 50-51). Nos tempos do NT, o nome se aplicava também a Roma, capital do Império Romano (1 Pe 5.13).
A Babilônia refere-se à idolatria usando como figura a prostituição (Jr 51.7-8; Ap 2.14; 14.8; 17.2; 18.2-3).
As ilhas todas fugiram e os montes desapareceram; (v.20) do céu caiu sobre os homens um granizo pesado, como chuva de talentos (v.21) Lit.: 40 Kl de granizo.
E os homens blasfemaram contra Deus por causa da praga do granizo, pois o seu flagelo é muito grande (v.23).