Sua força e destreza eram tamanhas que ficamos
a imaginar como deve ter sido espetacular vê-lo em ação.
Rurouni Kenshin foi estupidamente levado ao público brasileiro
com o nome de Samurai X, fato que deve ser ressaltado. Afinal, Kenshin
Himura não é Samurai (que é um título de
caráter hereditário) mas, sim, um assassino, mestre da
técnica do Battoujutsu (técnica de saque de espada), sendo
denominado Samurai no mundo ocidental por ser comercialmente mais aceito
que "assassino".
O tratamento mais sério dado aos Ovas se encaixa perfeitamente
ao clima obscuro e violento passado pelos personagens, e retrata com
fidelidade o início da saga, o final do Shogunato Tokugawa (Bakufu).
Vida e morte, encontros e desencontros, honra e traição,
são retratados de uma forma crua e sem meias palavras, em uma
trama elaborada que se passa na década de 1860, conhecida como
o Bakumatsu (decadência do Bakufu).
Grandes rivais de Kenshin no futuro aparecem pela primeira vez, como
Saito e Enishi. Sua primeira esposa, Tomoe, tem sua vida revelada, e
desta relação nasce um sentimento que Kenshin desconhece,
"o prazer de se proteger alguém". As linhas que formarão
o X na face de Kenshin têm sua explicação aqui,
e relacionam-se a fardos que levará consigo pelo resto de sua
vida.
A história completa-se maravilhosamente quando ouvimos o fundo
musical, uma trilha sonora orquestral simplesmente perfeita, alternando
entre violência e paixão.
Fonte: Animehaus
Autor: Cátia Nunes