O "movie" não se encaixa cronologicamente
e muitas vezes não prende a atenção. Basicamente
ele estaria entre a Saga de Kyoto e a dos Cristãos.
Kenshin se mete em uma briga de marinheiros para ajudar uma garota e
conhece Shigure Takimi, e aqui tem início sua nova aventura.
Kenshin e seus amigos tentam devolver a sanidade a um homem amargurado
pela perda de um grande amigo, Gentatsu, que fora assassinado pelo lendário
Hitokiri Battousai.
Shigure só pensa em honrar os companheiros que morreram tentando
derrubar o corrompido governo Meiji, e parece (eu disse parece!) não
se importar em sacrificar os jovens que o seguem, na tentativa de assassinar
um emissário do governo inglês, para causar uma crise internacional
e provocar um golpe de estado. Shigure acaba confrontando-se com Kenshin,
e torna-se juiz, júri e executor, logo que vê o mesmo golpe
que matou Gentatsu surgindo das mãos de Kenshin.
Numa seqüência final de lutas surge todo um sentimento de
arrependimento e carinho, que faz com que ambos perdoem-se, mas outros
planos estão esperando os dois novos companheiros.
Esta continuação da Saga de Kenshin não faz muito
sentido. É um "movie" belo mas peca por não
seguir a mesma linha da série de TV ou dos OVA´s, pois
tenta ser cômico e trágico ao mesmo tempo, e não
consegue. As mudanças nos traços dos personagens e o excesso
de cores e luzes também prejudicam bastante a animação.
O "movie" peca, ainda, por não aproveitar os outros
personagens do anime, que aparecem apenas de forma decorativa, como
se fossem um enchimento, o que é quase imperdoável.
Fonte: Animehaus
Autor: Cátia Nunes