O Teste de Quadribol


Seguindo o quinto ano, Tiago, Sirius e Hariel preparam-se para o tão esperado teste para entrarem no time de quadribol da Grifinória. Porém, seja em terra ou no ar, juntar Sirius Black e Hariel Dumbledore é confusão na certa...


O vento sacudiu as janelas em todas as noites. Passaram-se duas semanas. A manhã estava fria, mas o sol brilhava no céu. Hariel não dormira a noite toda, ansiosa. Adquirira problemas de insônia há alguns meses, desde que sua mãe desaparecera de casa, enquanto fora com o pai resolver o problema da sua varinha - quebrara numa brincadeira com Tiago. Senntada no parapeito da grande janela da sala comunal, Hariel lembrava de alguns episódios que passara nas férias acompanhada de seu pai. Até recordar o momento que Sirius entrou pela porta de sua casa. Estava pronta para passar a pior quinzena de sua vida desde o choque do desaparecimento. Mas hoje era o dia de mostrar a Black que ela podia ser melhor. Um barulho interrompeu seu pensamento. Tiago descia as escadas.

         - Hariel! – espantou-se. – Tão cedo aqui. Caiu da cama?

         - Insônia. Sabe como é. Ansiedade com os testes hoje.

         Tiago bufou.

         - Posso bater uma aposta com você que estou bem mais nervoso. Eu esperei quatro anos da minha vida para isso. Meus pais já devem estar em casa esperando a minha coruja. – e deu uma risada.

         Tiago sentou-se no sofá da sala comunal e ficou observando a lareira. Hariel saiu do parapeito da janela e sentou ao seu lado.

         - Tiago – ele virou-se para ela. – Você se importaria se te fizesse uma pergunta?

         - Que pergunta? – estranhou o garoto.

         Hariel notou que o garoto estava nervoso. Será que ele sabia? Ela endireitou-se e disse:

         - Esqueça, conversamos depois dos testes.

         No café da manhã, todos levantaram inquietos. Mesmo quem não ia tentar, estava agitado. As outras casas já haviam feito a seleção de seus jogadores, faltando apenas a Grifinória. Sirius parecia o único calmo. Na verdade, ele já contava que ia ser selecionado. Tiago ficara o café da manhã pensando na breve conversa que tivera com Hariel. Sirius não sabia, mas Tiago tinha se correspondido com Hariel nas férias também, o que deixaria o amigo nem um pouco feliz – “Ela é uma louca que se acha só porque tem o sobrenome Dumbledore” – ouviu a voz de Sirius ecoar na sua mente. Com isso, haviam se tornado bastante amigos. Será que ele poderia confiar a ela tamanho segredo?

***

Estavam no campo de quadribol todos os componentes do atual time. O capitão era o jovem sextanista Andrew Johnson, o goleiro. O primeiro teste seria o de apanhador. A turma seguiu Tiago, Hariel e Sirius. Lílian notou que Tiago suava frio.

         - Aproxime-se Tiago Potter. – anunciou Johnson seriamente.

         Hariel e Arabella deram um sorriso para o amigo em apoio enquanto Lílian tocou em seu ombro e disse em seu ouvido:

         - Você consegue! – e Tiago sentiu-se melhor.    

         O garoto aproximou-se do time de quadribol e apresentou-se. O goleiro disse que o garoto poderia começar quando se sentisse pronto. Tiago não hesitou e logo subiu na vassoura. Nunca se sentira tão confiante como naquele momento. Atingiu uma altura considerável e fez um sinal para o goleiro. Johnson soltou o pomo. Não demorou muito para Tiago alcançar o pomo e descer de forma fabulosa até o solo. Todos correram em sua direção animados.

         - Você foi perfeito Tiago! – elogiava Sirius, que sempre dera muita força para o amigo.

         - Já pode mandar uma coruja para seus pais! A vaga já é sua! – dizia Remo animando-o.

         Esperaram cerca de dez testes para apanhador a mais e então Johnson noticiou que o próximo teste seria o de batedores. Sirius pigarreou e soltou um suspiro vitorioso.

         - Aproximem-se Cindy Smith e Brian Predence! – disse o capitão.

         Uma garota bonita e um rapaz magricela juntaram-se e subiram aos céus. Teriam de tacar balaços um contra o outro.

         - Perigoso demais... – comentava Sirius irônico a Lílian.

         Foram chamadas mais três duplas para o teste e então chegou a vez de Sirius, que começara a ficar agoniado.

         - Aqui na frente, por favor, Sirius Black e Hariel Dumbledore!

         Hariel arregalou os olhos. Poderia executar as tarefas perfeitamente, porém sem a interferência de Sirius. O garoto foi até o capitão e começou a pedir que ele fosse mais racional e trocasse Hariel por qualquer outra pessoa. O pedido foi recusado.

         - Eu sou quem estabeleço as regras aqui e eu quero que você realize o teste com a senhorita Dumbledore. – respondeu Johnson ríspido.

         Hariel foi até o capitão e tentou, sem sucesso, mudar o parceiro de testes. Os dois então, subiram em suas vassouras, tomaram cada bastão nas respectivas mãos e o balaço foi lançado. Sirius fora o primeiro a jogar o balaço a Hariel. A garota teve dificuldade de devolver, mas mesmo assim, conseguiu. Ele deu uma risadinha debochada. O sangue dela ferveu. Ficaram na troca de balaços quase por dez minutos. Todos no campo começavam a ficar cansados.

         - Quando isso vai acabar? – indagava Pedro exausto.

         - Quando um dos dois não conseguir rebater o balaço – explicava Tiago. – Acho melhor você sentar.

         Entretanto, não fora preciso mais de dois minutos para o cansaço desaparecer. Hariel mandara o balaço mais uma vez para Sirius rebater. Porém, o garoto não agüentava mais e começava a ficar exausto. Sabia que a garota tinha muito mais disposição. Mas não perderia por nada, principalmente para ela. Resolveu então mandar o balaço com toda a pouca força que ainda restava em seu braço. O que ele não esperava era que o balaço fosse tão mais rápido que pegasse Hariel despreparada e atingisse em cheio a sua barriga. A garota desmaiou imediatamente e começou a cair com a vassoura. Johnson notou, como todos que assistiam aos testes, e subiu rapidamente em sua vassoura, querendo segurá-la. Pouco antes de Hariel atingir o chão, o capitão a segurou e pousou-a segura no solo. Todos correram imediatamente, preocupados.

         - Por Merlin! – gritava Lílian apavorada. – Ela desmaiou! Ela desmaiou! – repetia descontrolada.

         - Ela está bem, Johnson? – perguntava Remo.

         O capitão não sabia o que responder. Estava calado.

         - É melhor levá-la para a enfermaria. Madame Pomfrey saberá o que fazer com ela. – disse calmamente, levantando a garota e a carregando em seus braços até a porta do castelo.

         Os outros ficaram esperando Sirius que chegava agora no chão. Tiago foi o primeiro a ir para cima do amigo, pedindo explicações.

         - O que você fez Sirius?

         - Escute Tiago, eu apenas lancei o balaço, ela é que não teve a competência de rebater! – defendia-se Sirius da pior forma.

         - Você é mesmo um idiota, não é Sirius?! Ela desmaiou! – esbravejava Lílian.

         - Você está histérica Lílian! – respondeu Sirius grosso.

         - Você fez de propósito Sirius! Você queria tanto ganhar este teste estúpido que até passou por cima de sua amiga! – gritou Arabella.

         - Ela não é minha amiga! – berrou Sirius atordoado.

         Todos ficaram calados. Sabiam que Sirius e Hariel nunca se deram bem e provavelmente nunca iriam, mas ouvir aquilo depois do acontecido só comprovava que Arabella estava certa. Ele fizera de propósito.

         - Querem saber? Pensem o que quiserem de mim, não me importo! – disse Sirius, saindo do campo carregando sua vassoura.

***

Sirius desaparecera o dia todo. Inúmeras vezes a turma, principalmente Lílian e Arabella, foram até a enfermaria procurando notícias de Hariel. Entretanto, Madame Pomfrey só fornecia informações ao pai da menina e dizia que a paciente precisava descansar. No jantar, Sirius fizera questão de sentar-se bem distante dos outros. Após a última refeição, todos voltaram para a torre da Grifinória. Sirius sentou-se num canto escondido da sala comunal enquanto os outros se sentaram em volta da lareira. Pouco tempo depois, a professora McGonagall entrou na sala.

         - Senhor Black, senhor Black. – chamava severamente.

         Sirius levantou-se e todos passaram a olhar para ele.

         - Acompanhe-me, por favor. – pediu a mestra educadamente.

         O garoto deixou alguns papéis em cima da mesa onde estava e seguiu com a professora até a sala do diretor. Já esperava. Ao entrar, a mestra o deixou com Dumbledore e saiu. O diretor tinha uma expressão austera e mandou Sirius sentar-se.

         - Senhor Black, eu fui informado sobre o ocorrido desta manhã no teste de batedor para o time de quadribol da Grifinória. O senhor poderia me relatar novamente? – pediu o diretor.

         Sirius suspirou baixinho e contou como tudo aconteceu, deixando bem claro que não tivera a intenção em nenhum momento de atingir Hariel.

         - Sabe, Sirius – disse o diretor, já que havia chamado assim o garoto durante a quinzena que passara em sua casa. – Quando me contaram, admito que fiquei bem desconfiado.

         - Desconfiado de quê, professor? – assim chamavam-no.

         - De que você havia rebatido o balaço de propósito em cima da senhorita Dumbledore...

         Sirius levantou-se em seguida. Começara a falar algo, porém o diretor levantou a mão para que ele se calasse.   

         - Talvez você não tenha ouvido direito. Eu disse que desconfiei, não que tivesse certeza que o senhor havia feito aquilo com ela. – Sirius sentou-se.

         - Por quê?

         - Ora, depois da demonstração que vocês dois deram ao seu pai, sua mãe e a mim, poderia esperar tudo, não acha? – Sirius torceu o nariz. – Vocês passaram exatamente quinze dias ofendendo um ao outro de uma forma que nunca havia visto antes. Vocês não se gostam, vocês se odeiam! E por isso desconfiei, já que não haveria mal nenhum atingir um inimigo com um balaço na barriga, não é verdade?

         - Professor, eu posso não gostar da Dumbledore, mas nunca iria jogar um balaço nela. Não sou um monstro! – defendeu-se Sirius.

         - E é por isso que o chamei aqui. Apenas queria ter a confirmação que estava julgando mal o filho de um grande amigo meu. – e Dumbledore sorriu.

         Sirius suspirou. Após alguns segundos em silêncio, Sirius perguntou:

         - E como ela está?

         - Sabe como minha filha é. Demorou algum tempo para acordar, porém já queria sair da enfermaria. Ela não pára quieta mesmo! – divagava Dumbledore. – Mas agora ela já está melhor. Foi apenas um susto. O impacto havia sido forte demais, por isso acabou desmaiando.

         Sirius levantou a sobrancelha direita, desconfiado. Já esperava o quê o diretor iria pedir em seguida.

         - Espero que você possa se explicar depois com ela, não é? – supôs o diretor.

         - Claro, claro. – respondeu rapidamente antes que dissesse que não, como realmente planejava.

***

Na manhã seguinte, Tiago levantou bem cedo, a espera do resultado dos testes. Porém, eles somente saíram após o almoço. Antes disso, todos se reuniram para ir até a enfermaria. Madame Pomfrey os deixou entrar. Encontraram Hariel olhando o campo de quadribol pela janela concentrada.

         - Hariel! – exclamou Lílian, fazendo-a virar para trás. – Como você está indo?

         - Tenho ainda alguma dor na barriga, mas isso logo passa. E vocês? Está tudo bem? – perguntou a menina.

         - Não falamos com Sirius desde ontem de manhã. – disse Tiago devagar.

         Hariel calou-se. Ficou encarando Tiago calmamente. Ele sentiu-se desconfortável.

         - Algum problema?

         - Não, nenhum. Ele não se explicou? – indagou a menina mudando de assunto.

         A turma trocou olhares. Ninguém tinha a intenção de repetir o quê Sirius havia dito no dia anterior, mas também não sabiam o que responder. A desculpa veio de Arabella.

         - Sabe como é o Sirius, não é? – disfarçava. – Explicações não combinam com ele.

         - Pois eu não me importo com as explicações dele. Tenho certeza que fez de propósito! Então se quer tanto aquele lugar estúpido no time, terá como quiser. – resmungou Hariel.

         Pedro pigarreou. O clima estava pesado.

         - Ah... Quando você vai sair, Hariel? – indagou Remo.

         - Acho que hoje à noite. Meu pai ficou dizendo que deveria descansar. Para quê, não é verdade?! – respondeu a garota.

         As meninas riram. Pedro disse que teria de fazer uma redação para a aula de Herbologia e Remo saiu junto. As garotas entreolharam-se e deixaram a enfermaria também. Tiago puxou uma cadeira para sentar.

         - Todos nós ficamos muito preocupados com você. – começou Tiago devagar.

         Hariel arriscou um sorriso.

         - Eu não esperava que você ficasse sem falar com o Black por minha causa. – respondeu a garota tímida.

         - Não foi certo o quê ele fez. Eu sabia que ele queria muito o lugar no time, mas mesmo assim, não concordo em machucar um amigo.

         - Hunf! Grande amigo este! – resmungou Hariel, fazendo Tiago lembrar de Sirius gritando que ele não a considerava uma amiga.

         - Eu pensei muito nesta noite. Depois deste ocorrido, a turma vai ficar dividida. Você sabe disso, não sabe?

         - Não quero saber. Black não precisava fazer aquilo. Quem quiser, ande com ele, quem não quiser, ande comigo.

         - Mas você já pensou, por exemplo, na Lílian? – perguntou Tiago sério.

         Hariel passara a conversa toda com a cabeça virada para a janela. Sabia que Tiago não gostava quando ela conversava olhando em seus olhos, uma certa mania dela. Porém nessa hora, ela não agüentou e encarou o garoto e seus olhos castanhos.

         - Você se importa bastante com a Lílian, não é?

         Tiago engoliu em seco.

         - Como assim? – balbuciou. – Eu me importo com ela do mesmo jeito que eu me importo com você, ou com a Bella.

         Hariel deu uma risada.

         - O que foi? O que é engraçado? – perguntava Tiago sem jeito.

         - Você não sabe mentir, Tiago.

         - O quê? O que você quer dizer com isso?

         Nesse momento, Madame Pomfrey voltou à enfermaria.

         - Chega de visitas por hoje, senhorita Dumbledore. Por favor, pode sair senhor Potter. – ordenava a enfermeira.

         Tiago aborreceu-se, mas acabou saindo, deixando Hariel deitada na cama rindo.

***

Sirius passara o dia sentado na margem do lago de Hogwarts. Mordia-se por dentro pensando que pode ter estragado sua amizade com a turma depois daquele ato. Entretanto, o orgulho falava mais alto. Não pediria desculpas a Hariel e não explicaria nada aos amigos. Ao mesmo tempo, esperava ansiosamente os resultados do teste de batedor. A hora do almoço estava chegando. De repente, alguém sentara ao seu lado.

         - O que faz aqui? – indagou uma voz calma e doce.

         Sirius permaneceu olhando o lago. Sabia quem era.

         - Tentando me convencer de que não perdi a sua amizade. – e virou-se para a garota ao seu lado.

         - Não foi justo o que você fez a Hariel...

         - Hariel? Hariel! É sempre ela, não é mesmo Lílian! – e Sirius bufou lentamente.

         - Por que você a odeia tanto assim? – indagou a garota.

         Sirius abaixou a cabeça.

         - Não gosto dela, nunca gostei. O jeito todo teimoso e mandão. Ela se acha só porque tem o sobrenome do bruxo mais famoso.

         - Você não a conhece direito, Sirius. Eu diria que vocês são iguais!

         Sirius fechou a cara ainda mais. Lílian tentou ajeitar as coisas.

         - Você fez de propósito ou não? – perguntou devagar.

         - Se eu dissesse que não, você acreditaria em mim?

         Lílian suspirou. Tinha ficado muito aborrecida depois das palavras de Sirius após o incidente.

         - Depende. Você tem inúmeros motivos para rebater o balaço...

         - Mas eu não rebati. O pai dela acreditou em mim, por que você também não acredita?

         Lílian encarou Sirius por um instante. O garoto parecia sincero.

         - O que você vai fazer se conseguir o lugar no time?

         - Você não respondeu a minha pergunta! – disse Sirius nervoso.

         A garota sorriu.

         - Tá bem, eu acredito em você. Vai se desculpar com ela?

         Sirius franziu a testa.

         - A senhorita realmente não conhece Sirius Black, não é mesmo?

***

Logo após o almoço, Sirius caminhava para a sala comunal da Grifinória quando topou sem querer com Lúcio Malfoy, o monitor da Sonserina, e Severo Snape. Já pronto para responder algo forte, Sirius surpreendeu-se quando viu o garoto estender-lhe a mão.

         - O que está fazendo, Malfoy? – indagou Sirius intrigado.

         - Apenas queria dar-lhe os parabéns. – respondeu Lúcio com um inocente sorriso amarelo.

         - Enganou-se. Hoje ainda não matei seus pais. – retrucou.

         Severo Snape afogou uma risada.

         - Muito engraçado, mas eu estou parabenizando-o pelo feito heróico da tarde anterior. – respondeu Lúcio.

         - Do que você está falando, Malfoy? – perguntou novamente.

         - Do balaço na Dumbledore. Belo troco. Posso dizer-lhe que aquele feitiço que ela jogou em mim incomodou um bocado e, depois de meu aviso, você caiu na real.

         Sirius franziu as sobrancelhas. Não havia entendido nada. Porém, mesmo que fosse Malfoy parabenizando-o pelo feito em Hariel, Sirius não gostava de ser visto como um “assassino”.

         Voltando para a sala comunal, encontrou um emaranhado de pessoas envolta do quadro de recados da Casa. Via-se a cara de decepção de Brian Predence, ao voltar do local. Sirius respirou fundo e caminhou até o mural.

Novos componentes do time de Quadribol da Casa Grifinória:

Batedores: Cindy Smith e Sirius Black.

Apanhador: Tiago Potter.

         Sirius estava nas nuvens por alguns momentos. O seu sonho e até o de Tiago haviam sido realizados. Festejava sozinho, sorrindo como um bobo, recebendo vários apertos de mão ou tapinhas nas costas das mais diversas pessoas da Casa. Entretanto, naquele momento de extrema felicidade, não poderia compartilhar com o melhor amigo.

         Observou Tiago e os outros entrarem pela sala e lerem o comunicado no mural de recados. E a surpresa e felicidade de Tiago eram contagiantes. Sirius sentia-se bem, mas não por completo. Talvez Tiago também se sentisse assim, pois apareceu num piscar de olhos na frente de Sirius e abraçou o amigo.

         - Nós conseguimos Sirius! – berrava Tiago de surpresa. – Nós conseguimos!

            Sirius pôde sentir que naquele momento, as possíveis mágoas do dia anterior haviam sido levadas pelo vento e a paz reinaria. Pelo menos até o entardecer.

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