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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Ametista tem pesadelos horríveis em que sempre acaba morta por um estranho homem que aparece atrás dela, refletido num grande espelho. Daí vem o seu temor por olhar o próprio reflexo. E Rony e Hermione têm a pior briga de todos os tempos...
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Talvez
fosse obra do destino ou apenas o horário escolar, mas depois do incidente da
manhã, Hermione e Rony não se cruzaram mais. A garota não tinha descido para
o almoço e Rony não a encontraria, já que tinha aula de Adivinhação com
Harry e Ametista. Os três amigos seguiram então para a masmorra da Profª.
Sibila. No caminho, Ametista conversava com Rony, que agora estava frio até com
a neta do diretor.
- E você sequer
poupou a Hermione a uma humilhação daquelas! – argumentava a garota com
Rony.
- Definitivamente não
foi por minha causa que tudo isso aconteceu! – respondeu Rony a acusação de
Ametista.
- Mesmo assim.
Potter – ela ainda não havia perdido a mania de chamar Harry pelo sobrenome.
– começou, mas você não deveria gritar para os quatro cantos da escola que
nunca namoraria ela e ainda depois dizer que era uma traidora! – enfrentava
Ametista com os cabelos em pé.
Quando entravam na
sala, a professora estava posta ao lado da porta. Assim que Harry colocou o pé
na sala, Sibila já foi dizendo:
- Sinto que as
coisas não vão bem.
A classe ficou
observando os três entrarem. Rony não deu a mínima importância ao que a
mestra havia dito. Sentou-se na última bancada, assim como na aula passada.
Ametista havia desistido de argumentar com Rony, que permanecia seco e grosso.
Novamente, Cho estava sentado com uma amiga ao lado da mesa dos três.
Cumprimentou todos e Harry sentia-se constrangido. Sempre aquele calor
acompanhava o garoto quando estava em companhia de Cho Chang. A professora pediu
que todos fizessem uma redação de trinta centímetros no pergaminho,
explicando os tipos de Cartas do Destino existentes.
- Agora que já
terminaram, juntem-se em duplas e dividam um conjunto de cartas – dizia Sibila
– Quero que todos se concentrem bem e imaginem o sonho que tiveram esta noite.
Ao dizer isso, Rony
levantou a cabeça e fixou o olhar em Harry, que deu um sorriso acanhado.
- Eu tive outros
também. – respondeu Harry.
- Depois, embaralhem
as cartas de olhos fechados e retirem a carta específica. Após isso feito,
descrevam a carta e faça uma ligação com o sonho. Ao trabalho. – terminou a
professora.
Ametista havia
ficado sozinha. A professora permitiu que a aluna fizesse o trabalho daquele
jeito. Enquanto isso, Rony visualizava o sonho que tivera na noite e retirou uma
carta. Era a Dama de Copas. Harry fizera o mesmo e embaralhou bem suas cartas.
Retirou a carta com cuidado. Era a Morte, toda negra.
- Nossa, a Morte!
– exclamou Lilá Brown, que estava procurando seu pergaminho ao lado da mesa
dos garotos.
A Profª. Sibila se
aproximou e observou. Depois disse;
- Sempre. Sempre que
esta carta aparece, é sinal de desgraça, Sr. Potter.
- Já estou
acostumado – sussurrou a Rony, distante da mestra. – Hum, a Dama de Copas.
Você sabe o que isso significa, não é? – zombava Harry.
- Isso é besteira!
– respondeu Rony, nervoso.
- Isso significa
amor! Você sonhou com quem hoje? – indagou o amigo, rindo suavemente.
- Com ninguém! –
falou Rony ríspido.
Terminado o dever,
os garotos guardavam seus materiais. Harry notou que Cho também havia tirado a
Dama de Copas. Imaginou que talvez a garota poderia ter sonhado com Cedrico
Diggory, mas desejava no fundo de seu coração que a menina tivesse sonhado com
ele. Aproximou-se de Ametista, que ainda fazia seu dever. Reparou que a menina
havia retirado o Curinga. Esta era a carta mais perigosa do baralho do Destino,
assim como dizia a professora. Até hoje ninguém sabia exatamente o que
significava esta carta, por isso era tão suspeita. Harry comentou com Rony, que
não deu bola.
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Duas
semanas haviam passado e a situação continuava a mesma. Hermione não olhava
na cara de Rony e vice-versa. A situação piorava nas aulas de Poções, pois,
além do professor pegar mais ainda no pé de Harry, e conseqüentemente de
Hermione, Draco resolveu andar para cima e para baixo espalhando que Rony e
Hermione casar-se-iam após a formatura em Hogwarts no sétimo ano. Bichento
andava mal desde a última semana e vomitava sem parar, não importa quando ou
em quem fosse. Ao contrário, as aulas de Defesa Contra a Arte das Trevas
pareciam melhores a cada aula. Lupin já havia terminado as revisões e começaria
a matéria nova aquele dia.
Os alunos da Grifinória
já se dirigiam a sala do professor quando ouviram alguns gritos vindo da sala
do Prof. Binns. A turma dobrou o corredor, a procura do foco da confusão. Não
demoraram muito para descobrirem. Fred e Jorge Weasley estavam saindo da sala
gargalhando, juntamente com Lino Jordan. Logo depois, o professor saiu sujo dos
pés a cabeça por uma gosma vermelho-sangue e seguiu imediatamente para a
enfermaria. Fred veio correndo na direção dos alunos da Grifinória e entregou
algo a Hermione, que sorriu. Poucos repararam, mas os três amigos sim. Em
seguida, Lupin apareceu e mandou todos os alunos para dentro da sala.
- Hoje, a aula será
especial. Começaremos o ano estudando um animal particularmente usado pelos
maiores bruxos das trevas: a Mortalha-Viva.
Os alunos
arrepiaram-se. Ficaram olhando o professor para ver se tomava alguma atitude.
Ele prosseguiu.
- Não precisam
ficar nervosos. A Mortalha-Viva é uma criatura muito rara – os alunos
suspiraram e então o mestre continuou. – Mas como precisamos treinar, temos
uma aqui.
A turma ficou
novamente tensa. Sabiam que o professor era muito bom e que não permitiria que
nada acontecesse, mas mesmo assim, era perigoso. Lupin percorreu até o final da
sala e abriu um caixote. Retirou uma chave e mandou os estudantes o
acompanharem.
- Vamos até a
entrada da estufa número dois, que foi gentilmente emprestada a mim pela Profª.
Sprout. Agora, eu peço desde aqui, não se aproximem nem toquem na estufa.
Quanto mais cedo formos, melhor será, assim seu efeito nocivo é principalmente
ativado na escuridão. – o mestre passava as instruções enquanto os alunos
ouviam atentamente.
Já fazia três dias
que o céu parecia carregado. As nuvens passavam de branco para cinza escuro
rapidamente. Aquela manhã apresentava as nuvens mais pesadas que poderiam ter
visto em todos os dias. Lupin preocupava-se exatamente com isso. Os alunos
aproximaram-se da estufa número dois com cautela. O professor tomou a frente e
começou a explicar calmamente:
- Esta, como podem
ver é a estufa número dois. Não sei se Sprout já mencionou a vocês que as
estufas dois e cinco são as mais protegidas. Por isso, não precisam
preocupar-se – agora Lupin indicou com o dedo algo escuro dentro da estufa.
– Como podem ver, esta é a Mortalha-Viva ou o Manto Letal, como é também
conhecida.
Todos
olharam para a estufa e nada viram. Simas, intrigado, indagou ao mestre:
- Mas não estou
vendo nada, professor. Onde está?
- Talvez queriam um pouco de luz para visualizar melhor – disse Lupin.
– Lummus! – gritou e a ponta de
sua varinha se acendeu.
Os estudantes
estremeceram e alguns se afastaram ao verem uma espécie de manto de folhas,
negro, de pouco mais de um centímetro de espessura, que grudou repentinamente
na parede de vidro da estufa.
- Agora sim! Esta é
a Mortalha-Viva ou Manto Letal, como havia citado anteriormente. Como podem
perceber, é uma espécie de camada ou manto negro, coberto de folhas. Mas não
pensem que é qualquer animal. Este é um animal das Trevas. Originou-se, dizem
lendas passadas, por um feitiço colocado por um terrível bruxo do século
quinze.
- E o que ela faz,
professor? – perguntou Hermione.
- Oh! Terríveis
coisas, posso lhe garantir. Mas, deixe-me explicar como é o ataque em suas vítimas.
Ela pode ser facilmente confundida, por sua cor negra, com uma simples sombra
– alguns exclamaram e o mestre continuou. – E, passa despercebida por fazer
um barulho como um farfalhar. Muitos imaginam ser o barulho de folhas ao vento,
porém, é um horroroso animal maligno.
- Ela costuma atacar
seres humanos? – indagou Rony.
- Sim, na verdade,
seu prato predileto – zombou Lupin – Mas, podem ficar tranqüilos que, além
de ser um animal característico de climas de regiões tropicais, seu último
ataque conhecido em um bruxo foi relatado por Flávio Belby, o qual teve a
imensa sorte de sobreviver ao seu ataque, quando passava as férias em Papua, na
Nova Guiné.
- Como que ele
sobreviveu? – perguntou Parvati, que tremia.
- Há apenas uma única
forma de se escapar de uma Mortalha-Viva. Com o Feitiço do Patrono.
Harry olhou para o
professor, que agora o fitava. Lupin sorriu e disse em seguida:
- Temos aqui um
aluno que poderia executá-lo com grande êxito.
Os estudantes da
Grifinória começavam a olhar para os lados, procurando o aluno tão
especial.
- O Sr. Potter sabe
como derrotar um Manto Letal. Então, estaremos todos salvos de um ataque
repentino. – falou Lupin, rindo ao final da segunda afirmação.
- Sempre Potter...
– sussurrou Ametista entediada.
- E como o executa?
– perguntou Lilá.
- Ah, somente um
rigoroso e dedicado treino é capaz de ensinar um feitiço como este. Que até não
consegue ser feito por qualquer bruxo. Tem de ser um qualificado. – respondeu
Lupin, orgulhoso.
Harry alegrou-se
finalmente em duas semanas.
- O menino que tudo
pode – debochou Ametista. – Me poupe!
- Entretanto, a
Mortalha-Viva costuma atacar os seres quando estão adormecidos, sem poder de
defesa. Entram sorrateiramente e levam sua vida embora. Sufocam a vítima até a
morte e depois a digerem.
Rony engoliu seco
nesse instante. Harry sentiu que o amigo estava arrepiado com a história
contada pelo professor.
- Após a sua “alimentação”, a Mortalha-Viva deixa o lugar e não
permanecem rastros de sua passagem. Chega a sair mais grossa e gorda do que
entrou.
Todos permaneciam
calados, ouvindo com atenção a aula. Ao final, o professor passou a tarefa.
- Bom, agora quero
que façam uma redação sobre a aula de hoje. Poderão retirar informações da
Mortalha-Viva também de nosso livro “Enfrente seus medos, volume V”.
Os alunos, após o término
da aula de Lupin, seguiam para a aula de Poções, na masmorra. O professor
estava sentado a sua mesa quando os alunos entravam aos poucos. Após a chegada
de todos, Snape postou-se ao lado da mesa de Draco Malfoy e disse:
- Hoje a aula será
a preparação de uma nova poção. Uma poção que poucos sabem realizar, mas
que seria bem vinda – e lançou um olhar para Harry. Draco sorriu e o
professor continuou. – A poção Veritaserum,
como muitos dizem, não deveria ser chamada de poção, e sim de veneno. – e
apertou as pálpebras em direção a Harry novamente.
Um silêncio se fez
na sala escura. Uma simples garoa começava a cair lentamente do lado de fora.
Snape retomou.
- E alguém poderia
me dizer qual a utilidade de tal poção?
Como sempre,
Hermione levantou o braço, sacudindo-o. Até mesmo Harry lembrara-se da poção.
Snape fingiu que não percebeu e esperou mais um pouco para que outro aluno
levantasse a mão também. Porém, todos pareciam perdidos. Quando ia chamar
Hermione, Draco levantou e respondeu, mesmo sem o professor permitir.
- É uma poção da
verdade. Ela faz com que o oponente revele seus segredos. – e sentou-se
novamente, pomposo.
- Muito bem, Sr.
Malfoy. Cinco pontos para Sonserina e Cinco pontos para Grifinória... – todos
se entreolharam, perguntando o por quê da atitude do professor se a Grifinória
não tinha feito nada. Até que Snape completou. – ...a menos. Desaponta-me
saber que ninguém respondeu a minha pergunta, grifinórios.
Hermione ficou sem
fala, afinal esteve o tempo todo com o braço estendido. O professor pediu em
seguida para juntarem os ingredientes necessários para a preparação da poção.
Rony estava calado enquanto Ametista procurava a gota de sangue de morcego da Pérsia.
Snape indicou como deveria ser feita a poção e depois ordenou:
- Agora, vocês
devem testar em seu companheiro de dupla – e começou a passar por todas as
bancadas ordenando quem deveria passar pela poção da verdade. Parou na bancada
de Harry e Hermione e ficou pensativo por alguns segundos. – Srta. Granger se
submeterá ao efeito da poção Veritaserum.
Logo depois, Snape
estava passando pela bancada de Ametista e Rony, a última da sala. – Sr.
Weasley será submetido ao efeito da poção – Depois postou em sua cadeira e
disse: – Deverão fazer uma pergunta ao parceiro e depois este não se lembrará
de nada. Devo dizer que isso deverá ficar em segredo. Não se deve espalhar os
segredos dos outros. – e Malfoy deu uma risada acanhada.
Hermione ficou
olhando para Harry, tentando imaginar o quê o amigo perguntaria a ela. Começou
a suar frio. Harry ficou, por sua vez, pensando no quê perguntaria a amiga.
Enquanto isso, Rony tentava fazer as pazes com Ametista.
- Vamos, me diga,
agora estou melhor! Diga-me, o quê irá me perguntar? Por favor!
Ametista permanecia
quieta, observando Rony. Mas já tinha a pergunta formada em sua cabeça desde o
começo da aula, quando imaginou que deveria usar a poção nele.
- Você se acha
esperto, não é mesmo Weasley? – disse Ametista em seu típico jeito
arrogante. – Eu te direi, mas apenas com uma condição.
- Condição? –
estranhava Rony, que logo adivinhou qual seria ela. – Já até imagino o que
seja! Mas pode ficar sentada esperando, pois não vou pedir desculpas a
Hermione. Não vou!
- Muito bem. Então
tome logo esta poção. – ordenava Ametista, que já ficava sem paciência,
coisa normal de se acontecer.
Rony hesitou, mas
precisava tomar aquela poção de qualquer jeito. Olhou ao redor e percebeu que
Snape observava-os. Então tomou. Durante esse período, Harry decidira qual a
pergunta feita a Hermione, que tomava a poção lentamente. Esperara três
minutos e perguntou:
- O quê foi aquilo
que Fred lhe deu no começo da aula de Lupin hoje?
A garota tinha o
olhar perdido, mas logo respondeu:
- Era a chave da
sala onde as estátuas dos fundadores de Hogwarts estão escondidas, no sétimo
andar, na terceira sala a esquerda, atrás da estátua do gárgula que faz par
com o da sala de Dumbledore.
Imediatamente Hermione sacudiu a cabeça e parecia aflita. Começou a
perguntar nervosamente a Harry qual havia sido a pergunta feita. Mas, de acordo
com o plano, nada seria revelado. Ao mesmo tempo, Ametista esperava a poção
fazer efeito em Rony. Logo, aproveitou a chance que tinha e perguntou:
- Por que você não
gosta quando alguém diz o nome de Vítor Krum?
A resposta veio como
um foguete. Mesmo sob efeito da poção Veritaserum, Rony ficou vermelho e o
olhar perdido havia se transformado em brilhantes olhos de raiva.
- Porque aquele
jogador miserável veio até aqui e, além de ser um dos campeões do Torneio
Tribruxo, roubou a minha – e frisou
bem. – Hermione. Eu fico revoltado quando alguém diz o nome dele perto de mim
porque eu sempre me lembro dele dançando com ela no Baile de Inverno, fico roxo
de ciúmes.
Após a incrível
revelação, Rony voltou aos poucos. Ametista não conseguia conter o sorriso e
depois a risada. Rony estava curiosíssimo.
- Qual foi a
pergunta? – gritava no meio da sala – Qual foi, Ametista?
Ametista nada
respondia. Apenas ria da cara de espanto de Rony. Logo depois, Snape passou nas
bancadas, creditando pontos aos melhores desempenhos. Parou ao lado da mesa de
Harry e nada disse. Porém, à frente da bancada de Rony, fez algo inesperado.
- Muito bom
trabalho, Srta. Dumbledore. Afinal, pelo seu parceiro estar tão perturbado,
devia ser algo muito secreto. Cinco pontos para Grifinória. – concedeu Snape.
Ametista nada
respondeu. Ainda estava muito desconfiada do seu mentor. Snape havia percebido e
tratava de conceder mais e mais pontos ou mesmo elogios a aprendiz. Mas nada
disso adiantava. Ametista mantinha-se arrogante e fria.
Saíram para a aula
de História da Magia e nada de extraordinário aconteceu. Harry olhava Hermione
desconfiado. Pensava quando a garota iria agir. E por que tal interesse nas estátuas.
Não haveria nada de mais em colocá-las no jardim de Hogwarts. Rony não
prestou a mínima atenção na aula, preocupado se havia falado de mais.
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No
almoço, os alunos do quinto ano da Grifinória conversavam sobre a aula de
Lupin e a Mortalha-Viva. Parvati Patil ainda tremia lembrando das informações
sobre o animal.
- Imaginem se aquilo
foge do controle e a estufa é aberta. Estamos perdidos! – dizia apavorada
para Neville, que olhava seu Lembrol, vermelho como sempre.
Quase no final da
refeição, Dumbledore levantou-se e deu um recado:
- Aos alunos do
quinto, sexto e sétimo ano, uma nova matéria foi incluída na jornada de
estudos – ouviram-se muitos murmúrios e Rony começara a reclamar – As
aulas de Aparatação serão dadas pela professora Arabella Figg e deverá ser
encaixada em seus horários. A turma do quinto ano da Grifinória será
presenteada com a primeira aula da matéria. Esta tarde estejam reunidos no
jardim de Hogwarts.
- Como?! É proibido
aparatar nos terrenos de Hogwarts! – comentou Hermione sentindo-se enganada
por seus livros.
- E nós que tínhamos
aula com o Flitwick. – zombava Jorge, com uma coxa de frango na mão esquerda.
Harry ficou curioso
com a novidade, já que conhecia este nome. Comentou com Rony.
- Que estranho! Eu
geralmente passava alguns dias com uma senhora chamada Arabella Figg, quando
morava com os Dursley.
- Velha? – indagou
Rony.
- Sim, tinha uns
gatos chatos e a casa cheirava a repolho. Eu me lembro de alguém ter dito este
nome no ano passado. Mas quem?
- Deve ter aparecido
em seus sonhos malucos. – provocou Rony.
Depois do almoço,
os alunos seguiram para suas torres, esperando o horário de suas aulas da
tarde. Fred e Jorge comentavam sobre a chegada de Olívio Wood.
- Ele deve estar
chegando hoje por volta do jantar. Estamos todos muito ansiosos! – dizia Fred,
estalando os dedos.
- E não se esqueça
Rony, deve treinar todos os dias com ele, pois estará aqui somente para isso,
certo? – lembrou Jorge ao irmão.
- É muito estranho
ele estar vindo para cá apenas para ajudar o Rony – disse Angelina, sentando
no sofá da sala comunal. – Deve ter mais alguma coisa. Sem contar que não do
tipo da McGonagall deixar ex-alunos aqui.
- Os meios não
importam. – ria Fred, sentando-se ao lado dela.
Hermione subiu para
o quarto para pegar alguns livros sobre Aparatação em sua mala. Ametista foi
junto, já que Bichento andava mal e havia vomitado em sua roupa no almoço.
Aproveitou a situação e perguntou a amiga:
- Você fez ou
sofreu a pergunta na aula de poções?
- O Harry me
perguntou alguma coisa e eu estou desconfiada do que seja. Preocupada sim, eu
estou.
- Pois eu fiz a
pergunta para o Rony. Particularmente, muito bem formada. – e riu em seguida.
- O que você
perguntou?
- No tempo certo você
vai saber. – respondeu Ametista, trocando a blusa vermelha.
À tarde, os alunos
da Grifinória dirigiram-se aos jardins de Hogwarts como o diretor havia
orientado. Ficaram esperando durante cinco minutos a nova mestra. Foi de modo
surpreendente que conheceram a professora. Harry estava postado ao lado de uma
pedra relativamente grande no gramado. Conversava com Rony sobre a carta que
este havia recebido. A Sra. Weasley dizia que Carlinhos havia voltado ao
trabalho e Gui tentava localizar algumas coisas para seu pai, em serviço ao
Ministério da Magia. Também soube que Percy continuava atolado de serviços,
mas que estava se divertindo muito.
- Se ele chama
aquilo de diversão... – zombava Harry.
- Mas a minha mãe
me pediu para ficar de olho na Gina. Por que será?
- Será que seus irmãos
comentaram alguma coisa em relação ao tal namorico dela com aquele garoto? –
supôs Harry.
- Não, acho que não.
Gina não está namorando ele. Ela gosta de você, Harry. – dizia Rony, em sério
tom.
- Lá vem você de
novo com esta história, Rony! Você fica imaginando as coisas e depois acaba
colocando isso na cabeça dos outros! – reclamou Harry.
- Eu não estou
imaginando nada. Ela ficou mais feliz ainda quando contei que você havia
comentado comigo sobre ela nas férias... – dizia Rony quando Harry o
interrompeu.
- O quê? – gritava agitado e corado. – Quando eu mencionei algo
sobre ela para você?
- Memória fraca a
sua, hein! Lembra-se quando você comentou comigo que ela estava diferente, que
havia crescido?
- Mas ela cresceu,
apenas isso! – alterava-se Harry.
- Sei, sei. Você não
reparou em nada mais. Vou fingir que acredito. Mas também não precisa ficar
vermelho. – avisou Rony ao amigo, tirando sarro de sua cara.
Harry fechou a cara
para o amigo. De repente, como num piscar de olhos, ao lado da pedra em que
Harry estava sentado, apareceu um vulto negro. Rony pulou e gritou de susto.
Harry virou as costas e encontrou o mesmo vulto. Distanciou-se. Porém, logo
perceberia que havia sido apenas um engano.
- Perdoem-me se lhes
assustei. – soou uma voz forte.
Todos os alunos
permaneceram parados, esperando alguma reação do vulto. Logo, o capuz que
cobria a cabeça e escondia a face do ser caiu e surgiu uma mulher bonita e com
traços delicados. Possuía pequenos olhos negros e penetrantes. Retirou a longa
capa preta que envolvia o corpo e deu vida a uma mulher alta e de porte
imponente. Os longos cabelos lisos batiam pouco abaixo da cintura e eram
totalmente negros. A pele era branca e suave. Voltou a falar:
- Meu nome é
Arabella Figg e serei a professora de Aparatação. Esta foi apenas uma
demonstração. Lamento que tenha assustado alguns. – e olhou diretamente para
Rony, que sentiu seu corpo sendo invadido por um frio cortante. Não conseguiu
ficar olhando por muito tempo para a mestra.
- Eu apenas fui pego
de surpresa. – respondeu o garoto, desviando o olhar para Harry.
A garoa começou a
cair novamente. A professora olhou em volta, observando as nuvens carregadas.
Voltou-se para a turma novamente.
- Acho que é melhor
entrarmos. Vamos – e guiou os alunos de volta ao castelo. Dentro, pediu a
licença e aparatou. Todos ficaram olhando e logo estava de volta. – O diretor
permitiu que usássemos uma sala. Venham comigo.
Arabella subiu com
os alunos até uma sala escura e meio empoeirada no sétimo andar. Harry lançou
um olhar a Hermione, que estava um pouco à frente com Ametista e percebeu que a
garota estava agitada. Na sala de aula, encontraram algumas bancadas.
Acomodaram-se e esperaram até que a professora começasse a falar.
- Bom, devo começar
dizendo que, como devem saber, a aparatação é proibida aqui em Hogwarts e, na
verdade, não era possível realizá-la até pouco tempo atrás – Hermione
suspirou vitoriosa. – Porém, neste ano, o professor Dumbledore permitiu que
fossem feitas aulas. Anteriormente, as aulas, apenas teóricas, eram dadas pelo
Prof. Flitwick, porém o diretor pediu minha ajuda para não sobrecarregá-lo.
Lilá levantou a mão
acanhada e logo foi atendida.
- Sim, Srta. Brown.
– e a mestra começou a olhar para a aluna, que assim como Rony desviou de seu
olhar sentindo a frieza percorrer seu corpo.
- Por que essa regra
foi quebrada neste ano? – indagou, olhando para o chão.
- Por precaução.
Tivemos muitos acidentes com alunos que, antes, aprendiam apenas o teórico da
aparatação, e não praticavam. Não queremos que estes incidentes se repitam
em tempos como esse. – respondia com paciência, mas com a voz bruta.
Os alunos
entreolharam-se. Harry
cochichou a Rony:
-
Voldemort. – e Rony arrepiou-se.
- Isso mesmo, Sr.
Potter – disse a professora olhando para Harry, que logo desviou o olhar,
sentindo o frio gélido nas pontas dos dedos e percorrer todos os seus membros.
– Tempos de Voldemort – e muitos alunos tremeram ao ouvir o nome do bruxo
mais terrível das trevas. – Difíceis, tempos difíceis. E é por isso que
precisamos de futuros bruxos, fortes e capacitados.
Lilá olhava a
professora, pensativa. A mestra havia respondido a questão em sua mente mesmo
sem perguntá-la. Então, Arabella pediu que os estudantes fizessem uma redação
sobre os acidentes causados pela má aparatação ou desaparatação. A aula
correu normal até o fim. Porém, quando os alunos deixavam a escura e
empoeirada sala, a professora parou Harry.
- Posso falar com o
senhor por um momento? – indagou educada.
- Claro –
respondeu Harry, tentando fugir do olhar da mestra – Há algum problema?
- Não. Apenas
gostaria de saber se o professor Lupin te deu algum recado. Sobre uma atividade
extra. – dizia Arabella, olhando para o aluno com seus pequenos, mas
penetrantes olhos.
- Não que eu me
lembre, professora – respondia Harry olhando para as janelas. – Ele não me
disse nada.
- Pois logo dirá.
Pode ir agora, Sr. Potter. – ordenou a professora.
Rony esperava Harry no fim do corredor, ao pé da escada. Estava aflito.
- O que ela queria?
- Perguntou se tinha
recebido algum recado do Lupin. Sobre uma atividade extra ou coisa assim.
- Harry, você
conseguiu olhar para os olhos dela? – indagou Rony, em tom baixo.
- Não, você também
sentiu um frio de repente? – respondeu Harry.
- Senti. Sem contar
que aquela aparição lá em baixo me deixou um pouco assustado. E o mais
estranho foi à hora em que ela ouviu você falar para mim que a causa dos
tempos difíceis era o Você-Sabe-Quem – lembrou Rony. – Será que ela tem
ouvido apurado ou lê nossas mentes?
- Sei lá, só sei
que a achei bem estranha. – respondeu Harry acabando com o assunto.
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Depois
do jantar, os alunos da Grifinória subiam para sua torre. Gina subia as escadas
com Rony, que contava sobre a nova professora. Harry ficava pouco distante, pois
se lembrava do comentário de Rony sobre a paixão de Gina por ele. Queria
evitar de qualquer maneira, apesar de permanecer admirando a mudança da irmã
caçula dos Weasley. Logo atrás, vinham Hermione, com Bichento no colo. O gato
havia enjoado novamente e agora havia vomitado em Draco, quando veio comentar
mais uma vez sobre o suposto casamento entre ela e Rony no jantar. Harry parou e
começou a conversar com a amiga.
- Agora você ganhou
um inimigo. Um verdadeiro, acredite. – dizia Harry, sobre Malfoy e o vômito
do gato.
- É apenas ele não
alegar que o meu gato passou alguma doença para ele e pedir que seu pai mande
um carrasco para cá, querendo sacrificar o Bichento, como quase fez com Bicuço.
– disse Hermione, contendo a agitação do gato em seus braços.
Harry riu. Depois
percebeu que Ametista não estava presente.
- Ela foi até a
sala do Snape, parecia que ele tinha algum recado ou sei lá. Acho que ela também
vai aproveitar para conversar sobre aquilo com ele. Ela anda furiosa... –
comentava a garota.
- E quando ela não
é arrogante ou furiosa? – exaltou-se Harry. – Eu gostei de poder conversar
com ela hoje em dia, mas ela ainda não me agrada nem um pouco. Muito menos essa
mania idiota de me chamar de Potter.
– imitou como Ametista o chamava e Hermione riu.
- Ela é muito legal
Harry. Vocês é que não a conhecessem direito. – defendeu Hermione.
-
O Rony também não é muito a favor dela não. – Hermione fez cara feia de
apenas ouvir o nome do amigo, mas Harry continuou. – Sobre o Snape, nada mais
natural, não acha? O Rony disse que hoje na aula dele, Snape deu cinco pontos
para eles pela poção feita por ela. Ele a bajula!
- Lógico, a
Ametista deve ser a única que gosta dele neste mundo. Ou gostava...
Entraram na sala
comunal e encontraram uma visita esperada: o antigo goleiro do time de quadribol
da Grifinória, Olívio Wood. O garoto estava mais encorpado e alto. Porém,
mantinha a beleza que fascinava muitas garotas da escola. Estava segurando sua
Firebolt e conversava com Fred e Jorge, que haviam chegado primeiro. Os dois
abraçavam-no.
- Harry! –
exclamou Olívio quando viu o garoto. – Como vai?
Harry aproximou-se
do amigo e abraçou-o alegremente.
- Estou bem. Estamos
todos muito felizes com sua chegada! Você será nossa salvação! – e riu em
seguida.
- E onde está o
garoto com quem irem passar minhas tardes em Hogwarts?
Harry empurrou Rony,
que ainda conversava com Gina.
- Outro Weasley!
Aceita?
Olívio estendeu a mão
para Rony, que a apertou com vontade.
- Um Weasley é
sempre bem vindo na Grifinória! – cumprimentou Olívio, rindo.
As garotas fizeram
de repente um círculo em volta do ex-aluno e perguntavam mil coisas. Olívio
sentia-se um pouco incomodado, apesar dos irmãos gêmeos de Rony tentarem ajudá-lo
a escapar da fria em que havia se metido. Pouco depois, aproximaram-se Angelina
Jonhson, Katie Bell e Alícia Spinnet. As três artilheiras do time de quadribol
pareciam satisfeitíssimas de reencontrarem Olívio.
- Estamos com
saudades suas! – exclamou Alícia, fazendo Jorge franzir a testa.
- Com certeza! –
concordou Angelina e Katie. Fred começou a imitá-las, irritando-as.
- Também estava com
saudades de todas vocês. Aliás, tenho saudades das nossas festas à
meia-noite, escondidos do Percy... – lembrava Olívio, despertando risadas.
- E da McGonagall
também. – completou Harry.
- Por falar em
Percy, quem é o novo monitor? – indagou Olívio.
- A Hermione
Granger, conhece? – respondeu Fred – A namorada do meu irmão.
O sangue subiu na
cabeça de Rony. Entretanto Harry o acalmou, evitando outro escândalo. A festa
começou a rolar durante a noite. Aos poucos, os alunos foram subindo. Logo,
apenas os integrantes do time de quadribol estavam na sala comunal, junto com
Hermione, reclamando do horário e Gina, observando tudo de uma cadeira
encostada num canto. Estava quase adormecendo.
- Vejo que
arranjaram um novo Percy, não? – dizia Olívio, em relação às atitudes de
Hermione como monitora.
- Mas, o que você
anda fazendo Olívio? – perguntou Harry.
- Eu entrei para o
Ministério da Magia, trabalhando na área de Esportes Mágicos. Mas, como não
me interesso muito em ficar trancado dentro de uma sala, eu consegui uma vaga de
goleiro reserva do Puddlemere United.
- Nossa! O cara é
demais! – enchia a bola Jorge, tirando sarro.
Todos caíram na
risada. Logo, sem querer, Angelina encostou a sua cabeça no ombro de Fred e
este acariciava seu cabelo. Olívio deu um sorriso e pigarreou.
Enquanto isso,
Ametista foi até a sala de Snape para conversar com o mestre, ao atender seu
pedido. Bateu na porta e entrou sem muita cerimônia. O professor estava com uma
capa preta na mão e uma grande mala marrom encontrava-se sobre a sua mesa.
Ametista estranhou e sentou-se numa cadeira da bancada mais à frente. Snape
olhou para a garota e arriscou um aceno.
- O senhor queria
falar comigo? – indagou Ametista fria.
- Sim, sim. Um
assunto de extrema importância – respondeu Snape com a voz seca e cortante
característica. – Terei de me ausentar durante alguns dias.
- Por que? –
estranhou a menina, já que o professor nunca tinha deixado Hogwarts antes em
período de aulas.
- Uma tarefa para
Dumbledore. Ele achava melhor eu ir embora sem avisar você, mas não consegui.
Ele sabe que é o meu maior bem. – disse carinhosamente, mas ainda sério e
sem apresentar mudança na feição fechada e carrancuda de sempre.
- Que tarefa? Meu avô
não comentou nada. – voltou a indagar Ametista.
- Assuntos
importantes. E isso é tudo – respondeu Snape ríspido. – Mas logo estarei
de volta.
- E quem deverá
assumir as aulas?
- Ainda não tenho
certeza. Logo vocês saberão – finalizou e tomou a mala na mão esquerda. –
Devo partir agora mesmo. Cuide-se – disse o mestre. – Por enquanto, peça
ajuda a Lupin. – e pareceu dizer o
nome amargurado.
- Mas... Mas eu
precisava conversar com o senhor... – tentava dizer a garota, mas Snape
levantou a mão como se a calasse.
- Na volta,
Ametista. Na volta. – respondeu brevemente.
Ametista acenou
positivamente com a cabeça, a contragosto. Depois, Snape fez uma última
recomendação a menina:
- E tome muito
cuidado com Potter. – e saiu da sala, deixando Ametista na sala.
A garota voltou a
torre da Grifinória pensativa. Arrependeu-se de não dizer nada do que
pretendia ao professor quando saiu da sala de Snape. O sono começava a tomar
conta de sua mente. Estava um pouco chateada, já que tinha um grande carinho
pelo mestre de Poções, apesar de sentir-se enganada pelas suas histórias. No
instante em que Ametista entrou pelo quadro da Velha Gorda, deu de cara com os
alunos sentados no sofá. Olívio bateu os olhos na garota e ficou paralisado.
Ela olhou para o bonito rapaz e deu um sorriso acanhado. Sua face ficou
levemente corada. Jorge, que sentava ao lado de Olívio deu um cutucão no
amigo. Ametista sentou-se na ponta do sofá, juntamente com Hermione, que havia
notado a cena, assim como Harry, que havia fechado a cara.
- Olívio, esta
daqui é a Ametista – apresentava Jorge. – Ela é neta do Dumbledore.
Olívio demorou, mas
respondeu, reparando em seus grandes e fundos olhos azuis, iguais aos do avô.
- Neta?
- Nós também não
sabíamos disso, mas é neta sim! – respondeu Fred, ainda massageando a cabeça
de Angelina, que caía no sono.
Hermione cutucou
Ametista. Esta fixou seus olhos nos de Olívio e deu um aceno desajeitado. Não
era do seu feitio ser simpática com quem acabara de conhecer.
Olívio sorriu.
Harry deu boa noite a todos e subiu as escadas mal humorado. Ametista não
percebeu, pois estava com muito sono. Despediu-se também de todos e subiu para
o quarto. Hermione veio atrás e disse, enquanto a amiga colocava o pijama.
- Que troca de
olhares hein!
- Quê? – indagou
a neta do diretor perdida.
- Quando você
entrou. Ele ficou te olhando por um tempo e quando você percebeu que ele te
olhava, também não desgrudou os olhos.
- Imagine! Não foi
nada. – irritou-se Ametista.
- Olha, eu te digo
que você já arrematou um coração.
- Não fale
bobagens, Hermione. – dizia Ametista, rindo.
- E não foi apenas um! – respondeu Hermione calmamente.
- Como assim? –
perguntou Ametista, curiosa.
- O Harry subiu
super nervoso. Acho que ele também percebeu a troca de olhares. Sem contar que
você ficou bem corada.
- Muito engraçado!
Potter é realmente tudo o que eu procurava em um garoto! – zombou Ametista
deitando-se e apagando a luz do quarto – Boa noite! – completou ríspida.
- Boa noite. –
respondeu Hermione, percebendo que havia falado de mais.
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
Harry e Ametista são chamados para um comunicado, onde ficam na completa escuridão durante alguns - longos e desconfortáveis - segundos. E o diário da garota some e aparece no quarto de Harry. O garoto teve uma alucinação ou havia alguém tentando roubar o diário dele?
Cuidado para não cair em cima de seu companheiro que nem Harry em "O COMUNICADO NA TEMPESTADE"
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