Estrelas Cadentes


Provavelmente, a maior virtude de um legítimo grifinório é a coragem. E, certamente, é a maior qualidade de Tiago Potter. Ainda que se tratando de um assunto muito mais assustador que enfrentar demônios ou a professora McGonagall, o Sr. Potter vai mostrar que sabe como conquistar uma garota. Mesmo sendo aquela que sonhara durante anos com ele.


- Não é possível! – murmurou já sem forças Hariel.

         - Vamos lá! Deixe de ser preguiçosa! Não fará mal a ninguém!

         O garoto ainda tentou argumentar, mas Hariel parecia irredutível. Suspirando, deu meia volta e sentou pesadamente numa pedra qualquer. Hariel voltou-se para o jovem.

         - Tiago, você tem que parar de agir como um idiota! – disse a garota, franzindo a testa numa posição quase mandona. Tiago fechou a cara. – Todos em Hogwarts sabem que você gosta da Lílian! Até ela mesma deve saber!

         O céu estava limpo e o dia ensolarado, porém uma fria brisa obrigava que os estudantes colocassem casacos. Nos jardins da Escola, estavam Hariel e Tiago tendo uma ligeira discussão sobre o Baile promovido para a despedida antes das férias de dezembro, como se celebrasse a entrada do inverno.

         O monitor da Grifinória queria convidar Lílian para o Baile, já que a principal regra era que todos deveriam estar em casais. E Hariel insistia que Tiago deixasse a timidez de lado e convidasse a amiga. O único detalhe é que faltava uma semana para o Baile e, se Tiago não fosse rápido, outros a convidariam.

         - Escute, você pode convidá-la amanhã na aula de Astronomia com a Sonserina! – propôs Hariel animada.

         - E por que eu faria isso na aula daquela velha? – resmungou Tiago.

         Hariel bufou impaciente.

         - Acorde, Potter! A aula de amanhã será uma exposição do sistema solar na Torre Norte de Astronomia! Quando as luzes se apagarem e todos sentarem, você a convida!

         Tiago olhou seriamente para Hariel. A bela jovem estava com as sobrancelhas erguidas de felicidade e sorrindo. Aquilo era realmente estranho.

         - É impressão minha, ou a senhorita está ficando romântica?

         A filha do diretor fez sumir o sorriso dos lábios e mudou o humor.

         - Não provoque, Tiago! – ralhou exasperada. – Nós estamos falando de você ir convidar a Lílian pro Baile, nada mais.

         O monitor ameaçou voltar ao assunto sobre Hariel, mas a garota não permitiu, dando as costas e voltando para a cabine de Hagrid, onde estavam antes.

***

Remo estava extremamente corado. Nunca achou que seria capaz de tanto. E, naquele momento, a garota estava a sua frente, corando igualmente.

         - Hum, é claro que eu vou com você, Remo. – respondeu a voz doce da menina.

         O jovem do quinto ano abriu um sorriso largo e a coloração rosada em suas bochechas desapareceu. Contente, a garota deu um sorriso e disse que deveria voltar aos estudos. Remo acenou com a cabeça e combinou o horário em que a garota deveria estar pronta dali uma semana.

         Ao tornar-se para a lareira, viu Sirius Black sorrindo de um modo engraçado para ele.

         - Que foi? – perguntou Remo, sem dar muita importância.

         - Tiago não vai gostar nada disso, sabia? – instigou Sirius, soltando uma risadinha irônica.

         - Por quê? Não estou convidando a Lílian! – resmungou Remo em resposta, voltando a corar.

         - Realmente, você não está convidando a Lílian, mas está convidando a irmã mais nova dele, do terceiro ano, e “pura”.

         - Que você quis dizer com isso, Almofadinhas? – franziu a testa o garoto.

         - Nada, Aluado. – corrigiu Sirius, rindo mais uma vez.

         Seguidamente, Tiago estava entrando pelo quadro da Velha Gorda, acompanhado por Pedro e com a expressão preocupada. Sirius e Remo sentaram-se junto do amigo num canto da sala comunal da Grifinória.

         - Que aconteceu, Pontas? – indagou Sirius.

         Tiago suspirou, dizendo que estava preocupado com o convite à Lílian. Contando a idéia de Hariel, Sirius interrompeu-o:

         - Desde quando a Dumbledore entende disso? – franzindo a testa.

         Remo cutucou Tiago discretamente com a perna, fazendo o monitor encarar Sirius. Pedro foi o único que percebeu e disse:

         - Você também está achando a Hariel diferente? Digo, ela anda mais mansa e eu até diria que ela anda romântica...

         - Romântica?! – repetiu Sirius num quase susto. – A Dumbledore não tem capacidade para tanto!

         - Bem, ela de fato anda mais calma depois de tudo que aconteceu com a mãe dela. – concordou Remo, segurando a risada.

         - Vocês estão loucos, amigos. Isso é apenas o que digo. – resmungou Sirius, fechando a cara.

         - Alguém pelo menos sabe com quem ela vai no Baile? – perguntou Tiago, provocando mais e mais.

         - Quem teria coragem de convidar aquilo para um Baile? – chiou Sirius novamente, com uma expressão de nojo.

         Pedro suspirou, cutucando Tiago como Remo fizera.

         - Ouvi dizer que o Andrew a convidou.

         - O Johnson?! – chocou-se Sirius. – O capitão do time de quadribol?! O Andrew Johnson?! Do sétimo ano?!

         Pedro, Remo e Tiago entreolharam-se, segurando o riso o máximo que podiam.

         - Eu não conheço nenhum outro Johnson em Hogwarts, vocês conhecem? – provocou Remo divertido.

         - Não acredito! – exclamou Sirius. – Que ele viu nela?! Digo, a Dumbledore é intragável!

         - Ela pode ser intragável com você, Sirius – dizia Tiago, cortando-o. – Mas que ela é muito atraente, isso é!

         - A Hariel é a garota mais bonita de Hogwarts! – elogiou Pedro, provocando-o.

         - Não há beleza que possa cobrir a chatice daquela garota... – resmungou Sirius e, vendo que seus três amigos estavam rindo, retrucou. – Bom, com certeza, o Tiago não está sabendo quem o Remo convidou para o Baile...

         Remo arregalou os olhos, temeroso. Pedro e Tiago franziram as testa igualmente, bastante curiosos. Afinal, Remo sempre fora muito tímido e, provavelmente a única que ele convidaria seria Arabella.

         - Nosso Remo aqui – dizia Sirius, dando tapas de leve nas costas do amigo. – convidou a senhorita Potter.

         Tiago apenas levantou do sofá.

         - Você convidou a Heather?!

         Remo chegou a gaguejar, mas respondeu:

         - Sim, eu convidei.

         - Por quê? – questionou o monitor quase ferozmente.

         - Porque a sua irmã queria muito ir ao Baile e é uma ótima companhia, Tiago – respondeu Remo, calmamente. – Não sabia que você iria dar esse ataque de ciúmes!

         Pedro levantou do sofá igualmente e sussurrou alguma coisa no ouvido de Tiago, falando que Remo era um ótimo garoto e não faria nada com a sua irmã mais nova. Tiago acalmou-se provisoriamente e sorriu para o amigo quase que de um modo mentiroso.

         - Certo. Só espero que você não faça nada que eu não aprove. – finalizou a conversa, dando as costas e seguindo para seu quarto.

         Remo continuou sentado no sofá enquanto Tiago, Sirius e Pedro seguiam para o dormitório masculino. Assistiu a irmã do amigo conversando com uma garota do quarto ano. Heather estava no terceiro ano e era muito simpática. Com treze anos, a garota já desenvolvia uma mentalidade como as de meninas mais velhas e adorava a companhia dos amigos de seu irmão, Tiago. Os cabelos castanhos e lisos na altura do pescoço combinados com os grandes olhos de mesma coloração davam um ar maroto à garota. “Ela é bem bonitinha”, pensou Remo observando Heather.

***

Acomodando-se ao lado de Lílian, Tiago sorriu para si mesmo de um jeito nervoso. Hariel estava conversando com Arabella do outro lado da sala e lançando olhares suspeitos a Tiago, num modo de incentivo. Tiago não deixou de rir.

         - Quero que façam uma anotação de tudo isso. As posições da Ursa Maior, da Constelação de Andrômeda e de todos os planetas, certo? – dizia a velha professora numa espécie de palco à frente de todas as cadeiras que reclinavam onde os alunos estavam sentados.

         Ao apagar das luzes, Hariel ouviu um barulho estranho ao seu lado e sentiu alguém cutucar seu braço esquerdo. Encarando ligeiramente mal humorada, pôde notar que era Sirius.

         - Que você quer, Black? – perguntou ríspida.

         Sirius disse alguma coisa, mas Hariel não entendeu e pediu que ele viesse mais perto. Discretamente, Sirius arrastou sua cadeira até Hariel e emparelhou-a com a da garota. Olharam-se. Sirius, pela primeira vez, sentiu um nó na garganta ao encarar Hariel. Tiago e os outros estavam mais do certos. Hariel não era simplesmente bonita. Ela era divina.

         - Que é? – voltou a indagar a garota.

         Sirius piscou inúmeras vezes e chegou até a sacudir a cabeça em negação, pensando que ficara maluco.

         - Soube que – Hariel pediu que ele falasse mais alto. Ao contrário disso, Sirius sussurrou perto de seu ouvido, provocando um leve arrepio em Hariel. – Soube que o Johnson te convidou para o Baile, é verdade?

         - Que você tem a ver com isso?

         - Eu só queria ter a confirmação. Não sabia que havia alguém nessa Escola tão maluco ou desesperado a fim de te convidar pra esse Baile.

         Hariel corou nervosamente. Tornando-se para frente novamente, continuou a olhar o sistema solar. Sirius sentiu ainda, antes de se afastar de Hariel, o delicioso perfume que exalava de seu corpo. Era sândalo.

         Enquanto isso, Tiago estava conversando com Lílian sobre como o sistema solar era interessante e bonito. Quando os planetas sumiram da projeção mágica, dando origem apenas as estrelas, Tiago pigarreou e chamou a atenção de Lílian para ele.

         - Hum...eu...bem...

         Lílian franziu a testa sorrindo.

         - Que foi?

         Tiago resolveu reunir toda sua coragem e suspirar. Finalmente, conseguiu articular uma frase e dizer:

         - Você poderia ir ao Baile comigo?

         Os belos olhos verdes de Lílian arregalaram-se diante do convite de seu amigo. Após assimilar as palavras e rir levemente, soltando a respiração, respondeu:

         - Sim, claro, Tiago! Claro! – repetiu nervosamente.

         Tiago sorriu felizmente para a garota e voltou a olhar o céu.

***

O salão principal estava decorado belamente. E aquecido também. Nevara o dia todo naquele primeiro de dezembro. A penúltima noite antes das férias de meio de ano.

         Tiago sentia-se anestesiado. Lílian estava vestida em tom esverdeado e nunca esteve tão bela. Seus braços estavam entrelaçados para entrar no salão. Sirius vinha logo atrás, acompanhado de uma garota muito bonita da Corvinal do quinto ano. E estava com a face emburrada. O motivo? Logo à frente. Andrew Johnson, o belo capitão do time de quadribol, do sétimo ano da Grifinória, estava acompanhado de Hariel Dumbledore. E se pudessem escolher a garota mais bela da festa, certamente Hariel seria eleita. Vestindo um traje de veludo azulado, seus cabelos estavam cheios de cachos belíssimos.

         Numa mesa, sentaram-se Arabella com o apanhador da Corvinal, David Adams, Remo com Heather – trajava um vestido dourado e estava muito bonita – Pedro e uma garota da Lufa-Lufa do quarto ano, e Lílian e Tiago. Sirius pareceu não gostar muito de logo sentar e levou a sua acompanhante para um “passeio”.

         Com o passar da festa, os reais casais iam se formando e juntando-se na pista de dança. Arabella já estava enlaçada por David e aproveitando os minutos com o garoto do sexto ano que sempre achara atraente e muito simpático. Remo não deixou de sentir-se mal ao ver a garota que sempre fora apaixonado dançando tão felizmente com outro garoto. Levantou-se da mesa e convidou Heather para darem uma volta até a Torre da Grifinória, alegando que havia esquecido alguma coisa por lá.

         Heather esperou no salão comunal até que Remo voltasse segurando sua varinha entre os dedos. A garota riu, notando que sua gravata estava torta. Aproximou-se para arrumá-la. E quando o fez, Remo não esperou e beijou-a.

         A irmã mais nova de Tiago assustou-se no princípio, mas acabou deixando-se levar pela delicadeza com que Remo beijava-a – esse era o primeiro beijo de Heather – e envolveu seus braços nas costas do garoto. Resolveram não descer mais para o Baile.

***

Respirando fundo, Hariel aceitou o passeio pelo jardim com Andrew. O jovem que estava se formando naquele ano contava sobre suas idéias para o Ministério da Magia, mas que seu grande sonho era tornar-se um jogador de quadribol profissional.

         - Bem, você tem muito potencial. – elogiou Hariel quase tímida.

         - Meu pai diz que deveria procurar uma profissão regular, permanente e achar uma esposa – Hariel riu quando Andrew fez uma careta. – Eu sou muito novo para pensar em casamento. Nunca achei uma garota que tivesse potencial – brincou. – para ser minha esposa.

         Hariel e Andrew riram gostosamente. Quando Hariel ameaçou tomar o caminho de volta para o castelo, Andrew estendeu uma rosa vermelha a ela. Hariel levantou as sobrancelhas e soltou um gritinho de surpresa.

         - Oh, Andrew! Isso foi muito meigo da sua parte...

         - Meigo?! – brincou, fingindo estar bravo. – Nada meu ou que eu faço é meigo. Tudo é maravilhoso, lindo, perfeito...

         Novamente, caíram na risada. Hariel enrolou os dedos envolta do cabo da rosa e tocou na mão de Andrew. Gelou. Lembranças daquela tarde na Torre da Grifinória – o Feitiço de Amor de Snape – a fizeram tremer. Entretanto, já estava sentindo os lábios de Andrew contra os seus. Fechando os olhos lentamente e levantando uma sobrancelha ao notar um incentivo maior do capitão de quadribol, Hariel agarrou a flor fortemente entre os dedos e enlaçou seus braços no pescoço do jovem.

         O único detalhe que ela deixou passar era que havia alguém a espionando. Ou que simplesmente vira tudo acontecer.

         No momento seguinte, algo brotou de dentro de Hariel, como um sentimento de culpa, e ela afastou delicadamente Andrew. O jovem franziu a testa, confuso.

         - Fiz alguma coisa de errado? – indagou curioso.

         Hariel sorriu acanhada e passou a língua nos próprios lábios. Corando, a garota respondeu:

         - Me desculpe, Andrew – disse, encarando o jovem. – Eu não posso fazer isso. Eu não consigo.

         A filha do diretor estendeu a rosa até Andrew e sorriu num tom de arrependimento. Johnson sorriu para a garota num modo quase contente.

         - Tudo bem – respondeu num tom saudoso. – Eu entendo. Não vou te forçar a nada. Pelo menos, você foi honesta comigo.

         Hariel sorriu e permaneceu segurando a rosa. Andrew balançou a cabeça negativamente, dizendo que aquela rosa fora um presente. Hariel suspirou envergonhada e abaixou a rosa. Andrew estendeu o braço para a garota, refazendo o caminho de volta ao castelo.

         O quê eles não sabiam era que o bisbilhoteiro estava, naquele exato momento, sorrindo alegremente.

***

- Eu preciso tomar um pouco de ar, Tiago. – disse Lílian carinhosamente.

         Tiago aceitou e levou-a para o lado de fora. Caminhando, Tiago foi tomando o rumo do lago de Hogwarts. Conversavam sobre uma coisa ou outra, mas aquele silêncio perturbador insistia em permanecer entre eles.

         O monitor da Grifinória retirou a capa que o envolvia e estendeu na grama, permitindo que ambos sentassem sobre ela. Lílian agradeceu e sorriu, acomodando-se em seguida.

         Aproveitando o silêncio que incomodava cada vez mais, resolveram dizer ao mesmo tempo:

         - Eu queria... – disseram os dois.

         Soltaram uma risada. Lílian corou, assim como Tiago.

         - Você primeiro. – disse Tiago.

         Lílian suspirou e ajeitou os cabelos avermelhados atrás da orelha.

         - Eu só queria te agradecer, Tiago.

         O garoto franziu a testa, confuso.

         - Agradecer o quê?

         - Agradecer por você ser tão legal comigo durante esses anos – disse, num tom fingido. Não era aquele o ponto que Lílian pretendia falar. – Sirius e Pedro são ótimos, Remo é meu melhor amigo, mas você supera todos.

         Tiago corou furiosamente nesse momento. Engolindo em seco, respondeu:

         - Você que é muito especial, Lílian. Tão compreensiva, simpática e atenciosa com todos nós. Sem exceção.

         - Mas você deu tanto apoio a Hariel com toda essa história da mãe dela... Ela me contou das cartas que vocês trocaram nas férias e da enorme ajuda que você deu a ela. Eu acho que a Hariel nunca teve a chance de te falar isso e eu achei minha obrigação e...

         - Eu gosto de você. – interrompeu-a Tiago, sem esperar o final da frase de Lílian.

         A jovem ruiva prendeu a respiração sem saber. Seus olhos tremiam junto de todo seu corpo. Tiago estava falando o quê?! Estava confessando que gostava dela?!

         - Eu também gosto de você, Tiago – respondeu timidamente. – Você é uma ótima pessoa...

         Tiago sacudiu a cabeça negativamente.

         - Eu queria dizer que realmente gosto de você. Como um homem gosta de uma mulher. Eu gosto de você.

         Lílian soltou a respiração pausadamente. Assustada, levou a mão direita à boca. Naquele exato momento, inúmeras estrelas cadentes começaram a cair do céu, colorindo-o e lançando raios na escuridão.

         - Uma chuva de estrelas cadentes – murmurou Tiago. – Faça um pedido... – disse a Lílian carinhosamente.

         A ruiva encarou os fundos olhos castanhos de Tiago e disse:

         - Por que eu faria se ele já foi atendido? – indagou calmamente e num tom amoroso.

         Tiago sorriu largamente e aproximou-se da garota. Lílian ainda estava com a mão sobre os lábios e Tiago retirou-a lentamente. As estrelas continuavam a cair. E vagarosamente, Tiago foi aproximando seus lábios dos de Lílian. A garota preparou-se para seu primeiro beijo. Suspirando antes do contato tão sonhado, disse:

         - Eu desejo que você fique para sempre comigo.

         Tiago encarou-a agora seriamente, e respondeu:

         - Pois eu desejo que nem a morte possa nos separar.

         Após as pequenas e profundas declarações, Tiago e Lílian se beijaram demoradamente. As estrelas cadentes eram mágicas e, de fato, realizavam os pedidos. Mas somente aqueles pedidos verdadeiramente desejados, necessários. Para a sobrevivência. E foi naquele beijo que Tiago e Lílian percebiam que não podiam mais viver sem o outro. A noite passou rapidamente aos seus olhos, mas significou mais do que nenhuma outra.

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