A Detenção
Que bom seria se todos os nossos problemas fossem resolvidos apenas com um "sinto muito". Entretanto, não é assim que acontece com a turma dos marotos. Não deviam ter inventado o feitiço Estupore mesmo!
A
lua mantinha-se firme no céu estrelado daquela noite. O jantar havia sido muito
mais prazeroso para Sirius. Além de ser o novo batedor do time de quadribol da
Grifinória, tudo havia voltado às boas com a turma. Ele somente não esperava
encontrar alguém sentado na sala comunal. Tiago e Remo sentaram-se num canto
bem reservado enquanto Lílian e Arabella subiram para o dormitório, assim como
Pedro, que caía de sono. Sirius, por sua vez, viu que Hariel escrevia em algo
iluminado pela lareira acesa e passou reto.
- Engraçado como as coisas são – ia
dizendo a garota ao perceber que Sirius não dissera nada. – Num dia você é
surpreendida no trem por um qualquer e cinco anos depois, o mesmo qualquer lança
um balaço na sua barriga e sequer pede desculpas.
Sirius,
já a caminho de seu quarto, parou ao ouvir as palavras de Hariel. Tiago e Remo
já sabiam o quê esperava a garota. Sirius deu meia volta e parou atrás do sofá
onde ela estava sentada.
- Eu não tenho que dar explicações e
muito menos pedir desculpas por algo que não tive culpa.
- Não teve culpa? – intrigou-se virando
para o garoto. – Então a sua mão e seu braço mexeram-se sozinhos
estranhamente e jogaram o balaço. Muito novo isso para mim!
- Escute Dumbledore, se você espere que
diga algo parecido com desculpas pode esperar sentada. Pelo resto da
vida!
Hariel arregalou os olhos com tal postura.
- Então vai ficar por isso mesmo?! Você me
faz desmaiar por dez minutos e fica tudo bem?! Imagine o quê poderia acontecer
com Tiago ou Remo! – supôs a garota gritando.
Os alunos começaram a reparar na briga.
Sirius aproximou-se de Hariel e colocou o seu dedo indicador na frente de seu
nariz.
- Nada aconteceria com Tiago ou Remo,
Dumbledore. E você sabe por quê? Porque eles são
meus amigos! Não são como você, que para mim poderia ter desaparecido
junto com a mãe!
Tiago e Remo assistiam a discussão, assim como os outros alunos sentados
na sala comunal. Todos notaram que Hariel tornou-se uma fera ao ouvir aquilo.
Sacou a varinha e apontou-a para Sirius.
- Repita o quê você acabou de dizer! –
gritou para o garoto.
Sirius parecia mais nervoso que Hariel.
Tomou ar e berrou:
- POR MIM, VOCÊ PODERIA EXPLODIR!
- ESTUPEFAÇA!
– gritou Hariel.
Imediatamente, Sirius caiu no chão
inconsciente. Tiago e Remo correram para ver o amigo. Entretanto, não esperavam
que o monitor da Grifinória, Charlie Smith, aparecesse.
- Expelliarmus!
– gritou, fazendo a varinha de Hariel voar para o lado contrário da sala.
A
garota tremia da cabeça aos pés. Era um misto de nervoso por ver Sirius caído
no chão, e raiva pelas palavras ditas por ele anteriormente. O monitor
aproximou-se e postou-se ao lado de Tiago e Remo.
- Alguém aqui pode me explicar o que aconteceu? – dizia em bravo tom.
- Sr. Smith, precisamos primeiro levar o
Sirius para a enfermaria. – balbuciava Remo preocupado.
O monitor olhava ao redor. Encontrou Hariel
atrás, engolindo em seco.
- Eu levarei o senhor Black para a
enfermaria. Mobilicorpus! – e o
monitor apontou a sua varinha para o corpo estirado, que aos poucos foi sendo
suspenso e logo estava flutuado no ar. – Os senhores Potter e Lupin ficarão
aqui vigiando a senhorita Dumbledore. Quero explicações sobre essa confusão.
– e o monitor saiu juntamente do corpo desacordado de Sirius.
Remo acompanhou Sirius e o monitor saírem
pelo quadro com os olhos. Tiago, por sua vez, aproximou-se de Hariel.
- O que você pensou estar fazendo?! –
indagava exaltado.
- Ah! Agora é o coitadinho que tinha razão!
– impressionou-se a garota ao ver a reação de Tiago.
- Não é questão de ser ou não
coitadinho, Hariel! Você não pode sair sacando a varinha em cima de qualquer
um! Você atingir o Malfoy, até que tudo bem – e vários riram na sala
comunal. – Mas o Sirius é um absurdo!
- Claro! Claro! Que eu me exploda, não é
mesmo?! Ou que desapareça assim como minha mãe?! – gritou Hariel, saindo da
torre da Grifinória.
Remo postou-se ao lado de Tiago.
- O Smith falou para ficarmos de olho nela.
- Não importa, se não acharem ela hoje,
acham amanhã. – disse Tiago, terminando a conversa.
***
Na
manhã seguinte, Sirius já se sentava junto da turma. Passara parte da noite na
enfermaria, porém saíra logo. Madame Pomfrey estava com uma forte dor de cabeça
e não queria alunos para importuná-la. Todos comentavam o ocorrido da noite
passada.
- Mas o que foi que o Sirius falou de tão sério
assim? – perguntou Lílian comendo um pedaço de pão francês com geléia.
- Disse que a Dumbledore poderia ter
explodido. – repetiu Sirius calmamente.
- Mas isso é uma coisa comum – comentava
Pedro. – Já não é a primeira vez que os dois dizem essas coisas.
- Sirius, não foi isso que a fez ficar
nervosa. – afirmou Remo.
- Ah não?! Então o quê foi? – estranhou
Sirius cinicamente.
- Você disse que ela poderia desaparecer
junto com a mãe. Não se lembra disso? – falou Remo.
Lílian e Arabella ficaram boquiabertas.
- Não acredito que você foi tão frio
Sirius! – repreendia Arabella. – Falar dela, tudo bem. Mas da mãe?! Ela
teve motivos para te enfeitiçar!
- Isso não é desculpa para mim, Bella. –
disse Sirius.
- E como você se sentiria se sua mãe
simplesmente desaparecesse do nada, com essa onda de Você-Sabe-Quem? –
retrucou Lílian.
Sirius notara que falar algo sério. Mas não
daria o braço a torcer.
- Não me importo com ela. Se quiser sumir,
assim como a mãe dela sumiu, por mim está muito bem.
Lílian e Arabella sacudiram as cabeças negativamente em forma de
repreensão.
A turma se reuniu e seguiu para a primeira
aula do dia, Transfiguração com a professora Minerva. Encontraram Hariel
sentada numa mesa no canto da sala. Arabella, que fazia par com a menina,
dirigiu-se até o fundo do âmbito.
- Oi Hariel – cumprimentou Arabella
calmamente. – Você nem tomou café hoje.
- Eu não ando mais com aquele verme. –
respondeu Hariel.
Arabella franziu a testa. Lílian e Remo
eram outra dupla na sala. Os dois conversavam discretamente enquanto a
professora fazia a chamada.
- É impressão minha ou o Tiago está bravo
com a Hariel? – indagou Lílian.
- Mais ou menos. Eu sei que ele não gostou
que ela tenha atacado o Sirius. Mas acho que ele sabe que Hariel tinha suas razões.
- Eu sei que os dois se odeiam, mas essa
briga infantil está indo longe demais! Num dia, o Sirius atira um balaço, no
outro Hariel joga um feitiço. Onde iremos parar?!
- Concordo com você. Mas acho que nada fará
os dois se entenderem nessa vida. – terminou Remo observando a mestra, que
começava a explicar a tarefa.
Enquanto as duplas realizavam as transfigurações,
a professora McGonagall aproximou-se da mesa de Tiago e Sirius.
- Eu fui informada pelo senhor Smith sobre o
incidente desta noite na sala comunal, senhor Black. E o senhor deve imaginar
que deve algumas explicações a mim. – disse a mestra seriamente.
- Mas eu não fiz nada. – respondeu Sirius
inocentemente.
- Senhor Black, eu sei que suas notas são
ótimas e que é um bom aluno, mas o seu histórico de comportamento não é um
dos melhores...
- Mas não foi a Dumbledore que atacou o Malfoy no trem no primeiro dia
de aula? – interrompeu Sirius.
- Senhor Black, eu também sei que a
senhorita Dumbledore não é um exemplo de autocontrole, porém não pode acusá-la
assim. – respondeu Minerva austeramente.
- É sempre esse protecionismo em cima dessa
garota. – sussurrou Sirius, porém não baixo o bastante para a professora não
ouvir.
- Sem mais delongas, venha esta noite, após
o jantar, com a senhorita Dumbledore, para combinarmos a sua detenção.
- Detenção?! Mas eu não fiz nada! –
protestou Sirius.
- O senhor já disse isso e eu já entendi.
Agora, senhor Potter – e a mestra virou-se para Tiago. – deve vir a minha
sala com o senhor Lupin após o almoço.
Tiago nem teve tempo de responder porque um garoto da Lufa-Lufa estava
tendo problemas e chamou a mestra. Tiago virou-se para Sirius e viu o garoto
vermelho de raiva.
***
No
almoço, Hariel fez questão de sentar-se na ponta oposta da onde estava o resto
da turma. Sirius não dava a mínima, enquanto Lílian e Arabella sentiam-se
pressionadas a ficar junto com os garotos. Hariel precisava de um tempo sozinha.
Remo e Tiago seguiram para a sala de
McGonagall após a refeição cautelosos. A mestra os recebeu e apenas pediu que
eles contassem o que acontecera na noite anterior. Tiago ainda estava chateado
com Hariel e, após o jantar, recusou-se a avisá-la sobre o encontro na sala de
McGonagall. Ele e Arabella eram monitores, então a garota poderia muito bem
avisar.
Depois de Sirius e Hariel deixarem a sala
comunal, separados e sem se falarem ainda, a turma reuniu-se para conversar.
- Eu acho que devíamos fazer alguma coisa,
não acham? – indagou Remo.
- Eu concordo. Não agüento mais ter de
conviver com um grupo separado por causa das brigas bobas entre os dois! –
resmungou Lílian.
- Nós poderíamos fazer um encantamento de
amizade! – propôs Arabella. Ela sempre acreditara muito nessas coisas.
- Pois eu tenho uma idéia melhor – todos
se voltaram para Tiago. – Já que a senhorita Figg aqui é tão inteligente,
que tal se ela tentasse persuadir nosso velho amigo Sirius?
Arabella arregalou os olhos.
- O que você quer dizer com isso?
- Bom, como você sabe, Sirius anda cheio de
ciúmes para cima de você. Na minha opinião, ele tá caidinho por você –
dizia Tiago, fazendo Lílian rir. – Então, eu acho que se você voltasse com
ele e...
- Nem pense nisso, Tiago! Isso é um
absurdo! – revoltou-se Arabella corando furiosamente.
- Há outro jeito então. – disse de
repente Pedro.
- Que jeito? – indago Remo, que parecia
extremamente incomodado com aquela conversa.
- Eu acho que a nossa amiga Bella deveria
ler a mente dele, que tal? Assim poderíamos descobrir por que há tanto ódio
entre eles, ela poderia também até fazer com a Hariel também.
- Isso não vai dar certo... – disse Lílian preocupada.
- Pode dar sim! – respondeu Tiago. – Eu
acho que essa é uma boa idéia! Melhor do que isso! Juntamos as duas! – Tiago
insistia em fazer Arabella aceitar Sirius de volta.
- Pode desistir Tiago. – arriscou
Arabella.
- Pois eu tenho mais com o que me preocupar
sabem! Eu espero que possamos realizar alguma conversa novamente com toda a
turma reunida, isso sim! Vai saber o que pode acontecer quando aqueles
voltarem... – finalizou Remo.
***
Minerva
esperava os dois em sua porta. Sirius e Hariel postaram-se de costas um para o
outro, ao lado da mestra, a espera da detenção que os aguardaria.
- Esperem aqui que teremos alguns outros
alunos. – disse a mestra, sendo que em seguida dois conhecidos dos alunos
entraram pelo corredor.
Severo Snape e Lúcio Malfoy caminharam até
a mestra, que fez Hariel virar do lado em que pudesse vê-los. A garota bufou.
- Certo. Vocês irão realizar uma missão
com o Hagrid, na Floresta Proibida, entenderam? – ia dizendo McGonagall, que
guiava os alunos até a cabana do guarda-caça naquela noite fria.
O gigante os esperava do lado de fora, com o
seu cão, Canino.
- Bom que vocês tenham chegado. Devemos
procurar uma espécie de lobo que está assassinando as raposas do Sul. Fiquem
atentos e com suas varinhas na mão.
- Hum, varinhas na mão! Cuidado Hagrid,
porque a Dumbledore pode te estuporar sem querer... – dizia Malfoy malicioso.
Os três garotos riram. Hariel achava um
tremendo absurdo ter que ouvir aquilo, mas ver o próprio “companheiro” da
Grifinória rir também era ridículo. Hagrid, por sua vez, lançou um olhar
austero para os garotos, que se calaram.
- Certo, iremos nos dividir. Malfoy, Black,
vocês vem comigo – os dois garotos olharam-se feio. – Snape, Dumbledore,
vocês vão com Canino. – o cachorro ainda era um filhote, mas era um pouco
preguiçoso.
Hagrid ia à frente, enquanto Malfoy tentava
estabelecer um diálogo com Sirius.
- Então, quer dizer que você também foi
estuporado por aquela garota?
Sirius lançou um olhar desinteressado a Lúcio,
que continuou:
- Que é que você falou a ela? – indagou
a Sirius, que parecia contente em continuar calado. – Comigo, ela ficou toda
nervosa quando falei que a mãe dela devia ter percebido que o lado das Trevas
é muito mais fácil e decidiu largar o Dumbledore. Parece coisa de traidora, não
é mesmo? Aí, ela me estuporou.
Malfoy contava com tanta naturalidade àquela
acusação feita. Então Sirius agora sabia porque de a garota estuporá-lo. E
sentia um pouco de culpa por ter mencionado a sua mãe na última briga.
- Sabe, se ela não fosse tão nervosa e
chata, eu provavelmente já teria tentado, sabe?
O garoto parou e virou-se para trás.
- Teria tentado o quê, Malfoy?
- Ah, você sabe, Black. Ela é a garota
mais bonita de Hogwarts. Os cabelos dourados, os olhos azuis... Ela é realmente
linda. – disse Lúcio um tanto maldoso.
- Você acha? É que você não convive...
– respondeu Sirius.
- Eu até achei estranho da sua parte sabe,
Black – Sirius voltou-se para o monitor da Sonserina. – O garoto mais
popular entre as garotas da escola sequer tentou alguma coisa com a Dumbledore.
Perda de tempo, eu diria.
Sirius parou por um momento, nunca fora de
reparar em Hariel.
- É como você disse Malfoy, perda de tempo
para você...
-
E também existem garotos espalhados por todas as Casas apaixonados por ela –
Sirius arregalou os olhos. – Mas todos têm um certo receio de chegar perto.
Ela é realmente perigosa!
- Apaixonados? – espantou-se o garoto da
Grifinória.
- É. Por exemplo, Severo sempre foi
apaixonado pela Dumbledore.
Sirius ficou boquiaberto.
- Snape gosta da Dumbledore?
Malfoy concordou com a cabeça.
- Não me espantaria nada que ele jogasse
algum feitiço nela agora que estão sozinhos por essa floresta. Você sabe, ele
sabe mais feitiços que metade dos caras do sétimo ano da Sonserina.
- Ele faria isso? – por um momento, Sirius
parecia preocupado.
- Acho que sim, Severo pode ser bem esperto
também.
Hagrid chamou-os para o caminho. Ficaram
durante um bom tempo parados na Floresta.
Somente naquele momento, uma luz acendeu na
mente de Sirius: “Até que não seria
uma má idéia a Dumbledore se apaixonar pelo Snape, os dois se merecem.”
Enquanto
isso, Hariel caminhava segurando a varinha acesa, Canino ao seu lado esquerdo e
Snape vinha logo atrás. O garoto de rosto pálido e cabelos ligeiramente
sebosos, admirava a beleza da garota à sua frente.
- Snape, você têm idéia de como pegar
esse lobo ou sei lá o quê? Ouvi falar que você é muito bom em feitiços. –
perguntou Hariel ríspida.
- Sei mais feitiços que você pode
imaginar... – respondeu Severo ligeiramente orgulhoso.
Hariel virou-se para o garoto.
- Vocês são todos iguais, não é mesmo? Não
perdem a chance de se mostrar quando podem. Os sonserinos são podres mesmo...
– ia dizendo nervosa quando, surpreendentemente, o garoto a calou.
Snape largou a própria varinha no chão e
aproximou-se de Hariel, a envolvendo em seus magricelos braços e encostando
seus lábios nos dela. A quentura dos lábios de Hariel correram por todo o
corpo de Severo. Entretanto, ele estava beijando Hariel Dumbledore, e aquilo
seria, no mínimo, um pequeno motivo para ela o odiar para sempre. No momento
seguinte, Hariel o empurrou tão forte, que o garoto caiu na terra batida da
trilha da Floresta Proibida.
- VOCÊ É MALUCO?! – esbravejou a garota.
- Talvez eu seja, por você. – completou
Severo, ficando em pé e chegando novamente mais perto de Hariel.
A garota imediatamente encostou a varinha no
peito de Severo e disse:
- Dê mais um passo que você é o próximo
da minha lista a ser estuporado, Snape. E não tente me enganar.
Tanto Hariel quanto Snape estavam ofegantes.
Para ele, o resto de seus dias só seriam completos se ele pudesse tê-la nos
braços novamente. Ela sentia-se mal, sempre enojara cada um que andasse perto
de Lúcio Malfoy, incluindo Severo Snape. Ouviram então um chamado de Hagrid e
voltaram para frente da Floresta Proibida.
Sirius
olhava constantemente para Severo e Hariel. Seus olhos ardiam de curiosidade a
qualquer movimento estranho. Iria correndo contar aos amigos o quê descobrira.
Voltando à Torre da Grifinória, Hariel e
Sirius permaneciam sem falar um com o outro. Pouco antes de entrarem na sala
comunal, Sirius parou-a com o braço.
- Hei, Dumbledore – Hariel virou os olhos
azuis para os de Sirius. – Por que você não contou que estuporou o Malfoy
por causa de ele ter acusado a sua mãe de...
- Ser uma traidora, Black. De trair meu pai
e a mim? Como você se sentiria se isso acontecesse à sua mãe? – Sirius
continuava a encará-la. – Pois eu não saberia dizer isso aos meus amigos,
afinal de contas, eu não sei se iriam acreditar na teoria do Malfoy, não é
verdade? Para dar à luz a uma filha do meu tipo, o que poderia se esperar não
é? – disse Hariel, com os olhos cheios de água.
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