ANGÉLICA MARIA LIMA MANSANO GARCIA

Assuntos Teológicos


FALANDO EM MURO DE SEPARAÇÃO...

(NADA HÁ DE NOVO DEBAIXO DO SOL!)
 


 

FALANDO EM MURO DE SEPARAÇÃO...


(NADA HÁ DE NOVO DEBAIXO DO SOL!)    

 
"O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo?
Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
DEPOIS voltei-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador, e a força estava do lado dos seus opressores; mas eles não tinham consolador..."
(Eclesiastes,1.9,10; 3.16,17; 4.1).

MURO DE BERLIM

 
 Há poucas décadas atrás tivemos o Muro de Berlim:
 
 "Em 1961, o governo comunista da Alemanha Oriental iniciou a construção de um muro entre Berlim Oriental e Ocidental , para impedir que cidadãos da Alemanha Oriental fugissem para Berlim Ocidental, de governo democrático. No começo o muro era uma barreira "temporária" feito de arame farpado e madeira.

Em breve, no entanto, foi construído um muro de concreto e arame farpado, a fim de dividir permanentemente as duas nações que compartilhavam a mesma cidade.

 
 O muro, que logo se tornou o símbolo da divisão da Alemanha e de um mundo em Guerra Fria, permaneceu durante 30 anos.
 
 Em fins de 1980 o mundo comunista começou a se desmoronar, e, da mesma forma, o Muro de Berlim. Em 1989, a Alemanha Oriental já havia parado de impedir os seus cidadãos de passarem para a Alemanha Ocidental, e o povo de Berlim começou a demolir o muro. Hoje, a Alemanha é uma nação só, unida. O Muro de Berlim existe apenas na memória". (http://monumentos.vilabol.uol.com.br/murodeberlim.html).
 
 Mais recentemente, porém, Israel faz reviver e trazer à memória uma situação similar: "O Muro de Proteção" que pretende separar o território israelense do palestino:
 
 "A Linha verde-escuro do mapa mostra o traçado entre Israel e a Cisjordânia, limite imposto por Israel após a Guerra dos Seis Dias entre israelenses e árabes, em 1967.

A Linha vermelha mostra o traçado do "muro de separação" que os israelenses começaram a construir, em junho de 2002, entre Israel e a Cisjordânia, destinado a impedir ataques palestinos.

 
 A construção desse "muro de proteção" foi requisitada pela direita e pela esquerda israelenses, após a onda de atentados suicidas que atingiu Israel desde o início da segunda Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense) no final de setembro de 2000. Porém, sua construção suscitou, desde o início, tensões políticas internas e muitas críticas palestinas e da comunidade internacional. O primeiro trecho da obra foi concluído no dia 1º de agosto de 2003 com 147 Km de extensão. Sua extensão total prevista é de 350 km, e deve cobrir do norte ao sul a "linha verde" e englobar também o setor oriental de Jerusalém, anexado por Israel desde 1967, e onde os palestinos pretendem construir um dia a capital do seu Estado. Em certos lugares, como na região da cidade palestina de Qalqiliya, o "muro de proteção" chegaria à altura de oito metros. Em alguns pontos, a construção tem 45 metros de largura, e em outros pontos pode chegar a 75 ou 100 metros". (Extraído da "Folha online" 10.2.2004)............................................................................................
 
 O sofrimento que o mundo viveu por causa do Muro de Berlim vendo o que passavam os habitantes dessa cidade é muito possível que volte a ver com esse novo muro, quando colocam uma concreta separação a já tão separada nação de Israel. Pena eles não saberem das boas novas contadas por um judeu israelita, ex-fariseu, de nome Paulo: Jesus, um outro judeu israelita, derrubou o muro de separação que separava os povos, e dos dois, fez um só.
 
"Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cisto Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade." (Efésios, 2.12-15).
 
Não bastasse a separação que nos distanciava de Deus por causa do pecado, vemos que nós, seres humanos, somos bem capazes de impor outros tantos obstáculos para nos manter afastados não só dEle, como uns dos outros. Mesmo quando sabemos e vivemos tempos sem barreiras!...Imaginamos ter paz dentro dessas fortalezas de concreto. Mas, quando tivermos discernimento de que não é preciso erguer muralhas para nos proteger de perigos, pois quem tem o Senhor como refúgio e dele faz sua rocha de sustentação, não precisa de barreiras; vive uma vida de abundância e anda com largueza e em paz.
Até porque nem é só por muros de separação que nos mantemos afastados da comunhão UNS com os outros e com Deus. Devemos ter sempre o nosso coração no Senhor, edificando o nosso pensamento e alicerçando o nosso ser. Nenhuma barreira será mais levantada para obstruir nossa liberdade, com a qual Ele nos libertou (Gálatas 5.1):onde há o Espírito do Senhor aí há liberdade (2 Cor 3.17).

 
 
NA IRLANDA HÁ UM 'MURO DE SEPARAÇÃO' ENTRE CATÓLICOS E PROTESTANTES.
 
 
 A Irlanda é a mais ocidental das Ilhas Britânicas, e separada da Inglaterra pelo mar da Irlanda, o canal do Norte e o canal de São George. Politicamente, a ilha se divide em Irlanda do Norte (pertencente ao Reino Unido) e República da Irlanda.

Pequena, a ilha tem uma superfície de 84.431 km2 e uma população de 5.103.555 habitantes (1991). Atualmente vive separada entre brigas dando mau testemunho para o mundo, por seus habitantes que dizem conhecer a palavra de Deus e se chamam pelo Seu nome. Ministros Protestantes fanáticos e extremistas já levaram a Ilha à guerra civil.

 
 Já vivenciou até arames farpados no meio das ruas, nas entradas de bairros, separando os dois povos, mantendo protestantes e católicos em 'guetos', e sujeitos a provocações uns dos outros. Da sua História conhece-se muito pouco sobre seus habitantes antes do século IV d.C., mas a Ilha não fez parte do Império romano. Nessa época, as tribos irlandesas (escotos) assolaram a Inglaterra até a época do Loigare ou reinado do rei MacNeill (428-463), durante o qual São Patrício buscou converter os nativos ao cristianismo.
 
 A conquista anglo-normanda da ilha foi iniciada pelo rei Henrique II de Inglaterra como concessão do Papa Adriano IV (1155). A desagregação dos mosteiros começou em 1537, quando Henrique VIII procurou introduzir a Reforma na Irlanda. Sob o reinado de Elizabeth I e James I, o poder da Igreja anglicana estendeu-se até a Irlanda, como instrumento de controle político. A independência do Parlamento irlandês desapareceu com a criação, na Irlanda do Norte, de 40 novos municípios formados por pequenas aldeias. Essa manobra política assegurou à Coroa inglesa uma maioria permanente. Desde então a história da Irlanda transcorreria ligada à da Inglaterra, não sem resistência, principalmente do partido católico.
 
 A Irlanda foi um reino independente até 1800, quando o primeiro ministro britânico, William Pitt, projetou a união legislativa da Inglaterra e da Irlanda e induziu o Parlamento irlandês a aceitar a Ata de União. Depois da união começou a luta pela liberdade política e religiosa e pela separação da Inglaterra. Em 1823 foi fundada a Associação Católica, que reivindicou e, finalmente, conseguiu a completa emancipação católica na Irlanda.

 Os protestantes de lá costumam marchar em celebração à vitória do Rei William de Orange, protestante, sobre o Rei James II, católico, dada em 1690, na Tradicional marcha da Ordem de Orange, que reúne protestantes em uma Província católica da Irlanda do Norte, mais como uma provocação contra os católicos, e que tem gerado tremendas batalhas de rua (foto à direita).
 
 Esses dados estão à disposição na Internet. Da sua História atual o seguinte resumo, coincide com certo documentário da TV Escola" do Brasil que assisti recentemente, e obtido num site sobre a Ilha na Internet:
 
 "Em 6 de Dezembro de 1921, o governo londrino foi forçado a negociar e colocar fim à guerra de independência anglo-irlandesa. Por esse acordo separava-se a Irlanda em duas regiões distintas: a Irlanda do Norte (seis condados) da Irlanda do Sul (26 condados), que passava a se denominar Estado Livre da Irlanda e posteriormente, República da Irlanda (1948) ou Eire. A Irlanda do Norte ou Ulster continuou a fazer parte do Reino Unido, mas teria liberdade de escolha, ou seja, anexar-se ou não ao novo Estado. O Ulster, de maioria protestante, era leal à coroa inglesa e não tinha, e não tem, interesse na unificação com o Eire de maioria católica".
 
 "A Inglaterra continuou a aceitar a possível unificação, mas declarava que em nenhum caso a Irlanda do Norte (Ulster - protestantes) deixaria de fazer parte dos domínios britânicos sem o consentimento de seu próprio parlamento. Mas, a minoria católica do Eire, confinada a uma situação social e política discriminatória, passa a organizar um Movimento em prol da anexação. Esse movimento é estruturado com base na criação de organizações clandestinas e terroristas, já que por vias pacíficas se tornava impossível diante do monopólio parlamentar em mãos protestantes.
 Desde então, principalmente após a década de 1960, a divisão da Irlanda permanece um foco de tensão, tornando a região palco de violentos distúrbios provocados pelas reivindicações da minoria católica pró-unificação. A existência de uma só Irlanda não é interessante para os protestantes, pois se tornariam minoria, daí o motivo de serem contra.
 
 "A luta contra o separatismo é disputada entre vários partidos, prós e contras. Alguns legalmente constituídos, outros clandestinos que combinam estratégias políticas e/ou militar-terrorista. A violência dessa disputa levou o governo britânico, em 1972, a intervir militarmente e assumir diretamente as funções políticas na região do Ulster - protestantes".
 
 "Em 1993, os primeiros-ministros da Grã-bretanha e da Irlanda do Norte assinaram uma declaração conjunta admitindo o direito da população da Irlanda do Norte de escolher o seu destino através de um plebiscito em que a população norte-irlandesa possa optar por permanecer integrada ao Reino Unido ou juntar-se à Irlanda. A minoria católica não aceita."
 
 São esses os principais partidos ou organizações que se enfrentam na defesa de seus interesses:
 
 Sinn Fein ("Nós Mesmos") - partido político irlandês católico, fundado em 1905, e apoiou a campanha de violência do IRA contra alvos britânicos. Líder: Gerry Adams. Tem como objetivo unificar toda a Irlanda, descartando a interferência inglesa.
 
 Partido Unionista do Ulster - o maior partido protestante da Irlanda do Norte defende a manutenção da província como parte do Reino Unido. Líder: David Trimble (Nobel de paz)
 
 O IRA- Exército Republicano Irlandês, organização clandestina, representante dos católicos, que através de atos terrorista tenta acabar com o separatismo entre os dois setores irlandeses. Nos últimos tempos tem tentado assumir posições mais pacifistas, o que tem gerado dissidências.
 
 O IRA Autêntico é o principal grupo republicano dissidente da Irlanda do Norte. A organização surgiu em outubro de 1997 como uma dissidência do IRA e é formado por membros do IRA histórico que se sentem frustrados com a diminuição dos ataques na província.
 
 Partido Social Democrático e Trabalhista da Irlanda do Norte, liderado por John Hume, representante da comunidade católica de linha moderada.
 
 Partido Unionista Democrático - DUP - é o segundo maior partido na Irlanda do Norte entre os que defendem a permanência da província no Reino Unido. Sob liderança de Ian Paisley assume uma posição contrária a qualquer tipo de concessões à comunidade católica.

Peçamos a Deus que derrube as barreiras que impedem a vivência daqueles que se dizem cristãos, em especial dos países em questão, e de tantos outros pelo mundo; descortine o seu evangelho diante das suas faces, retire o véu de seus rostos, e que reine o seu nome no meio de todas as tribos, raças e nações...para sua glória!

Amém!

 

Angélica Maria Lima Mansano Garcia 

 

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