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Orientação dietética para o controle
de dislipidemias
Fatos sobre as doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de
mortalidade, de aposentadoria por invalidez e de licença temporária do
trabalho.
Entre as doenças cardiovasculares a de maior incidência é a doença
arterial coronária, que se traduz pela insuficiência de irrigação
sanguínea do coração, através das artérias coronárias (que são ramos da
artéria Aorta). Esta insuficiência está diretamente relacionada ao grau
de obstrução ao fluxo sanguíneo causada pelas placas ateroscleróticas
(as placas de gordura –o colesterol -aderidas às partes internas destes
vasos).
As conseqüências desta obstrução (doença coronária) podem variar desde
sintomas como dor no peito (angina), infarto do miocárdio (quando a
artéria fica totalmente obstruída) até o quadro de morte súbita.
2. Colesterol e Aterosclerose
Vários estudos em diversos países têm demonstrado íntima relação entre
colesterol, aterosclerose e obstrução das artérias coronárias. As
populações que apresentam dietas ricas em gorduras têm maior índice de
morte por infarto do miocárdio, sendo o colesterol excessivo o elo entre
a dieta e o infarto.
3. Como controlar o colesterol
Reduzir os níveis sanguíneos de colesterol é perfeitamente possível e
desejável. O nosso organismo fabrica colesterol, porque ele é útil ao
nosso corpo, e necessitamos dele como matéria prima para muitas coisas,
por exemplo, na fabricação de hormônios. O normal é que tenhamos até 200
mg de colesterol total por 100 ml de sangue, até 140 mg% de LDL, e mais
de 50mg% de HDL.
(O LDL ou Low Density Lipoprotein é o colesterol transportado por uma
proteína específica de baixa densidade, e que se fixa nas paredes dos
vasos, por isso chamado de “colesterol ruim”, e o HDL ou High Density
Lipoprotein é o colesterol transportado por outra de maior densidade e
que compete com o LDL retirando-o da circulação, não se agregando nas
paredes dos vasos, por isso chamado de “colesterol bom”. Assim o
problema mesmo do “colesterol” não é ele em si, mas, as lipoproteínas
que o transportam!).
O indicado a se fazer quando estas taxas estão acima do esperado é ter
uma boa atenção quanto à atividade física e para a dieta. O bom é que
tantos os exercícios físicos e os alimentos indicados para fazer
diminuir o nível de LDL fazem aumentar o nível de HDL, e são caminhadas,
alimentação rica em frutas, verduras e vegetais, evitando-se frituras,
massas (pães, macarrões etc), refrigerantes, doces e sorvetes, batatas e
similares, e carnes vermelhas e gordas, além de bons hábitos quanto aos
horários de se alimentar, pois quando se come apenas 2x ao dia, come-se
mais! Muito importante é o caminhar, pois, eleva os níveis de HDL, e
“queima” calorias e gorduras, produz perda de peso, o que é interessante
também para o paciente com sobrepeso e/ou obeso, hipertenso e/ou
diabético.
A medicação específica deve ser considerada apenas na impossibilidade
destes cuidados acima, pois pouco benefício resultaria em caso de
alimentação errada, além do que, não é isenta de efeitos colaterais.
Em casos de colesterol elevado evitar:
Sedentarismo, stress e sobrecarga de trabalho;
Carne bovina, em especial as gordurosas (churrascos, cupim, costela,
picanha, fraldinha);
Carne suína (o Lombo é a carne
mais magra do porco);
Banha de porco; toucinho; bacon;
Presunto; salame; salsicha;
Pele de frango (principalmente o “torresminho” desta)
Leite integral; manteiga; creme de leite;
Salgadinhos;
Maionese, frituras,
Fígado, gema de ovo e frutos do mar.
Em caso de Diabetes ou triglicérides elevados evitar:
Açúcar
Refrigerantes
Bebidas alcoólicas e massas.
O que se recomenda:
Carnes brancas (peixes, frango – particularmente o “peito”)
Leite desnatado;
Vegetais e
Frutas (por causa das fibras);
Suco de frutas;
Pão integral.
Recomendações adicionais para controle das dislipidemias
(alterações do nível das gorduras no sangue) e coronariopatias (doença
obstrutiva das artérias coronárias), geralmente causadaS
por acúmulo de gorduras, em particular o LDL-Colesterol):
Não fumar
Caminhar durante 1h por dia, todos os dias; se não, ao menos 4x por
semana.
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