|
ANGÉLICA MARIA LIMA MANSANO GARCIA |
|
Assuntos Teológicos |
|
|
|
Pelágio Agostinho (Santo Agostinho) Agostinho (345-430),
filho de mãe profundamente cristã, nasceu no norte da África. Arminius
(James Arminius) -
(1560-1609), professor de teologia e pastor holandês.
Sua teologia se baseava em cinco pontos básicos:
1. LIVRE-ARBÍTRIO, OU CAPACIDADE HUMANA; 2. ELEIÇÃO CONDICIONAL; 3. REDENÇÃO UNIVERSAL OU EXPIAÇÃO GERAL; 4. OBRA DO ESPÍRITO SANTO SENDO LIMITADA PELA AÇÃO DO SER HUMANO; 5. CAIR DA GRAÇA.
Arminius cria que o homem embora debilitado pela queda não era tão incapaz de escolher o bem espiritual, não era tão 'caído' pelo pecado, e poderia exercer fé em Deus de forma a receber o evangelho e assim tomar posse da salvação para si mesmo.
E que Deus impunha suas mãos sobre aqueles indivíduos que Ele sabia - por ter 'antevisto'- que responderiam favoravelmente à pregação do evangelho, 'por quererem' ser salvos pela sua própria capacidade (arbítrio) e em seu estado natural caído (sem necessidade da regeneração ou ação do Espírito Santo). Assim, uma pessoa poderia resistir ao Espírito Santo quando Este inicia Sua obra numa pessoa querendo trazê-la a Cristo, assim, frustrando o Espírito de Deus em Seus propósitos.
E uma vez tendo sido salvo, o homem poderia cair da graça e perder a salvação: se cabe ao homem tomar iniciativa por sua salvação, cabe a ele então, assumir a responsabilidade pelo resultado final.
E quanto à morte de Cristo, Sua expiação foi para salvar a todos os homens, permitindo a Deus perdoar os pecadores (generalizadamente) na condição de que estes cressem (por si mesmos).
(Note que, se a salvação é assim, decorrente de uma expiação universal, segue-se que a morte de Cristo seria um insucesso e fracasso totais, pois muitos morrem em pleno pecado e não alcançam a salvação).
Esses cinco pontos
da teologia arminiana foram apresentados ao estado holandês, e assim,
convocado um Sínodo Nacional da Igreja para avaliação desse ensino à
luz das Escrituras, na cidade de Dort, 1668.
Assim, o Sínodo de
Dort reafirmou sua posição sustentada inequivocamente pela Reforma, e
pela teologia de João Calvino, e assim formulou os "Cinco Pontos do
Calvinismo" (mais adiante) para fazer frente ao ensino Arminiano. João Calvino Nascido na França (1509-1564) Calvino foi um dos grandes teólogos e estudiosos da Reforma Protestante (1517), cuja base de sua teologia sustenta-se na SOBERANIA DE DEUS e descrita nas suas Institutas da Religião Cristã.
A súmula do seu pensamento se baseia, assim, em cinco pontos totalmente opostos ao que posteriormente se chamou ensino arminiano (note que quando Calvino morreu, Arminius tinha 4 anos de idade):
Os Cinco Pontos do Calvinismo (cuja sigla em inglês é TULIP):
1. DEPRAVAÇÃO TOTAL; 2. ELEIÇÃO INCONDICIONAL; 3. EXPIAÇÃO LIMITADA; 4. GRAÇA IRRESISTÍVEL; 5. PERSEVERANÇA DOS SANTOS.
Assim, de acordo
com o ensino reformado calvinista o homem (ser humano) é totalmente
incapaz de salvar a si mesmo, devido à queda no Jardim do Éden ter
sido total: corpo, mente e alma (espírito).
Se o homem não pode
salvar-se, significa que Deus 'tem' que salvá-lo, e Deus ser livre
para salvar a quem quer.
Assim, como os
ensinos bíblicos mostram que Deus predestina e elege de antemão a quem
quis, segue que a expiação de Cristo é para estes a quem o Pai
determinou e elegeu para tal (Efésios 1.11-13).
Dessa forma, o sacrifício de expiação de Cristo na cruz é totalmente eficaz e plenamente satisfatório, pois os que são de Cristo e estão em Cristo são salvos na sua totalidade. Essa é a misericórdia com que Deus se revela perante uma humanidade pecadora, e também revela a sua Justiça:
Tanto uns quantos outros são pecadores - a uns usará de Misericórdia retribuindo com graça (favor imerecido) o que esses deveriam receber (morte por seus pecados) pelos méritos de Seu Filho Jesus, e aos outros exercerá sua Justiça retribuindo com o salário do pecado, a morte (Romanos 6.23).
Usando a analogia de Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) - Pastor inglês Batista considerado "O Príncipe dos Pregadores", no seu livro "Eleição" colocaria assim a questão:
Num grande presídio estão todos os condenados por seus delitos, grandes ou pequenos. A benevolência do Governador lhe agrada dar indulto de fim de ano a alguns e libertá-los. Os que ficaram e continuaram presos não têm o que reclamar, pois estão ali por merecerem tal castigo, por terem quebrado a lei, e recebendo com justiça aquilo pelo qual praticaram.
Assim,
*
Felizmente, todos os que se aproximarem de Cristo jamais serão rejeitados, como Ele mesmo disse, e jamais poder-se-á dizer que Deus recusou um pedido de misericórdia sobre a vida de alguém. Pois Deus jamais deixará que alguém que tenha buscado a Cristo, pereça.
E Deus nunca permitirá que um pecador possa alegar que buscou a Cristo e Este o rejeitou!
No entanto, se buscou é porque o Espírito Santo o moveu! E se moveu, e foi, é porque é eleito de Deus!
Como diz o Salvador:"Ninguém vem a mim se o Pai não o chamar."
Para terminar, nada melhor que as Palavras do Senhor e Salvador Jesus:
"É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus... Pai santo guarda-os em teu nome, que me deste..."
"Quando estava com eles, nenhum deles se perdeu..." (João 17. 9,11,12).
"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6.37)
(Porque) "a vontade daquele que me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia" (João 6.39)
..."Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16)
"De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia".
(João 6.40). Referências Bibliografias: Grenz, S.J; Guretzki,D;Nordling, F.C - Dicionário de Teologia. São Paulo, Ed. Vida, 2001;
Seaton, W.J - Os Cinco Pontos do Calvinismo, São Paulo, Ed. PES 1987;
Spurgeon, C.H – Eleição. São Paulo, Ed. Fiel 1996
Bilbia Sagrada, ARA.
São Paulo, 2ª Edição, Co-Edição Sociedade Bíblica do Brasil/Casa
Editora Presbiteriana, 1999. Dra. Angélica Maria
Lima Mansano Garcia |