A dan�a, o canto, o teatro s�o as suas formas de express�o. Trazem can��es de caracter rural, de melancolia da proeza, e, da historia recente deste Povo, retiram os apelos � unidade nacional, em met�foras profundas.
O sentido musical dos timorenses acompanha-os em todas as situa��es da vida e, mesmo na di�spora, a sua musica, as suas can��es e os seus cantares continuam sempre presentes. Cantar e dan�ar fazem parte dos v�rios aspecto da sua actividade e viv�ncia social.
A crian�a Timorense � indicada na musica e na dan�a desde o momento em que come�a a participar na vida social da sua comunidade; praticamente, desde o colo da m�e que lhe canta as can��es de embalar.
A musica Timorense � essencialmente vocal, ou melhor, coral - coreogr�fica, pois, toda a manifesta��o musical est� sempre ligada � dan�a. Dan�a-se cantando em coro alternado de homens e mulheres.


Ligadas � literatura aparecem a musica e a dan�a de um modo geral, tamb�m elas revelando profunda liga��o do homem com o ambiente que o circunda. Mas � curioso que parte das melodias sejam de origem europeia, valsas e polcas, traduzindo formas de acultura��o por parte das classes mais evolu�das, de influ�ncia portuguesa, malaia e javanesa. A m�sica tradicional, geralmente produzida por instrumentos de percuss�o, � bastante pobre; utilizam-se tambores de pele, gongos de metal ( semelhantes ao gamel�o javan�s, mas sem a mesma amplitude de sons), p�faros de cana, � uma esp�cie de cilindro feito de bambu, cuja casca cortada por incis�es longitudinais fica formando tiras que, esticadas, se dedilham como uma guitarra, chamado LACADOU.
Entre os instrumentos importados contam-se o violino (alguns de fabrico local), o cavaquinho, o bombo, o tambor e os ferrinhos, fundindo melodias europeias e malaias.
A introdu��o do violino na m�sica tradicional perdeu-se nos s�culos, feito por vezes artesanalmente, passou a ser o instrumento principal nos "estilu" (festas) timorenses, quem j� assistiu a um "katuas" (velho) timorense a executar em violino as m�sicas tradicionais jamais o esquecer�. Os pequenos tambores "babadok", variadas flautas, instrumentos de sopro em chifre de b�falo e conchas de b�zios e guizos completam a gama d instrumentos musicais tradicionais.


As dan�as populares s�o simples, normalmente muito semelhantes de regi�o para regi�o, consistindo em movimento de grupo ritmados pelos tambores, chamados TEBEDAI, e outras chamadas TEBE, em que se canta ao desafio versos jocosos, qual desgarrada, cantadas e dan�adas em circulo. Mas , TEBE tanto pode significar can��o como dan�a - can��o e, sem o acompanhamento instrumental.
N�o abordo aqui a musica instrumental de Timor Leste que, geralmente n�o � acompanhada de canto. Trata-se de uma outra componente da musica timorense cheia de ritmo e harmonia como � o caso do TEBEDAI (dan�a e orquestra de gongos s babadoks) cuja abordagem ser� feita numa outra oportunidade simultaneamente com a musica dos instrumentos sopro e de cordas.
Assim, podemos afirmar sem receios que todas as constru��es da musica vocal timorense se baseiam na forma TEBE: cantar em cor misto alternado, como regra, e acompanhado de dan�a, quase sempre.
A musica e a dan�a ocupam um espa�o e um lugar
imprescind�veis e preponderantes nos m�ltiplos aspectos da actividade sociais da Aldeia ou do Reino, desde a celebra��es festivas de caracter puramente l�dico, ate �s cerimonias rituais, nupciais e f�nebres, ou de caracter laboral como o sama hare (pisar n�li), Dada ai (puxar tronco, transportar madeira).
Pertencem tamb�m aos TEBE profanos as can��es de trabalho, como sama hare (pisar n�li, debulha de arroz), kuda hare (plantar arroz), Dada ai, hulan ai (transportar madeira), tuku batar ( moer o milho, fazer farinha de milho), silu batar (apanhar o milho), fai batar (pilar o milho), To leu (pesca de ovas de uma esp�cie de marisco, zona leste).
De todos estes TEBE, ocupa um lugar de destaque o sama Hare, devido � sua import�ncia na vida social e laboral do maubere (nome do povo de Timor). O sama Hare n�o � s� uma can��o de trabalho, �, tampem, pretexto de convivo e solidariedade. Solidariedade dos vizinhos e amigos que se juntam para a ceifa da v�rzea, conv�vio e trabalho de todos os participantes na labuta ao longo de dias e noite ate acabar a tarefa.