ANETEPIAHU
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"O Destino do homem é a Arte da criação: A formação de novas perspectivas e imagens á partir do tecido puro da imanência."
"A modernidade é a tirania da insensibilidade, o culto da cultura única e o desprezo do espírito criativo. Somente atacadando de dentro de suas entranhas que será possível uma verdadeira mudança"
"Uma nova consciência Tribal deve emergir de dentro da civilização. Novas consciências tribais devem emergir de dentro da civilização. E isto deve acontecer em uma velocidade que dificulte qualquer assimilação. Longe de qualquer forma de aceitar as tribos como "emergentes" - deve-se comunicar a fragmentação completa do sonho do mundo único permeado pela realidade técnica da modernidade. E se isso não bastar, que seja possível encontrar alguma forma pela qual o desejo tribal possa subverter os modos de padronização do mundo moderno, seja espiritualmente ou materialmente."
"Provavelmente o início de nossa espécie na terra seja um dos momentos em que mais possuímos o que pode ser chamado de de "diversidade cultural" [...] Novos Mitos fundadores, línguas e modelos culturais-ontológicos representam o novo advento da diversidade humana [...] O maquinismo industrial de nossa era está perdendo seu fôlego, as ataduras que prendem os braços da diferenciação humana tenderão a se romper [...] A diferenciação é o objetivo da vida enquanto ímpeto de sobrevivência e vontade de poder [...] A esquerda e a direita encarnam o modelo do "progresso", modelo que desaparecerá quando percebermos que não há progresso algum, e nisso infelizmente os cientistas do "Aufklarung" com toda sua razão e técnica terão que concordar quando o abismo for mais que perceptível."
"Novas bandeiras surgirão para guerrear. Mas não entre si. Elas irão guerrear contra a bandeira única - o estandarte do universo maquinista-cientificista-materialista"
" A espiritualidade sempre esteve na imanência. A transcendência é uma invenção recente"
"O fruto da espiritualidade é o fluxo criador, gerador de múltiplos"
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Cada Vivo é um Feixe composto de múltiplas experiências. A unidade consciente do Vivo Humano é uma ilusão. Aonde vemos unidade há experiências que se movem de forma paralela, dando a impressão que são uma só coisa por possuirem um movimento que é percebido como sendo o mesmo.
O que chamamos de experiência é todo o conjunto de causas e efeitos que compõem o que se chama de senciência. Toda experiência é uma história.
O Vivo não conhece o Não. O Vivo não é Vivo pois se concretiza como unidade de Feixes de experiência. O Vivo é vivo pois enquanto ocaso de uma certa combinação destes feixes, se conecta e reconecta incessantemente com outros Vivos, e é por esta causa que o Vivo não conhece o Não.
As múltiplas experiências que compõem o vivo são múltiplas histórias, porém estas não conhecem o passado, nem mesmo o presente. Elas são conjuntos de acontecimentos, que nunca passaram, e estão vivas pelo fato de que nunca passarão, ou seja, que nunca se realizarão enquanto evento totalmente realizado em dado momento. As múltiplas histórias são histórias pois se realizam enquanto acontecimentos, porém estes acontecimentos nunca se fecham. Estão lá se realizando indefinidamente como história. O acontecimento não está no passado, ele está no intervalo puro entre o que o homem civilizado chamou de presente e futuro.
Eu inter-sou. Sou a água, sou meu filho e meu avô.
Sou a memória. Sou o ato. Sou a lembrança de coisaS que virão.
Quando o Vivo toma consciência de sua multiplicidade enquanto feixe múltiplo de histórias. Ele se torna capaz de encarnar o fenômeno da vida: A Criatividade.
Quando os feixes de experiência tomam consciência de sua multiplicidade, eles tomam um movimento que segue a divergência e a convergência de seus movimentos. O atrito entre estes feixes pode formar o Novo.
Somos tudo o que aconteceu e somos também aquilo que nunca havia antes.
As múltiplas combinações, as experiências somadas e o ocaso.
O ocaso é o pai do Caos e da Ordem.
A Ayahuasca é chamada de Cipó dos Espíritos Ancestrais. O que chamamos de espírito não é uma consciência que vive de forma independente de um corpo. O que chamamos de espírito é nada mais que um feixe de experiência, que em contato com outros múltiplos feixes formam a ilusão de nossa consciência individual.
O Vivo é um Ser que possui múltiplas consciências. o Cipó é uma forma de fazer o atrito surgir. O Cipó é uma forma de retirar as múltiplas consciências de seu movimento paralelo e aparentemente uniforme.
Consciência não é simplesmente personalidade. Consciência é toda uma vida e um conjunto de experiências passadas. Uma pessoa que possui um transtorno de múltiplas personalidades não é alguém esclarecido de sua multiplicidade. Todas as consciências passaram por um corpo que formou outro corpo, e estas consciências foram se somando indefinidamente. As múltiplas consciências tem como realidade o feixe composto. Uma pessoa transtornada por múltiplas personalidades é aquele que formou não só uma ilusão de unidade de consciência, mas a multiplicou, as personalidades desta pessoa ocorrem em falsas corporeidades - tornando-a não só escrava de uma consciência individual, mas disputada por outras igualmente sedentas pelo controle.
A tomada de consciência da multiplicidade do Vivo não é como a ascese no Nirvana, pois o principio de uma organização de desejo que ocorre de alguma maneira centralizada não é negada. O que se constata é que esta organização de desejo que se centraliza - é múltipla. Se reorganiza sem General ou autômato. O Centro é nada mais que o local para qual as múltiplas consciências resolveram se organizar. O que se constata é que a partir de reorganizações destas centralização é possível chegar ao pleno conhecimento do que se é, e de como se é. Pois sem a centralização do desejo não será possível a continuidade do Vivo na fabricação de um Novo. O objetivo não é negar a vontade, mas compreende-la enquanto movimento do feixe de experiências que compõe o vivo.
A tomada de consciência pode ser entendida como a Enteogenia do Vivo. A manifestação ou afloramento de seu interior na divergência e convergência dos múltiplos elementos que formam o Vivo.
Toda a experiência deve ser Sagrada.
A Raiz de Jurema. O Cipó dos Mortos. A Água Azul (Nossa Glória da Manhã). A Oração. O Respirar. O Olhar.
Toda a experiência do ser desperto, mesmo quando não está sob os efeitos de elementos sagrados. Deve ser considerada como fruto da Enteogenia do Vivo.
Há dois elementos na experiência do ser desperto. A polisubjetividade de seu "si" e a sua intersubjetividade enquanto ser que está em pura conexão com tudo o que é, e portanto fala com o todo ao mesmo que é um dos seus.

É a circulação de estados de ser que forma nossa centralidade, ao mesmo tempo que a expõe á múltiplos movimentos. podendo experimentar para além do corpo múltiplos corpos. Podendo experimentar em si todo o legado de seu Si múltiplo. Podendo também quando quiser, fluir enquanto ente descentrado, tornando formas de infinitas linhas de conexões com o que há.
Mas podendo retornar, no final de tudo, á algum lugar. se houver algum.
E quando há este retorno, o movimento se concretiza no nascimento do Novo. Ou na manifestação do princípio Criativo gerador da Vida.
Esse é o mistério dos deuses dos arauetés. Porém diferentemente da obra dos Mai Hete, o mistério não se realiza na morte de um corpo, Ja que há sempre a continuidade da experiência em outro corpo somada á diferentes experiências, bem como a experiência recém-nascida que irá crescer neste.
Quando o fluxo de energia infinito da Vida devora o Vivo, este também se torna potência e energia infinita. Quando nas lendas, o deus araueté devora o homem, o próprio homem ao ser consumido devora também a essência de divindade, se tornando também um deus.

Quando consumidos pela energia imanente do princípio Criativo gerador da Vida, nos tornamos geradores de Vida. Somos capazes do Novo quando somos capazes de voltar da jornada da intersubjetividade, e de a concretizar em nossa polisubjetividade, encarnando tanto o legado Ancestral que corre nas veias do corpo, como também a manifestação da própria vida em si enquanto novo permanentemente novo mutável dinâmico reorganizador criativo.

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O MANUVANTARA ATUAL REINADO PELA QUANTIDADE E PELA ESTERILIZAÇÃO HÁ DE PASSAR.
BRAHMAN-SHIVA SÃO OS ARQUÉTIPOS DO PRINCÍPIO CRIATIVO DA VIDA, QUE NÃO ESTÁ FORA DELA, MAS DENTRO DELA.
TODO CICLO GERA AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA O SEU "FIM", E PARA O ADVENTO DO "NOVO".
SOMOS AQUELES QUE NÃO CONHECEM O NÃO. SOMOS OS VIVENTES DESTA ERA APOCALÍPTICA E SEREMOS TESTEMUNHAS DO NOVO COMEÇO.
SEREMOS O NOVO COMEÇO.
UM COMEÇO QUE NÃO SEJA PADRONIZADO INDUSTRIALMENTE
UM COMEÇO QUE NÃO SEJA UNO, MAS QUE SEJA MÚLTIPLO.
UM COMEÇO QUE SEJA A VITÓRIA DA CRIATIVIDADE, DA NATUREZA, CONTRA A MONOTOMIA ESTÉRIL DA MÁQUINA E DO MUNDO CIVILIZADO.
UM COMEÇO QUE SURJA DE DENTRO DESTA PRÓPRIA MÁQUINA PARA QUE A POSSA CORROER.
Sem pisar nas mesmas pegadas, devemos honrar o passo daqueles que vieram antes, somos puro fluxo, extensão dos grandes espíritos ancestrais, não somos diferentes deles. Somos eles. Na Sociedade Industrial se vive a era do grande padrão. Uma Língua, Uma Moeda, Uma Economia, Uma "Paz", Uma Tirania.
As pequenas nações e povos morrem, as culturas são devoradas, as linguas desaparecem, e o corpo adoece.
Criemos novos povos! Novas Cores! Novas "Minorias" para que o padrão possa desfalecer! Só o múltiplo pode vencer o Uno Moderno. Nos tempos ancestrais sempre fomos muitos enquanto potência. E sempre continuaremos, mesmo que aqueles que possuem o vigor espiritual da criatividade sejam poucos - mesmo, mesmo assim: somos muitos, porque podemos ser.
NÃO DEVEMOS DIZER SIM PARA UMA NOVA CULTURA.
MAS PARA AS NOVAS CULTURAS QUE BRILHARÃO NO FIM DESTE CICLO DE TIRANIA, PADRONIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO TOTAL.
A ERA DO FERRO HÁ DE TERMINAR. E SEREMOS SUA FERRUGEM, E SEREMOS A FLOR DO AMANHÃ.
NÓS SOMOS(?) A NOVA MINORIA
A Tribo que surge enquanto fruto da opressão, da maioria, dos padrões uniformizadores. Somos os criadores de amanhãs sempre novos. Queremos construir nossas próprias casas. Cozinhar nossa própria comida. Falar nossa própria língua.
Queremos ser os próprios, nunca o padrão, ou a maioria opressiva. Mas o diferente, que só pode ser possível com a queda do mundo moderno e de seu modelo uniformizador dominante.
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A JUVENTUDE APOCALÍPTICA NEOTRIBALISTA
Oração ao Grande Espírito
Oh! Grande Espírito, que criou tudo antes e que reside em cada objeto, em cada pessoa e em todos os lugares, nós acreditamos em Ti. Nós Te invocamos dos mais distantes lugares para nossa presente consciência.
Oh! Grande Espírito do Norte, que dá asas às águas do ar e rola a grossa tempestade de neve antes de Ti. Tu, que cobres a Terra com um brilhante tapete de cristal, principalmente onde a profunda tranquilidade de cada som é maravilhosa. Tempera-nos com a força para permanecermos como parte da nevasca; sim, faça-nos agradecidos pela beleza que flui e se aprofunda sobre a quente Terra em seu despertar.
Oh! Grande Espírito do Leste, a Terra do Sol Nascente. Tu que seguras em Tua mão direita os anos de nossas vidas e em Tua mão esquerda as oportunidades de cada dia. Sustenta-nos para que não esqueçamos nossas oportunidades, nem percamos em preguiça as esperanças de cada dia e as esperanças de todos os anos.
Oh! Grande Espírito do Sul, cujo quente hálito de compaixão derrete o gelo que circunda nossos corações, cuja fragrância fala de distantes dias de primaveras e verões, dissolve nossos medos, transmuta nossas aversões, acenda nosso amor em chamas de verdade e existentes realidades. Ensina-nos que aquele que é forte é também gentil; que aquele que é sábio tempera justiça com piedade; e aquele que é um verdadeiro guerreiro combina coragem com compaixão.
Oh! Grande Espírito do Oeste, a Terra do Sol poente, com Tuas elevadas e livres montanhas, profundas e extensas pradarias, abençoa-nos com a sabedoria da paz que segue a contenção e a liberdade de quem vive como túnica flutuante nas asas da vida bem - disciplinada. Ensina-nos que o fim é melhor que o começo e que o por do sol não glorifica nada em vão.
Oh! Grande Espírito dos Céus, em dias de infinito azul e misturado às infindáveis estrelas da noite de cada estação, lembra-nos o quanto és imenso e bonito e majestoso além de todo o nosso conhecimento ou saber, mas que também não estás tão longe de nós, quanto o mais alto de nossas cabeças ou o mais baixo de nosso olhos.
Oh! Grande Espírito da Mãe Terra sob nossos pés; Mestra dos metais; Germinadora das sementes e Celeiro de ocultos recursos da Terra, ajuda-nos a dar graças incessantemente pela Tua presente generosidade.
Oh! Grande Espírito de nossas almas, que ardes há tempos em nosso corações e em nossas profundas aspirações, fala-nos agora e sempre de tudo que precisamos saber sobre a grandeza e bondade de Teus presentes para a vida, para sermos orgulhosos do inestimável privilégio de viver.
1996 Noel Knockwood, B.A. Elder
O ESPÍRITO É A POTÊNCIA DINÂMICA DO DEVIR.
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O ESPÍRITO É PURA IMANÊNCIA CRIATIVA
PARUCHA E PAKRITI

REBELIÃO ESPIRITUAL CONTRA O REINO DA QUANTIDADE
www.geocities.com/athens/tr...HAMAN.html
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A rainha da floresta Vós venha receber
Estes cântico(s) aqui na mata Que eu venho oferecer
Vós mandou para mim Ensinar os meus irmãos Estamos todos reunidos Com amor no coração
Eu apresento os meus trabalhos Conforme eu aprendi Estamos todos reunidos Vós faça todos feliz.
(MESTRE IRINEU - HINÁRIO SANTO CRUZEIRO)

ATUALIZADO EM 2001