NUNCA
ABANDONE O SEU ANIMAL!
Em Portugal mais de 10.000 animais são abandonados anualmente. Muitos encontram
a morte nos canis camarários e outros acabam por morrer à fome ou nas estradas,
enquanto vagueiam pelas ruas em busca de alimentos e de abrigo. Quando
abandonados, os animais sofrem todo o género de maus tratos ficando igualmente
sujeitos a contrair doenças.
Nestes casos, os mais afortunados, que são poucos, são adoptados por uma ou
outra pessoa mais sensível.
As associações zoófilas, que recolhem
animais, já há muito que ultrapassaram a capacidade de alojamento para o qual
estão preparadas. Isto reflecte-se no mau tratamento dispensado aos animais.
Os animais são seres vivos, sensíveis e sofrentes, não são BRINQUEDOS.
Um animal deve ser desejado pelo dono e bem aceite pelos restantes membros da
família. Por isso, a compra ou a adopção de um animal deve ser muito
ponderada e estar de acordo com a sensibilidade e disponibilidade do novo dono.
Um animal de companhia precisa, não só de alimentação adequada e água
fresca, mas ainda de uma série de outros requisitos que não devem ser
ignorados, tais como alojamento adequado e espaço para se movimentar,
acompanhamento veterinário, e atenção, entre outros. Assim, oferecer animais
às crianças, só para lhes satisfazer os desejos é uma atitude incorrecta. Um
animal deve fazer parte da família, ser desejado e estimado até à sua morte
natural.
ABANDONO
-
Se
algum motivo insuperável o obrigar a separar-se do seu amigo, procure-lhe um
dono que o trate bem.
- Só o coloque num canil albergue em último recurso, mas antes certifique-se
de que vai ser bem tratado, e visite-o sempre que possa
- Não o esqueça! Acredite que ele nunca se esquecerá de si.
Colocar um animal num canil deve ser o último dos recursos, pois ele
nunca serás feliz sem o dono.
Adoptar
um animal sim ou não?
Porquê
ter um animal?
A
adopção de um animal
deve sobretudo ser resultado de uma reflexão consciente sobre a capacidade real
de cada um em suprimir as necessidades primárias que um animal carece. Assim, não
deve nunca adoptar um animal por impulso simplesmente para satisfazer um desejo
primário ou inconsciente, mas sim pelo facto de reunir as condições mínimas
essenciais ao Bem-Estar do animal e a vontade unânime de acolher um ser vivo
proporcionando-lhe um estilo de vida próprio e ajustado aos seus instintos mais
primitivos. Por outro lado, a adopção de um animal por vaidade (ou porque uma
determinada raça está mais na moda ou até porque o vizinho possui um
Rotweiller e não quer ficar em desvantagem) é completamente errada.
Paciência. Pelo menos uma certeza tem, tomou
a decisão certa, reflectiu sobre a sua capacidade de providenciar os cuidados básicos
essenciais à vida de um animal e reconheceu o que um animal necessita na
realidade para que o seu bem-estar esteja permanentemente assegurado, ou seja,
tudo aquilo que actualmente não lhe poderá dar. Foi simplesmente realista e,
por conseguinte, uma pessoa responsável. Talvez mais tarde as circunstâncias
sejam alteradas e aí a decisão poderá ser outra.
