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Manifesto
capitalista sobre o monopolismo (na escola)
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| Fernando
Muratori |
A pedidos escrevo aqui sobre o colégio.
Mais especificamente sobre o lanche no colégio. Sendo ainda mais específico,
sobre os chocolates e bombons que eram vendidos na hora do recreio, faziam
concorrência com os salgados fora do preço comercializados na cantina e foram
banidos (mais específico que isso não dá para ser).
Há algum tempo trago para a escola um pacotinho de biscoitos “wafer”
por dia, para não ter que gastar dinheiro com o lanche, que custa R$2,30. Quem
quiser apenas o salgado, paga R$1,50, preço equivalente ao de TRÊS salgados na
maioria das lanchonetes do centro. Enquanto isso, um bombom de chocolate vendido
pelo aluno X custava R$1,00, o que ainda é caro, mas sai muito mais em conta do
que comprar uma completa por dia. Isto é, se não for desejado o apelo à velha
“bolachinha” ou ao glorioso “Toddynho”.
Considero eu que seja perfeitamente justo que os alunos possam escolher
de quem comprar seu lanche. Principalmente se for considerado que a cada período
de férias, o custo alimentício escolar torna-se mais caro. E não adianta pôr
a culpa na inflação, pois mesmo quando esta cai, o preço do salgado aumenta.
A explicação é simples: o monopólio da cantina. Ou então, talvez, a
quantidade de óleo gasta para fritar uma única bomba.
É por isso que proibiram a venda de chocolates. Espero que não proíbam
também os pacotes de biscoitos...
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