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"Eu talvez n�o tenha muitos amigos.
Mas os que eu tenho s�o os melhores que algu�m poderia ter.
Al�m disso tenho sorte, porque os amigos que tenho t�m muitos amigos e os dividem comigo.
Assim o meu n�mero de amigos sempre aumenta, j� que eu sempre ganho amigos dos meus amigos.
Foi assim aqui, uns eu ganhei h� tempos, outros s�o mais recentes.
E quem os deu n�o ficou sem eles, pois a amizade pode sempre ser dividida sem nunca diminuir ou enfraquecer.
Pelo contr�rio, quanto mais dividida, mais ela aumenta.
E h� mais vantagens na amizade: � uma das poucas coisas que n�o custam nada e valem muito, embora n�o sejam vend�veis.
Entretanto, � preciso que se cuide um pouco das amizades. As mais recentes, por exemplo, precisam de alguns cuidados. Poucos, � verdade, mas indispens�veis.
� preciso mant�-los com um certo calor, falar com eles mais ami�de e no in�cio, com muito jeito.
Com o tempo eles crescem, ficam fortes e at� suportam alguns trancos. Os mais antigos, j� s�lidos, n�o exigem muito, s�o como as mudas das plantas, que depois de enraizadas, parecem poder viver sem cuidados, por�m n�o podem jamais ser esquecidas. Algo � preciso para mant�-las vivas.
Prezo muito minhas amizades e reservo sempre um canto no meu peito para elas.
E, sempre que surge a ocasi�o, tamb�m n�o perco a oportunidade de dar um amigo a um amigo, da mesma forma que eu ganhei voc�s.
E n�o adiantam as despedidas. De um amigo ningu�m se livra f�cil.
A amizade al�m de contagiosa � totalmente incur�vel. "
(Autor Desconhecido)
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