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Imprimia Ant�nio Leite Que sozinho me pegava Na catinga do Cip� Por ele mesmo esperava; Ele pega a bargadinha L� pelo ano das favas
Juntou-se no m�s de maio Duas d�zias de vaqueiros, Todos carregavam um "ro�o" Que eram bons catingueiros; Deixei uns mortos de fome No meio dos tabuleiros
Lu�s de Brito, vaqueiro, Um mo�o do Cairi, Ajuntou vinte e dois homens Para vir me perseguir; Mas eu ca�oei de todos, N�o deram pra divertir
Minha m�e j� era velha, J� faltavam-lhe esfor�os, Pearam com duas peias E um chocaio no pesco�o; Eu como era cismada Andava sempre no coi�o.
N�o pude criar-me assim Porque Lu�s me vendeu Ao vaqueiro Felismino Que fez a vez de judeu Dia 23 de junho Quando atr�s de mim correu.
Oh que hora infeliz quando ele me avistou, Votou-me o cavalo em cima, Adiante me derrubou, Cortou-me a ponta do rabo E as orelhas me lascou.
Para n�o servir de mostra N�o me botou um chocaio, Nem me botou em cadeia Por isso eu ainda "raio" , Tu cida que eu vou embora, Mas por�m daqui n�o saio.
Queixa tenho de Lu�s Por n�o poder me pegar, Me vendeu a Felismino S� pra me ver maltratar; Deu-me uma queda t�o grande, Coisa de quem n�o quer criar.
Recomende a Ant�nio Carneiro Que n�o v� na Jitirana, Se ele for perde a carreira, Volta contando chicana Se correr atr�s de mim Nunca mais que v� Santana
Sebasti�o Leite Teixeira, Vaqueiro do meu senhor, Deu carreira atr�s de mim, Perto de mim n�o chegou; N�o p�de contar vit�ria, Grande estrepada levou.
Toda vez que eu descia No a�ude pra beber, Juntava uma cachorrada, }Botavam pra me morder, Me fazia um aperta-aperta S� para me ver correr
Uns os pastos mudavam E outros vontade tinham S� de ir na Jitirana Para ver a bargadinha; Mas tomavam uma carreira Todos quantos aqui vinham.
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Vamos ver de hoje em diante em que se vai conversar, Minha fama j� acabou Mas 'inda vou apelar, Deste ano para o outro 'Inda posso me lograr.
Xoro hoje arrependia Por n�o ter mudado os pastos No tempo de eu bezerrinha Que ningu�m me visse o rasto, Estava livre o meu nome De hoje em dia viver gasto.
Zombava o povo em geral, T� que correu a noti�a Que aqui tinha uma garrota Que corria sem pregui�a; Conversavam nisso at� No pr�prio ato da missa. Til, por ser letra do fim, Como eu quero concluir, Para dar a conhecer O que se sucedeu aqui, Que outro homem aqui n�o "raia" Euquanto Felismino existir. |
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