| VAMOS COMEÇAR? - dia 13/08 |
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| Amigas e amigos, plena normalidade, pleno agosto, vamos sonhar. E será que os sonhos tão bons assim? Digo, quando cravam garras no chão e viram sangue e carne? Desculpe-me a maioria masculina que acompanha as novelinhas de SEGREDOS... Mas o tema são as seguranças e certezas de homem, às vezes com um prefixo “in” antes de tudo disso. Mauro conheceu sua futura mulher no Instituto de Humanas, ele se formando, ela saída do vestibular. Sempre se considerou aspas avançado, aspas moderno, aspas querendo fazer loucuras. Saíra a quatro com outros casais, já enchera taças de champanhe em motéis para servir à própria esposa e ao outro cara para comemorar o bis deles, participara de festanças de vinte casais em mansões de novela, já aplaudira de camarote sua mulher fazer amor com um adolescente, já aplaudira de camarote sua mulher fazer amor com uma adolescente. Tudo na sua cabeça. Virgínia era a recém-vestibulanda, depois namorada, depois noiva, depois mulher. Gostava de um monte de coisas nela; não gostava do que chamava de conservadorismo dela. Nunca tinha perguntado diretamente, mas achava que ela teria enjôo e náuseas da idéia de um topless em búzios, de um decotaço-mais-transparência na Muzik, de tirar sutiãs junto com uma moreníssima de praia, ou de entrar num hotel com uma amiga e as duas lá dentro trocarem de maridos. Qual a fantasia que, se você fosse Mauro, você mais quereria que sua conservadora mulher fizesse? (Meninas, votem também, imaginem!): a) Virgínia fazendo amor na minha presença, com um
rapaz jovem, que a gente arranjaria; Beijos, Beatriz Eu acho que a novelinha devia continuar assim... |
| PRIMEIRO CAPÍTULO - dia 14/08 |
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Virgínia amava Mauro. Amava muito Mauro. Amava demais. Sentia-se segura, plena ao lado dele. Noivaram muito tempo e ela tinha pesadelos, iguais salvo por um detalhe que sempre alternava: às vezes ele a abandonava por uma loura, às vezes por uma morena. Ele ria, ela mor-ria de medo do sonho ser real. Ele vivia pondo sonhos nela: se é para ficar nessa sua profissão, faça um doutorado. Ele a acompanharia. Ela teve medo que ele não a acompanhasse. Foram afinal, cruzaram mares em vôo internacional, doutorado fora. Ressabiados os dois, aos poucos se soltaram. Por incrível, ali também o mundo era mundo e gente era gente. Foram se costumando com as cédulas de tamanho menor, os supermercados e os jogos de esportes que para um brasileiro são náusea. Alugaram apartamentinho. Pequeno mas com todos os badulaques, cama enorme, edredons de lã de meio palmo de espessura. Virgínia estudava, Mauro de licença do emprego e fazendo um ou outro servicinho de free-lancer se ocupava em fazer infra-estrutura para ela. Surpresíssimo, descobriu que os filés de frango são vendidos em supermercados. Que eles são sem gosto, aliás, carne de bois, peixe, frango, tudo é sem gosto, e são pozinhos de planta chamados temperos que dão o sabor. Aprendeu a cozinhar, e aprendeu a cozinhar para Virgínia. Ela voltava moída das provas e trabalhos. Ele a acalmava com comida, e com comida. Brincava que era um misto de mestre-cuca e garoto de programa dela. Descobriram-se não tão sozinhos. Havia um bonde de brasileiros lá, uma colônia, doutorados os mais diversos, gente de Ipanema e Porto Alegre, Morumbi e Belzonte e nenhum de seu pequeno estado. E em torno dessa colônia gravitavam sobrinhos, agregados, migrados legais e ilegais, uma bolha verde-amarela no hemisfério norte. Mauro, é claro, continuava achando Virgínia uma princesa do conservadorismo. Claro, de vez em quando ele tivera uma idéia, impressão, fina como som de mosquito, que sua princesa estava a se cansar da realeza. Uma ou outra olhada para um colega, uma palavrinha sobre alguma visita que podia ter uma interpretação mais pesadinha. Tudo impressão, concluía Mauro após análise. Ele é que era o moderno ali. Um dia aconteceu algo. Estavam numa sorveteria, Mauro destruía um morango, Virgínia atacava um baunilha diet. E aconteceu. Entrou um rapaz, conhecido de vista, dezenove anos e uma pá de músculos, sobrinho de um professor paranaense de física que estava lá em pós-doutorado. Estava de férias. Virgínia olhou para ele. Nada demais, mas continuou olhando. E não desviou o olhar quando Mauro olhou direto para a orelha dela, ela mirava o rapaz, e mirou por dois séculos. Finalmente olhou para o marido, e o sorriso foi de brinco a brinco. Mensagem claríssima: nada a esconder, aquilo-era-aquilo-mesmo. Mauro ligou o carro, placas de gelo em volta do coração. Virgínia leve, falava levezas, ele com a cabeça no pólo, ou no olhar dela para o rapaz. Na cama enorme, no ap aconchego, Virgínia cruzava as pernas sobre a cama e passava os 40 canais, controle remoto na mão, baby doll azul que Mauro jurava estar mais curto hoje que até ontem. Ele arranjava mil e duas atividades na cozinha e banheiro, não vinha nunca à cama. Pensou em adiantos de arrumações e lavagens, mas para seu horror o apezinho estava bem. Teve de vir à cama. Virgínia com o mesmo sorriso, talvez um pouco maior. - Bom o dia hoje, né? - É – disse ele se concentrando infinitamente na busca de uma meia. Silêncio. - Bonito aquele rapaz, não? O tal, sobrinho do Aderaldo. - É – disse Mauro desejando que um raio paralisante o fulminasse em sono instantâneo. Silêncio com Virgínia enrolando a ponta do cabelo, vendo-sem-ver a TV sem som. - Vai ficar aqui por mais duas semanas. Eu o vi de calção, beira-da-piscina. - É – disse ele achando interessantíssimo o programa de TV. Silêncio. O sexto sentido de Mauro: o desastre se aproxima. Virgínia enrolou a ponta do cabelo, frase com reticências: - Parece ser beeem grande... Muhammad Ali, Mike Tyson e até o Popó se uniram para dar um soco-em-conjunto na cara de Mauro. Pensou em alternativas válidas. Ela podia estar falando da altura do garoto. Tinha seus um e oitenta e cinco, por aí. Era alto. Mas, por que ela dissera: parece? Podia dizer, é. Estava na cara. E por que disse: grande? Seria melhor dizer Alto, não? A não ser que não estivesse pensando em altura, e o coração de Mauro virou iceberg. Nem tudo estava perdido, o amor da minha vida podia estar pensando em... em... E o fone tocou, Mauro deu pulo de salto-em-altura recorde do Pan, e era a sogra. Nunca adoooorou tanto Dona Fátima, Dona Fátima, eu te amo, quase disse. Com orgulho chamou a filha, a SUA MÃE está no telefone! Virgínia não tinha terminado de dizer alô e Mauro já fingia que roncava debaixo de três lençóis. [Amigas e amigos, qual será a reação de Mauro se Virgínia lhe disser que quer experimentar outro cara? a) dirá não; Beijos, Beatriz] Eu acho que a novelinha devia continuar assim... |
| Votos e comentários [Comentário de um cavalheiro] Escolho a op��o B ! [Comentário de um cavalheiro]Tamb�m fico com a b. [Comentário de um cavalheiro]esse negocio de "autorizar" um transa com outro....� meio complicado.... s� se for por sacanagem...se for pra passar a mulher pra frente... que nem al�a de caixao...quando um larga o outro p�e a mao... vamos de op��o D com a inten��o de cair fora.... nao ficar pra assistir o circo pegar fogo |
| SEGUNDO CAPÍTULO - dia 15/08 |
| Um dia atravessaram um riachinho, matas altas, parque nacional. A l�mina d�gua tinha seus dois palmos e um bocadinho de for�a, suficiente para derrubar. Ele com sua m�o forte segurou a dela, puxou, n�o deixou que a correnteza a derrubasse. Do outro lado ela sorriu brinco-a-brinco e pronunciou a frase m�gica: - Eu confio plenamente em voc�. Ela tinha dezoito, ele vinte e tr�s. Virg�nia sempre inflara o ego de Mauro como um bal�o. Ele sempre negara, mas agora tinha de admitir � gostava de ser O Her�i dela. Ela sempre morrera de medo de perd�-lo, se acharia perdida sem ele � e ele, agora tinha de admitir, sempre adorara ser O Insubstitu�vel. No entanto ela mudara. N�o era s� o tempo. At� seis meses atr�s ela era a mesma de adolesc�ncia, ou quase. Era o lugar. Ali eles viviam cercados de lugares chamados Bloomington, Kankakee, Champaign e outras cidades com nome que parecia tosse e com as quais n�o tinham nada. L� n�o tinham ra�zes. A situa��o era bem diferente quando moravam a dois quarteir�es da irm� mais velha, a cinco da sogra, e no mesmo pr�dio de um primo em segundo grau. Mesmo sozinhos, sentiam-se arrastando uma p� de olhos atr�s. Ali era diferente. Sentiam-se soltos no mundo. Particularmente, ele sentia que ela se sentia solta no mundo. At� o olhar, o jeito de sentar, se soltara. �Enfim a situa��o mudou� � concluiu Mauro suas recorda��es, tendo rodado duas milhas com o carrinho quase vazio entre as g�ndolas do K-mart, enquanto fazia reflex�es e c�lculos. Tudo motivado por um telefonema dela, surpresa-ao-celular: ela lhe prometia grande surpresa � noite, ele iria adorar. Ela passara na �ltima prova, s� faltava um par de trabalhos f�ceis, ela estava quase de f�rias, e pensava em comemorar fazendo algo que ele sempre quis. �Aguarde a surpresa�, fechou, e pelo celular ela n�o viu a cara verde-e-amarela dele, sem nada a ver com a p�tria. De noite, ela guardando os livros para as f�rias de ver�o, ele lavando os pratos do camar�o-�-capixaba que fizera. Pensou em criar trilh�es de tarefas, mas resolveu como �dipo na trag�dia se entregar logo ao seu destino. Pediu a surpresa. Ela sorriu. Come�ou. Sempre fora muito menina. Agradecia a ele, um homem t�o evolu�do, t�o maduro, t�o moderno, ter aturado com paci�ncia anos daquela menina t�o quadrada. - Sssssssss � sim e a voz escorregou como cobra de desenho animado. - Eu mudei. Estou mais madura, mais mulher, sabe? - Aham � tossiu ele, est�mago-com-n�. - Posso fazer coisas que nem pensava antes. Posso fazer topless numa praia, j� pensou?? Mostrar meus seios para homens e mulheres, o que � que tem? Com voc� do meu lado, n�o tem problema algum. E se algum carinha for se masturbar depois lembrando, problema dele! Sei que voc� sempre sonhou com isso. - Aham, aham. - Dia desses encontrei na biblioteca aquela nova, aquela baianinha de literatura, lembra?? Cor-de-jambo. Mostrei um livro a ela. Ficamos muito juntinhas, nossos cabelos se tocaram. Pensei: n�o precisa ser fantasia. Ela veio sozinha... Na pr�xima festa quem sabe eu posso lav�-la a um canto, dar uma chegadinha, sondar, quem sabe ela n�o gosta? A gente podia se beijar. Experi�ncia nova. Sei que voc� adoraria! - �, adoraria � disse ele, a voz num s� tom. - Mas n�o sabe da grande surpresa. Vou provar que eu mudei, n�o sou mais a mesma, Vou cumprir seu grande sonho: Vou transar com outro homem, na sua frente! Ele pensou em brincar, Voc� se enganou, meu grande sonho � acertar sozinho na Mega-sena, r�r�r�, mas a voz rareou e ele s� miou: - Outro?... Quem?... - Voc� escolhe. EU CONFIO PLENAMENTE EM VOC�. A frase m�gica. Ele levou cinco segundos ou s�culos para responder: - Vou pensar. Ela murchou. Franziu a testa como quem ouve que dois mais dois s�o 347. - Pensar?!... A cabe�a dele acelerou, mil coisas passaram. Se ela tinha medo de perd�-lo, ele tinha medo de deixar de ser o her�i dela. Ao dizer o vou-pensar, viu a decep��o na cara dela. N�o era mais o moderno, n�o era a vanguarda que ela seguia, deixaria de ser o her�i. E isso n�o podia admitir. - Quer dizer, vou pensar num cara bem legal. O sorriso dela voltou, ela gatinha leve agarrou ao pesco�o dele. - Eu te amo-amo-amo-amo- amooooooooouuurrr! [Amigas e amigos, agrade�o a Marcelo, Roberto e Mr. Run. Nosso amigo Mauro se colocou numa bela encrenca, n�o � mesmo? Vamos pesar as alternativas dele? De cara descartar o garoto mencionado no par�grafo anterior, muito �bvio. As outras: a) vai explicar a situa��o a um casal maduro, que parece j� ter feito troca de casais, para fazer algo com eles a quatro, algo calmo, e tentar �disciplinar� a coisa; pois teme que se for com um garot�o ela se apaixone por ele; Beijos e beijos, Beatriz] Eu acho que a novelinha devia continuar assim... |
| Votos e comentários [Comentário de um cavalheiro] Dona Ana Beatriz!! Vc gosta de levar a situa��o sempre para o mesmo lugar.... com a visao feminina...transar com outro homem.... enquanto que os homens com sua visao masculina preferem milhoes de vezes mais uma mulher.... mas conto � conto....e continuo na op��o D... mas quem vai escrever � vc... deliciosamente como sempre. [Comentário de um cavalheiro]Ana Posso n�o estar certo Ana, mas acho o Mauro meio inseguro, por sempre ser o heroi dela. Como ela mudou, sendo uma mulher mais madura querendo novas experi�ncias ele esta fragilizado com a nova situa��o. Acredito que ele s� aceitou a condi��o de ele arrumar um cara legal pra ela, por causa dela, da insist�ncia dela . Voto na opc�o D, Ana. |
| TERCEIRO CAPÍTULO - dia 16/08 |
| Enfim, decidida a situa��o, pensou Mauro, sem estar decidida. S� preciso arranjar um cara para transar com minha mulher, pensou reprimindo n�useas. Mauro era desses que quando tem de tomar rem�dio ruim engole logo tudo, quando tem de tomar inje��o � o primeiro da fila. Se o ruim tem de acontecer, aconte�a logo. Veio o folheto: festa de vizinhan�a. Festa de gringo, mas a vizinhan�a era quase toda brasileira. Virg�nia ficaria o dia todo na faculdade, ele iria s�. Vou l�, pensou ele, disposi��o de plantonista em noite de ano novo. Cara enterrada no ombro, m�os frias, era o avesso de um descontra�do swinger atr�s de curtir-a-vida. Encheu o copa�o de ponche, arranjou cadeira, evitou conversa. Relaxou, relaxou. Ahhh, essa tarefa pode demorar muito, afinal � decis�o dif�cil. Enquanto isso ela esperaria, ora. N�o deixara nas m�os dele? Olhou a festa. Pensou, e pensou feliz. Aquele � muito velho, o outro muito gordo, aquele muito quadrado, grudado � mulher, o outro � menor de idade, o outro � muito feio, outro muito baixo, outro vai embora depois de amanh�, n�o d� tempo. Sorveu mais um gole de coquetel com peda�os-de-ma��. �, Mauro, prepare-se para uma longa busca. Era muita ingenuidade ele querer achar um cara bonito, alto, de seus trinta, olhos azuis, solteiro, culto, nada de bonit�es analfabetos, liberal, dispon�vel. Muita ingenuidade dela. E sorveu outro gole mas pela metade. S� pela metade. Uma m�o forte se apresentou � sua. - Vladimir! Disse o dono da m�o. Mauro se voltou. Era um cara de olhos azuis, seus um e oitenta e tantos, magro mas n�o magrela, forte sem exageros halterofilistas, e por tr�s dele Mauro p�de ver que duas mulheres olhavam com olhos-de-estrela o rec�m-chegado. Apertou a m�o do cara. O outro disse: - Pois �, vim para um p�s-doutorado em computa��o. Loucura, sa� quase direto do lan�amento do meu terceiro livro parar pegar o avi�o. Legal conhecer voc� nessa festa, tinha medo de ficar sozinho, sabe como �, homem separado � assim mesmo. � casado? Legal, venham tomar um licor um dia em minha casa. As mulheres de meus amigos s�o minhas amigas. Boa essa festa, n�o? Temia que as pessoas fossem muito conservadoras. Sabe, eu me acho um cara moderno. O mundo mudou, as pessoas n�o podem ficar para tr�s. O relacionamento homem-mulher, por exemplo, n�o � mais o mesmo. Antes era aquela coisa fechadinha, s� os dois. Hoje n�o. Foi o que acabou com meu casamento. Minha agora ex-mulher me ama muito, hoje mesmo me ligou, apaixonada por mim. Diz que nunca mais ter� outro. Apenas ela n�o aceitava certas coisas... certas coisas que eu propunha, entende? Muito conservadora. N�o se pode mais ser assim. Mauro n�o tinha injetado nem fumado nem cheirado, mas estava mais areado que se tivesse feito os tr�s juntos. N�o lembrou, n�o lembrou do que falou, se � que falou, n�o lembra do ponche, da rua, de nada, s� da porta de casa, quando chegou. Ela foi atender feliz, mas murchou ao v�-lo: - Que houve? Voc� est� p�ssimo. [Amigas e amigos, a op��o j� foi feita pelos nossos dois votantes Marcelo e Mr. Run. Resta saber somo se dar�, ou seja, como Mauro falar� a Virg�nia: Op��es:
a) Dir� que n�o � aquele her�i e tentar� fazer com que ela tenha pena dele; Beijos, Beatriz] Eu acho que a novelinha devia continuar assim... |
| Votos e comentários [Comentário de um cavalheiro]Ana Beatriz; Diante da proposta de (in)seguran�a, n�o resta outra op��o que n�o seja a primeira. No entanto se vc quiser mudar o rumo da prosa, talvez o Vladimir possa "oferecer" uma amiga que o Mauro j� estava de olho mas n�o tinha como chegar. Ou, pra piorar de vez, o Vladimir � na verdade m� gayz�o, rsssss [Comentário de um cavalheiro] se depender do Roberto e de mim....essa historia nao vai ter fim mas vamos ajudar a escritora para dar um gran finale.... Depois de satisfazer os sonhos de Virginia, Vladimir nota que Mauro tb se interessou por ele, para desespero da Virginia que presenciar� o lado feminino do marido |
| QUARTO E �LTIMO CAPÍTULO - dia 17/08 |
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Quando tinha de tomar inje��o, era o primeiro da fila. Se a desgra�a tem de acontecer, aconte�a logo, sua filosofia era. Nem tinha sa�do do batente da porta quando come�ou. Continuou de p� mesmo e mal tinha dado dois passos na cozinha quando terminou. Vomitou mais que falou. Morreria de ci�me. N�o, n�o conseguia, e tentara. S� de pensar noutro cara naquela cama, aquela camona deles... S� de pensar no tro�o (chamava assim) do outro cara ficando horizontal... Dava vontade de gritar, cara, cai fora j� com essa coisa!... Mas tinha pior, tinha pior... E se... e se... e se... ela gostasse? Se quisesse transar de novo com o outro? E de novo e de novo? Dizem que mulher quando transa ou se apaixona ou chega perto... E se ela preferisse o outro?... E ele ficaria s�?... Pedia desculpas, perd�o, sei l� o qu�, por anos de falsa modernidade... Ficava dizendo aquelas coisas de rela��o aberta, mundo mudou... Bobagens. N�o era moderno coisa nenhuma. Era muuuuito conservador. S� parou de falar quando percebeu que j� repetia cada ponto pela terceira vez. Com o rabo do olho dava flashes de olhada para ver se conseguia o resultado pretendido, o instinto-de-maternidade, o abra�o, o meu-amor-eu-te-compreendo-e-amarei-sempre. E viu que obteve o que queria, o olhar dela era aquele mesmo... mas com uns relampejozinhos de decep��o. Como quem pensa, Puxa, perdi meu sorvete! Ele pensou: ela queria mesmo o outro cara, o beijo na colega, o topless para algum adolescente ver. Mas, no geral, vit�ria era dele. Virg�nia foi tomar copo d�gua, voltou para a cama com cara de passado-�-passado, vamos tocar. Manipulou o super-controle de 447 canais, como gringo gosta de canal. Ele cachorrinho encolhido, pijama novinho ao seu lado. Ela parou num sentimental�ide-de-gringo, tipo Meg Ryan, filme que n�o comoveria ningu�m. Ou comoveria. Meia d�zia de beijos e l�grimas por minuto de proje��o. E vinte desses minutos depois e Mauro jurou ter visto as coxas de Virg�nia se afastarem uma da outra. Coisa pouca, uma meia d�zia de cent�metros, o baby-dollzinho roxo, calcinha da mesma cor. Mais um par de minutos e n�o era impress�o, as coxas da esposa se afastaram mais outro tanto, os olhos dela grudados nos beijos-de-l�ngua na telinha. E se afastaram mais um pouco, ela na posi��o que ficava quando transava com ele. Mas teve mais, agora as unhas rec�m pintadas de rosa-claro da m�o esquerda se aproximaram, engancharam nas bordas rendadas da calcinha, e macias a puxaram para o lado. Mauro a cabe�a a um palmo admirou como era definida � base de muita l�mina a borda do ret�ngulo negro de seus tr�s e pouco cent�metros de largura que a garota tinha entre as coxas. N�o que fosse um ret�ngulo perfeito: dividia-o ao meio um delicado cord�o de rubis avermelhados, cord�o que ficava maior � medida que a m�o direita da esposa, rec�m-convidada � festa, acariciava o ret�ngulo como quem toca cabelinho de nen�. Mauro ficou de plat�ia, sem saber o que fazer, at� que as m�os pararam o que faziam, deslizaram a calcinha pelos tornozelos, as coxas muito brancas se afastaram de novo, e um pouco mais. E as unhas da m�o direita afundaram nos cabelos dele. E ele se sentiu n�o s� tocado, mas puxado. Deixou-se levar, e meia d�zia de segundos depois a ponta de seu nariz estava a um cent�metro, se tanto, do colar de rubis, agora mais valioso por que um pouquinho mais largo. E o beijou leve como testa-de-nen�, e sua l�ngua se estendeu e o tocou e n�o tocou, entrou um pouquinho nele, sentiu o calor e maciez. Virg�nia fechou olho, deu uivinho-uuuuuuuu. Mauro fortaleceu o trabalho. Nunca Virg�nia tinha tomado as iniciativas assim, e ele n�o achava ruim. Ela mordeu l�bio inferior, afastou-o pelos cabelos, enviou dois dedos valentes exploradores para percorrerem profundo os interiores onde ela era mais mulher. E quando os dois terminaram sua viagem, ela os ofereceu a Mauro: - Chupa. T� gostando? E ele voltou a ser menino, chupando sorvete pela primeira vez. Percorria cada junta dos dedos dela como n�o quisesse perder nada. - Adorando. � a coisa mais doce que j� provei. O menino-no-sorvete foi interrompido pelo telefone. Mauro fez men��o de acabou-tudo, quis levantar, mas ela trancou suas coxas nas orelhas dele, n�o o deixou sair. Pegou o fone, voz macia, Al��uuu... Era Luana, a baianinha. Virg�nia lutando para se concentrar e n�o gemer ouviu Luana dizer A grande novidade! - Queeee novidaaade, disse Virg�nia a respirar quente. A outra com entusiasmo de torcedor de j�quei com cavalo na frente: - Chegou um cara lindo. Um gato. Quer sair comigo. - Quem...? - O nome � Vladimir! [Amigas e amigos, chegamos ao final da novela da semana. O enredo foi estabelecido pelos votantes. Eu previa algo mais pesado, e quase n�o saiu transa-pra-valer. Democracia aqui na SEGREDOS � que � pra valer! Agrade�o a Marcelo que come�ou a dar suas contribui��es, Roberto, Mr. Run e sua vis�o das diferen�as de narrar masculino-femininas. E temos um ganchinho para novela da semana que vem. Sonhem com ela, bom fim de semana, amem muito e sejamos todos felizes. Beijos, Beatriz] Eu acho que a novelinha devia ter terminado assim... |
| Votos e comentários [Comentário de um cavalheiro]esse gancho ficou bom.... vladimir junto com a baiana e nosso casal atras de novidades... quem sabe numa suite escura, s� com sombras, pois o que os olhos nao vem o cora��o nao sente... [Comentário de um cavalheiro]
Pedro e M�nica eram casados, bonitos, flamenguistas e milion�rios. S� tinham um problema: a vida sexual deles era insatisfat�ria. Aqueles dois na cama eram piores do que hor�rio eleitoral... |