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Nome: Beijador� (Helostoma Temmincki)
Ordem: Perciformes
Classe: Peixes vertebrados
Familia:� Anabant�deos

DESCRI��O E ORIGEM
Estranho peixe de forma elipsoidal e corpo estreito muito comprimido lateralmente, que pode superar os 20 cm de comprimento. A cabe�a, grande, quase desproporcional nos exemplares jovens, apresenta nestes um perfil superior ligeiramente c�ncavo. A boca, grande, destaca-se pelos l�bios redondos e proeminentes. N�o existe dimorfismo sexual, sendo praticamente imposs�vel distinguir os machos e as f�meas. A cor da variedade selvagem varia do pardo-esverdeado ou bronze no dorso, ao branco-prateado da parte inferior do corpo, e � matizada com estrias mais escuras, �s vezes com reflexos dourados muito caracter�sticos. No entanto, a forma "branca" � quase a �nica, que se comercializa normalmente. A sua cor � uniforme, branco-rosada com zonas prateadas em op�rculos branquiais, linha dorsal e ventre, enquanto as barbatanas s�o esbranqui�adas ou transparentes. Procedem dos cursos fluviais lentos de Mal�sia, Sumatra, Java e Born�u, onde foram capturados exemplares de quase 30 cm de comprimento.

LONGEVIDADE
Provavelmente superem largamente os dez anos em �timas condi��es de cativeiro e se mantidos em grandes recipientes.

AMBIENTE
� necess�rio alberg�-los em aqu�rios cuja capacidade m�nima n�o seja inferior a 50 litros, mas at� os tr�s ou quatro anos se conformam com tanques mais modestos, de 15-25 litros. N�o t�m exig�ncias espec�ficas quanto � qualidade da �gua, que ser�, preferivelmente, neutra ou ligeiramente alcalina pH = 7-7,6 de dureza m�dia 12-20 DH e temperada entre 21 e 27� C.�� Devem contar com um meio bem filtrado, profusamente plantado com esp�cies submersas e flutuantes, �s quais pode morder quando n�o lhe fornecemos a correta dieta vegetariana que necessita. A ilumina��o m�dia ou intensa ser� proporcionada por um tapete de salv�nias ou riccias, muito aconselh�vel para esta esp�cie.

ALIMENTA��O
S�o orn�voros, adoram espinafres picados. Mas deve-se variar, dando art�mias e outros alimentos vivos assim que puder.

CAR�TER E COMPORTAMENTO
O costume especial de unir as bocas sem distin��o de sexos lhes deu o apelido de "beijadores", embora este comportamento n�o esteja demasiado esclarecido. Parece uma forma de descarregar a agressividade. Pode conviver com outras esp�cies em grupos n�o muito numerosos.

CUIDADOS DI�RIOS
Limita-se ao fornecimento de alimento variado, assim como � manuten��o das constantes f�sico-qu�micas do meio.

REPRODU��O
O mais dif�cil � a separa��o de um verdadeiro casal que, em muitas ocasi�es, exigir� v�rias tentativas falidas. A altura do buraco ser� de 20 ou 25 cm, no m�ximo, e deve colocar-se vidro superior, dado que o cortejo inclui mergulhos e saltos fora da �gua. Antes da postura e durante a mesma, o casal parece segregar um l�quido oleoso bem vis�vel. Os ovos depositados entre as plantas e, inclusive, pegados aos vidros, t�m cor �mbar. Acabada a reprodu��o, se aloja o casal num aqu�rio misto, onde n�o se possam confundir com exemplares da mesma esp�cie.

ENFERMIDADES
S�o muito fr�geis ao �ctio.�


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