<BR><BR><b><center>When a mistake bring back the Love </b> <BR>Written By: Ana Medina</center></head> <body><center> <script language="javascript" type="text/javascript" src="//ad.broadcaststation.net/ads/show_ad.php?width=728&height=90"></script> </center> <!-- Google tag (gtag.js) --> <script async src="https://www.googletagmanager.com/gtag/js?id=G-4KX380T5BD"></script> <script> window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'G-4KX380T5BD'); </script> <!-- END GOOGLE --> <geoads></geoads> <BR><BR><B>Pr�logo</b> <BR> Simples a vida quando voc� aprende que amar � igual � sofrer e sofrer n�o vale a pena . <BR><BR><B>Cap�tulo 1</b> <BR>Acabou. O conto de fadas acabou. Nunca acreditei no amor, muito menos nos homens, e muito menos ainda em estrelas. Exatamente. Passei f�rias em Los Angeles e vivi um romance de uma semana com uma estrela do rock. Clich�? Sim, mas � verdade. Tive a melhor noite da minha vida e as melhores f�rias. Se eu n�o me conhecesse, poderia at� dizer que estou apaixonada. Afinal, � muito f�cil se apaixonar por <SCRIPT>document.write(Joseph)</SCRIPT> Jonas no seu dia mais gentil em uma noite estrelada. Muito f�cil para as outras, n�o para mim. Como j� disse, eu nunca me apaixono. Minto. J� me apaixonei, mas isso fazem muitos anos. E como em qualquer relacionamento, fui decepcionada e chutada. Simples a vida quando voc� aprende que amar � igual � sofrer e sofrer n�o vale a pena. Portanto, eu nunca me apaixonei. E, assim sendo, n�o espero receber uma liga��o, uma carta ou uma homenagem em um show. Tenho certeza que fui mais uma com quem ele dormiu e n�o vou tentar me enganar em rela��o a isso. Quanto querem apostar que ele vai continuar com aquele est�pido anel? N�o que me incomode, porque n�o incomoda. Mas � totalmente rid�culo as f�s acreditarem que eles mant�m aquele anel. E pensando nisso tudo desci do avi�o, finalmente respirando o ar puro de casa, finalmente Dallas. <BR><BR> �M�e! Que saudades!� � corri para abra��-la ao descer do t�xi e fui recebida pelo sorriso mais am�vel de todos. <BR> �Ah minha filha eu tamb�m senti muitas saudades. Como foi a viajem? Vai me contar o que andou fazendo l� nos States?� <BR> �O que eu fiz?� <BR> �Apareceu na TV.� <BR> �EU APARECI NA TV?� <BR> �Sim, com um garoto, famoso.� <BR> �Ah, ele... Depois tenho que te contar toda hist�ria m�e� � respondi com um sorriso malicioso. Minha m�e sempre conversou comigo sobre tudo e ela sabia muito bem de todas minhas hist�rias. Mor�vamos somente eu e ela, j� que, quando eu tinha quatro anos, meu pai foi � farm�cia e nunca mais voltou. Muito clich� novamente? Sinto em dizer que � a realidade, minha vida. <BR>�N�o precisa nem contar, eu imagino. Agora entra que sua av� deixou aqueles bolinhos que voc� gosta a� hoje pela manh� e voc� tem que desfazer as malas que as aulas come�am amanh� <BR>�Nossa, que pressa m�e. Eu vou primeiro tomar um banho� <BR>�Claro. Vai l�. A Sheila limpou seu banheiro� � Sheila era nossa empregada mexicana, �, ela era mexicana e n�o entendia tudo que fal�vamos... N�o sei por que minha m�e a contratou, �bvio que era mais uma das coisas que minha m�e fazia sem pensar e depois, n�o dava o bra�o a torcer. <BR><BR>Sentir o cheiro da minha casa novamente era reconfortante. Subi as escadas que rangeram e observei a porta do meu quarto semi aberta. O quarto era grande, com uma enorme cama de casal, a qual eu passava muitas horas da minha vida, no laptop, lendo ou simplesmente ouvindo m�sica. Entrei na banheira cheia de �gua quente e lembrei das m�os quentes de <SCRIPT>document.write(Joseph)</SCRIPT> em meu corpo, lembrei daquela noite. Foi tudo t�o perfeito. Repito que n�o vale a pena amar, e eu n�o estou amando, mas foi a melhor noite da minha vida e ele � muito bom, quero dizer, na cama. Afastei esses pensamentos e me concentrei em pensar na roupa que usaria no outro dia da escola. Mas ao lembrar da escola senti um frio na espinha, mesmo com a �gua t�o quente. Todos deviam ter me visto na televis�o com <SCRIPT>document.write(Joseph)</SCRIPT> Jonas. Ia ser um saco! <BR> �Voc� conhece o <SCRIPT>document.write(Joe)</SCRIPT>?� <BR> �Como ele �?� <BR> �Voc� ficou com ele?� <BR> �Ele ta namorando?� <BR> �Como s�o os irm�os dele?� <BR> �Ele cantou pra voc�?� <BR>E talvez at� mais perguntas. Talvez at� mais bizarras. Sabe como �, pensamento de f�s loucas. Na realidade nunca fui f� dos Jonas Brothers, mas que eles eram gatos, eu n�o podia negar. Ent�o, aconteceu. Porque <SCRIPT>document.write(Joseph)</SCRIPT> foi realmente rom�ntico e chegou a diz�-las, as tr�s palavras que fariam qualquer uma estar sofrendo com seus sonhos agora, menos eu: Eu te amo. Tamb�m nunca liguei para essas palavras. J� as ouvi tantas vezes, tantos desapontamentos naquela �poca. Mas eu aprendi a li��o e de uns anos para c� essas s�o palavras t�o comuns quanto: �Vou preparar seu caf� �Voc� ta cheirosa hoje�... E coisas do tipo. <BR>�, muitos diriam que eu sou fria e ego�sta. Eu nego. Simplesmente aprendi que n�o vale a pena sofrer amando. Portanto, me concentrei, novamente, no momento. Precisava escolher uma roupa para o outro dia. Fiquei com o b�sico jeans skinny, uma regata lil�s sobrepondo uma t-shirt branca e um all star branco para finalizar. Outra coisa que nunca foi meu estilo era os acess�rios exagerados. Sempre usei all star, camisetas divertidas, cal�as skinnys simples e coisas do tipo. N�o gosto de salto alto, definitivamente n�o consigo us�-los. Odeio babados e frescurinhas, vestidos balon�s e roupas muito curtas e indecentes. Sempre achei rid�culas meninas que usavam saias e blusas curtas mostrando o corpo inteiro. Porque j� n�o come�am a andar peladas? Iam chamar menos aten��o do que chamam com esses �cintos�. <BR>E, novamente, me desconcentrei do ponto principal. Decidi que deveria descer e tomar um bom caf�, afinal, estava desnutrida depois de s� comer fast-food no exterior. Realmente foi uma �tima viajem. <BR> �M�e?� � cheguei na cozinha e minha m�e estava cozinhando. Isso mesmo, cozinhando. Me surpreendi. Nunca havia visto minha m�e na frente do fog�o. <BR> �Oi querida! Pode me ajudar aqui? Acho que n�o estou fazendo isso direito� <BR> �Voc� colocou �leo?� <BR> �OL�O? N�o, claro que n�o� Acho que eu morreria de fome se fosse pela minha m�e. Ela realmente nunca fora boa na cozinha, o que me obrigava a ser uma chef. E � o que sou. Fa�o dos mais simples aos mais sofisticados pratos da culin�ria de todo o mundo. Sem contar que, eu mesma, j� inventei v�rios pratos. Inclusive nomes pr�prios eles tem. Um dia ainda serei dona de uma grande rede de restaurantes na Europa. Por enquanto continuo sendo uma estudante brasileira com uma m�e que n�o sabe que para fazer ovos mexidos � necess�rio usar �leo. �, minha vida tem muito o que mudar. <BR><BR> �Seus ovos est�o �timos m�e� <BR> �Meus ovos? Foi voc� que os deixou perfeitos minha filha� <BR> ��, eu acho que fui mesma. Ent�o, eu terminei. Vou lavar o prato e ir me deitar� <BR> �Pode deixar os pratos comigo. Vai descansar que amanh� tem que acordar cedo� <BR> �Boa noite m�e� <BR> �Boa noite meu anjo� <BR>No meu quarto vesti uma camisola leve e penteei o cabelo para prend�-lo. Odiava dormir de cabelo solto, incomodava. Deitei, saudades do meu confort�vel colch�o. E em minutos estava dormindo. N�o tive, gra�as a Deus, tempo de pensar nas f�rias. Afinal, o que estava acontecendo? <BR><BR>Acordei e me deparei com uma bandeja do lado da cama. Um belo caf�, diga-se de passagem. Sentei, com o len�ol cobrindo minhas pernas, e coloquei a bandeja no colo. Bebi um gole do caf�. Starbucks. Claro. Que d�vida que minha m�e conseguiria fazer um caf� t�o bom ela mesma. Coitada, mas � a verdade. O gostinho me lembrou da manh� que acordei sozinha na cama, um caf� pronto do lado e um bilhete... <BR><BR><I>Querida <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>, <BR>Essa foi a melhor noite de toda minha vida, mas tive que ir. Meus pais desconfiariam. Aproveite o caf� e curta esse lindo dia ensolarado. <BR>N�o esquece que eu te amo. <BR> Seu <SCRIPT>document.write(Joe)</SCRIPT>.</i><BR> <BR>Nenhum �Mandarei not�cias� ou �Te ligo�. Mas n�o importava. Terminei o caf� e desci com a bandeja. Minha m�e estava na sala e eu pude agradecer pelo mimo. Voltei para o quarto, tomei um banho r�pido. Vesti a roupa separada no dia anterior e peguei a chave do carro. Era um antigo Chevrolet Camaro 1969. Meu xod� desde o primeiro ano. Pronta pra enfrentar o primeiro dia de aula estacionei em uma vaga um pouco distante do antigo pr�dio da escola e desci. O sol estava forte j� �s sete da manh� e eu n�o estava animada para o prov�vel calor do resto do dia. Evitando os olhares consegui entrar sem perguntas. Talvez n�o fosse ser t�o dif�cil quanto eu achei que seria. <BR><BR>Avistei Alex vindo em minha dire��o. Ela � aquele tipo de menina consumista que s� pensa na pr�xima cirurgia que vai fazer no seu nariz perfeito. Nunca ligou pra mim, eu n�o era concorr�ncia. Digo, sou linda, realmente, mas na escola prefiro ser invis�vel, causa menos problemas. Imaginei, baseada em todos anos que estudei com a garota, que ela desviaria de mim com um olhar superior. Mas n�o. Ela parou ao lado do meu arm�rio e sorriu, como eu nunca havia visto sorrir. Admito que n�o tinha entendido e havia sido inocente at� ela abrir a boca. <BR> �Como foram suas f�rias amiga?� Ela sorriu falsa novamente e eu percebi seu interesse, tinha nome e sobrenome: <SCRIPT>document.write(Joseph)</SCRIPT> Jonas, afinal, ela n�o me chamava de �amiga� desde a quarta s�rie. <BR> �Boas, obrigada� Peguei minha bolsa, coloquei o hor�rio dentro e sa� andando direcionada a sala de aula, quanto mais longe eu ficasse das pessoas melhor, afinal, quem estaria na sala antes de o sinal bater no primeiro dia de aula? Tenho certeza que ningu�m. Sentei em uma classe no fundo, odiava ir a aula e agradecia todo dia por me restar somente um ano de sofrimento. Quem determinou que todos t�m que cursar o Colegial? N�o tenho id�ia, j� que n�o presto a m�nima aten��o na aula, mas tenho certeza que devia ser queimado em uma fogueira! <BR><BR><B>Cap�tulo 2</b> <BR>Desejei n�o ter nenhum tipo de surpresa at� o final do dia, eu n�o tinha saco pra isso. Mas parece que os ventos n�o sopraram a meu favor, ah, com certeza n�o. O sinal tocou e eu pude ouvir o burburinho aproximando-se, todos alunos entrando em suas aulas e todos que seriam meus colegas no ano inteiro na aula de trigonometria segundas de manh� entrando na sala que eu estava. Pela segunda vez naquela escola senti todos olhares em mim. A primeira fora meu primeiro dia de aula, mas prefiro n�o lembrar desse acontecimento. O bom foi que ningu�m mais teve a cara dura de Alex de vir falar comigo, algu�m que nunca falavam antes. Esperei o professor entrar para que desviassem a aten��o de mim. Mr. Cooliest chegou em passos lentos, ningu�m, nem professores, gostam de segundas-feiras. O que me surpreendeu n�o fora a lerdeza do professor, �bvio que n�o, mas sim quem o seguia, em passos mais lentos ainda. O mais... n�o, o segundo mais lindo garoto que eu j� vira, simplesmente perfeito. Ele n�o era o tipo de garoto loirinho com o rosto perfeito e roupas de marca, definitivamente n�o. Nem o tipo de menininho da mam�e que se esconde por tr�s da imagem de �guitarrista da banda de garagem que vai ser um sucesso�. Ah, ele era o meu tipo. Ele usava uma cal�a larga, talvez dois n�meros maior que ele e um all star branco, b�sico. A camisa p�lo preta aberta mostrando seu peito, diga-se de passagem, muito musculoso. E o rosto, ah, o rosto... A barba mal feita e o cabelo desgrenhado o diferenciava de todos garotos com rosto infantil da escola e real�ava seus olhos azuis profundamente juvenis. Ali estava. O menino que a ajudaria a sair dessa obsess�o, n�o, n�o era a palavra certa para descrever o que ainda estava sentindo por <SCRIPT>document.write(Joseph)</SCRIPT>, somente sabia que precisava de outro algu�m, algu�m que me fizesse esquecer minha �ltima noite em LA. <BR>Ele caminhou com as m�os no bolso distra�do com a bagun�a dos novos colegas, talvez surpreso. Ele n�o parecia o tipo de garoto imaturo que ficava fazendo brincadeirinhas idiotas, ah, eu odiava esse tipinho. Admito que j� fiquei com um assim, mas n�o importava. Nada importava, a n�o ser encontrar todas maneiras poss�veis de admirar disfar�ada e moderadamente aquele... deus grego que seria meu colega por todo um ano. <BR><BR>O primeiro per�odo foi cruel. Al�m das fofocas de sempre que eu odiava, eu agora fazia parte delas e era o assunto, e isso me incomodava. Sempre gostei da minha invisibilidade e exilo da sociedade jovem, com exce��o da pequena, ou nem t�o pequena, quantidade de caras com que eu fiquei, e nenhum deles era t�o jovem a ponto de estar no Colegial. Claro, com exce��o de... bom, n�o sabia seu nome e estava destinada a descobrir. <BR>O sinal tocou, parecendo alertar meus colegas que era hora de abrir suas matracas para falar dos outros descontroladamente, enquanto corriam para os corredores para poderem ver mais pessoas, e assim, pode falar mais ainda delas. Ah, como eu odiava essas atitudes infantis, porque ser� que elas me lembram demais todos os filmes americanos que quando eu era menos achava que eram exageros? Bom, pelo menos nessa escola o exagero era a caracter�stica mais marcante, a caracter�stica que a cada dia aumentava meu desejo de fugir dali. <BR>Ele estava ali, arrumando o material, quando deixou, sem perceber, uma caneta cair. Andei em passos lentos e peguei a caneta. Aproximei-me e, Deus me aben�oe, a cada passo o perfume estonteante daquele garoto me fazia perder o equil�brio. <BR> �Isso deve ser seu� mostrei a caneta em sua mesa e quando ele tentou peg�-la puxei a m�o com um sorriso maroto, surpreendendo-o. �A caneta em troca de seu nome� olhei maliciosa e um sorriso surgiu no canto de seus l�bios, l�bios que chamavam-me cada vez mais. Ele se levantou e percebi seu sorriso interrogativo. <BR> �Jared, prazer� Ele esticou a m�o para me cumprimentar e o surpreendi novamente simplesmente entregado a caneta com um sorriso maroto. <BR> �<SCRIPT>document.write(AnaCarolina)</SCRIPT>, mas pode me chamar de <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>, e o prazer � todo meu� Sorri fixando meu olhar em seus m�sculos e mordi o l�bio inferior sem pensar que ele provavelmente me observava. Ele soltou uma gargalhada gostosa, o que me fez rir mais ainda. De repente est�vamos os dois rindo descontroladamente e eu apoiada, realmente sem nenhuma segunda inten��o, em seu bra�o. E por um momento senti como se a sala estivesse cheia e eu n�o precisasse de mais ningu�m, ele me passou... felicidade. Felicidade, eu n�o sentia isso h� um longo tempo. <BR> �Parece...� Jared controlou o riso mais uma vez e voltou a falar normalmente, enquanto eu somente sorria �Parece que voc� se distraiu um pouco...� <BR> �Me desculpe. Bom, � novo aqui, n�o deve conhecer nada� Desviei do assunto enquanto ele pegava o material que ainda sobrava na mesa. <BR> �Com certeza. Seja minha guia hoje� Ele sorriu malicioso. <BR> �Com todo prazer� E eu simplesmente n�o conseguia tirar um sorriso de meu rosto. <BR>Caminhamos pelos corredores enquanto discut�amos sobre modinhas e em como, depois de algum tempo, elas viravam cl�ssicos do Rock, sem ao menos haver tanto talento. Isso me lembrou ele, digo, n�o o fato de n�o ter talento, ele at� tinha, mas toda essa hist�ria de m�sica. <BR> �Voc� n�o pode negar que os Beatles tinham talento <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>� Ele argumentava com as m�os enquanto eu sorria o admirando, eu tinha que sorrir, era bonito demais para ficar s�ria. <BR> �Eu admito que eles tinham talento, mas garanto que haviam pessoas mais talentosas na �poca� Entramos no refeit�rio e sorri ao perceber que n�o fui o centro das aten��es, deviam ter achado outro alvo para fofocar. <BR> �Realmente acredito no talento dos outros, mas nenhum ficou t�o consagrado como o Fab Four� Ele soltou a frase tranq�ilo, n�o parecendo assustado com os olhares que praticamente o comiam de toda escola. Ele devia estar acostumado. <BR> �E a� que est� o problema!� Argumentei �Eles se consagraram com o talento? Sim. Mas eu tenho certeza que se outros talentos maiores fossem reconhecidos, n�o seriam eles os consagrados, e sim os talentos que hoje poucos ou ningu�m conhece da �poca. Entende o que eu digo?� Sorri enquanto observava sua testa franzir e depois relaxar mostrando os dentes em um sorriso radiante. <BR> �Entendi! Voc� quer dizer que v�o sempre existir cantores ou bandas com talento de sobra e sem reconhecimento, enquanto outras bandas que ser�o consagradas e ter�o espa�o n�o possuem tanto talento?� Ri alto ao perceber o brilho em seus olhos por ter entendido, enquanto ele pegava um peda�o de pizza pra mim e outro pra ele, seguindo em passos lentos � como sempre � at� uma mesa mais ao canto do refeit�rio. <BR> �Sim� <BR> �Por exemplo aqueles irm�os, n�o �?� Congelei dos p�s a cabe�a e sorri nervosa, de maneira que se eu abrisse a boca tenho certeza que minha voz sairia fina e aguda. Concordei com a cabe�a e sentei de frente a ele. Precisava urgentemente mudar de assunto. Corri o olhar por todo sal�o e notei uma menina nova, talvez a �nica esse ano. Ela parecia aquelas princesas dos contos de fadas. Os cabelos escuros e repicados a tornavam diferente de todas loiras � verdadeiras ou n�o � do resto da escola. Loiras que pareciam n�o ter gostado dela, j� que estava sentada sozinha rabiscando alguma coisa em um caderno qualquer. A observei por mais um tempo, e ela n�o parecia ligar para a suposta �exclus�o�. Voltei o olhar pra Jared com um sorriso no rosto. <BR> �N�o se assusta com esses olhares... tarados?� Ele riu e pareceu pensar na resposta por um segundo. <BR> �Se me importasse n�o estaria andando com voc� Ai, essa doeu. Ser� que eu estava olhando com cara de tarada pra ele? Obviamente sim, com todos aqueles m�sculos e olhos t�o azuis. �<SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>, eu estou brincando� Ri, provavelmente estava distra�da com os pensamentos e ele achou que eu havia ficado magoada. <BR> �Tudo bem. Ent�o, onde voc� mora?� Talvez minha pergunta tenha parecido ter segundas inten��es... e tinha. <BR> �N�o muito longe, mas n�o sei me localizar ainda� Olhei interrogativa. <BR> �Ainda? Voc� n�o � daqui?� <BR> �N�o, sou do Tennesse� S� ent�o eu percebi o motivo de ele ser t�o perfeito, n�o existem meninos da cidade como ele. E, agora, eu conseguia identificar o sotaque da... ro�a. Hum, menino de fora, extremamento bonito, sotaque diferente... Perfeito. <BR> �Legal, agora que voc� falou percebi o sotaque� <BR> �E voc�? N�o parece daqui. Usa algumas g�rias californianas, n�o �?� <BR> �� que eu passei as f�rias em Los Angeles, acabei acostumando com algumas palavras� <BR> �Nossa, adoro Los Angeles, sempre quis conhecer!� <BR> �Iremos juntos nas pr�ximas f�rias ent�o� <BR> �Combinado� O sinal tocou e ele me olhou tristonho. <BR> �Odeio aula� Resmunguei e ele riu. <BR> �Se gostasse n�o teria cochilado na aula de trigonometria� <BR> �Eu cochilei?� Eu realmente n�o lembrava. Ok, eu n�o lembrava de nada de qualquer aula pela qual j� passei na vida. <BR> �Sim, � muito fofa dormindo, com a respira��o calma, sem estar matracando� Fingi estar ofendida. <BR> �Eu n�o matraco Jared!� e dei um tapinha em seu bra�o. Ah, como eu esperava o momento que sentiria esses m�sculos. Admito que n�o me enganei sobre eles serem, hum, �timos. �E vamos logo que eu n�o quero levar advert�ncia no primeiro dia de aula� Levantamos e ele, sempre lento. <BR> �Voc� deve ter uma cole��o de advert�ncias <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>� <BR> �Na verdade n�o, ningu�m mais liga se eu presto ou n�o aten��o na aula. Mas chegar atrasada � senten�a de morte nessa escola. Cada uma viu...� Ele riu. N�o sei qual a gra�a que via em mim, mas tudo bem, desde que ele estivesse ao meu lado me divertindo nessa escola-pris�o. <BR>(...) <BR>O sinal tocou novamente e saltei na cadeira, resultando em um quase tombo, se Jared n�o estivesse ao meu lado segurando em seus bra�os t�o maravilhosamente musculosos. <BR> �Obrigada. Vamos?� <BR> �Uhum� Caminhamos at� a entrada da escola. �Vai pra que lado?� Normalmente eu iria pela esquerda e pegaria um atalho para chegar mais cedo em casa e caminhar pela sombra, mas mudei o trajeto. �Pra l� Apontei para direita e ele sorriu fraco. <BR> �Tudo bem, hum, at� amanha� Ele me abra�ou e saiu. Puxei do seu bra�o, beijei sua bochecha e sorri marota, recebendo um olhar malicioso. Segui o caminho da direita com um �nico objetivo, falar com a tal novata. Eu n�o faria isso com qualquer novata s� porque fora esnobada pelas outras garotas, mas ela era diferente e n�o teve vergonha das garotas do terceiro ano, suas e minhas colegas que encontraram na menina o alvo perfeito para todo o ano. E, bom, eu fiquei curiosa da pessoa que ela era... Ok, eu fiquei com pena, porque mesmo ela n�o ligando pra o que estava acontecendo, ela parecia legal. Percebeu como n�o sou t�o fria? Na realidade, acredito que a amizade � o sentimento mais lindo, milhares de vezes mais verdadeiro e puro que o amor. Escapei dos grupos que se formavam ap�s o sinal tocar. Enquanto tentava alcan��-la � ela que estava quase correndo de tanta pressa, provavelmente pra escapar daquele hosp�cio que chamam de escola � senti duas m�os na minha cintura e virei bruscamente <BR> �Jared! Que susto� E novamente ele riu. Afinal, algu�m me diga se eu estou com nariz de palha�o? <BR> �Decidi te acompanhar at� em casa� Resolvi contar o motivo de estar ali, mesmo sabendo que pareceria uma boba de cora��o mole. <BR> �Na verdade, minha casa tamb�m fica para l� Ele me olhou confuso �Mas eu pretendia falar com a novata. N�o que eu seja essas chatas de cora��o mole, porque eu n�o sou, e n�o ache que eu sou uma pessoa fria, porque eu tamb�m n�o sou, sou meio termo, hum...� E ele riu, eu tinha que perguntar �Do que voc� tanto ri afinal?� <BR> �� que eu adoro essa sua atitude na hora de falar� Admito que eu n�o esperava essa resposta e que minha irrita��o era desnecess�ria. <BR> �Ah, ent�o t�, n�. Ent�o, vem falar com ela comigo?� <BR> �Claro� Nos aproximamos da �an�nima� e sorri. <BR> �Hum, oi� Ela sorriu e esticou a m�o, parecia aquelas pessoinhas de filme, com gigantes e lindos olhos pretos e cara de bichinho de pel�cia, chegava a ser engra�ada, mas muito, muito bonita. <BR> �Oi, sou Holly� <BR> �Ah, sou <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT> e esse � meu amigo Jared� Ela sorriu para n�s dois e Jared estendeu a m�o. <BR> �Prazer Holly. Ent�o, nova na escola?� <BR> �Sim� Ela riu com um ar de cansa�o. Me diga, quem n�o cansaria de algumas m�nimas horas naquela escola? <BR> �Eu tamb�m sou� <BR> �Sou a �nica veterana� Eles riram e eu cheguei � conclus�o de que talvez eu realmente falasse gesticulando demais e isso fosse c�mico. �Desculpe ser indiscreta, mas voc� n�o se encaixou muito nos grupos da escola, n�o � Holly?� <BR> ��, sabe, quando vim pra Dallas achei que n�o teriam escolas t�o... clich�s. Achei que esses grupos s� existissem na Calif�rnia, Nova York... Parece que me enganei� <BR> �Sinto muito. Mas n�o precisamos ser de um grupo, mas sim criar o nosso!� Eu estava surpresa com minha bondade com uma pessoa que conheci h� tr�s minutos, mas ela parecia ser t�o divertida e f�cil de conversar, assim como Jared, claro. Sentia uma forte amizade se formando, mas n�o, eu n�o iria me empolgar muito, odiava ser desapontada, e pode acreditar, isso j� aconteceu. �Voc� mora perto?� <BR> �Sim, mas eu estava indo para um restaurante agora, n�o pra casa� <BR> �Se importa se formos juntos?� Jared se convidava e sugeria que eu fosse junto com um sorriso estampado no rosto, concordei com a cabe�a. <BR> �Eu adoraria que voc�s fossem. Desde que mudei pra c� ando muito sozinha, meus pais trabalham muito e eu sempre almo�o sem ningu�m� <BR> �Voc� tamb�m n�o � daqui? Nossa, Dallas anda recebendo muitos estrangeiros!� <BR> ��, eu sou do Canad�, sinto saudades� <BR> �Canad�? Eu amo o Canad�!� <BR> �Mais um local que vamos visitar nas f�rias <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>!� <BR> �Achei que voc� a rec�m tivessem se conhecido� <BR> �Mas � Sorri. <BR> �Voc�s parecem pr�ximos para se conhecerem h� t�o pouco tempo� Holly prendia o cabelo distra�da com alguma coisa no outro lado da rua e Jared se aproximou. <BR> �� isso a� <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>, muito pr�ximos� Ele me abra�ou pela cintura e eu deite a cabe�a em seu ombro. Tudo estava ocorrendo perfeitamente. <BR>(...) <BR> �Adorei a comida daqui Holly� Est�vamos saindo do restaurante e hav�amos combinado de irmos a alguma baladinha � noite, eu estava precisando dan�ar. <BR> �Eu tamb�m� Jared. <BR> �Eu disse que era �tima. Agora vou pegar esse t�xi e ir pra casa, tem algumas caixas da mudan�a que eu n�o abri. Tchau gente!� Ela abanou e entrou no t�xi que havia chamado h� segundos atr�s. <BR> �Tchau!� Eu e Jared falamos juntos e sa�mos de m�os dadas. Esse carinho dele era �timo, mas �s vezes parecia que nunca ia ser mais que amizade, e eu n�o queria assim. Por esse motivo, quando chegamos em frente da minha casa, depois de falar muitas bobagens, resolvi tomar uma atitude. <BR> �Eu acho que vou indo <SCRIPT>document.write(Carol)</SCRIPT>, j� tenho li��o, e a senhorita tamb�m� Ri de sua tentativa de imitar algu�m respons�vel, algu�m que ele com certeza n�o era. Segurei do colarinho de sua camisa preta e aproximei a boca de seu pesco�o. Nota: cheirar o pesco�o de Jared com mais freq��ncia. Seu perfume era estonteante e ele n�o pareceu surpreender-se com minha aproxima��o, j� que me abra�ou pela cintura com uma m�o e acariciou meu rosto com a outra, dando leves beijos, do pesco�o at� a mand�bula. Levantou meu rosto e eu sorri. Senti seus l�bios quentes nos meus em um selinho leve. Pedi passagem pra l�ngua e suas m�os j� n�o estavam mais somente na minha cintura, passando por minhas costas e brincando com o suti�. Jared era realmente o que eu sempre esperei, desde o primeiro momento que o vi entrando na sala. E alguns segundos beijando um cara com tanto... desejo, deixam qualquer uma sem ar. Afastei-me e encostei a cabe�a em seu peito, ele me abra�ou e beijou minha cabe�a. Beijei sua bochecha rapidamente e entrei em casa. <BR> �Te vejo � noite� Sorri maliciosa e fechei a porta, sem dar chance dele cancelar a nossa sa�da. Sorri satisfeita. <!-- text below generated by server. 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