01º capítulo: Eu nunca esqueceria aquele olhar
02º capítulo: Trouxe visita?
03º capítulo: Por trás dos disfarces
04º capítulo: O coral
05º capítulo: A fase do primeiro beijo
06º capítulo: I can't explain what is happening
07º capítulo: Mal sabia ele que elas eram a mesma
08º capítulo: Lava-rápido
09º capítulo: Eu nao sei mais o que fazer
10º capítulo: O show
11º capítulo: Amigos
12º capítulo: Assim é a vida... de poucos
13º capítulo: Desde sempre
1º capítulo – Eu nunca esqueceria aquele olhar
Primeiro dia de aula. Eu estava bem vestida, mas não muito enfeitada, afinal, aquilo era uma escola. Usava um vestidinho amarelo acima do joelho, mas não muito curto e uma sapatilha branca com brilhinhos e o meu belo perfeito brilhante cheiroso macio cabelo solto.
Entrava pelos portões da escola nova que não é muito grande, nem muito pequena, com alunos não muito pobres, nem muito ricos. Uma escola de 2º grau bem normal. Eu estava no 3º ano. Quando entrei umas meninas simpáticas me cumprimentaram, vi uns meninos olhando pra mim, afinal eu não era nenhuma Angelina Jolie, mas era uma lindona, gatona, sexy garota com charme.
Olhei para um banco e havia um menino quieto, observando tudo atentamente. Ele usava um moletom escrito “LA”, uma calça jeans, um boné e óculos escuros. Parecia que estava até se escondendo.
Eu fiquei ali parada, o observando ouvir seu IPhone [n/a menino da grana, - q] e quando ele percebe que eu estava o olhando, abaixou um pouco os óculos escuros, acho que para me enxergar melhor.
Eu não podia acreditar no que via. Eu sei que seria impossível ELE estar ali, numa simples escola de 2º grau brasileira, mas eu nunca esqueceria aquele olhar, aqueles olhos estonteantes. Eu estava parada, de boca aberta, com cara de surpresa. Ele, para não chamar atenção, foi colocando os óculos novamente lentamente e mexendo a cabeça de um lado para o outra, tentando impedir que eu paralisasse ali, tivesse um ataque ou desmaiasse. Eu estava pulando histérica por dentro, mas por fora aparentava estar bem. Fui me aproximando do “tal” menino, que eu sabia bem quem era, e me sentei ao seu lado. Ele ficou assustado, mas com certeza, eu era quem estava mais assustada e curiosa ali.
-Se acalme, eu não darei nenhum ataque – falei em inglês, claro.
-Do que você está falando? – Tentou disfarçar, mas seu estranho sotaque o entregava.
-Você sabe muito bem – disse muito nervosa
-Não – ele falava o menos possível e em português
-Agora não tem mais jeito, eu nunca esqueceria esse olhar, mas pode deixar. Eu juro que não vou te atacar e começar a gritar, muito menos te pedir em casamento. – eu continuava falando em inglês, mas dessa vez irônica.
-Ok, ok - começou a falar em inglês. [n/a mas eu vou escrever em português, porque da muito trabalho ficar traduzindo pra quem não entende :x] – Mas então, como se chama?
-. Mas quem me deve explicação aqui é você [n/a fico imaginando essa frase em inglês] Porque está aqui? To boiando...
-Bom, . É como um jogo que eu e meus irmãos...
Não o deixei continuar.
-Espera! Eles estão aqui também? Gosh!
-É, sim...
-Mas então... Como você tá disfarçado eles devem estar também? Certo?
-Sim.
-Deixa eu adivinhar – olhei para os lados a procura de e - Aquele skatista? É o ! E o ? Espera, o nerd? Hehe, eles ficaram engraçados.
-Ou você é muito boa nisso ou nossos disfarces ficaram péssimos. Bom, mas como eu ia dizendo... Eu e meus irmãos queríamos conhecer o Brasil, mas não como os Jonas – essa última palavra ele falou sussurrando – queríamos ser pessoas normais, sem os assédios e tal... No fim do “jogo” faremos os prometidos shows no Brasil. Por enquanto, preciso da sua proteção. Não posso ser reconhecido.
-Por mim, tudo ótimo, com uma condição – disse com um sorriso no canto da boca.
-Qual? – disse receoso. Ele ficava tão fofo assim. [n/a babei litros]
-Hoje, depois da aula, você e seus irmãos vão lá em casa, para eu poder vê-los sem esses disfarces.
-Claro – e me abraçou - obrigado
Nem acredito, Jonas estava me abraçando, confiando em mim, disfarçado no Brasil, eu na escola nova, os três meninos mais perfeitos estudando comigo e com um segredo, só nosso. Era um sonho, eu estava vivendo o sonho, mas não podia compartilhá-lo, jurei pra . Mal esperava pra ver no que iria dar aquilo. E o melhor de tudo, eles, os JONAS BROTHERS iriam em minha casa hoje e eu poderia vê-los sem aqueles disfarces.
-! - chegou correndo e gritando, como sempre.
-Srta. , porque se atrasou? Justo no primeiro dia de aula na escola nova você me deixa mofando?
-Achei que você ia passar lá em casa e fiquei te esperando. Mas parece que você não ficou sozinha - olhou pra e piscou pra mim – não vai me apresentar seu amigo? – ênfase em amigo.
-Sim, claro. Éé... Esse é o... Bem... Ele é o... – Eu não sabia que nome falar.
-Gustavo. Meu nome é Gustavo, prazer .
-O prazer é todo meu. Sabe, você tem um sotaque estranho.
-Meus pais são australianos.
-Ah...
BIII! [n/a bateu pra entrada.]
-Temos que ir pra aula. Tchau... ahn, Gustavo – dei uma risadinha pelo nariz e ele riu também, mas nada que percebesse.
-Tchau meninas!
Eu dei um beijo na bochecha de , eu nem acreditava. Mas eu queria mais que um beijo na bochecha.
Já distante de “Gustavo”.
-Hum, primeiro dia de aula e você já está de papo com um menino...
-Que bobagem! Vamos pra aula!
2º capítulo: Trouxe visita?
Estávamos no Brasil, portanto não era um escola típica americana. E como não era muito grande o 3º ano tinha só duas turmas. Por sorte ficamos todos juntos: eu, , , e . Eu e entramos naquela sala nova com cheiro de tinta fresca, pintada de azul clarinho, o que tornava o ambiente bem agradável.
Logo que sentei ele entrou, mas eu nem tinha pensado em algo. Ele havia voltado para o 3º ano? [n/a se for o Nick ignore] Só para conhecer o Brasil? Ele sentou atrás de mim [n/a eeh, frase perva :)]
-Gustavo, hehe, engraçado.
-Não gostou?
-Não é isso, mas é a mesma coisa que te chamar de
-É, é estranho.
-E como conseguiu entrar nessa escola?
-O diretor é casado com a Tia Sara, a nossa…
-ex-babá. – completei a frase – Eu conheço, mas só de nome.
-Então quer dizer que você é uma Jonasmaníaca?
-Ahn… Não… Quer dizer…
-Chega de papo aí no fundo Sou Amélia, a professora de Ciências. – ainda bem que a tal professora chegou a tempo de eu não precisar responder aquela pergunta. Eu não queria parecer uma fã louca.
-Com licença – chegaram o “skatista” e o “nerd”. – desculpa o atraso professora.
-Desculpados, mas que não se repita.
Eram eles e todo mundo percebeu que eu fiquei babando e ninguém entendeu porque, afinal, eram somente um skatista e um nerd. Um skatista e um nerd para os outros, mas eu sabia que eram Jonas e Jonas. Quem resistiria sem babar?
Eles perceberam eu brisando e olharam preocupados para , que fez sinal para ficarem tranqüilos. As aulas foram tranqüilas. Bateu para o intervalo e eu e fomos para a cantina, mas só pegamos dois refrigerantes. E , e vinham chegando. Quero dizer, Gustavo, Lucas e Diego.
-Oi Gustavo! – dissemos eu e .
-Oi meninas.
-Não vai nos apresentar seus amigos? – disse já se assanhando para o “skatista”, o .
-Sim, claro. Esses são meus irm... amigos Lucas e Diego. Essas são a e a meninos.
-Prazer – disseram em uníssono.
-O prazer é TODO meu – disse os deixando mais preocupados. E fazendo dar uma risadinha da preocupação dos irmãos.
-Então, vocês dois também são novos? – perguntou .
-Sim – Já percebeu que eles falam tudo junto? É a ligação fraterna [n/a mentira, é a preguiça de scriptar]
-Hum... De que escola vocês vieram – aquele monte perguntas da não estavam os deixando a vontade.
-Ahn... – os meninos não conheciam nomes de outras escolas daqui.
-Do Colégio Santo Antônio – respondi por eles.
-Ah, tá. Eu conheço - não era aquela menina que você pode chamar de inteligente ou atenta. Na verdade ela é bem bobinha e fácil de enganar. Por isso sempre que ela quer sair a mãe dela influencia ela a ligar pra mim ir junto, pois confia em mim para cuidar de . E não foi diferente dessa vez, ela não desconfiou de nada. Na verdade, ninguém na escola.
BIII (sinal da escola)
-Vamos para aula.
Após mais duas cansativas aulas de Física e uma de Literatura o sinal da escola tocou novamente. Santo barulho da saída.
-, vou para sua casa? – O que eu diria para ?
-Ah – Afinal, os Jonas iam comigo – Não dá. Eu vou almoçar na casa da minha tia.
Ah, ok. Tchauzinho – e ela saiu saltitando. Tá, essa foi uma cena bem hilária.
já havia ido e muitos alunos também.
Estávamos eu, , e .
-Então, vamos? – perguntei.
-Aonde nós vamos Gustavo? – disse
-Ralaxa ..
-Lucas, meu nome é Lucas – Ele cutucou achando que eu não sabia de nada.
-, a já sabe.
-O que? Mas como? – disse
-Você contou? – disse colocando a mão na cintura [n/a ok, isso ficou gay :/]
-Não, eu descobri sozinha. Eu reconheceria até se vocês se transformassem nas Jonas Sisters.
(RISOS)
-Isso quer dizer que você é uma Jonasmaníaca? – que droga, eles adoravam perguntar isso.
-Ahn... Eu... Ah, vamos logo!
(RISOS) dos meninos, claro.
-Onde nós vamos? – disse meio perdido.
-Pra minha casa, não contou?
-Não, é que ainda não tinha dado tempo. É que a pediu para irmos na casa dela, pra ela nos ver sem esses disfarces. – disse , lindo como sempre.
-É, eu particulamente me prefiro sem esses disfarces - disse tão fofo *-*
-Eu acho que eu também prefiro – disse os olhando.
(RISOS)
-Ah, . Sabe, a gente não entende muito de português -
-Tudo bem, quando não tiver mais ninguém por perto eu vou falar sempre em inglês.
-Ah, mas não. A gente queria pedir para que você falasse em português.-
-Para a gente aprender *-* -
-Vocês que sabem, mas não fiquem constrangidos de perguntar caso não entenda algo.
-Ok, começando agora. Que é “cunstrigidou?
-Se pronuncia CONS-TRAN-GI-DO. Significa envergonhado.
-Obrigado teacher!
É, eu faço o que eu posso. Vamos. – Fomos rindo e falando todo o caminho. Foi o Big Rob [n/a eeeh, divo *-*] que nos buscou em um carrão.
-Uau – disse ao olhar minha casa. Não, eu não era rica, mas meu pai era dono de uma construtora e minha mãe formada em arquitetura. E sim, minha casa era uma mansão. Uma grande mansão branca com uma linda escadaria na entrada e um jardim muito caprichado.
-É, uau! Sua casa é linda - dizia com aquela carinha boba, que eu não resistia.
-Auun *-* - eu disse que eu não resistia.
-oO’ – o três me olharam.
-O que foi gente? – falei tentando disfarçar.
-Porque você fez “Auun” quando o falou “Sua casa é linda” - perguntou irônico.
-Ahn... Você sabe. Não foi por isso – disse abaixando a cabeça envergonhada.
-¬¬’
-Ah, eu nunca consigo mentir meu Deus! Ok, eu fiz isso porque vocês ficam muitos lindos quando fazem essas carinhas de surpresos.
-Eu sei que eu sou irresistível – disse irônico saindo do carro. Eu não respondi, afinal, não era muito boa com as palavras e ainda por cima não tinha como negar que o era irresistível.
Andávamos por meu lindo gramado quando eu parei. Eles não repararam e continuaram andando. Não que eu tenha ficado parada tentando olhar para a bunda deles, porque com aquelas calças mais largas dos disfarces não dava muito, mas eu parei mesmo era para processar tudo aquilo, toda aquela história dos Jonas disfarçados, de eu os recebendo em minha casa. Tudo era estranho demais...
-! -
-! -
Aqueles dois gritando para me tirar do transe dos meus pensamentos loucas não estavam tendo sucesso.
-? Tudo bem? – Mas ele conseguiu me “despertar”. Eu me senti desabando de meus pensamentos ao sentir as mãos grandes, fortes e quentes de em meu braço.
Não, ele não estava me agarrando para me dar um beijão. Ele só estava, inocentemente, tocando meu braço e me tirando de meus pensamentos. Mas para mim era muito mais. Nossos olhares se encontraram.
-Sim, sim. Tudo bem - ele estava pegando na minha mão. E os meninos? Nos olhando assim> oO’ Mas eles não entendiam que ele pegou da minha mão só pra me “despertar”. O estranho aconteceu depois. Seguimos andando, mas não largou da minha mão. Nenhum de nós se atreveu a olhar nos olhos do outro. Ele não largou até chegarmos na porta. e nos olharam interrogativos. Eu larguei a mão de rápido e abri a bolsa para pegar a chave. Ninguém falou nada até uma voz, conhecida por mim, quebrar o silencio.
-Oi maninha! Trouxe visita? – era Guilherme, meu irmão mais velho me abraçando. Eu adorava ele e nós éramos muito amigos.
-Sim, esses são... – eu não sabia se os Jonas se importavam de meu irmão saber da verdade.
- - esticou a mão e cumprimentou Guilherme.
- - repetiu o gesto de .
-E esse é o - falei para Guilerme. Mas acho que me animei muito.
-Maninha, esses não são os nomes dos meninos daquela banda que você adora um monte? Aquela que você tem todos CD’s e um monte pôsteres no quar... – coloquei a mão na boca dele, impedindo que ele falasse.
-Eles são os Jonas Brothers. Mais tarde eu explico o que eles fazem aqui. Agora, eles vão tirar esses disfarces. Os banheiros são no fim do corredor meninos, fiquem a vontade.
-Voce vai me explicar isso, não vai? – meu irmao dizia enquato me abraçava.
-Sim, mais tarde.
Os meninos voltaram.
3º capítulo: Por trás dos disfarces
-Ah, agora eu lembro melhor de vocês nos pôsteres – a verdade? Ele que me contou depois que havia falado isso, porque na hora eu estava estática. Vê-los disfarçados é uma coisa, agora, vê-los como nos shows, na TV, em fotos e em vídeos é diferente. Vê-los com aquelas calças skinnys, camisetas apertadas, com aqueles músculos era totalmente diferente.
-Parece que ela não está te ouvindo Guilherme – disse .
-! !
-, acorda. – dizia Guilherme me chacoalhando [n/a que delicado seu irmao ¬¬’]
-O… o que?
-Voce tava brisando. – disse tentando amenizar a situação.
-Brisando? NÃO. Eu briso, a hipnotiza e paralisa. – ah, eu queria matar meu irmão naquela hora. Fusilei ele com os olhos.
-Então, porque você estava “brisando”, hein? – perguntou fazendo aspas com os dedos.
-Eu... Olha um passarinho voando! – isso não funcionou, porque ninguém olhou mesmo.
-, o que tem demais em um passarinho voando? - perguntou. Meu deus, eu nem sei mais o que responder.
-Ok. Esquece isso. Alguém quer ir no Mc’Donalds? Porque eu não cozinho nem um ovo.
-Boa idéia. Mas nós vamos precisar colocar os disfarces de novo.
-Ah... Claro. Mas andem devagar...
-Porque? oO’ – eles estranharam.
-Porque... O chão escorrega. - finalmente uma desculpa descente
-Tá bom.
E eles realmente fizeram o que eu pedi: andaram BEM devagar. O que eu podia pedir mais. É claro que eu fiquei babando.
-Então era pra isso que você queria que eles andassem devagar?
-Isso o que Guilherme?
-Pra olhar a bunda deles?
-Shiiu! Fala mais baixo. Olha, mudando de assunto. “Brisando? NÃO. Eu briso, a hipnotiza e paralisa.” – falei imitando ele. – Qual é a explicação pra isso que você falou? Hein?
-Ah desculpa, mas você tava engraçada paralisada.
-É, eu devia estar mesmo. Mas olha aqui, você não vai ver com a gente.
-Ah! Porque? Eu estou com fome. – ele fez biquinho.
-Guilherminho, vai almoçar na casa da sua namoradinha vadiazinha.
-Ah, mas a mãe dela não ta em casa. Ela ta colocando mais silicone oO’.
-¬¬’ Não interessa. Você não vai junto.
-Ok, vou dormir e morrer de fome – e finalmente ele subiu as escadas.
-Pronto.
-Ah – escapou de novo. Já deu pra perceber que eu tenho um problema? Eu não controlo minha boca.
-O que foi ?
-Eu? Nada. Imagina...
-Sei ¬¬’
Eu resolvi não abrir a boca e na retrucar.
-Meninos, eu vou lá em cima tirar esse uniforme horrível.
narrando
-Então mano, qual sua explicação? – perguntou, mas eu não sabia o que responder. Eu sabia que se referia a eu e termos andado de mãos dadas, mas eu não queria explicar. Não queria falar o que estava pensando. Eu estava encantado com aquela menina que não segurava a língua dentro da boca e falava tudo que pensava, a menina engraçada e amiga.
-Explicar o que ?
-Você, a , mãos dadas.
-Que bobagem . Eu só estava ajudando ela que tinha ficado estática como, eu percebi, é algo que ela faz várias vezes por dia.
-Ah maninho, você é tão ingênuo – odeio quando o fala isso.
-Porque?
-Você acha que ela fica estática do nada todos os dias?
-Ahn... Sim? – falei óbvio.
-Ela fica estática quando se liga de que está com os JONAS BROTHERS – ele fez uma pose de superman muito tosca.
-Eu acho que não é isso. E ponto.
-Viu? Voe ta gamadinho. Ta até defendendo ela.
-Que besteira. Eu sempre defendo as mulheres de... VOCES – falei com nojo dando um passo pra trás – VOCES as assustam.
-Olha isso ! Ele ta até nos ofendendo pra defender a namoradinha.
-Hum... Quem ta namorando? – era descendo as escadas, o que eu responderia agora? Na verdade, vou deixar a resposta pros meus irmãos e ficar admirando a , que esta linda demais. Aquele vestido justo marca suas curvas que são lindas e os cabelos eram lindos – eu não pude ver porque é obrigado prender o cabelo na escola – e soltos até o meio das costas. O vestido era branco e ela usava uma sandália preta.
-Ahn... Meninos? O está bem? – perguntou a e eu imaginei que estivesse com uma cara boba e babando.
-Eu... Eu estou bem.
-É , agora eu tenho certeza – eu queria matar por ter falado aquilo. E, como se não tivesse falado nada, saiu, junto de .
-Então , vamos?
-Claro – ela colocou o braço no meu. Sim, maravilhosamente gentil e como uma verdadeira dama, entrelaçou seu braço com o meu e saímos assim. O que fez os meninos cochicharem algo que eu não ouvi, mas sabia que era relacionado a nós. Eu não sabia se aquela reação dela era algo normal, algo que ela faria com qualquer amigo. Ou se ela realmente estava interessada em mim, como eu estava nela.
O almoço foi tranqüilo. De vez em quando nossos olhares se encontravam. Eu desviava, ela sorria. Ela realmente era muito simpática e não era essas menininhas envergonhadas que fica vermelha por tudo. Eu acho que estava apaixonado. Meus irmãos também riam de vez em quando da minha cara de bobo.
Autora narrando
O que estava acontecendo? e apaixonados. em duvida sobre os sentimentos de . em dúvida sobre os sentimentos de .
Eles passaram a tarde mais receosa de suas vidas. Os dois em suas respectivas casas e quartos afundados em seus pensamentos, dúvidas e angústias.
estava em um alto estado de felicidade, um que ela nunca havia alcançado na vida. Mas agora ela tinha, e muitos, motivos para alcançá-lo. Ela poderia ser a pessoa mais feliz do mundo, se aquela dúvida não estivesse martelando em sua mente. realmente gostava dela?
E além das dúvidas sobre o que sentia por ele ainda tinha que se preocupar com todas as novidades do país e com manter seu disfarce.
O outro dia na escola foi realmente diferente. Muitos diriam chato, irritante, envergonhador. diria estranho e diferente.
-! – era que vinha correndo com a mochila aberta e folhas e cadernos quase caindo e uma pasta amarela na mão.
-Calma. Respira fundo. O que aconteceu?
-Bom, eu li que para termos mais “pontos” para entrar na universidade [n/a eu sei que o sistema aqui no Brasil não é assim, mas vamos fingir, isso é uma fic ¬¬’] nós precisamos participar de alguma atividade extra-curricular.
-E? – falou ignorando a suposta idéia de de uma atividade extra curricular.
-E que eu pensei em entrar no coral da escola. É uma ótima idéia.
-Você acha que eu sou louca? Eu não sei dançar!
-, é CORAL não AULA DE DANÇA! E a gente precisa desses pontos.
-Tudo bem, tudo bem.
Combinaram de depois da aula ir para o teste. cantava muito bem, ao contrário de que só queria os pontos.
O local do teste era o palco antigo da escola. Muitas histórias sobre o palco, nenhuma que assustasse as meninas. O lugar tinha um cheiro forte de mofo e naftalina.
-Bom dia alunos – era o egocêntrico professor do coral – o teste terá duas etapas a do canto e a da dança - fusilei com os olhos.
-Desculpa, eu não sabia - ela falou tão baixo que eu só entendi pelo perfeito movimento labial.
-Argh – eu já disse que eu sou uma pessoa com um péssimo equilibro? Se não disse, digo agora. Eu NÃO sei dançar. Que droga.
4º capítulo: O coral
-O primeiro teste é de Clarcson [n/a sobrenomes fixos :)] – dizia o professor.
-Me deseje sorte! – dizia animada para sua amiga. estava de braços cruzados com a cara mais irritada que ela conseguia fazer.
-Próóóóxima!
-Acho que é você – falou uma menina sardenta e sorridente sentada ao seu lado.
-Ah – falou com a maior desanimação e levantou vagarosamente.
-Vamos menina, mais rápido – aquele ‘homem’ gritando fez com que ela andasse mais devagar, só para implicar.
-Ok, primeiro faça os movimentos de braços que eu fizer.
-Tá – ela dizia despreocupada, mas por dentro estava muito nervosa, já que não tinha o mínimo equilíbrio e nem vontade de estar ali com “tantas” pessoas a olhando. Ok, não eram muitas.
Ela começou a seguir os movimentos de braços mas também não tinha muita coordenação motora.
-Eu acho melhor chamar a próxima – ela adoraria não ter sido orgulhosa e sair sem cantar, o que ela fazia muito bem, assim poderia dar a desculpa para de que não tinha culpa de não ter sido aceita. Mas ela não admitia aquele professor com aquela cara debochada a dispensando, sem se quer ouvir sua bela voz.
-Mas eu não cantei.
-Você teria que cantar que nem Celine Dion para entrar nesse coral, porque esse movimentos...
-Eu quero cantar.
-Tudo bem, ainda temos tempo. Escolha uma música.
-Ok – ela escolheu “Sorry”.
Broken hearts and last goodbyes
Restless nights but lullabies
Helps make this pain go away
I realize I let you down
Told you that I'd be around
Building up the strength just to say
-Qual a nossa aula agora ?
-É física. – respondeu desanimado com a idéia de enfrentar física.
-Ok, eu não sei pra que lado ir. Vamos por aqui – disse apontando para seu lado esquerdo, que na verdade era o caminho do teatro.
I'm sorry
For breaking all the promises that I wasn't around to keep.
If only..
This time is the last time that I will ever beg you to stay.
But your already on your way.
-Vocês estão ouvindo? - disse parando de repente.
-É, acho que estamos indo pela direção errada - disse.
-Naao . O que o perguntou se você ta ouvindo é que tem alguém cantando Sorry.
-Ah, é verdade. -
-Ai, as vezes eu me pergunto se vim da mesma barriga que vocês. -
-Vamos parar de falar da barriga que viemos e ver quem é essa voz adorável que está cantando a nossa musica maravilhosa -
Os meninos seguiram aquela voz.
Filled with sorrow, filled with pain
Knowing that I am to blame
For leaving your heart out in the rain
And I know your gonna walk away
And leave me with the price to pay
But before you go I wanted to say
Yeah!
E enquanto isso, no teatro o professor egocêntrico se surpreendia cada vez mais com a voz de , que estava animada por, pelo menos, não estar pagando mico. Sua voz era realmente linda.
That I'm sorry
For breaking all the promises that I wasn't around to keep
If only..
This time is the last time that I will ever beg you to stay.
But you're already on your way.
Can't make it alive on my own
But if you have to go, then please girl
Just leave me alone.
Cause I don't want to see you and me going our separate ways.
I'm begging you to stay
If it isn't too late
I'm sorry
For breaking all the promises that I wasn't around to keep.
If only..
This time is the last time that I will ever beg you to stay.
But your already on your way.
But your already on your way...
-Bravo! Bravo! Estão todas dispensadas. Já tomei minha decisão. – o que o professor falou a deixou feliz, por ser reconhecida por sua voz. Mas muito entediada, por pensar que provavelmente ela seria aceita naquele coral chato com aquele professor baixinho e egocêntrico.
Enquanto isso, com os meninos...
-Espera... Parou -
-Tudo bem , era só uma pessoa cantando "Sorry". -
-É mano -
-Vocês não entendem, não está tudo bem.
-Cara, o que houve? Você ta doente? Quer ir à enfermaria?
-Não, eu to dizendo que eu estou apaixonado.
-Eu sabia que você e a tinha química. – isso doeu, porque ele lembrou que gostava muito da , mas ainda pensava na menina com aquela voz aveludada e hipnotizante. Estaria ele apaixonado por duas meninas? Isso era demais.
-Não, eu estou apaixonado pela menina da voz – ele dizia um pouco confuso com a situação.
-Mas você nem conhece ela...
-Eu sei, mas a voz dela me fascinou e... eu vou encontrá-la [n/a i need find you, i gotta find youuuu! ] [n/a detalhe: a historia não vai girar em torno dessa situação dele encontrar a voz, mas vai ter algumas partes parecidas com CP]
-Você que sabe. A única coisa que me interessa agora é ir pra aula pra não nos atrasarmos.
-Ok, vamos.
Enquanto isso, no teatro...
-Ai amiga, acho que ele adorou sua voz.
-Mas a minha dança não. Claro, minha amiga disse que NÃO teria dança. – falava a menina irônica.
-Primeiro, eu não sabia. Segundo, não é dança, são movimentos de braço.
-Tanto faz, você sabe que eu sou péssima em coordenação motora.
-É. Você já derrubou suco no chão da minha casa várias vezes enquanto se servia.
-¬¬’
-Tá bom, calei.
As meninas foram até a aula de física conversando futilidades e fofocando.
5º capítulo: A fase do primeiro beijo
narrando
No caminho para a aula eu nao prestava a mínima atenção na tagarelice de , que devia estar falando sobre roupas. Eu realmente tinha com o que me preocupar. Primeiro, o coral. E se eu fosse aceita? Eu teria que passar o ano inteiro errando aqueles movimentos? Eu teria que passar o ano todo fingindo que estava doente nas quartas e sextas – dias da aula de coral – para poder faltar com uma boa desculpa? Eu tenho certeza que tinham outras maneiras de conseguir pontos para faculdade. E segundo, os Jonas. Eu não havia os visto hoje e eu sabia que tinha a responsabilidade – mesmo que eles nunca tenham dito isso – de “protegê-los” de qualquer menina que pudesse reconhecê-los. A cada passo pelos longos corredores imersa em meus pensamentos a ansiedade aumentava. A ansiedade de encontrar os meninos e poder protegê-los? Não, agora eu não conseguia mais me enganar quando pensava em . Eu estava incondiconal e irrevogavelmente apaixonada por ele. Desde o primeiro dia que o vi meus sonhos aumentavam. Mas eram sonhos de fã, eu sonhava com o dos vídeos, da televisão, das entrevistas. Depois daquele dia, total e completamente inesperado, em que encontrei com os Jonas disfarçados na minha simples escola no Brasil que eu pude sonhar com o verdadeiro . Aquele menino que eu não conseguia mais ficar longe, aquele que poucas e muito sortudas pessoas conhecem. O Jonas que eu realmente amava.
Ao colocar o pé na sala de aula eu pude perceber que não respirava a um bom tempo. Pude relaxar ao ver aqueles três rostinhos lindos sentados no fundo, conversando e rindo, aqueles lindos sorrisos e muito estonteantes da família Jonas.
-Bom dia meninos.
-Oi , que bom que você veio. – eu adorei ouvir aquilo de , mas será que não era só uma frase gentil de um amigo?
-É, onde você estava? – perguntou enquanto já se virava morrendo de curiosidade, como sempre.
-Eu e a estávamos em um tes... – eu ia terminar de contar sobre o teste que fui obrigada a ir do coral. Mas fui interrompida.
-Todos se sentem que hoje teremos uma aula diferente. Sentem em duplas. – infelizmente a não tinha a mesma aula que eu, e eu estava realmente em dúvida com quem sentaria. A dúvida acabou quando e juntaram suas mesas e eu virei o rosto em direção a , que estava com um sorriso convidativo. Ele afastou sua cadeira para o meu lado.
-Se importa?
-Mas claro que não – achei que tinha exagerado na empolgação, mas eu era assim mesmo. Sempre falei demais, minha mãe dizia que eu era um livro aberto
-Hoje teremos um filme sobre a reprodução das plantas – dizia o professor ligando o DVD e se atirando em sua cadeira.
Em poucos minutos já se ouviam roncos dos alunos entediados dormindo e sussurros dos entediados que tagarelam demais.
Eu estava com a sensação de que não agüentaria manter distância de . Ele era muito cheiroso e por um momento eu senti seu cabelo encostar em minha bochecha – estávamos muito pertos – e um arrepio passou por todo meu corpo. Eu, como ele, estava com as mãos na mesa, muito próximos. No único momento que consegui prestar atenção no tal filme, senti grandes e quentes mãos acariciarem as minhas. Eu sabia que eram de . Levantei o olhar, ele estava me olhando. Aquele olhar Jonas, aquele que eu reconheci no primeiro dia de aula.
-Olhando nos seus olhos fica muito mais fácil lembrar do... Você sabe, seu verdadeiro “eu” – eu me atrapalhei nas palavras ao lembrar que não podia citar o nome Jonas, pra não alertar as outras meninas. O que seria uma frase romântica saiu mais uma de minhas frases atrapalhadas.
-Eu sou sempre o meu verdadeiro “eu”, só que sem as calças skinny e os all star’s.
-É, eu sei. É bom saber que você é o mesmo, o mesmo - sussurrei – de sempre.
-ALELUIA – sim, as luzes acenderam e todos acordaram meio assustados quando o filme acabou. Bem no nosso momento [n/a aah, momentos ternurinhas me enjoam. Vou ali no cantinho vomitar :/] aquele menino tinha que gritar. soltou rápido minha mão e pegamos nosso material, saindo para a próxima aula junto de e .
-Então meninos, sobre o que era o filme? – perguntei irônica
-E você acha que a gente sabe. Ficamos jogando o Jogo da Forca o filme inteiro.
-Sushaushau, vocês não conseguem ser mais crianções... - se matava de rir dos seus irmão, também, podera né?
You’re hot then you’re cold...
-Droga , porque você colocou esse toque no meu telefone?
-Shiiu! Eu sou o Diego, lembra? – dizia gesticulando com as mãos.
-Ok, ok. Alô?... Oh, hey mom!... Yes... What?... What hapenned? He’s alright?... Ok, ok. We can do it... Bye, i Love you.
-Owwn, que lindindo “I Love You” – disse imitando no celular
-Ahaha. Eu amo minha mãezinha ok? E se você não se importa hoje eu vou almoçar com você. Eu, e .
-Que isso mano. Que falta de educação! - dava uma batidinha na cabeça de .
-O que foi? A mamãe que pediu. O Frankie teve que ir no médico por causa daquela tosse que ele estava e ela não teve tempo de preparar o almoço. Pode ser ?
-Mas é claro. Ebaa! EuvoualmoçarcomosJonasgostosões!
-Acha que não entendemos só porque você falou rápido? ¬¬’? – eu já tinha percebido que o mico foi dos grandes e desisti de desviar do assunto, já que eu nunca conseguia.
-É, eu achava. Mas já que entenderam, fazer o que... Eu não tenho o que negar.
-Aeae, somos gostosões – eu ria enquanto cantava e dançava ridícula e fofamente.
-Chega agora. Mas tem uma condição.
-Ai ai ai, aí vem as condições!! – dizia levantando os braços ao ar.
-Peraí, qual foi minha última condição? oO’ – eu não lembrava
-Nos ver sem os disfarces.
-E lá isso é condição ruim? Eu quero que vocês almocem sem os disfarces, também tenho que tirar vantagens.
-Ela tem razão , nós devemos aceitar as condições da nossa protetora. - sempre me defendendo.
-Isso mesmo . E entao meninos? Sem disfarces no almoço?
-Mas claro, afinal, eu odeio essas roupas.
Logo o Big Rob estacionou um carrão na esquina da escola e nós pulamos para dentro. Ficamos na ordem: , eu, e .
No caminho conversávamos bobagens e eles me fascinavam com histórias dos bastidores de Camp Rock e como havia sido ficar um tempo na Canadá, que era lindo. O carro parou de repente e eu não senti nada só duas mãos fortes na minha cintura me impedindo de saltar no vidro do carro.
Gemi. Não de dor, de susto e de medo do que senti, como se eu tivesse morrido por um instante, por um milésimo de segundo. Mas ele estava lá, ele salvou minha vida. Foi isso que eu pensei.
-, você está bem?
Eu senti meu corpo fraco, aquela sensação de morte me cansou. Eu não desmaiei, mas deitei a cabeça no peito de e me aconcheguei. Ele passou as mãos pelas minhas costas e eu ainda estava com os olhos fechados. Talvez fosse medo de pensar que eu podia estar morta, ou que eu estar ali, abraçada com Jonas fosse tudo um sonho.
-? Será que ela desmaiou?
-Não – minha voz saiu tão baixa que não sei se eles me ouviram.
-Tudo bem. Você se machucou? – eles ouviram. Mas eu estava tão cansada pra responder que as palavras saíram lentamente e muito baixas.
-Eu... só... fiquei com... medo...
-Tudo bem, eu estou com você. desce para comprar uma água pra ela.
-Não... Precisa... – levantei vagarosamente para que eles acreditassem que eu não precisava de tudo aquilo.
-Tá melhor? - sustentava meu olhar. Eu ao tive certeza porque eu não consegui responder: pelo choque do quase-acidente ou pelo olhar profundo de .
-? - e já estavam preocupados. parecia entender porque eu estava daquela maneira.
-Tudo bem – falei confusa abaixando a cabeça, não envergonhada, confusa.
-Ela está bem gente, vamos. – Big Rob continuou dirigindo. O que fizemos no caminho de volta? Não sei. Eu estava absorta na situação: quando pararam de falar no quase-acidente e eu já havia me “desabraçado” de . Nos sentamos como antes, e ele, o meu príncipe, aquele que estava me fazendo viver um conto de fadas, segurou a minha mão. Sua mão quente aconchegava e aquecia a minha gelada pelo susto do quase-acidente. Me passava proteção. Instintivamente, sem se quer pensar no que estava fazendo, deitei a cabeça em seu ombro. Percebi a troca de olhares maliciosos entre e . E ? Passou as mãos nas minhas costas. Eu fechei os olhos. Ficamos assim até chegarmos a minha casa. Soltei-me levemente de seus braços. Nossos olhares se encontraram. Ficamos nos olhando com profundidade por longos e maravillhosos oito segundos, até alguém gritar do lado de fora do carro.
-Não vão descer? – era . Ele e já haviam saído do carro e Big Rob também.
-, eu… - ele colocou a mão na minha boca me impedindo de continuar minhas explicações atrapalhadas.
-Tudo bem – como em um sonho senti seus lábios nos meus. Uma sensação de conforto e proteção me cobriu por inteira. Eu estava beijando Jonas, mas além disso, ele realmente parecia gostar de mim. Não era um beijo como os que eu recebera toda minha vida: beijos sem carinho, só agarração mesmo. Ele me passava a sensação de que eu entrara no paraíso e que nada poderia me tirar de lá. Bom, mas pôde. E esse alguém foi? Jonas. Com mais um grito que me fez pular. Rimos juntos do susto que levamos. Saí do carro, e realmente, pela primeira vez, estava envergonhada por causa de um menino. Eu nunca fui assim. Sempre fui independente e acho chatas as meninas que ficam cheias de vergonhas e dendequices [n/a conhecem essa palavra? É assim que escreve? Aff] Catei minha chave na bolsa grande e cheia de coisas e entrei em casa. Adivinha? Meu irmao estava cozinhando. Foi o que eu achei ao menos.
-Guilherme? Você que ta aí?
-Oi maninha! Oi Jonas-paixões-da-minha-maninha!
-suaushua, oi – eles diziam, enquanto eu lançava um olhar enfurecido para meu irmão, que se acovardou.
-Ok maninha. – disse passando a mão em meu cabelo – Você trouxe eles pro almoço?
-Sim, porque? – falei irritada tirando sua mão com cheiro de pizza do meu cabelo cheiroso com cheiro de morango. [n/a nem se achou :/ eu mando aqui, então te aquieta se não eu te faço morrer atropelada, brimks :*]
-Melhor assim. Porque eu pedi quatro pizzas.
-QUATRO? Você ia comer tudo isso sozinho?
-Na verdade, não. Mas como meus amigos resolveram não vir hoje almoçar aqui e eu já tinha pedido mesmo, resolvi arriscar.
-, seu irmão é muito legal.
-Eu não acho isso não. Ele irrita com o tempo...
(RISOS)
O almoço foi ótimo, para todos os outros. Eu não conseguia deixar de estar nervosa e meu olhar só se encontrou com o de por um momento, já que eu não me atrevia a levantar o olhar. Guilherme estranhou o silêncio repentino meu e de . e nao sabiam do beijo, mas do clima, sim.
-Então maninha, como foi na escola?
-Ótimo! – Eu, novamente, me animei demais. deu uma risadinha. Gulherme lançou um olhar desconfiado para mim, que eu ignorei.
narrando
Eu nao podia acreditar no que estava acontecendo: Eu estava apaixonado por duas meninas ao mesmo tempo. Havia beijado uma. Estava encantado com a voz da outra. Estudava e era “protegido” por uma. Nem conhecia a outra. Era uma grande indecisão, e por essa situação, não relaxei por todo o almoço, nem um momento.
-Bom meninos, eu vou lá em cima tirar esse uniforme horroroso – ela subiu, como sempre estabanada, o que, ao meu olhar, era gracioso.
E agora sim eu estava pasmo. Eu não pude deixar de paralisar quando desceu as escadas...
6º capítulo: I can’t explain what is happening
Ela estava radiantemente linda. Sim, como sempre. Mas ela parecia uma princesa descendo aquelas escadas. [n/a assim: http://vhudgens.com.br/galeria/displayimage.php?album=747&pos=4] A beleza dela realmente me paralisava. Eu pensava: Como posso me apaixonar por outro alguém? Como pode existir uma outra? Eu estava indeciso e completamente apaixonado... pelas duas.
narrando
Eu realmente me senti um pedaço de carne quando desci as escadas [n/a eu ri escrevendo isso :D] Todos os homens da sala babaram, inclusive meu irmao.
-oO’ oi? – falei
Eu percebi que a babação continuava. Mas o que foi? Eu estava simples, até.
-Olha Guilherme, eles podem babar. Mas você? NÃO. Você é meu irmão. – falei irritada.
-Babar? Que isso maninha, eu só estava admirando a sua beleza.
-Owwn. Brigada – desci as escadas e apertei as bochechas dele. – Então... Ahn, meninos?
-Sim? – disseram juntos. Menos , que ainda estava paralisado. Eu não queria olhar pra ele, estava envergonhada.
-O...Olha, eu tenho que ir – dizia saindo do transe.
-Nós também, vamos chamar o Big Rob – falou já puxando .
-Não, eu vou caminhando. Preciso... Caminhar. Vocês vão de carro.
-Ok. - e saíram pela porta acenando e agradecendo o almoço.
-Então , eu te levo na porta. Guilherme,vai tomar um banho menino. – falei com um tom autoritário, esperando que ele nos deixasse a sós.
-Você não manda em... – o fuzilei com os olhos – Tá bom, você ta certa – e ele subiu as escadas.
-Então , eu… Eu não quero estragar nossa amizade.
-Não estragou – sussurrei em seu ouvido e ele passou a mão lentamente em meu rosto. Encostando os lábios no meu pescoço, subindo vagarosamente até minha boca, com pequenos beijos. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Um Jonas me beijando, gostando de mim.
-, eu não sei se devo – falava em meio aos nossos beijos.
-Tudo bem... – falava ofegante – Você... deve ir.
-Te... vejo amanhã – nossa, que beijo. Agora eu posso afirmar: Jonas beija MUITO bem. Subi as escadas e fui tomar um banho para relaxar.
-Maninha, acha que eu não percebi? – falava Guilherme irônico.
-Percebeu o que Guilherme?
-O climinha entre você e o .
-Do que você está falando seu idiota?
-Ah maninha, eu não sou bobo. Primeiro, os dois em silencio no almoço trocando olhares e depois você e ele arranjando uma maneira de ficarem sozinhos – ele sorriu maliciosamente
-Tá bom... Mas eu nem sei explicar o que está acontecendo.
-Como assim? Não sabe?
-É, quando a gente tava no carro ele me beijou e aqui na sala também. – falei confusa, não envergonhada. Eu nunca tive vergonha do meu irmão.
-E você não sabe o que está acontecendo? – ele me olhou como se eu fosse uma criancinha inocente – vocês estão ficando – dizia em um tom óbvio que me fazia, realmente, parecer uma criancinha inocente.
-Não sei... Ele é Jonas!
-Grande coisa! Ele é um HU-MA-NO – ele falava como se eu fosse uma debiomental, ou algo do tipo – E você também. Se ele confiou em você, é porque gosta de você. Gostou desde o primeiro dia. Você não entende?
-É, falando assim, fica mais claro. Mas e se ele só estiver brincando com meus sentimentos? Toda vez que ele me beija ele parece se sentir culpado.
-Bom, talvez ele esteja com medo. Como você.
-É, talvez. – saí e fui tomar um banho na minha BANHEIRA GIGANTE DE MÁRMORE INDIANO [n/a aeae Tami, TA TD DOMINADU. Eu disse que eu ia falar na banheira :D]
Autora narrando
Mesmo tendo ido a pé, chegou antes de seus irmãos, que saíram as compras. E ao chegar em casa subiu para o seu quarto e lá se trancou. Realmente tinha o que pensar. Ele estava ficando com e apaixonado por ela e apaixonado por outra menina. Ele tinha que se controlar, se não ia sentir a sensação de traição. Ele não gostaria que alguém fizesse isso com ele e não faria com .
ligou pra depois do banho para que passassem um dia vendo a Maratona Gossip Girl [n/a o que foi? Eu gosto, ok?]
Em poucos minutos já estava na casa de .
-? Onde você está? – dizia a amiga entrando na casa. Ela tinha a chave.
-Aqui na cozinha. Vem cá!
-O que você faz cozinhando? Não me chamou pra ver filme? – dizia irritada.
-Ah, é bom te ver também – dizia irônica – Olha, eu estou fazendo cobertura de bolo.
-Eba! Tem bolo! – dizia pulando de um lado para o outro.
-Isso mesmo! E também tem torta de morango, cookies com gotas de chocolate ao leite, sucos de vários sabores NATURAIS e, pra mais tarde, sorvete de dois sabores, que fui eu que fiz também. Ta uma delícia - falava tudo aquilo sorrindo e surpreendendo .
-Desembucha. – disse , rapidamente.
-O que?
-Quando você cozinha ou está muito feliz ou muito depressiva. Mas pelo seu sorriso, imagino que seja felicidade. O que aconteceu? – dizia com um sorriso de orelha a orelha.
-Vem cá - puxou a amiga e sentaram em um sofá na sala [n/a não, sofá no banheiro :/] – Promete não contar?
-Prometo – Mesmo sendo a melhor amiga de aquela promessa não era grande coisa. E já devia saber que não controla sua boca, ainda mais quando tem uma fofoca guardada. Parece que havia esquecido.
-Bom ... De acordo com o Guilherme, meu irmão-super-experiente-em-relacionamentos - riu, na verdade ela sempre teve uma quedinha por Guilherme – eu estou ficando com o Gustavo [n/a não esqueça que sua amiga ainda não sabe sobre os Jonas e esse é o nome falso do seu Jonas 1 :)]
-Ahn... Legal – o comentário de não animou nem um pouco.
-“Legal”? Você só acha legal? Vou repetir: Eu estou ficando com o Gustavo.
-Eu não sou surda. Só acho que você merece melhor – agora sim entendia. não via Jonas. Ela via um menino sem graça australiano com um sotaque estranho. entendeu e não discutiu mais sobre o assunto com . Passaram uma tarde muito divertida rindo de suas próprias piadas e babando pelos gatos de Gossip Girl [n/a eu pelo menos acho eles lindos *-*]
acabou dormindo na casa de . Se é que podemos dizer dormir, porque ela conversaram até as quatro da manhã. No outro dia, mesmo não tendo dormido muito, estavam lindas. Era o único dia da semana que não precisavam usar uniforme, o que deixava a escola parecendo uma passarela. Todos se arrumavam como estrelas de cinema e elas não deixavam por menos. estava com um vestido curto de mangas cumpridas listrado preto com branco e uma sapatilha bordô e com um vestido até o joelho rodado rosa Pink, uma jaquetinha de couro preta e uma sandália preta [n/a assim http://selenagomez.com.br/galeria/displayimage.php?album=191&pos=19] Estavam deslumbrantes.
-AAAAh – foi o que gritaram ao se verem no espelho. Uma adorou o vestido da outra e o seu próprio vestido. Sabiam que, nessa sexta-feira seriam umas das mais bem vestidas.
pegou seu carro na garagem que ela havia ganhado no aniversário de 15 anos e foram pra escola [n/a esse carro http://www.meupapeldeparedegratis.com.br/vehicles/pages/ford-mustang.asp ] Era um lindo Ford Mustang, antigo mas em um estado perfeito. Afinal, sempre gostou de carros antigos.
Ao chegar na escola estacionaram o carro, que chamava muita atenção. Ao descer do carro chamaram atenção de todos os homens da escola. Elas realmente estavam lindas. Todos ficaram fascinados e praticamente as comiam com os olhos. Elas sorriram uma para outra vitoriosas. Elas gostavam de se arrumarem e serem recompensadas com olhares atraídos.
-Entende agora o que eu digo? – dizia sorrindo para todos que passavam.
-O que você diz? - perguntava confusa.
-Que todos os caras te querem e todos ficariam com você, mas você resolveu, justamente, ficar com o Gustavo? Ele não é feio, mas... Tem o Gabriel e o Lucas que te adoram... E todos os outros do futebol. O capitão do time de vôlei. Você pode o que quiser e fica com... ele – dizia apontando para sentado em um banco com seus irmãos.
-Se você conhecesse o verdadeiro Gustavo, não falaria isso dele. E, mesmo sem conhecer, ele é uma pessoa ótima.
-O verdadeiro Gustavo? Do que você ta falando?
-Nada, eu já falei demais.
-Ah, vai, conta.
-Não... Eu prometi.
-Então é assim?
-Assim como? – dizia confusa, mas triste por estar mentindo.
-Você tem segredinhos? Com outros? Segredos que eu não sei?
-Não é bem assim.
-Entao o que é? - tentava entender a amiga, mas a idéia de que ela a escondia algo estava a deixando muito brava.
-Eu não posso contar.
-Acho melhor eu ir. Se junta com o seu ficantezinho e fiquem de segredinhos, porque eu tenho mais o que fazer - deixou no meio do corredor, sem ação. Ela não queria ter brigado com a amiga.
7º capítulo: Mal sabia ele que elas eram a mesma
-Ahn... oi - era cumprimentando com um rápido selinho.
-Olá... – dizia a menina acariciando o cabelo de .
-Ahá! Eu disse! - pulou no meio dos dois gritando e assustando o casal.
-Ai Lucas, o que você sabia? - falava segurando no braço de , com medo dos ataques de .
-É, pra que essa gritaria?
-Eu sabia que vocês combinavam!
-É, acho que sim... - falou em meio a um beijo e muito feliz, afinal, era Jonas e ela gostava muito dele.
-Tudo bem que vocês combinam, mas isso não significa que eu vou ficar segurando vela, ok?
-Ah, ta bom. A gente manera, né Gustavo?
-É, vou tentar – dizia com uma carinha de bebê chorão
-Owwn, que droga. Vocês têm que parar de fazer essas carinha choronas.
-Agora você só pode olhar pra minha carinha chorona e não pra dos meus irm... amigos.
-Tá, prometo! – e deu mais um selinho em .
, que via tudo, percebeu que sua amiga realmente gostava do “Gustavo” e estava arrependida por tê-la julgado, mesmo ainda estando braba por sua amiga tê-la negado contar um segredo.
-, vamos pra aula? Já está na hora.
-Claro – ela estava dividida. Mesmo estando muito feliz por estar com um sonho realizado, ficando com seu maior ídolo ela também estava triste por ter brigado com sua melhor amiga. A idéia de contar a verdade passava por sua cabeça, mas nada que ela aceitasse completamente. E, além de tudo, hoje era o mais ansioso dia de sua vida: sairia a lista de aprovados no Coral da escola. Ela esperou toda semana para que não fosse aceita ao “Coral Alecrins”.
Ao chegar no teatro da escola foi recebia com um alegre cumprimento do professor, o que a deixou receosa. O cumprimento parecia uma comemoração... Teria sido aceita? No momento aquilo não preocupava. O que a intrigava no momento era Júlia vindo sentar-se ao seu lado.
-Ansiosa?
-Ahn... Sim - falava, não entendendo o porque de estar falando com ela.
-Eu também
-Olha, não que eu não queira, mas porque você está falando comigo? Você não está braba?
-Eu estava. Mas eu vi que estava errada. Se você tem um segredo, eu tenho que respeitar.
-Ah, que bom que você entendeu! - abraçou a amiga , mas foram interrompidas por um barulho ensurdecedor do microfone.
-Testando, 1,2,3. Boa tarde alunos. Estamos aqui para anunciar os participantes do Coral desse ano. Eles são... – vários nomes foram falados – e a nossa cantora principal:
!
-Droga. - murmurou, levantou, deu uma acenadinha e se sentou novamente.
-Querida, não sente. Venha cá – o professor falava como se ela fosse uma criancinha.
-Ah, droga de novo – falou. Ao menos não conhecia ninguém que estava naquele teatro. – Sim? – perguntou baixinho ao chegar no professor.
-Agora, Browning nos cantará uma canção chamada… - ele falou esperando a minha resposta para poder anunciar.
-Don’t Forget – sussurrei.
-Don’t Forget! Venha aqui. – ele passou o microfone para , que entregou a melodia para o pessoal que tocava. Era a única que ela tinha na bolsa. E Sorry. [n/a entendeu? Ela tinha só essa duas melodias escritas para os outros tocarem, na bolsa. Sorry ela cantou no teste e agora vai cantar Don’t forget :D]
Did you forget
that I was even alive?
did you forget
everything we ever had?
did you forget
did you forget
about me?
-Que droga, parem de encher – falava irritado com os irmãos, que estavam discutindo sobre bobagens. – Espera! – gritou sinalizando com as mãos para os irmãos pararem de falar.
-Que foi? – perguntaram brabos por o irmão ter os interrompido no meio de uma discussão tão animada.
-A voz. De novo.
-Esquece isso mano. Você ta ficando com a .
-Tudo bem, eu sei. Mas vou seguir a voz.
-Pra que?
-Curiosidade – não era curiosidade, e sabia disso. Ele ainda estava apaixonado pelas duas [n/a aff, duas...] Ele começou a seguir a voz, que o levava para o teatro. Dessa vez, os irmãos não o seguiram, continuaram com seu lanche e discussão sobre a diferença de leite com chocolate esquentado no microondas e chocolate quente.
ouviu toda música, mas não encontrou, novamente. Estaria ele ouvindo coisas? Não. Seus irmãos também ouviam. Ele estava morrendo de saudades do beijo de e muito curioso para conhecer a menina da voz. Mal sabia ele que elas eram a mesma.
8º capítulo: Lava-rápido
-Bravo! Bravo! – gritava o professor após a apresentação de , que realmente havia sido ótima.
-Obrigada - agradeceu.
-Antes de liberá-los gostaria de avisar que no sábado os alunos do Coral farão um lava - rápido no estacionamento do shopping para arrecadar dinheiro para o show de talentos.
-Legal. Agora, além de dançar, vamos ter que trabalhar... - falou irônica e chamou para ir embora, não agüentava mais aquele teatro abafado com cheiro de naftalina.
-Parabéns amiga, você vai ser a cantora principal!
-Ah, eu sei. Mas eu não acho que isso mereça um parabéns e sim um “sinto muito” [n/a eu ri, ok, talvez não tenha tanta graça, mas eu to feliz :D]
-Ah, não reclama. Vamos agora, temos aula de literatura.
-Ok. - um pouco animada demais.
-Porque toda essa animação, hein? - perguntava rindo.
-Ah, você sabe... O Gustavo... e eu. Ah, eu to tão feliz – ela estava realmente feliz. Mas sabia que nunca foi de ficar com meninos comuns, como Gustavo e ela estava desconfiada. Porque a amiga havia mudado? Assim, do nada. Era estranho e ela ia descobrir por que.
-Olá – dizia sentando ao lado dos meninos, junto de .
-Oi – “Gustavo” deu um selinho em , o que causou uns “uuu” dos colegas mais atrevidinhos, ela não ligou. Ele? Bom, ele estava preocupado com a idéia de ainda estar apaixonado por duas meninas.
-Hm, , como foi no coral?
-Ah, você nem imagina! Fui aceita – falou desanimada.
-Ahn, sinto muito. Então, já sabe o lava-rápido?
-Seria impossível não saber. Aquele professor grita mais que... mais que... mais que sei lá o que.
-Ah, eu conheço esse bicho “sei lá o que”
-Ahn, muito engraçadinho... E você? Como soube do lava-rápido?
-Ah, tenho minhas fontes... – falou sério, mas rindo por dentro.
-Sério, como soube?
-Seu professor colocou um anúncio no Quadro de “Assissos”.
-“Assissos”? Que é isso?
-Tipo, aquilo que coloca os bilhetinhos...
-Não é “Assissos” amor, é “Avisos”.
-Ah ta.
-SHAUSHAUSHAUH :D
-Do que você está rindo? – disse cruzando os braços.
-“Assisso”. É engraçado.
-Ahn não ri – dizia fazendo biquinho e ele bem sabia que não resistia.
-Owwn, ta bom. O que eu posso fazer pra que você me perdoe – dizia pensativa
-Eu já sei - falou pegando na cintura de e lhe dando um beijão [n/a não descrevo beiijos, ok, bjs :*]
-Nossa – dizia a menina sem fôlego – vou começar a rir mais de você...
-É, pensando bem, é bom. Mas voltando ao assunto do lava-rápido. Seu professor se importa se eu for?
-O que? Você quer trabalhar num pleno sábado em baixo de um sol de matar?
-Bem... Sim. Desde que esteja com você.
-Owwn. Droga, porque você faz isso comigo meu Deus! – falava jogando os braços para o ar. – Tudo bem, eu também quero estar com você. Me busca às 14:00?
-Claro. :D
-Amiga – disse se intrometendo na conversa dos dois
-O que ?
-O professor, ta chegando. Se... “dessagarrem” – eles obedeceram , o professor odiava que ficassem agarrados na escola.
-Bom dia alunos. Hoje vamos falar sobre a base de uma narração... – depois de uma aula extremamente chata e cansativa, a matéria que os alunos mais gostavam: Informática. O bom da matéria era que a professora estava hospitalizada e eles tinham os computadores livres até a professora melhorar.
-, vamos sentar em dupla? – perguntava animada.
-Claro. Gustavo, chama o Lucas e o Diego para sentarem aqui perto. – falei, afinal, eles eram muito engraçados e cheiravam muito bem [n/a que inveja de voce :(]
-Amiga, olha aqui no JonasBrasil – olhei para e ele deu uma risadinha.
-Que foi Gustavo? Nunca ouviu falar nos Jonas Brothers? Ou ouviu e não gosta deles? Pois saiba que eles são ótimas pessoas, e eu gosto muito deles, e quando eu for pros EUA eu vou conhecer o e... – coloquei a mão na boca de enquanto os meninos controlavam o riso.
-Melhor parar aqui, eles não precisam saber dos seus planos pro futuro, não é? E outra coisa, tenho certeza que o Gustavo riu por outro motivo, não por você ter falado no JonasBrasil.
-É, deve ser – disse com desprezo, ela realmente não imaginava sobre os Jonas. Mas uma certa desconfiança nasceu. Na verdade desde que começou a namorar um menino não-popular, o que era raro. Ela continuou no Jonasbrasil.com [n/a aeae, propaganda :D]
-Olha aqui, diz que os Jonas cancelaram a Turnê de Inverno.
-Pois é, o que será que aconteceu... – falou Lucas, recebendo olhares repreensivos de “Gustavo” e “Diego”.
-, eu já vou indo. Como esse é o último período e não tem professores eu já vou pra casa. Guilherme deve ter pedido umas pizzas – olhei para os meninos os “convidando” com minha indireta – e nós vamos ter uns amigos de convidados. Espero que eles vão – eles afirmaram com a cabeça sem que percebesse. Como já foi dito, ela era meio lerdinha.
-Tchau , a gente se vê – gritou quando já estava saindo e a menina deu uma piscadinha. Ela respondeu com um sorriso.
narrando [n/a cara, quanto tempo que tu nao narra aqui :/]
-Oi maninho preferido – pulei no colo de meu irmão.
-Preferido? Mas eu sou o único – ele realmente gostava de debochar de mim, mas eu não ligava.
-Vou ignorar isso. Então, pediu bastante pizza?
-Sim, e nem vou perguntar por que você perguntou isso. Você convidou seu namoradinho e os irmãos dele né?
-Olha, ele não é meu namorado. Mas, sim, eu convidei o , o e o .
-Sorte sua, eu pedi pizza, de vários sabores – disse meu irmão fazendo uma dancinha ridícula.
-Tá bom, ta bom, eu vou me trocar e você NÃO vai mais fazer essa dancinha ridícula.
Em poucos minutos os meninos chegaram e, é claro, o me cumprimentou com um selinho, o que fez meu irmão dar uma risadinha.
-Você ta linda - meu olhou dos pés a cabeça. Eu estava com um vestidinho básico mas o realmente gostou. Na verdade ele gosta de tudo que eu visto. Eu estava apaixonada e ansiosa, esperando que ele me pedisse em namoro, mas, será que daria certo? Afinal daqui a meses ele iria embora para sua vida de popstar e eu continuaria com minha simples vida de brasileira [n/a não reclama :/]
Passamos mais um divertido dia, comendo pizza, sorvete e etc... Às 21:30 os meninos já tinham ido pra casa e eu e meu irmão estávamos vendo televisão.
-E o maninha?
-Se você que saber se acertou quando disse que estávamos ficando, eu digo, acertou.
-Eu disse que eu estou sempre certo. Mas, sério, que bom maninha. E ele vai te pedir em namoro?
-Como é que você quer que eu saiba isso?
-Verdade. Mas, mudo a pergunta. Se ele pedir você vai aceitar?
-Não sei. Ele é um popstar americano e em meses vai voltar pra LA.
-Qual é mana, é só um namoro. Talvez acabe antes de ele ir. E vocês não vão casar, só namorar.
-É, bem pensado. Talvez eu aceite, se ele pedir. Agora eu vou dormir porque amanha tem aquele lava-jato chato.
-Tá bom, boa noite.
Fui dormir e, é claro, sonhei com o . Dessa vez eu sonhei que haviam várias fãs correndo atrás dele pela praia de Copacabana e eu chegava numa limusine e “salvava” ele.
-Não! DEIXEM ELE EM PAZ! , entra no carro! Vem!
-Acorda maninha – era meu irmão, pra variar me acordando de sonhos bons.
-PORQUE?
-Porque você estava tendo um pesadelo.
-Não era um pesadelo! Era um sonho maravilhoso em que eu salvava o de loucas fãs e dentro da limusine ele ia me compensar pelo salvamento, mas você me acordou.
-Mas você tinha que acordar mesmo, o lava-rápido é em uma hora.
-Ok – corri pro banheiro, fiz minha higiene matinal, coloquei um biquíni vermelho lindo, um vestidinho branco por cima e uma sandália alta [n/a que foi? Eu amo usar biquíni com vestidinho e sandália alta – Sharpay :)]
-Tchau maninho – gritei para Guilherme que estava indo pra faculdade.
Olhei ansiosa na janela, esperando ver me esperando. E, surpreendendo, ele já estava lá. Ele e o Big Rob como motorista. Desci as escadas correndo, ansiosa para sentir seus lábios nos meus e ver aqueles olhos estonteantes.
Abri a porta e ele estava ali, encostado no carro, sorrindo para mim. Tranquei a porta e fui em sua direção. Como em um primeiro encontro, a cada passo eu sentia meu coração acelerar e quando encostei nos quentes lábios dele todo nervosismo e ansiedade passou e eu me senti segura. O sol estava de rachar e podíamos sentir o sol em nossas peles, nos aquecendo. Entramos no que, digamos de passagem, carrão dele.
-Estacionamento do Shopping Central Rob. Então, como está nesse lindo dia?
-Muito bem. E você?
-Melhor agora – ele não poderia ser mais cavalheiro, era perfeito.
-Ah – falei mordendo o lábio – Então, quer ficar melhor?
-Mas claro – respondeu pegando na minha cintura.
Só pra imaginar o nível da agarração, o Big Rob fechou aquela janelinha do motorista... Imaginou?
-Acho que a gente... chegou – falei sem fôlego.
-Acho melhor a gente esperar um pouquinho pra, sabe, melhorar essa cara. – rimos, afinal estávamos todos vermelhos e despenteados.
-Ok, concordo – abri a bolsa e peguei um espelho – Nossa! Imagina se eu estivesse de batom...
-É, vamos entrar pelos fundos e podemos ir lavar o rosto.
-Ok.
Fizemos o combinado e quando chegamos no estacionamento já tinha bastante gente. E estavam todos trabalhando bastante. Não que eu ache que o pessoal confiava em alunos do Colegial para limpar seus carros, mas porque tinham duas meninas com mini-biquinis na entrada do estacionamento com uma placa gigante escrita “Lava-rápido no estacionamento”, o que atraía muitos homens.
-Ah, olha só. Agora está entendido o porque de tantos carros.
-Verdade – falou , meio distraído com aquelas pernas grossas delas.
-Ok Gustavo, vamos. Oi gente! – falei cumprimentando todos. – Gustavo, eu vou ali falar com a .
-Ok.
- amiga, que paraíso esse lava-rápido. Todos sem camisa e sensualmente molhados e ensaboados, que coisa mais tentadora.
-São todos seus amiga!
-Todos meus? – perguntei confusa, o que ela queria dizer?
-Todos te querem, é só querer.
-Mas eu tenho o Gustavo e eu gosto dele, não insiste – falei irritada com a idéia dela de “chutar” o para ficar com um daqueles ricos metidos.
-Tudo bem, foi só uma idéia.
-Tá, vou lá falar com o Gustavo. Ahn, Gustavo, suhaushaush.
-Que foi?
-É que, eu ainda estranho te chamar de Gustavo.
-E eu ainda acho estranho responder a esse nome. Mas então, vamos trabalhar? – ele disse fazendo o que eu mais temia: tirando a camisa. Não que eu não adorasse ver aqueles músculos. Mas eu temia porque a conhecia cada músculo de cada Jonas, ela havia passado horas admirando-os em suas fotos sem camisa, ela era experiente, e tinha chances de ela desconfiar. Mas, agora já estava feito.
Autora Narrando
, ao ver mais um menino tirar a camisa, paralisou. Associou tudo: a amiga ficando com um menino “não-tao-popular”, a amiga a impedindo de falar seus futuros planos com os Jonas, eles rindo quando ela falou sobre o Jonasbrasil, e agora, os bem conhecidos músculos, o anel e o sorriso.
-Meu deus, você é... – foi interrompida pela mão de em sua boca. havia visto todo o paralisamento e a cara animada e surpresa para “Gustavo”, ela só podia ter descobrido, foi o que pensou. Por isso arrastou para o banheiro. não continha as lágrimas de emoção.
-Amiga, ele... ele é... eles estão...
-Sim, os Jonas Brothers estão aqui. Eles estão disfarçados para conhecer o Brasil e eu estou ajudando eles. Eles pediram que eu não contasse pra ninguém, mas você percebeu. Gustavo, Lucas e Diego são os nomes falsos deles. Então, fique calma e aja naturalmente.
-Certo, eu vou... – ela respirava fundo – NOSSA! EU NÃO ACREDITO! QUE EMOÇÃO! – olhou repreensiva por causa do ataque de felicidade dela – ta bom, vou ficar calma, prometo.
-Não vai contar pra ninguém?
-Ninguém. Promessa de dedinho. – após as meninas saírem do banheiro uma das portas é aberta.
-Não acredito – dizia Katy, a jornalista da escola e também a mais fofoqueira, que havia ido no banheiro e pôde ouvir toda a história sobre os Jonas – Eu não acredito. Tenho uma chance única: acabar com a amizade daquelas duas e ficar com um dos Jonas. HAHAHA – dizia maleficamente. Mas como ela iria acabar com a amizade de e ? [n/a pergunta cruel, que você só descobrirá no próximo capítulo, muahahha! *cara de mal*]
narrando
-Voltamos – deu uma piscadinha para , que estava preocupado com a nossa ausência. – Amor, tenho que falar com você depois – falei baixinho e um pouco preocupada, mesmo não tendo culpa por ser uma experiente em músculos Jonas.
-Claro – ele me beijou na bochecha e voltamos a trabalhar. De repente tudo aconteceu muito rápido: eu olhava admirada com sua beleza, mesmo disfarçado. De repente Katy a jornalista mais fofoqueira da escola estava escorada nele, que tentava se afastar. E eu pude ouvir o que ela falava.
-Você fica muito melhor sem óculos e sem boné Jonas
-O QUE? O QUE? JONAS?
-AAAAAAH – e depois eu só ouvi uma gritaria. Recebi um olhar decepcionado de , que entrou no carro e foi embora, seguido por loucas fãs com câmeras fotográficas.
Não tive tempo de explicar que eu não tinha culpa. O mesmo olhar que recebi de lancei para . Saí dali o mais rápido possível. [n/a que nao entendeu, o plano da Katy de acabar com a amizade das duas era esse :D]
-! ! Volta aqui!
-O que? – virei com os olhos molhados de tanto chorar. Aquele único olhar de decepção de foi suficiente para que eu desabasse em poucos segundos.
-, confia em mim. Não fui eu. A Katy, ela deve ter descoberto sozinha ou... ou.. ELA DEVE TER OUVIDO NOSSA CONVERSA NO BANHEIRO! – ela falava como se estivesse tendo uma idéia genial, o que me fez acreditar nela, afinal, ela era minha melhor amiga.
-Eu acredito em você – eu dizia em meio aos prantos.
-Entao porque está chorando tanto? [n/a ouça Goodbyes-Miley Cyrus http://br.youtube.com/watch?v=piwL3FU97PU]
-Porque o acha que fui eu e vai embora, sem eu poder me despedir.
-Tudo bem, vamos para casa – ela me abraçou e chamou um táxi.
No táxi eu continuava chorando.
-Tudo vai ficar bem, você pode pensar que foi tudo um sonho e vai superar.
-SUPERAR? Eu vivo cercada por pôsteres, musicas, noticias e tudo deles, não tem como esquecer.
-Querida, com o tempo, tudo melhora e as coisas mudam quando a verdade aparece – a taxista falou como uma vidente e eu e nos olhamos assustadas.
-Tá bom... Brigada. – sorri simpática e logo estávamos em casa – Bom , eu vou tomar um banho e você fique aí, ok?
-Ok – ela se atirou no sofá e ligou a TV.
Após um bom banho, coloquei uma roupa confortável e disquei o número dos meninos. Tocou, tocou, tocou. Ninguém atendeu. Disquei de novo, e dessa vez, no primeiro toque alguém atendeu.
-Alô?
-! Eu juro que não fui eu. A descobriu sozinha quando associou tudo, ai eu arrastei ela pro banheiro e tive que explicar tudo, mas acho que a Katy estava ouvindo tudo.
-, eu e o acreditamos em você, mas o ... Bom, ele ta arrasado e não fala com ninguém. Nós não vamos embora, afinal temos um show ainda. Talvez até lá você consiga falar com ele. Eu sinto muito .
-Tá... Tá bom. Eu tenho... que desligar. Tchau... – desliguei abalada. Ele havia dito que o estava “arrasado”, eu não queria vê-lo assim, muito menos com ele achando que eu era a culpada.
-, o … Arrasado… Liguei… ... Katy... – não consegui formar uma se quer frase, eu estava triste e nervosa.
-Tudo bem, se acalma e vai dar uma dormidinha pra relaxar que eu vou dormir na sua casa, não vou te deixar sozinha. – depois de tomar uns remédios me acalmei e finalmente dormi.
No outro dia me acordei mais calma, mas ainda muito triste. Tomei um banho, coloquei o uniforme, o que também fez. Eu estava ansiosa, esperando o que eu sabia que não veria na escola naquele dia: os Jonas, especialmente . Ao entrar na escola, eu e ficamos estáticas, era inacreditável...
9º capítulo: Eu não sei mais o que fazer
Eles, maravilhosamente lindos, estavam lá, cercados de fãs, gritando, com cartazes. Como estavam acostumados os meninos davam autógrafos e tiravam fotos animados, menos , ele estava triste, dava pra ver em seus olhos. Mas, pior do que tudo isso foi quando ele me viu. Por um instante eu achei que ia ser esfaqueada com os olhos e não tive ação. Parecia um pesadelo, em que eu não conseguia me mexer, nem controlar minhas pernas. Eu estava ali parada recebendo aquele olhar decepcionado. De repente eu senti alguém me chacoalhando, claro, .
-Vamos , depois a gente conversa sobre isso. Agora temos aula de Física.
-FISICA?
-É, física – falou surpresa com a minha gritaria.
-Ah droga. A minha dupla é o .
-Talvez seja a chance de você se explicar.
-Explicar? Você viu o jeito que ele me olhou? Ele NUNCA mais vai falar comigo.
-Ok, relaxa e se concentra em física.
-Vou tentar.
Quando entrei na sala lá estava ele. Sentado lindo como sempre, mas triste como nunca.
Me sentei ao seu lado, afinal, não tinha opção.
-Bom dia alunos. Hoje terão que trabalhar em duplas – me olhou revoltado e eu continuei sem ação. A atividade era segurar a mão do parceiro para uma experiência de ondas de calor e blá blá blá. O que importa era que eu teria que pegar nas mãos de e não sabia como ia reagir a situação.
Me virei lentamente para ele e ele para mim. Como se tivéssemos todo o tempo do mundo peguei suas mãos muito devagar e não me atrevi a olhar em seus olhos.
-Agora, podem observar que as temperaturas das mãos estão diferentes e não mudam. Existe uma maneira de reverter a situação. Olhem profundamente nos olhos do companheiro e deixem que as energias passem pelo corpo – mesmo achando que a aula parecia mais espiritual eu gostei da idéia de olhar para os olhos de , com a desculpa de que era a atividade. [n/a sério, acho que isso não existe em matéria nenhuma :/]
Ao olhar nos olhos de senti como se estivesse afundando e não conseguisse me segurar. Mesmo sem comandar meu corpo naquele momento apertei as mãos mais forte e, pode achar que foi imaginação minha, mas eu tenho certeza de que recebi um sorriso. O olhar dele sorria e o meu implorava perdão. Era como uma mensagem. Mas esse momento acabou com um barulho que eu não esperava ouvir: o da sirene da escola. Acabou ali o nosso último contato da semana. Ele simplesmente se levantou e me ignorou. Como eu pude esperar mais? Ele ainda acreditava que havia sido eu a culpada.
-Amiga? AMIGA! Alôô? Tá dormindo? – como sempre que eu entrava em transe, estava me chacoalhando e gritando que nem uma louca.
-Não... Eu só estava pensando. O , parecia que estava sorrindo para mim quando pegou minha mão, mas depois saiu me ignorando outra vez.
-Você tem que ter paciência. Agora amiga o professor do coral marcou uma reunião.
-O QUE?
-Uma reunião.
-Eu não sou surda, ok? MAS QUE PROFESSOR CHATO.
-Tá bom. – eu acho que fui um pouco grosseira com . Mas ela tinha que entender, eu estava prestes a entrar em depressão, eu estava muito triste e eu estava no meio de todos esses pensamentos eu esbarrei em alguém, não, alguéns.
-, , oi.
-Oi , tudo bem?
-Na verdade, não.
-É, eu sei. Mas as coisas vão melhorar, ele vai entender, tenha paciência.
-A minha paciência ta acabando. Eu não agüento mais ficar longe dele.
-Olha , eu soube do show do Coral, nós vamos ir te ver.
-O QUE? SHOW DO CORAL? EU NÃO SEI DE NADA!
-É, isso mesmo. Tá no quadro de avisos. Ok , temos que ir, temos aula agora. Tchau!
-Tchau! Ah , que droga, um show? Eu mereço!
-Não reclama e vamos! – ela me arrastou até o teatro, que, como sempre, estava fedendo a mofo e naftalina.
-A nossa estrela chegou – gritou o professor em nossa direção, olhei para trás e, surpreendentemente não tinha ninguém. Eu era a estrela? Mas... Porque? Ah, eu odiava tanta atenção, ainda mais vinda de um professor tão... tão irônico e... feio.
-Ahn... Eu? – perguntei confusa e me empurrou para o palco.
-Claro que é você. Tenho que saber qual música você escolheu para cantar no nosso Show de hoje à noite.
-Musica? Eu não escolhi nenhuma, eu não sabia de show nenhum.
-Mas tem que escolher, agora.
-Tá... ok. “One in a Million”
-Entao, agora que está decidida a sua música, está liberada. Mas ainda quero falar com os outros por causa da afinação, vocês precisam... – ao ouvir a palavra “liberada” eu desliguei minha atenção do Coral e fui tomar um ar aos redores da escola. Tudo estava indo terrivelmente mal naquela semana. Eu fui aceita no Coral, briguei com o e ainda por cima vou ser obrigada a cantar em um show de Coral, um solo ainda por cima. De repente, sem perceber, eu estava derramando lágrimas sem parar. Era como se eu não conseguisse parar. O ano que começou perfeitamente estava a se transformar no pior de todos.
narrando
Depois do Coral a saiu correndo e me deixou sozinha. Eu resolvi procurar ela, mas quando estava caminhando encontrei os meninos conversando, e mesmo sabendo que é errado, fiquei ouvindo. Afinal, queria saber o que o estava pensando.
-Então , como tá? -
-Muito bem, obrigado.
-Ah, você sabe... A ?
-Eu… eu estou apaixonado. – ahá! Eu sabia que ele gostava dela.
-Eu sabia que você gostava ainda da . -
-Eu to falando da menina da voz – menina da voz? Quem é essa?
-Cara, grande coisa. Você ouviu uma voz cantando Sorry e já se apaixonou! – será que era a mesma voz que eu estava pensando?
-E depois “Don’t Forget” e ela canta perfeitamente. Eu estou totalmente apaixonado por essa menina. – era com certeza ela! Que história linda.
-Mas você nem viu o rosto dela. -
-Isso não importa. E eu vou encontrá-la.
-Você que sabe.
-E o seu coração ?
-Juram que não vão contar? Eu acho que estou gostando da , mas não sei se ela gosta de mim... – ah meu deus! O gosta de mim. Jonas gosta de mim. Eu vou infartar. Não, tenho muito o que fazer, uma missão a cumprir!
-Oi meninos! – cheguei saltitando.
-? - perguntou assustado, pensando que eu estava ouvindo.
-O que? – perguntei me fazendo de desentendida.
-Ahn... nada.
-Olha meninos, eu vim convidar. Não, dizer que é MUITO necessário que vocês vão no show do Coral e eu tenho ingressos pra vocês.
-Porque é MUITO necessário que nós vamos?
-Porque simplesmente é, não me desapontem. É hoje à noite. Tchauzinho – saí para não ter que dar muitas explicações – Ah! – virei de repente - , adorei essa blusa! – sorri para ele e saí andando. Tenho certeza que ele adorou o meu comentário.
narrando
Sentada ali senti mãos nos meus cabelos os penteando com os dedos. Eu sabia quem era. Ao menos ela ainda estava ali, me apoiando no que fosse preciso.
-Ah , eu não sei mais o que fazer, eu não agüento mais. A cada dia eu fico mais apaixonada por ele, mas a cada dia que passa nós ficamos mais distantes e eu odeio isso.
-Tudo vai ficar bem amiga. Eu prometo pra você. Agora pega um táxi e vai para casa.
-Tá bom. Tchau amiga – falei enxugando as lágrimas e pegando minha bolsa. Fui embora para casa descansar e ensaiar a música para o show.
narrando
veio com aquela história de show. Achei que ia ser legal ir, espairecer e, quem duvida, encontrar a menina da voz. Eu estava acabado, afinal, mesmo sabendo que foi a que contou sobre os disfarces eu ainda gostava muito dela. E tudo ficou pior quando, depois da convite da , eu estava indo para a aula de Matemática e eu vi a sentada em um banco chorando com a do lado. Elas estavam conversando, e mesmo sabendo que não é certo, fiquei ouvindo. Eu queria saber por que ela estava chorando.
-Ah , eu não sei mais o que fazer, eu não agüento mais. A cada dia eu fico mais apaixonada por ele, mas a cada dia que passa nós ficamos mais distantes e eu odeio isso. – ao ouvir isso fiquei desnorteado. Como ela ainda me amava? Quem ama não mente. Quem ama guarda segredos. Eu tinha que ir para casa pensar. Dormi um pouco e mais tarde me acordei e fui tomar um banho e me arrumar pra hoje a noite.
narrando
Depois de chorar tanto dormi um pouco e fui tomar um banho bem relaxante. Coloquei uma roupa linda de morrer. Ok, não era de morrer porque eu não queria matar ninguém. [n/a essa roupa http://www.mileybr.com/galeria/displayimage.php?album=582&pos=58 ] [n/a brigada Ingrid :D] Como tinha combinado, foi para minha casa às 20:00 para os últimos retoques, já que o show era às 21:00. Ela estava linda também. Eu era a única que podia escolhera roupa, afinal, era cantora solo. Pegamos um táxi para a escola. A apresentação era no teatro, que, acho que pela primeira vez, havia sido limpo por vários faxineiros contratados. Devia estar muito lindo.
10º capítulo: O show
Ao chegarmos à escola fomos arrastadas para trás do palco para os últimos testes. Dito e feito, o teatro estava muito lindo e limpo.
-Ah , que bom que chegou. Você está perfeita – eu já estava começando a achar que aquele professor não era egocêntrico, e sim gay.
-Ah, brigada. Então, aqui estão as partituras da minha música.
-Certo. Eu vou ver uns detalhes do som e você se prepare. – quando ele saiu corri para o banheiro mais próximo. Uma idéia havia passado na minha cabeça: podia estar lá. Ele podia me ouvir cantar. E se ouvisse ia saber que a música pra ele. Seria um motivo para ele me perdoar? Eu torcia por aquilo. Meus pensamentos foram interrompidos por vozes chamando meu nome. Afinal, quanto temo fiquei naquele banheiro afundada em meus pensamentos? Eu só sei que saí dali e veio correndo.
-Amiga, você se apresenta em 15 minutos, vai se aprontar.
-Tá... Tá bom.
-Tá tudo bem?
-Tá. Eu só tava, pensando.
narrando
Como a praticamente obrigou a irmos no show e eu estava querendo relaxar, resolvi que iria. Me arrumei e dirigi até a escola. Todos estavam arrumados. Bem mais arrumados que no dia-a-dia e haviam bastante fotógrafos na porta, por causa minha e dos meus irmãos.
-! Você e seus irmãos vão se apresentar no show da escola?
-Não, vim assistir meus colegas.
-Depois do fim do semestre vocês vão voltar para suas vidas normais.
-Como prometido, faremos shows aqui e depois voltaremos pra casa. – entrei na escola fugindo dos papparazzis.
-Oi mano. Achei que você não vinha mais -
-Mas agora eu estou aqui. Agora vamos nos sentar.
Nos sentamos e logo um professor, que eu tinha certeza que era gay, apareceu quando as cortinas subiram.
-Boa noite senhoras e senhores. É um prazer tê-los aqui. Começaremos a noite com o casal Julie e Bob, com a música “Days of Love”.
narrando
-, 5 minutos.
-Ok – eu estava mais nervosa do que sempre tive em situações ansiosas. Eu esperava ver o rosto de na platéia. Ele me perdoaria ao entender o motivo da escolha da musica? Afinal, a letra era exatamente o que eu sentia sobre ele. Era a nossa história. Perdida em meus pensamentos não senti o tempo passar, quando de repente fui puxada por para o meio do palco. As cortinas estavam fechadas. Lentamente começaram a abrir e a musica começou a tocar. [n/a ouça One in a Million – Miley Cyrus] Todo o nervosismo passou como se eu tivesse tomado um remédio muito poderoso. E esse remédio tinha nome: Jonas.
Autora narrando
ficou tranquila e feliz ao ver na platéia. Lançou um sorriso tímido para ele, que respondeu com uma levantadinha da mão para cumprimentá-la. O sorriso tímido se transformou em um grande sorriso alegre pelo cumprimento de .
How did I get here? I turned around and there you were (Como eu cheguei aqui? Eu me virei e lá estava você)
I didn't think twice or rationalize cuz somehow I knew (Não pensei duas vezes ou racionalizei
Porque de algum jeito eu sabia,)
That there was more than just chemistry (Que era mais do que somente química)
I mean I knew you were kind of into me (Quer dizer, eu sabia que você era meio afim de mim)
But I figured it's too good to be true ( Mas eu achei que era bom demais pra ser verdade)
simplesmente paralisou ao ouvir aquela voz. A menina por quem ele estava apaixonado pela voz era a mesma ex-namorada que ainda amava muito. Ele sorriu, um sorriso apaixonado.
-É essa a voz.
-O que?
I said pinch me, where's the catch this time (Eu disse: 'me belisque, onde está a brincadeira de agora')
Can't find a single cloud in the sky (Não consigo achar uma só nuvem no céu)
Help me before I get used to this guy( Ajude-me antes que eu me acostume com esse garoto)
-A . É a garota da voz.
-A que a gente ouviu?
-É, a que eu estava procurando.
-Nossa , que sorte sua, hein?
ouvia encantado a voz de com um lindo sorriso no rosto.
They say that good things take time (Eles dizem que coisas boas levam tempo para acontecerem)
But really great things happen in a blink of an eye (Mas coisas maravilhosas acontecem em um piscar de olhos)
Thought the chances to meet somebody like you (Eu achei que as chances de conhecer alguém como você)
Were a million to one (Eram uma em um milhão)
I can not believe it, whoa (Eu não posso acreditar)
You're one in a million... (Você é um em um milhão)
All this time I was looking for love (Todo esse tempo eu procurei o amor)
Trying to make things work that weren't good enough (Tentando fazer as coisas funcionar
Mais eles não eram bons o suficiente)
Till I thought I'm through, said "I'm done" (Até eu achar que tinha passado, disse eu estou pronta)
And stumbled into the arms of the one (Então caí nos seus braços)
You're making me laugh about the silliest stuff (Você me faz rir das coisas mais bobas)
Say that I'm your diamond in the rough (Diz que eu sou um diamante)
When I'm mad at you - you come with your velvet touch (Quando estou de mal com você
Você vem com o seu toque de veludo )
Can't believe that I'm so lucky (Eu nao posso acreditar que sou tão sortuda)
I have never felt so happy (Eu nunca me senti tão feliz)
Every time I see that sparkle in your eyes (Toda vez que eu vejo aquele brilho nos seus olhos)
They say that good things take time (Eles dizem que coisas boas levam tempo para acontecerem)
But really great things happen in a blink of an eye (Mas coisas maravilhosas acontecem em um piscar de olhos)
Thought the chances to meet somebody like you (Eu achei que as chances de conhecer alguém como você)
Were a million to one (Eram uma em um milhão)
I can not believe it, whoa (Eu não posso acreditar)
You're one in a million... (Você é um em um milhão)
All this time I was looking for love (Todo esse tempo eu procurei o amor)
Trying to make things work that weren't good enough (Tentando fazer as coisas funcionar
Mais eles não eram bons o suficiente)
Till I thought I'm through, said "I'm done" (Até eu achar que tinha passado, disse eu estou pronta)
And stumbled into the arms of the one (Então caí nos seus braços) I said pinch me, where's the catch this time (Eu disse: 'me belisque, onde está a brincadeira de agora')
Can't find a single cloud in the sky (Não consigo achar uma só nuvem no céu)
Help me before I get used to this guy( Ajude-me antes que eu me acostume com esse garoto)
They say that good things take time (Eles dizem que coisas boas levam tempo para acontecerem)
But really great things happen in a blink of an eye (Mas coisas maravilhosas acontecem em um piscar de olhos)
Thought the chances to meet somebody like you (Eu achei que as chances de conhecer alguém como você)
Were a million to one (Eram uma em um milhão)
I can not believe it, whoa (Eu não posso acreditar)
You're one in a million... (Você é um em um milhão)
You're one in a million... (Você é um em um milhão)
You're one in a million... (Você é um em um milhão)
You're one in a million... (Você é um em um milhão)
recebeu muitos aplausos e assobios. Agradeceu e saiu do palco indo em direção a amiga abraçá-la.
narrando
A apresentação foi perfeita. Claro que estou feliz porque todos adoraram e eu realmente fui ótima. Mas o melhor da noite não foi isso. O melhor foi receber um caloroso sorriso de por toda apresentação. Ele me olhava fascinado, alegre e encantado. Eu estava embriagada com seu sorriso. Sorrindo como boba para o nada. De repente sinto mãos em meus olhos.
-Você foi ótima...
11º capítulo: Amigos
-Você foi ótima - aquela voz, aquelas mãos... eu sabia quem era.
-Embriagada com seu sorriso – ele se virou para mim e pegou minha cintura.
-Embriagado com sua voz.
-Vindo de Jonas, o cantor famoso, esse é o maior dos elogios.
-É, eu acho.
-Então, você soube da verdade?
-Verdade? Você sabia que eu estava procurando a menina da voz?
-Menina da voz? Acho que não estamos falando da mesma coisa.
-Certo. Que “verdade” você está falando?
-Bom, eu não contei nada. A descobriu sozinha, aí eu arrastei ela para o banheiro e expliquei tudo, mas Katy estava escondida e ouviu tudo. Ou seja, tecnicamente não é culpa minha.
-Essa verdade torna tudo melhor.
-É, mas eu achei que você já sabia da verdade. Se não sabia, porque me perdoou?
-Porque você é a menina da voz.
-É sério, eu não sei dessa história de menina da voz.
-Bom, há uns dias eu ouvi uma menina cantando “Sorry” e depois “Don’t Forget” – sorri envergonhada – E eu não a encontrei. Mas estava apaixonado por ela, bom, pela voz dela. Mas estava apaixonado por você também. E me obrigou a vir nesse show. Então eu vim e soube que você era a garota da voz, a minha ex-namorada que eu ainda amava era a dona da voz pela qual eu estava apaixonado. Achei que você merecia uma segunda chance.
-Uau. – foi a única coisa que consegui dizer naquele momento – eu sou a menina da voz – falei sorrindo.
-Eu te amo menina da voz – as três palavras. Eu tenho certeza que as ouvi.
-Eu também te amo.
-Então, vamos agradecer à ?
-Claro. – não foi preciso ir atrás da . Ela apareceu do nada comemorando animada o nosso reconciliamento. Ela pulava tanto que nem consegui entender o que falava. Sabia que estava feliz com aquilo. Mas no meio de tudo eu pude ouvir “” e quando raciocinei perguntei.
-?
-He - ela sorriu sem-graça – eu, bom, nós ficamos.
-SÉRIO? Como você não me contou isso antes?
-Talvez porque isso tenha acontecido a poucos minutos atrás? – logo estava chegando.
-Parabéns , conseguiu o que queria! - falou batendo de leve nas costas do irmão.
-O que queria? – perguntei confusa.
-É, ela já queria ficar comigo faz um tempo - falou convencida.
-O QUE? Como você sabe isso ? - perguntou assustado.
-Há, aquele dia na lanchonete que você falou pros meninos que estava interessado em mim eu estava ouvindo.
-Olha , eu só não vou ficar braba por você estar ouvindo conversa dos outros porque isso ajudou a mim e a .
-Isso mesmo, sem chingar a amiga! Então, vamos sair para comemorar?
-Claro! – pegamos um táxi ao sair da escola e realmente estava cheio de papparazzis na frente da escola. Fomos para o Mc’Donalds.
-Nossa, acho melhor irmos pra casa e pedir comida lá.
-Verdade – todos concordaram ao ver o Mc’Donalds cheio de gente e papparazzis.
Dirigimos até minha casa. Eu, , , e passamos todo o caminho nos divertindo e conversando. Eu me sentia a vontade com eles. O assunto fluía livremente e todos nos dávamos muito bem. [n/a essa frase ficou um tanto estranha :/] Na verdade e em um canto conversando íntimos demais e eu, e no outro.
Chegamos em minha casa e Guilherme estava atirado no sofá.
-Guilherme?
-Oi – respondeu entediado.
-Nós temos visita, pode cumprimentar?
-Eu devo conhecer todos mesmo – respondeu mais desanimado ainda.
-Nossa, o que aconteceu? – sentei ao seu lado abraçando-o.
-O que você acha? Eu sem nada pra fazer em pleno sábado a noite. Não é motivo pra ficar entediado?
-Tá certo. Então, acabou o tédio. Vamos pedir um lanche do Mc’Donalds e curtir a piscina. Meninos, vocês tem roupa de banho?
-Claro, nosso carro é cheio de coisas, inclusive primeiros-socorros -
-Você ta querendo dizer que roupa de banho é primeiros-socorros? – perguntei debochada.
-É, ele está sim, algum problema? - defendeu de mais, o que fez todos a olharem assustados.
-Tá bom , eu não incomodo mais o , já que você não gosta... – ela me fuzilou com os olhos, mas, alguém tinha que dar um empurrãozinho. Depois disse eu percebi uma troca de sorriso entre e .
-Prontinho! – falava Guilherme enquanto desligava o telefone.
-Já pediu os lanches?
-Já, agora...
-PISCINA – todos foram pegar suas roupas de banho.
narrando
Fomos no carro pegar nossas roupas de banho e o meu sorriso não sumia. Eu não podia estar mais feliz. Eu estava amando, era a melhor sensação do mundo. Realmente estava nas nuvens até interromper meus pensamentos falando com .
-Então , você e a hein?
-Ah, não importa – disse fazendo descaso, mas muito triste.
-Como não importa? Ela gosta de você, ta na cara.
-Eu não quero me envolver. Porque depois quando nós formos embora tudo vai acabar mesmo – quando ele disse isso eu senti uma pontada no coração. Nós iríamos embora. Eu não tinha pensado nisso. Eu ia embora e ia ficar. Em poucas semanas ia acabar. Não era possível. Eu decidi que ainda hoje iria conversar com ela, só ia esperar a oportunidade.
Autora narrando
Quando os meninos entraram na casa ninguém respondeu. Resolveram procurar as meninas e Guilherme na volta da piscina. E ews estavam lá, escondidos. Elas pretendiam empurrá-los na água, mas quando viram três lindos Jonas sem camisa ficaram estáticas trocando olhares maliciosos e depois rindo baixinho delas mesmas. Guilherme não percebeu que elas não mexeram-se e empurrou , que era o que ele devia empurrar, caindo junto na piscina.
-AAAAH - gritou de susto.
-Meninas, esqueceram do plano? – Guilherme perguntava revoltado.
-Meninas? – eles passavam a mão no rosto delas, que estavam estáticas com os Jonas sem camisa [n/a Jonas sem camisa = paralisar]
-Porque elas pararam? – perguntou confuso.
-Eu acho que sei – dizia Guilherme saindo da piscina e jogando uma toalha em cada Jonas, os cobrindo. Nesse exato momento as meninas “desparalisaram”.
-Eu disse que sabia – Guilherme não se agüentava de rir das meninas reclamando pelas toalhas.
-Eu não entendi – realmente o único que não entendeu foi . Elas ficaram vermelhas e desviaram de assunto.
-Ok, agora vamos entrar na água e sem risadinhas. - falou e entrou na água. puxou para dentro da casa e os outros nem perceberam.
-Então quer dizer que eu não posso ficar sem camisa? – perguntou irônico.
-Nem você nem seus irmãos. Mas afinal, porque me trouxe aqui? – ele sorriu malicioso, pegou na cintura dela e a empurrou até o sofá – ah ta, entendi.
-Esse biquíni é uma tentação.
-É que você ainda não viu minha camisola da Victoria Secrets – ele a beijou o mais feroz possível e depois foi diminuindo, diminuindo até que o beijo se transformou em um beijo apaixonado, um beijo de... despedida. Ela odiava pensar naquela palavra, mas foi o que pareceu.
-, porque você tá me olhando assim? – ele a olhava triste e ela não entendia.
-Eu vou ter que voltar. – ela entendeu. Ela parou. Pensou. Entrou em pânico no interior. Mas a única reação que pôde perceber foram lágrimas.
-Ah, não pode, eu não quero que você vá – ela chorava como uma criança. Ele a abraçou e ela sentou em seu colo, chorando em seu peito.
-Shh. Fica calma – ele a balançava como um bebê.
-Não vai, eu te amo – a primeira vez que ela dizia que amava , ele sorriu feliz.
-Eu também te amo. – ele a abraçou com toda força e de repente a afastou de seu corpo e a olhou sorrindo – venha comigo.
-Eu não sei se posso. Só se... – ela sorriu orgulhosa.
-O que? – e ele respondeu com um sorriso ansioso.
-Se minha mãe deixar eu estudar lá. Então, ficaríamos mais perto.
-Eu queria que você viajasse conosco.
-Aí sim que minha mãe não deixa. Mas eu posso fazer a faculdade lá e ela ia adorar saber que eu estava em Harvard por exemplo.
-Não é uma má idéia. Desde que eu não fique a países de distância de você está ótimo.
-Eu prometo que vou. Minha mãe tem que aceitar. Então, quer ir pra piscina?
-Claro – a menina pretendia levantar, mas a levou no colo a enchendo de beijos.
-Ah, o casal tava demorando. O que fizeram lá dentro? - sempre curiosa e maliciosa.
-Nada que você nunca fez. – e sempre com as respostas na ponta da língua.
-Tá bom então, não pergunto mais.
Os amigos se divertiram na piscina até o lanche chegar. Jantaram e, como estava frio, resolveram assistir um filme.
-O que querem assistir? – perguntou .
-ROMANCE! – gritou .
-Ah não, vamos ver de terror – dizia se atirando no sofá. sorriu maliciosamente pra mim e eu respondi o sorriso mostrando o DVD de “O Exorcista”.
12º capítulo: Assim é a vida... de poucos
Liguei o DVD e sentei no sofá ao lado de . e sentaram em uma poltrona juntos e Guilherme e sentaram no chão com um potão de pipoca cada um. O filme começou e todo mundo estava muito tenso, esperando o terror.
passou o braço na minha cintura e eu deitei a cabeça em seu ombro. Ele acariciava meu cabelo, até... Até o terror. Eu enfiei a cabeça em seu peito e ele me colocou em seu colo como uma criança. Na verdade Guilherme e eram os únicos que estavam assistindo o filme. e eu estávamos nos olhando e sorrindo. Eu, muitas vezes, escondida em seu peito aterrorizada. E e estavam se agarrando na poltrona.
E o filme inteiro foi assim. Os meninos estavam entrando no carro e já havia ido para o meu quarto se apossar do meu colchão e dormir lá. veio se despedir na porta e me beijou apaixonado. A certeza de que eu queria ir pra os Estados Unidos tomou meu corpo. Ele foi finalizando o beijo com selinhos, encostou sua testa com a minha e falou baixo na minha pele, o hálito gelado que me hipnotizava.
-Eu te amo menina da voz.
-Eu também te amo menino do segredo.
Ele me beijou mais uma vez e entrou no carro. Eu esperei que dobrassem a esquina para entrar em casa. Entrando encontro minha mãe sentada no sofá.
-Mãe, o que faz acordada essa hora? – me sentei ao seu lado. Ela me olhou com um sorriso e eu pude ver lágrimas em seus olhos – Mãe? Porque você ta chorando.
-Ah, você sabe. Eu vou sentir sua falta.
-Mãe? Como assim vai sentir minha falta.
-Quando você for estudar nos EUA. – um sorriso iluminou meu rosto.
-Como você soube? Ah meu Deus. Eu não acredito! Eu estou tão feliz! – a abracei forte.
-Quando você falou com eu ouvi tudo. Desculpa, não era minha intenção, mas eu ouvi. E eu pude ver. Filha, aquele menino te ama. De verdade. E eu só quero te ver feliz – ela me abraçou e nós duas estávamos chorando, emocionadas e felizes. Eu já disse que amo minha mãe?
-Agora trate de ir dormir que amanhã nós temos muito que fazer, acertar viajem, ligar para as faculdades em Los Angeles. É Los Angeles que você quer, não é querida?
-É, Los Angeles. Então, boa noite mãe. Te amo – ela me beijou na testa e eu subi as escadas. Pretendia contar a verdade pra , mas ela estava dormindo profundamente, na minha cama ¬¬’. Peguei um colchão, coloquei do lado da cama e fui tentar dormir, a felicidade que eu estava sentindo era a maior possível. Não consegui dormir e catei meu celular na bolsa.
-Alôô?
-Ahn amor, te acordei?
-Tudo bem, eu não estava dormindo, não consegui.
-Porque?
-Eu tava pensando em você, pensando se sua mãe vai deixar você ir comigo...
-Você se importa de passar aqui em casa?
-Claro que não. Eu já estou com saudades. Passo aí em 15 minutos.
-Ok. Até mais, te amo.
-Te amo.
Me levantei, coloquei um casaco e troquei a calça do pijama por um jeans surrado.
Desci as escadas lentamente para não acordar ninguém e fui esperá-lo na varanda, para que não fosse necessário tocar a campainha. Esperando ali, com a brisa fria batendo em meu rosto eu senti o melhor sentimento – depois do amor – felicidade. Passava por todo meu corpo, se espalhava e me causava uma sensação de alívio, eu não tinha problemas. Eu estava tranqüila com a vida. Um carro estacionou na frente da minha casa.
-Amor! – ele saiu do carro e correu pra me beijar. Me levantou no ar e girou. Ele era com quem eu queria passar a minha vida.
-Que bom que você veio – falei enquanto nos sentávamos em um balanço branco na varanda.
-É só você pedir que eu venho aqui correndo – ele falou sorrindo, mas logo a expressão mudou pra tristeza – Bom, quando eu estiver nos EUA não vai ser tão fácil – falou abaixando a cabeça olhando para nossas mãos juntas.
-É sobre isso que eu quero falar – ele me olhou apreensivo – Minha mãe disse... – falei num tom triste para confundi-lo, mas senti a tristeza invadir seus olhos – SIM! – eu nunca vi o tão feliz. O olhar transbordava alegria, ele me abraçou, o abraço mais apertado, mas ao mesmo tempo, gentil e muito empolgado. Uniu seus lábios quentes com os meus e transbordou toda sua felicidade em mim.
-Eu... eu não acredito.
-Eu te amo menino do segredo.
-Eu te amo menina da voz.
Autora narrando
Depois daquela noite o casal oficializou o namoro pra família e não poderiam estar mais felizes. e assumiram o romance. Guilherme foi para a faculdade. Os Jonas Brothers fizeram os shows no Brasil e foi um sucesso. e iam a todos e agiam como simples fãs, cantando, gritando e indo no camarim. Bom, no camarim não agiam somente como simples fãs.
Era o dia da viajem de , ela ia junto dos meninos, o que tranqüilizava sua família.
-Mãe, te amo. Prometo voltar aqui no Natal e manter contato – ela chorava no ombro da mãe sendo abraçada de lado por seu pai – Pai, cuida da mamãe, eu ligo. Eu amo vocês – subiu no avião de mãos com .
Quem pensa que ia ficar no Brasil se enganou. Ela convenceu sua mãe a ir estudar com e morarem em um apartamento juntas. Aquele dia estava sendo o mais feliz para as meninas e para os meninos. Elas estavam com seus amores e iriam conhecer o país dos seus sonhos. Eles voltavam para seu país e estavam com suas namoradas, que tanto amavam.
havia sido aceita em várias faculdades, mas ficou com uma em Los Angeles, junto de . Elas tinham a mais bonita, inabalável e inseparável amizade. E os namorados mais amigos, fiéis e lindos. Nos EUA reencontrou uma ex e eles voltaram, estavam muito felizes juntos. O apartamento das meninas era lindo e elas o haviam decorado, deixando perfeito. Os meninos, quando não estavam em turnê, as visitavam com freqüência, muitas vezes passando o dia inteiro com elas.
Passaram-se quatro anos. O sucesso dos “Jonas Brothers” ainda era o mesmo, já haviam ganhado três Grammys, vários prêmios grandes e estavam no quinto filme e no sétimo álbum [n/a Everybody bought our 7th album, 7th album, 7th album...] As meninas se formariam em uma semana e toda escola estava muito animada com a idéia de que os “Jonas Brothers” assistiriam à cerimônia. Como se nao soubessem que eles estavam namorando.
13º capítulo: Desde sempre
-Ain amiga, esse vestido é lindo de morrer.
-Então vou trocar... – dizia abrindo o closet
-PORQUE? - perguntou confusa.
-Ué, você disse que é de morrer, eu não quero matar ninguém – agora a menina já ria da própria piada. [n/a ela usava esse vestido: http://selenagomez.com.br/galeria/displayimage.php?album=150&pos=1]
-Ah, engraçadinha. E eu, como estou?
-Perfeita amiga – a menina imitava uma voz fina [n/a usava esse vestido: http://selenagomez.com.br/galeria/displayimage.php?album=random&cat=22&pos=-594]
-, já contei que consegui me oficializar, agora sou Americana.
-Ah, que bom amiga. Eu ainda não tinha entendido porque você demorou tanto e eu só demorei um ano. Mas, agora somos duas amigas bramericanas!
-BRAMERICANAS? Do que você ta falando? – perguntou confusa com a palavra um tanto diferente da amiga.
-Brasileiras e americanas. Bramericanas. – falou como se estivesse inventando algo genial.
-Nossa amiga! Você é genial...
-Engraçadinha outra vez. , vamos logo, os meninos já estão buzinando. – desceram as escadas ansiosas.
-Oi meninos – as meninas entraram no carro e eles babaram... assim como elas.
-Uau – disseram todos juntos.
-Suhsuahsuahs, acho que estamos todos lindos – brincou , seguido de um beijo em . Ele a olhava esperançoso, o que a deixou confusa. Esperança sobre o que?
Na formatura ocorreu tudo perfeitamente e eles estavam na festa, que também estava ótima. Depois de alguns autógrafos os meninos estavam descansados e dançando com suas namoradas.
narrando
-, sabe, hoje eu recebi uma carta.
-Carta? De quem?
-Não é “quem” e sim o “que”. Do governo americano. Sou oficialmente uma cidadã americana. O que significa que somos, oficialmente, namorados americanos – falei sorrindo.
-Não – ele falou sério, como se estivesse negando o fato de sermos “namorados americanos”.
-Como assim? – falei surpresa, um pouco preocupada.
-Vamos ser noivos americanos.
-Como é? – ele se ajoelhou na minha frente, pegou minhas mãos.
-Quer casar comigo? – naquele mesmo momento pude perceber que as pessoas formavam um círculo em volta de nós e uma luz nos iluminava. No fundo uma musica conhecida... Lovebug instrumental. Era simplesmente a cena mais linda e romântica de toda vida. Mas aquilo não importava. Eu estava hipnotizada com o olhar esperançoso de , que segurava na mão um lindo anel de diamantes. Somente uma palavra poderia sair dos meus lábios.
-Sim – falei sorrindo o que causou muitos aplausos e, o mais importante, um sorriso da pessoa que eu mais amava. O sorriso mais feliz que eu já vira estampar no rosto. – Eu te amo.
Ele colocou o anel no meu dedo delicadamente e levantou-se. Nunca em toda minha vida recebi um beijo tão apaixonado e alegre. Sentia uma corrente de energia e felicidade em meu corpo. As pessoas começaram a dançar uma música lenta, assim como nós.
-Noivos americanos... – falei lembrando daquele momento, parecia que haviam passado horas – Quem diria.
-Eu sempre disse. Desde sempre. Desde o primeiro dia que te vi, surpresa com a minha presença, desconfiada e com um olhar empolgado. Desde o primeiro abraço que eu te dei. Senti o teu calor na minha pele, senti uma coisa diferente por ti. E no nosso primeiro beijo eu descobri que era amor.
-Uau , eu… Eu não sei o que dizer. Ninguém nunca se declarou tanto pra mim. Eu te amo tanto. Mas, eu estou em vantajem. Te conheço antes, bem antes.
-Então você é uma Jonasmaníaca? – a pergunta que me assombrava desde o começo dos nossos encontros.
-Não – ele fez um beicinho. – Sou uma maníaca.
FIM.
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