AMORA F. C. NÃO VENCE FORA DE CASA

Mais uma vez o Amora Futebol Clube não venceu fora de casa , desta feita foi no Campo do Ribeira Brava , na Madeira , um dos rivais que luta pela permanência na segunda divisão B . Torna-se assim mais dificil a tarefa de Manuel Bento , que não consegue tirar o clube da Medideira da linha de água . Dois golos na primeira meia hora de jogo proporcionou o regresso às vitórias do Ribeira Brava, diante de um Amora que foi quase sempre impotente para contrariar o melhor futebol dos madeirenses, apesar da qualidade do jogo não ter passado de um razoável. Foi a segunda vitória conquistada em "casa" esta época pelos ribeira-bravenses, que o fizeram com inteira justiça, desperdiçando mesmo neste jogo uma soberana ocasião de "tirar a barriga da miséria". Aliás, a "fome" de pontos e golos dos insulares, quase resultava em "fartura" de golos, tantas foram as ocasiões flagrantes desperdiçadas, sobretudo na última meia hora de jogo. Bambo e Sidónio, duas vezes cada, repartiram entre si perdidas escandalosas, quando isolados na cara do guardião continental nunca conseguiram atinar com a baliza "amorense". A juntar as estas ocasiões de golo, Marco Freitas também fez das suas, enviando uma bola ao ferro. Esta "avalancha" de futebol ofensivo dos locais acabou dar o cunho de justiça na conquista dos três pontos em disputa, porque antes, até à obtenção dos dois golos que ditaram o desfecho do jogo, o Ribeira Brava não fez mais do que aproveitar as ocasiões com que se deparou. Aliás, os anfitriões até entraram algo tímidos, cabendo aos continentais as primeiras investidas de ataque, embora sem grande clarividência. A resposta dos comandados de Nuno Jardim surgiu de imediato, e ainda antes do quarto de hora Roberto recuperou uma bola na esquerda, endossou para a "boca" da baliza, com Bambo a ter que fazer somente a emenda. Estava dado o mote, passando então o Ribeira Brava a tomar definitivamente conta do jogo. Como no aproveitar está o ganho, a segunda ida com perigo à área contrária resultou no ampliar do marcador, após jogada algo confusa dentro da área forasteira.
A partir de então, foi só gerir, perante um Amora impotente e demasiado "doce" para um Ribeira Brava ávido de pontos. Somente por uma vez, já na 2ª parte, a formação contrária dispôs de uma nítida ocasião para reduzir a desvantagem. Assim sendo, num duelo de "aflitos", a derrota do Amora "alimentou" de novo as esperanças do Ribeira Brava quanto a uma ainda possível permanência na II Divisão B.
Boa prestação do árbitro, não correspondida pelos seus auxiliares, que erraram em demasia nos fora de jogo.
Antero Ferreira / Paulo Carolino