A Outra Face V



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- "A outra face" - por Misao-chan

Avisos:

- Voc�, leitor, n�o precisa saber nada sobre a saga Shishio para entender este fic, na verdade, basta que saiba o b�sico sobre RK (quem s�o os personagens principais e seu comportamento comum) ou seja, nada de personagens como Misao, Aoshi e Saitou nesse fanfic! Eu realmente admiro esses personagens e os considero parte importante da saga de RK, mas para mim j� foi dif�cil escrever esse fic sem eles, com eles , eu teria de refazer toda a hist�ria.

- Qualquer semelhan�a com o titulo do fic e de um certo filme de a��o � pura coincid�ncia! Essas duas coisas n�o est�o relacionadas de nenhuma maneira no fanfic. ^__^;;;

-Por enquanto o fic n�o apresenta muito viol�ncia, mas talvez para frente fique um pouco mais violento de acordo com meus planos para o final, mas n�o vai ser nada de mais n�o viu pessoal...!

-Este fic est� em andamento, o que significa que todos os leitores est�o convidados a dar opini�es ( e id�ias, por que ultimamente eu ando um po�o seco de id�ias!) para a autora, ou seja, eu! No e-mail, [email protected] .

-Os personagens n�o pertencem a mim...bla bla bla ! Apenas n�o me processem!!!

-Boa leitura!


Capitulo 5

O dia come�ou normal no dojo Kamya. Kenshin acordou bastante cedo, e resolveu preparar o caf� da manh� para todos. Algum tempo ap�s Kenshin, Yahiko acordou, e n�o muito tempo depois foi a vez de Sanosuke. Tr�s horas ap�s o despertar de Kenshin o caf� j� estava pronto e muitas pe�as de roupa j� haviam sido lavadas e penduradas. Sanosuke e Yahiko esperavam com impaci�ncia para que Kaoru e o convidado, Katsuo, levantassem.

Caramba, ser� que esses dois nunca v�o acordar? Eu n�o ag�ento mais, eu preciso de alimento... - falou o garoto.

Foi mal a� Kenshin, geralmente eu n�o concordo com esse moleque mas tamb�m estou morrendo de fome, vou acordar a Kaoru e nosso colega folgado... - disse Sano, e ent�o pensou - Provavelmente ele n�o teve uma noite muito boa por causa da indigest�o...

Calma pessoal - retrucou o espadachim - N�o � educado acordar uma dama!- disse ele

Gargalhadas gerais foram as rea��es de Sano e Yahiko, ao que Kenshin fez uma cara t�pica de "Oro?"

Quem voc� est� chamando de dama Kenshin? A feiosa? Por favor, tem gente faminta aqui...

Vem garoto, vamos acordar o Katsuo e deixa a Kaoru acordar sozinha...vai lavar roupa que � melhor pra voc� Kenshin! - completou Sano

Com isso, ambos se dirigiram ao quarto onde Sano e Katsuo costumavam dormir. Antes de Sanosuke abrir a porta do quarto, Yahiko o segurou pela jaqueta.

Ei Sano, de que lado o Katsuo dorme? - perguntou o garoto

Por que voc� quer saber? - perguntou Sano com uma ponta de mal�cia

N�o sei... achei que talvez...acidentalmente... um pouco de �gua fria poderia cair nele...e acordar ele...acidentalmente...

Os dois riram sarcasticamente, e com isso pegaram um balde de �gua fria , dirigindo-se em seguida para a porta do quarto.

No tr�s!

Um...dois...tr�s...

Quando Sano abriu a porta do recinto e Yahiko segurava o balde no alto, pronto para virar seu conte�do sobre o que estivesse dentro do lugar, a surpresa que ambos tiveram ao ver o estado do quarto fez com que o garoto derrubasse o balde no ch�o, e metade da �gua extremamente fria espirrasse sobre ele e Sano. Mas o choque foi t�o grande que nem um dos dois notou que haviam acabado de se molhar.

QUE DIABOS ACONTECEU AQUI???

Katsuo!

Droga! - disse Sano

O que aconteceu com ele??? - perguntou Yahiko

Katsuo estava estendido no ch�o, no mesmo futon onde havia dormido nas ultimas noites que passara no dojo. Por�m, a situa��o em que ele se encontrava era tudo, menos corriqueira. Havia pequenas po�as de sangue embaixo dos pulsos e todo o kimono tinha grandes manchas do liquido vermelho.

Eu n�o sei o que aconteceu, mas precisamos sair daqui e leva-lo para a clinica o mais r�pido poss�vel. Yahiko chame o Kenshin para ele me ajudar a levar ele at� l�...r�pido.

T�!

Em poucos minutos, um verdadeiro grupo de resgate havia sido formado. Kenshin e Sano carregaram Katsuo at� a clinica e Yahiko, extremamente contrariado, permaneceu no dojo para colocar Kaoru a par dos acontecimentos quando esta acordasse e tomar conta do local.

Chegando a clinica, os dois rapazes que carregavam o ferido, imediatamente colocaram o corpo na cama mais pr�xima. Megumi apareceu imediatamente ao ouvir os sons de pessoas dentro do recinto.

O que aconteceu? - perguntou a m�dica

N�o sabemos na realidade Megumi, n�s acordamos e ele j� estava nessa situa��o. � muito grave? - falou Kenshin

N�o posso dizer apenas olhando para ele. Sano, coloque ele l� dentro e me ajude.

OK!

A m�dica entrou dentro de um quarto reservado para as cirurgias mais s�rias, e foi seguida pelo lutador que carregava Katsuo nos bra�os. Em seguida, eles retiraram a parte de cima da roupa do ferido, que estava empapada de sangue. Choque.

N�o � poss�vel! - exclamou Megumi

Mas como....? - continuou Sano, em surpresa.

Todas as feridas que tinham sido causadas a Katsuo durante seu conflito com o misterioso assassino, estavam abertas. Realmente abertas.

Como isso p�de acontecer? A esse ponto as feridas dele j� estavam praticamente fechadas, eu mesma as chequei 2 dias atr�s, como elas podem ter piorado tanto assim em apenas dois dias? Como podem ter abrido com essa extens�o? Eu n�o entendo...

N�o � momento para entender Megumi, cuide dele e depois descobriremos o que aconteceu. - Kenshin tentava acalmar os �nimos dos outros dois companheiros, pois a m�dica e o lutador pareciam completamente est�ticos.

Certo!

E com isso a doutora come�ou um trabalho minucioso fechando as feridas que j� haviam sido previamente fechadas por aquela mesma agulha. Algum tempo depois, do outro lado da sala, Kenshin e Sano come�aram a dialogar sobre o ocorrido.

Sano. Como voc� n�o viu isso assim que acordou?

Quando eu acordei, nem sequer olhei para o lado...para ser completamente sincero, eu mal abro os olhos at� o momento em que jogo um pouco de �gua fria no rosto...antes disso, n�o posso nem me considerar acordado... de qualquer jeito eu n�o esperava por isso. Achei que o cara devia estar ainda com muito sono por que ele saiu no meio da noite...

Saiu no meio da noite? - perguntou o samurai

Sim! No meio da noite, eu senti uma dor no est�mago, e quando me virei de um lado para o outro no futon, eu vi que ele n�o estava l� na cama do outro lado do quarto. Eu pensei que ele provavelmente devia estar se sentido mal tamb�m...

Nesse momento, interrompendo bruscamente a conversa dos dois, Yahiko entrou na clinica extremamente ofegante. O que assustou os dois n�o foi o fato de Yahiko entrar correndo e derrubar uma estatueta no ch�o , o que causou um estrondo alt�ssimo, nem o fato dele estar ofegando o suficiente para acabar com o ar do recinto se respirasse 3 ou 4 vezes, mas sim o fato de que ele carregava uma coisa em suas costas. Algu�m. Kaoru pendia desacordada no ombro do garoto.

Kaoru !!! - Kenshin avan�ou assustado para a dire��o de Yahiko

Eu tentei acordar ela, mas ela n�o acordava de jeito nenhum. Nada adiantou, eu fiz muito barulho de prop�sito e ela nem ouviu. Ent�o eu vim correndo carregando ela at� aqui e nem assim ela acordou...n�o fez nem um ru�do o caminho todo...qual o problema com ela?

O garoto parecia muito assustado, e at� a aparente calma de Kenshin parecia ter sido abalada. Este agora pairava acima de Kaoru e a observava com um olhar de extrema preocupa��o. A primeira rea��o dele fora retirar Kaoru ombros do garoto e coloca-la na cama mais pr�xima poss�vel. Depois checou sua respira��o, estava um pouco ofegante, e os batimentos, que estavam um pouco acelerados.

Calma garoto, ela vai ficar bem... Kenshin? - Sano tamb�m estava bastante inquieto e preocupado.

Eu n�o sou m�dico, mas acho que ela est� desmaiada... mas n�o posso dar nenhuma afirma��o ou relaxar sem que Megumi possa examin�-la antes. - respondeu Kenshin

Mas ela est� cuidando do...

Mas antes que Sanosuke pudesse completar sua senten�a, Megumi entrou na sala principal. Esta desamarrava seus cabelos jogando-os para tr�s, dando um suspiro de alivio. Mas parou imediatamente ao ver quem se encontrava na cama principal daquele quarto.

Kaoru! - exclamou a m�dica - O que aconteceu com ela???

Ela n�o acorda de jeito nenhum... - falou Yahiko, a voz em tom de semi-choro

Esperem , fiquem calmos, deixe-me examin�-la.

E com isso a m�dica come�ou um exame r�pido em Kaoru. Checou respira��o, batimentos, reflexos... e poucos minutos depois, quando terminou, soltou um suspiro de alivio debaixo de olhares completamente apreensivos.

Ela est� bem. Est� apenas desmaiada. - concluiu a m�dica.

�timo... - completou Sanosuke.

Kenshin n�o falou nada, mas a mudan�a que a not�cia causara nele era mais do que clara. Sua express�o tornou-se calma novamente, e sua postura relaxou.

Quando ela vai acordar? - perguntou Kenshin

Isso eu n�o posso dizer. � muito incomum as pessoas desmaiarem enquanto dormem, em geral a raz�o � fraqueza, mas vou precisar estudar isso mais a fundo quando ela acordar. Por enquanto n�o h� nada que eu possa fazer, mas ela est� bem, n�o se preocupe.

Com essa declara��o da m�dica, todos os �nimos voltaram ao lugar. Yahiko, com uma express�o muito mais calma, encostou na parede, e escorregou at� sentar no ch�o, abra�ado a sua shinai. E Sano, que olhava para Kaoru sem sequer piscar, fechou os olhos em alivio. Nesse momento, ele se lembrou da outra vitima.

E como est� Katsuo? - perguntou o lutador

Ah,sim! Ele vai ficar bem. As feridas estavam bastante abertas, mas como j� haviam sido costuradas uma vez, refazer essas costuras foi muito menos trabalhoso. Ele deve sair daqui em pouco tempo. - respondeu a m�dica.

Os quatro membros conscientes da sala, agora pareciam ter tirado das costas pacotes com uma tonelada cada um. Os que ainda estavam em p� sentaram e agora tudo parecia estar calmo. Yahiko j� se encontrava dormindo no mesmo canto onde havia se abaixado, ainda abra�ado a shinai. E Kenshin resolveu sair por alguns instantes da clinica, para respirar um pouco de ar fresco e pensar.

Sabe Megumi, ultimamente n�s temos brigado muito e...bom, eu quero que voc� saiba que eu agrade�o pelo o que voc� fez para a Kaoru... - falou Sanosuke

Eu n�o fiz nada al�m da minha obriga��o como m�dica. - respondeu Megumi

� por isso que voc� � a melhor m�dica de todo esse distrito.

A declara��o final do lutador fez com que a m�dica corasse levemente, mas essa se recomp�s com rapidez.

Obrigada, mas continuo afirmando que n�o fiz nada de mais. Apenas cuido dos meus pacientes...inclusive, aproveitando esse assunto,eu queria dizer que encontrei algo estranho no amigo de voc�s. Al�m das feridas que se abriram, os pulsos dele...

Nesse momento, Kenshin entrou rapidamente na clinica e se dirigiu diretamente para o quarto onde agora Kaoru dormia. Devido a sua entrada nada discreta, Sano e Megumi o seguiram, e os tr�s encontraram no quarto , uma j� acordada e consciente Kaoru.

O que aconteceu? - perguntou ela

Calma senhorita Kaoru, voc� desmaiou. - falou Kenshin

Eu desmaiei? Mas eu nem acordei... - ela come�ou, mas antes que pudesse continuar, foram ouvidos alguns gemidos baixos na cama que ficava do outro lado do quarto.

Como voc� est� se sentindo? - perguntou Megumi , ao rec�m-acordado Katsuo

Bem, mas... por que estou aqui? - respondeu ele

� o que todos querem saber colega. - completou Sano

Aparentemente, as suas feridas se abriram durante a noite. Voc� perdeu bastante sangue atrav�s delas, mas estranhamente voc� n�o aparentou ter anemia ou algum dos outros sintomas de perda de sangue exagerada. Eu sei que voc� deve ter perdido bastante sangue pelas propor��es de abertura das feridas, mas voc� n�o tem os sintomas ent�o talvez n�o tenha sangrado muito afinal de contas. Talvez as feridas s� estivessem abertas mais superficialmente.... - falou a m�dica

Papo m�dico! - completou o lutador - Mas voc� est� bem afinal.

Sim , eu me sinto muito bem. Por isso n�o entendi por que estava aqui. - respondeu Katsuo

Ent�o acho que dever�amos almo�ar! - falou Kenshin - Eu e Sano buscaremos comida para todos e traremos para a clinica.

Os dois homens foram ao restaurante calados, envoltos em seus pr�prios pensamentos. Na realidade, cada membro daquele grupo de pessoas pensava em algo diferente naquele momento.

Yahiko sonhava em melhorar sua t�cnica, e abra�ava a shinai com for�a. Kaoru imaginava o por que de ter desmaiado , mas s� conseguia se lembrar de ter ido dormir e de ter tido um terr�vel pesadelo que a tinha feito se sentir mal, mas n�o conseguia recordar sobre o que o pesadelo se referia. Megumi pensava no quanto estava exausta, e no quanto tumultuadas estavam as coisas desde que aquele assassino come�ara a atacar. Ela n�o tinha tido uma tarde tranq�ila sequer, as coisas andavam muito agitadas na clinica. Al�m disso ela tinha a impress�o de que estava esquecendo de algo importante. Katsuo olhava para os pulsos e os apertava sem raz�o aparente, mas com uma fei��o um tanto preocupada. Megumi olhou para ele, e os olhares de ambos se encontraram. Ele sorriu para a doutora, e esta lhe retribui, esquecendo de suas preocupa��es por um instante, satisfeita por ter curado mais uma vitima. Esse tipo de coisa � que fazia ela ter coragem para continuar com seu trabalho. Sano tamb�m tinha a impress�o de ter deixado alguuma coisa pendente, mas esqueceu-se disso ao chegar no restaurante. E Kenshin pensava em tantas coisas, que nem percebeu quando o amigo parou na sua frente, trombando em suas costas.

P� Kenshin, olha pra frente! - reclamou Sanosuke

Desculpe! - respondeu o retalhador - Vamos entrar sim?!

Com isso, a tarde come�ava a terminar, e depois do almo�o o grupo resolveu passar a noite na clinica. Naquela noite, a lua crescente j� estava um pouco maior, e mais brilhante tamb�m.Ela se encontrava envolta num brilho verde, t�pico das noites que d�o inicio a primavera. O dia seguinte, reservava mais surpresas.

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Ol�! ^_^X

Aqui quem vos fala � a Misao-chan, a autora do fic. Bem, eu resolvi utilizar este espa�o aqui no final para fazer uma observa��o. Algumas pessoas (inclusive a D. Morte, he he he...) me fizeram coment�rios interessantes sobre o di�logo entre o Sano e o Katsuo no cap�tulo 3 (aquele em que ele ensina o jogo de cartas e como ganhar baseado em psicologia). Bem, eu queria esclarecer que n�o inventei aquilo tudo. A primeira parte do jogo de cartas � baseado numa t�cnica que um professor de matem�tica me ensinou (a original � feita com baralho de verdade, mas eu fiz algumas adapta��es, pois conclui que n�o devia existir baralho na Era Meiji! ^_^") segundo este professor n�o existe sorte, apenas matem�tica. E a segunda parte � fundamentada em estudos de psicologia humana, nos quais eu fiz alguma pesquisa e me baseiei. Portanto,se voc� leitor fizer o truque da maneira que foi ensinado para o Sano no fic, a probabilidade de dar certo � muito grande (mas sempre h� uma margem de erros!). Esse di�logo � parte importante do fic para os acontecimentos futuros, mas por enquanto fica tamb�m como uma curiosidade e um truquezinho legal para fazer em festas! ^_^;;;

Por enquanto � s�. Espero ter dado alguns esclarecimentos, e lembrem-se: o fic est� em andamento! Id�ias e sugest�es s�o sempre bem-vindas (principalmente agora! Acho que me encurralei na hist�ria de novo... ^_^") Enfim, qualquer coisa, escreva para: [email protected]

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