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- "A outra face" - por Misao-chan
Avisos:
- Voc�, leitor, n�o precisa saber nada sobre a saga Shishio para entender este fic, na verdade, basta que saiba o b�sico sobre RK (quem s�o os personagens principais e seu comportamento comum) ou seja, nada de personagens como Misao, Aoshi e Saitou nesse fanfic! Eu realmente admiro esses personagens e os considero parte importante da saga de RK, mas para mim j� foi dif�cil escrever esse fic sem eles, com eles , eu teria de refazer toda a hist�ria.
- Qualquer semelhan�a com o titulo do fic e de um certo filme de a��o � pura coincid�ncia! Essas duas coisas n�o est�o relacionadas de nenhuma maneira no fanfic. ^__^;;;
-Por enquanto o fic n�o apresenta muito viol�ncia, mas talvez para frente fique um pouco mais violento de acordo com meus planos para o final, mas n�o vai ser nada de mais n�o viu pessoal...!
-Este fic est� em andamento, o que significa que todos os leitores est�o convidados a dar opini�es ( e id�ias, por que ultimamente eu ando um po�o seco de id�ias!) para a autora, ou seja, eu! No e-mail, [email protected] .
-Os personagens n�o pertencem a mim...bla bla bla ! Apenas n�o me processem!!!
-Boa leitura!
Capitulo 3
No dia seguinte, todos acordaram cedo no dojo Kamya. Sanosuke levantou e dirigiu-se para a casa de jogos, segundo ele, o melhor lugar para curar uma ressaca. Infelizmente para ele, nesse dia a sorte n�o estava do seu lado e ele havia perdido tr�s jogadas consecutivas.
Maldita falta de sorte! Eu devo ser o cara mais azarado dessa cidade...
Falando em azar, voc�s ouviram falar do ataque que fizeram ao orfanato ontem?
Sim eu fiquei sabendo. Muitas crian�as ficaram feridas mas n�o conseguiram pegar o canalha...
Ataque? Espera a�, atacaram um orfanato? Mas para que? N�o tem dinheiro em orfanatos...- disse Sano surpreso.
Sim, parece que esse assassino n�o tem interesse por dinheiro, ele ataca sem piedade deixando muitos feridos e parte sem levar nada do local que atacou! Dizem que ele fez um grande estrago l� no orfanato, foi realmente uma sorte nenhuma crian�a ter morrido.
Mas que tipo de cr�pula ataca um orfanato?? Crian�as indefesas... se eu pego esse cara...
�, mas parece que o cara � t�o r�pido que as pessoas que presenciam suas apari��es s� conseguem ver ele de relance. Dizem que � um cara de cabelos compridos e pretos, com uma mexa branca no meio.
Realmente � muito estranho, por que esse � o tipo de pessoa que jamais passaria despercebido no meio da rua...
Sim, ainda mais quando se tem os 2 olhos de cores diferentes! - interrompeu Sano, agora um pouco mais calmo.
Cores diferentes? - indagaram os outros dois.
Sim! Esse homem foi o mesmo que atacou o restaurante antes de ontem. Os que conseguiram ver o tal cara, disseram que ele tem um olho verde e um cinza...
Ent�o o que os policiais est�o enfrentando � um verdadeiro mist�rio! Um homem com uma mexa branca no cabelo, com os olhos de cores distintas e que ataca sem arma...
Como sem uma arma? O homem que atacou o Akabeko usava uma espada! - disse Sano
Pode ser que ele tenha usado outra t�cnica ontem, porque ningu�m foi ferido com arma alguma...
Sim, � tudo muito estranho. Mas vamos voltar ao jogo sim? Eu estou com sorte hoje...
Mas Sano ficou pensando em quanto estranho tinham sido esses ataques. Um assassino que atacava sem nenhuma raz�o aparente e que era capaz de atacar at� mesmo crian�as...que tipo de homem esse assassino era, Sano n�o sabia, s� sabia que era definitivamente algu�m muito perigoso.
Enquanto isso, nas proximidades do dojo, Yahiko treinava com sua shinai pr�ximo a margem do rio quando ouviu um som estranho. Parecia com o som de alguma coisa batendo contra a terra. Seguindo o som, Yahiko chegou a margem do rio, onde encontrou um homem muito ferido boiando no rio e uma espada a seu lado. Carregou o homem e a espada at� a terra e foi at� o dojo buscar ajuda.
Kenshin!!! Kenshin!!!
O que foi Yahiko? Qual o problema?
Vem comigo Kenshin, eu encontrei um homem ferido boiando no rio,acho que ele ainda esta vivo...vamos!
Sim!
Ao chegarem a margem do rio, Kenshin percebeu que o homem, apesar de extremamente ferido, ainda estava vivo. Ele e Yahiko levaram o homem at� a clinica. Mas, o que Kenshin n�o notou e Yahiko sim, foi que a espada tinha sumido. A espada que boiava e que ele tinha tirado do rio junto com o corpo do homem n�o estava mais l�. Yahiko decidiu n�o falar nada para Kenshin, achou que n�o tinha import�ncia dizer isso, mas passou todo o caminho at� a clinica pensando em que tipo de pessoa desalmada seria capaz de roubar uma espada de algu�m ca�do, sem sequer checar se o mesmo estava vivo ou sem tentar ajudar.
Enquanto Yahiko e Kenshin levavam o homem at� a clinica, Sanosuke se dirigia de volta para o dojo. Definitivamente n�o tinha sido um bom dia para ele, este perdera quase todo o dinheiro que pretendia gastar em saque mais tarde no restaurante, para os amigos no jogo, al�m disso, ficar sabendo que o tal homem misteriosos tinha atacado um orfanato tinha deixado-o muito irado. Ele n�o conseguia entender como algu�m podia atacar crian�as, por que algu�m faria algo assim. Ao chegar no dojo ele sentou-se do lado de fora e ficou a observar as folhas caindo das arvores , ainda indagando-se o porque de tudo aquilo. Simplesmente do nada, Katsuo apareceu na sua frente.
Eu estou interrompendo alguma coisa? - ele disse
Meu Deus! Cara voc� me assustou! Da onde voc� apareceu afinal?
Daquele lado ali... voc� n�o me parece bem. Tem alguma coisa te incomodando?
Voc� nem me conhece cara, se eu tenho algum problema n�o � voc� que vai conseguir resolver pra mim, e ...de qualquer jeito n�o te diz respeito se alguma coisa me incomoda pois como eu disse voc� n�o pode fazer nada...
Ah �? Ok, ent�o ! Teste-me! - respondeu o homem com um amplo sorriso na face
O que? - Sano retrucou confuso
Teste-me! Diga-me o que te incomoda e veremos se eu n�o posso fazer nada a respeito mesmo...
O tom de voz daquele homem era ao mesmo tempo amig�vel e desafiador, Sano ficou bastante intrigado pois nunca tinha visto algu�m falar dessa maneira. Decidiu que n�o tinha nada a perder, por�m contaria ao homem apenas algo trivial, afinal de contas, eles n�o se conheciam e n�o havia motivos para sair falando de qualquer coisa com um quase estranho.
Se � o que quer...bem, eu estou um pouco chateado pois n�o tive sorte no jogo hoje, perdi quase toda a minha grana pra uns amigos e ...voc� sabe como � n�? Grana que se perde em jogo � sempre dif�cil de recuperar...
Jogo? Pensei que voc� me daria um desafio! Pois bem, eu lhe mostrarei um jeito honesto e totalmente independente de sorte ou azar, com o qual voc� poder� ter uma grande chance de recuperar esse dinheiro que voc� perdeu, com uma estrat�gia de jogo � claro! - disse o homem e com isso tirou de um bolso tr�s cartas com as costas pretas e depois virando-as, mostrou a Sano o que elas tinham na parte da frente.
Veja isso: olhando pelo lado de tr�s essas tr�s cartas parecem id�nticas certo? Pois bem, na parte da frente elas n�o s�o , duas delas possuem a ilustra��o de uma espada e uma delas possui a ilustra��o de uma rosa. Elas s�o usadas da seguinte forma : eu, que estou em poder das cartas sou o desafiante, voc� que � o desafiado tem de descobrir em qual carta est� a rosa, mas note que pelo fato de existirem duas espadas e apenas uma rosa, a sua chance de escolher uma carta com uma espada � maior, portanto eu estou em vantagem. Primeiramente eu as embaralho e pe�o que voc� retire uma delas, fa�a isso, mas n�o olhe para a carta que escolheu, apenas indique qual voc� escolhe e eu retirarei de minha m�o.
OK! - disse Sano e escolheu uma carta.
Muito bem, observe que agora eu tenho duas cartas apenas.Provavelmente eu tenho em minhas m�os uma carta com espada e uma carta com a rosa por que as chances de voc� tirar uma espada s�o maiores lembra? Quando eu pedi para que escolhesse uma das cartas para que fosse retirada de minha m�o, eu lhe dei a oportunidade de ficar com chances iguais de tirar uma rosa ou uma espada posteriormente. Pois bem, qual delas voc� acha que � a rosa?
Sei l�, a da direita.
Sinto muito...Sanosuke, voc� perdeu. Eu lhe avisei que as chances do desafiante eram maiores, vamos fazer novamente sim? Aqui, embaralho as cartas e agora voc� escolhe uma.
Pronto, mas eu n�o sei onde voc� quer chegar com isso, voc� disse que era um jogo que n�o dependia de sorte e eu j� comecei perdendo, ent�o acho que voc� n�o � t�o bom assim para resolver problemas quanto pensava meu amigo... - disse Sano num tom ir�nico.
Sim, veremos. Pronto, agora escolha uma das que sobrou em minha m�o.
A da esquerda.
Aqui est�! Veja � a rosa!
Ahaha, eu ganhei! A sorte n�o me abandonou por completo ent�o...
Na verdade eu deixei voc� ganhar!
Ta bom cara, engane-se se quiser...
Voc� � que n�o notou que eu deixei que ganhasse propositalmente.
Ah � espertinho? Ent�o me mostre como voc� me deixou ganhar!
Simples. Vamos retomar do inicio est� bem?! Primeiramente eu embaralhei as cartas e pedi que voc� retirasse uma e voc� retirou a carta que estava no meio certo Sanosuke?
Certo, mas e da�?
Eu sabia que voc� escolheria a carta do meio portanto coloquei a carta com a rosa no meio, para que quando fosse escolher entre as que haviam sobrado voc� n�o tivesse nenhuma chance de escolher a rosa por que j� tinha exclu�do ela do jogo.
Mas como voc� poderia saber que eu ia escolher a do meio? Eu n�o caio nesse papo furado...
N�o � papo furado, � a verdade! Eu sabia que voc� escolheria a do meio pelo jeito que segurei as cartas para que voc� escolhesse Sanosuke. A maneira como eu dispus as cartas em minha m�o te levaram inconscientemente a escolher aquela que est� no meio, desse jeito , veja.
E ent�o Katsuo mostrou a Sano a maneira como havia colocado as cartas em sua m�o e Sanosuke reconheceu que havia tirado a carta do meio sem pensar muito e que provavelmente faria de novo caso fosse pedido a ele.
Bom, eu tenho que reconhecer que � um truquezinho eficiente esse seu, mas mesmo assim, voc� me fez perder com isso, n�o me fez ganhar, ent�o de nada adianta...
Primeiro, n�o � um truque! � puramente baseado no instinto humano assim como a pr�xima manobra que mostra como eu deixei que ganhasse. Veja, na primeira vez que jogamos quando pedi que escolhesse uma das cartas que tinha sobrado em minha m�o voc� escolheu a direita, fato irrelevante por que voc� j� havia exclu�do a rosa, portanto iria perder de qualquer jeito. Por�m, na segunda vez que jogamos voc� escolheu a esquerda, fato que eu j� havia previsto, portanto foi onde eu coloquei a carta com a rosa. Antes que voc� me pergunte como eu sabia que voc� escolheria a esquerda eu lhe direi: na primeira jogada voc� escolheu a direita e perdeu, portanto instintivamente , mesmo que de maneira leve, quase inconsciente, voc� sente que n�o h� por que continuar do lado direito , portanto, escolhe o lado contr�rio.
Fascinante! Realmente fascinante...como voc� aprendeu isso tudo???
Com experi�ncia. O ser humano age de acordo com um certo padr�o. Todos reagem da mesma forma quando se sentem assustados, todos reagem da mesma forma quando s�o atacados, e assim � quando algu�m se sente com sorte ou azar! � claro, que muitas pessoas fogem desses padr�es, n�o h� como prever tudo, mas de uma forma geral os seres humanos s�o previs�veis...
Ao mesmo tempo em que dizia essas palavras, Katsuo pensava que realmente haviam exce��es, e que esses seres humanos podiam se considerar aben�oados, ainda mais considerando as atuais situa��es ...foi interrompido por uma pergunta de Sanosuke que cada vez mais se interessava pelo assunto.
Mas eu n�o quero deixar ningu�m ganhar, como eu fa�o pra ganhar?
Bem, esse jogo s� pode ser jogado em tr�s rodadas, pois do contr�rio, o conceito psicol�gico que te ensinei pode n�o funcionar muito bem. Voc� faz tudo da mesma forma que fiz com voc�, deixando que a pessoa perca a primeira rodada e ganhe a segunda. Considerando que trata-se de uma aposta, sugira um aumento na aposta na �ltima rodada, melhor, sugira um "tudo ou nada", geralmente quem ganha n�o recua, e coloque a carta da rosa na frente e ela ser retirada de cara. Se n�o der certo, coloque a carta da rosa no lado oposto ao que a pessoa escolheu na segunda rodada pois em geral quem ganha permanece com a estrat�gia vencedora, portanto escolher� o mesmo lado que escolheu na segunda rodada.
Cara, isso � demais! Eu tenho que dar o bra�o a torcer, voc� � realmente bom, muito obrigado! Voc� resolveu meu problema, eu t� te devendo uma...j� sei, amanh� te levo pra tomar saque comigo com a grana que vou recuperar l� na casa de jogos ok?!
Seria um prazer! Agora com licen�a, eu tenho alguns assuntos para resolver.
� claro, vai nessa! E, olha, valeu mesmo hein...?
N�o foi nada.
Katsuo saiu com um sorriso feliz em seu rosto, tinha ficado satisfeito em poder ajudar. Saiu pelos fundos do dojo na escurid�o que j� ia tomando o c�u com a noite chegando, e a lua crescente saindo no c�u come�ava a aparecer entre as nuvens.
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