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O Despertar de um Amor VIII
Caramba... que que a gente faz agora? - perguntou Misao, desesperada.
Vamos ver se a gente consegue fazer o sangue parar de sair...- disse Kaoru pegando a faixa que prendia o kimono e tentando atar em volta da ferida de Sanosuke.
N�o vai dar! A gente vai ter que lev�-los at� a Megumi!
N�o tem jeito! Primeiro, o Sano � grande demais, segundo, mesmo que a gente conseguisse levar os dois, eles perderiam ainda mais sangue quando a gente fosse carregar. E nem tem jeito da gente chamar a Megumi aqui! Vai que esses caras acordam e a gente deixou eles aqui! E a gente n�o pode deixar Niagi-sama e Kenji sozinhos!
Ma...
N���������OOOOOOOOOO!!!!!!! - foi o grito que veio do port�o.
Miri... n�s... eu... - Kaoru estava sem fala.
Miri caiu ajoelhada no ch�o, chorando, mas com a raiva � flor da pele.
Sano... Kini... quem foi que...
*ack*... Fui eu, sua traidora desgra�ada. - disse a mulher que fizera todo o estrago, se levantando com uma m�o na garganta e ao outra segurando sua katana.
Akame...sua miser�vel! - disse Miri, se levantando de s�bito, e Tsubame, ainda desacordada, rolando pelo ch�o. Miri puxou seus leques com for�a, a raiva e tristeza aparentes no olhar.
Miri se tornara uma mistura de suas faces. A Miri doce, simp�tica, que sabia chorar; e a Miri guerreira, cheia de �dio, que n�o hesitava em matar quem quer que ferisse sua outra face. S� que no momento, ela estava com sede pelo sangue de Akame e chorando por Sano e Kini. E aquela Miri era muito mais perigosa do que qualquer das outras duas. Ela saiu correndo em dire��o a Akame, que desviou o golpe horizontal do leque e deu um contragolpe nas costas de Miritsuna, que defendeu colocando o leque na sua frente, como se fosse um escudo.
Miri aproveitou a defesa e deu uma rasteira em Akame, que caiu de costas, mas antes que ela pudesse dar um golpe na garganta de Akame, esta levantou a katana, impedindo a conclus�o do golpe. Akame se levantou e investiu dando um golpe de perfura��o, que errou o abd�men de Miri por cent�metros. Elas ficaram trocando golpes at� que Miri conseguiu atingir a coxa esquerda de Akame com um golpe de corte vertical, que a fez fraquejar e cair. Antes que Akame se levantasse, Miri lhe deu uma joelhada na m�o e ela largou a espada.
Kaoru e Misao j� teriam se metido na luta h� muito tempo se Kenshin e Aoshi n�o as tivessem parado. Kaoru queria impedir que Miritsuna matasse Akame, enquanto Misao estava com uma vontade tremenda de ir l� ajudar Miri a cortar a garganta da mulher. Ao inv�s do que todos pensaram quando Miri desarmou completamente Akame, Miri n�o a matou. Ela foi para tr�s de Akame e puxou-a pelos cabelos, fazendo com que seu ouvido estivesse bem perto de seu rosto quando ela falou baixinho :
Morte para voc� seria pouco. Eu sei que voc� preza sua liberdade e seu poder mais at� que sua vida. E � exatamente isso que eu vou tirar de voc�.
Ela se virou para Kenshin e disse num tom quase suplicante:
Por favor, leve esta CRIATURA aqui para a pris�o. Eu... preciso cuidar de Sano e Kini. - disse ela, largando o cabelo de Akame e indo at� o lado de Kini e Sano. - Eu...n�o posso carregar o Sano... - ela murmurou mais para si mesma do que para os outros, chorando, enquanto Kenshin e Kaoru levavam Akame para a delegacia.
Misao deu uma cotovelada em Aoshi, e disse baixinho:
Quem foi empurrada para o po�o fui eu e eu nem ligo mais para isso. Eu n�o quero ver ningu�m sofrer, Aoshi. Ningu�m.
Silenciosamente, como sempre, Aoshi foi at� Sano e levantou-o para carreg�-lo enquanto pensava t�o friamente quanto podia "J� � a segunda vez que eu fa�o isso hoje. Espero que n�o se torne costume."
Miri ficou genuinamente espantada, enquanto mais l�grimas rolavam por seu rosto e ela levantava Kini para lev�-la ao consult�rio de Megumi.
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Como voc�s ESPERAM que eu fa�a um MILAGRE desse se ningu�m aqui me ajuda?! - gritou Megumi, que estava hist�rica porque tinha que fazer duas cirurgias de alto risco ao mesmo tempo.
Ca...cal...calma,... Megumi-chan... - Jorge, o marido ingl�s de Megumi, j� falava um japon�s de turista se sua mulher estava ou n�o raivosa, mas ela estando sua gagueira para falar piorava muito. - eu te...aj...ajudo!
Seria muito bom se voc� fizesse isso, voc� come�ou a fazer faculdade de medicina, largou por que quis, agora cuida ali da menina que o ferimento dela ainda foi no osso, Joji, d� pra recuperar!
Cer...to.- e come�ou a tentar estancar o ferimento de Kini, enquanto Megumi fazia o mesmo por Sano.
Do lado de fora da sala de atendimento, Miri estava sentada na porta, chorando compulsivamente. Kenshin fora at� l� para ver como andavam as coisas, depois de ter visto com alguma satisfa��o vingativa Akame presa e um batalh�o inteiro da pol�cia ir metade para a mans�o Yonamoto, metade para o Dojo Kamiya para prender os soldados da Espadas G�meas.
Miri-sama... eles v�o se recuperar.
� isso que eu espero... eu n�o quero perder mais ningu�m... n�o, n�o... N�O!!!!!- ela estava evidentemente se lembrando de alguma coisa. Estava completamente transtornada.
Miri-sama, o que... Aoshi, o que ela tem?
Provavelmente ela est� se lembrando da morte dos pais. Mortos por ladr�es de estrada sem nenhum motivo em especial quando tinha cinco anos. Ela viu tudo.
Uh... - Kenshin n�o ficava t�o impressionado assim com hist�rias tr�gicas, a final de contas a sua tamb�m n�o era menos; mas ele nunca vira algu�m naquele estado. - Miri-sama, acalme-se, por favor...
Papai... mam�e... agora Kini, minha menininha, minha filha; e Sano...n�o, n�o, Sano n�o, ele n�o pode ir, n�o ele, n�o Kini, n�o...
Miri-sama... POR FAVOR!!!!
Hi...Himura-sama...???
Miri-sama, a senhorita estava completamente perdida em seus pensamentos...
Aaaaaaah... eles n�o podem morrer... n�o... - e continuou com seu choro compulsivo, contudo sem falar coisas sem nexo como antes.
Eles... v�o ficar bem... - disse Kenshin, tentando dar mais esperan�as para Miritsuna.
Aoshi voltou para o dojo um pouco depois. Kenshin e Miri passaram a noite em claro, at� que, quase amanhecendo, Megumi, exausta, abriu a porta e disse sem l� muita emo��o:
Agora � esperar pra ver se eles acordam.
O Despertar de um Amor IX
*ack*... Tem algu�m a�?
O sil�ncio foi a resposta para a pergunta de Kini.
AAAAAH, que beleza, sozinha aqui, no escuro e AAAAI!!!!! - sua ferida recente latejou quando tentou levantar. - e sem poder levantar! Pera... Sano?
Sano estava deitado num futon afastado, com os olhos abertos.
Que foi?
Eu perguntei se tinha algu�m! Por que voc� num respondeu? H� quanto tempo a gente est� aqui? Voc� t� bem? Onde a gente t�?
Nem sei quanto tempo a gente t� aqui na clinica da Megumi, s� sei que eu to bem e pelo jeito 'c� t� tamb�m.
Ah, que coisa linda, como � que largam dois pacientes em recupera��o sozi...- antes que terminasse a frase, a porta da sala se abriu, e uma Miri de olhos vermelhos e rosto marcado pelas l�grimas entrou carregando um lampi�o.
Voc�s...est�o bem?
Sim, 'tamos!
Que bom!- disse ela com um sorriso genu�no e aliviado. - Como � que voc� foram fazer uma loucura dessas? Os dois querem me matar do cora��o, �?! - disse ela, recuperando automaticamente sua alegria ao ver os dois acordados e bem. Ela passara quinze dias chorando enquanto eles n�o acordavam.
Ei, Miri, vem c�! - disse Sano repentinamente.
Que foi, Sano-chan?- disse ela, se ajoelhando do lado do futon.
'c� quer casar comigo?
...eu...ouvi direito?!
Claro que ouviu! Quer casar ou n�o?!
Claro que sim!- disse ela, dando-lhe um beijo apaixonado.
Por favor... tem crian�as no recinto, sabiam? - disse Kini num tom divertido, com um sorriso imenso no rosto. - Eu quero uns dez irm�ozinhos, t�?
Unissonamente, Sanosuke e Miritsuna responderam:
Vai na f�!
Voc�s realmente combinam. - disse Kini, rindo, virando a cabe�a pro outro lado, j� que n�o podia virar o corpo, enquanto Sano e Miri se beijavam mais uma vez.
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Mesmo? De verdade?
Claro, Misao!
Ah, obrigada, Miri! � claro que n�s vamos, n�, Aoshi?- disse Misao, com um sorriso pid�o no rosto.
Se voc� faz quest�o... - disse Aoshi, do seu modo frio habitual.
AAAAAAH, que �timo! Vou ser madrinha de casamento! - disse Misao, toda feliz. Eles tinham finalmente se perdoado mutuamente, mesmo sem um acreditar na vers�o do outro sobre a hist�ria do po�o. O fato � que Miri devia quase tudo o que sabia � Oniwabanshuu; e que Miri fora a segunda melhor aluna de Aoshi, s� perdendo para Hannya. Assim, assumindo as parcelas de participa��o na vida um do outro, eles haviam finalmente conseguido ficar em paz.
Hahaha, bem, acho que est� tudo pronto! S� faltavam os meus padrinhos, agora que voc�s aceitaram, est� tudo pronto! � daqui h� uma semana!
Pode deixar que n�s vamos estar l�! - disse Misao, toda empolgada.
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A festa de casamento fora a coisa mais simples do mundo. Miri tivera a dec�ncia de vestir o kimono feminino e usar sua peruca, mas no fim da festa ela j� tinha se enfiado dentro do seu surrado par de cal�as e jogado a peruca longe. Kini ria h� vontade, feliz por sua m�e ter finalmente achado algu�m que pudesse amar com todo o cora��o. Ela sabia que seu lugar jamais seria perdido, afinal de contas sua m�e a amava mais do que se ela tivesse nascido de sua barriga. Ela divertia Kenji, contando piadas e fazendo trapalhices, enquanto Kaoru e Kenshin faziam seu papel como padrinhos do noivo. Sano e Miri eram os maiores sorrisos do mundo, e foram nesse esp�rito para a nova casa que compraram com o que sobrara daquela �nica noite em que os dois ganharam no jogo. Kini, por 'um mero acaso', fora dormir no dojo.
Yahiko e Tsubame j� estavam planejando seu casamento, agora com o consentimento da Senhora Sanjou, que chamou-os para morarem junto a ela naquela casinha que ela abandonara naquela madrugada tr�gica.
Foi uma noite realmente feliz, mas apenas o consumar p�blico do despertar de um amor que j� estava desde aquele misterioso sonho pronto para nascer.
Fim
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