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O Despertar de um Amor V
(T�quio, uma semana depois)
Sano tinha voltado a freq�entar o Dojo Kamiya, muitas vezes na companhia de Miri e Kini. Miri, depois de um pedido de desculpas formal a Kaoru e Kenshin por seu descontrole na frente de Kenji, ( coisa que Aoshi tinha feito logo depois que ela fora embora ) tinha se tornado muito amiga de Kaoru. Kini e Sano se davam relativamente bem, por mais que Kini achasse que era s� mais um caso de sua m�e e n�o escondesse isso de ningu�m. Aoshi, Misao e Miri, logo da primeira vez que ela acompanhou Sano, fizeram um pacto: iriam se ignorar para evitar mais brigas desnecess�rias e inc�modas. Assim, tudo corria muito bem at� que uma carta de Okina para Aoshi deixou grande parte deles preocupada:
'Aoshi,
O casal que voc� avisou que chegaria n�o apareceu aqui. Mandei Kuro vasculhar a �rea da floresta e ele detectou sinais de luta, e ao que parece algu�m foi capturado. Tenho a impress�o de que n�o � coincid�ncia o fato deles n�o terem chegado aqui; principalmente porqu� foi encontrada uma shinai quebrada no local. Parece que esse casal se meteu com algu�m grande, e est� em apuros.
Okina.'
Kaoru desmaiou assim que Aoshi mostrou a carta a eles; Kenshin ficou muito pensativo; Sano, como sempre, otimista e Misao j� estava querendo voltar para Kyoto para procur�-los. Aoshi se manteve impass�vel como sempre, mas l� no fundo daquela carapu�a de gelo um fiapo m�nimo de apreens�o apareceu, mas ele logo o reprimiu sem pestanejar. Miri e Kini n�o estavam presentes, no que s� foram ficar sabendo disso vagamente, e, por nunca terem conhecido Yahiko e Tsubame, sua aten��o n�o foi muito voltada para isso.
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Tr�s dias depois, � noite, numa parte da cidade n�o muito longe do dojo, uma casa era invadida por sete espadachins. Os donos da casa, assim que ouviram ru�dos estranhos haviam fugido, mas foram perseguidos pelos espadachins. Eles lembraram-se que l� perto havia do dojo onde morava um certo rapaz... era o m�nimo que eles poderiam fazer depois de sua filhinha ter sido raptada pelo tal moleque. A senhora Sanjou era r�pida, mas seu marido foi pego e estra�alhado. A senhora Sanjou deu um grito forte e l�grimas voaram de seu rosto quando ouviu um grito abafado pelo som de sangue voando, mas ela n�o parou de correr. Tr�s dos espadachins ainda estavam atr�s dela, os outros estavam terminando de matar seu marido.
Ela vislumbrou com uma falsa alegria o Dojo Kamiya, e essa alegria se encheu ainda mais porque ela tinha alguma dist�ncia dos assassinos, o que ela achava suficiente para ter tempo de entrar. Ela come�ou a gritar com todas as for�as que tinha pedindo por socorro, e quando chegou � porta do dojo deu tantos murros no port�o que pequenas valas j� se formavam nos locais onde ela batia freneticamente. Uma porta se abriu com viol�ncia dentro do dojo, mas a dist�ncia que a senhora Sanjou Niagi conseguira fora praticamente extinta durante o tempo em que ela berrava para salvar sua vida. Segundos antes que Kenshin abrisse o port�o com uma brutalidade enorme, o primeiro espadachim acertou na senhora Sanjou um corte profundo nas costas, que mesmo assim n�o a matou. Kenshin derrotou os tr�s espadachins sem pestanejar e levou a senhora Sanjou para dentro.
Kaoru e Misao vieram correndo, e quando viram o estado em que a mulher t�o parecida com Tsubame, que s� poderia ser sua m�e, estava, Misao saiu correndo para a cl�nica do falecido Dr. Gensai, que agora pertencia a Megumi.
Nesse meio tempo, Aoshi, que chegara � frente do dojo segundos depois de Kenshin, e sa�ra para verificar outros ru�dos de passos, retalhava os quatro espadachins que mataram o senhor Sanjou.
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Megumi, como tantas vezes em que aquele pessoal se metia em encrencas, fizera uma opera��o de alto risco no meio da noite, l� no dojo mesmo. Ela, seu marido, ( um ingl�s que fora visitar o Jap�o e se apaixonara por Megumi ) e Misao levaram o material, mas periodicamente Joji ( como Megumi pronunciava Jorge ) tivera que voltar para buscar mais alguma coisa. No final das contas, a senhora Sanjou ficou bem, mas ainda estava inconsciente.
Todo dia algu�m ficava do lado da senhora, para o caso dela acordar. Foi num dos dias de folga de Miri, quando a pr�pria estava tomando conta da senhora Sanjou, que ela acordou.
Nnnng....
Senhora?
AAAAH!!!! KAZUO!!!! PEGARAM KAZUO!!!!! MEU KAZUO!!!!!
Senhora, acalme-se... seu marido... ele...
KAZUOOOOO!!!! ELES O PEGARAM!!! ELES...ELES...!!!!!
"Porcaria... na hora da fuga, ela n�o deve ter nem prestado aten��o que o marido foi morto... agora ela est� descontrolada..." - Sano! Kaoru! Himura-sama! Algu�m a�!?
Kaoru e Kenshin chegaram correndo, enquanto a senhora Sanjou se descabelava e gritava por seu querido Kazuo.
Senhora! Senhora, por favor... - as tentativas de Kaoru para acalmar Sanjou Niagi fizeram tanto efeito quanto as de Miri.
Senhora... A senhora faz id�ia de quem fez isso? - perguntou Kenshin
ELES...ELES... OS.... QUE CHAMAMOS PARA... TSUBAME...
Tsubame... para trazer sua filha de volta.
SIM.... OS G�MEOS... OS YAKUZA... PROMETERAM... TSUBAME...
G�meos? Yakuza? A senhora quer dizer os Yakuza Espadas G�meas? - perguntou Miri, alarmada.
ELES, ELES PROMETERAM TSUBAME... ELES FALARAM QUE A TRARIAM DE VOLTA... OS ESPADAS G�M... - e desmaiou.
Yakuza Espadas G�meas? - perguntou Kenshin, olhando para Miri.
Errr... Hora de falar um pouco mais sobre meu passado.
O Despertar de um Amor VI
(T�quio, dia presente)
Depois que sa� da Oniwabanshuu, muita coisa aconteceu em minha vida, mas se eu fosse contar todas elas...
Fale. - disse Kenshin, de um jeito meio pr�tico - Se voc� puder nos esclarecer sobre a morte do pai de Tsubame, fale.
Pois muito bem. H� cinco anos atr�s, depois de muita coisa acontecer, eu me juntei � Yakuza Espadas G�meas. Eles est�o envolvidos em crimes como extors�o, agiotagem, seq�estro, �s vezes at� lavagem de dinheiro. Mas o que mais costumam fazer � chantagem com quem tem algumas habilidades... Eu sa� de l� em menos de um ano, mas o que importa aqui � o que eu sei deles, e o que acho que est� acontecendo.
Por favor... - disse Kaoru, que estava temendo, e com raz�o, pela vida de Yahiko.
Os Espadas G�meas s�o liderados pelo casal de g�meos Akame e Oshime Yonamoto. Akame n�o tem a melhor das per�cias com a espada, mas ainda assim consegue impor algum respeito com sua t�cnica; mas o que ela tem de melhor � sua capacidade estrat�gica : Akame consegue fazer uma estrat�gia para tr�s pessoas vencerem duzentas sem pensar mais que alguns instantes. J� Oshime � um mestre na espada. Sempre que termina numa luta, o inimigo vira uma massa disforme. Mas sua capacidade mental n�o � muito agu�ada, e ele sempre tem que ser instigado por Akame. Resumindo: Eles s�o como se fossem um s�: Akame � o c�rebro; Oshime, o corpo. O alto escal�o da Espadas G�meas � composto por lutadores, espadachins e outros com capacidades de luta maiores. O resto s�o s� um bando de pulhas que tem um pouquinho de treino; espadachins med�ocres, como os que mataram o marido daquela senhora.
Ao que parece, eles tem poder. - disse Aoshi, meio relutante.
Sim. Eles s�o famosos no submundo como os melhores. S�o frios e calculistas, principalmente porque o c�rebro de toda a coisa � Akame. � a� que chegamos na parte do que acredito que est� acontecendo com seus amigos. Pelo jeito, o tal Yahiko tem uma ou outra habilidade que interessa ao Espadas G�meas, mas como ele se recusaria a ajud�-los, eles mant�m tal Tsubame como ref�m para obrig�-lo a cometer os crimes. Matar os pais de Tsubame � s� para que eles n�o contem nada � pol�cia.
Mas como eles saberiam das habilidades de Yahiko? -perguntou Sano.
Pelo que aquela senhora disse, eles contrataram os servi�os da Yakuza para trazer a mo�a de volta. Provavelmente os Yakuza s� iriam arrancar dinheiro deles e depois os matariam do mesmo jeito. Mas pela carta que 'ele' recebeu - disse ela, olhando para Aoshi - O tal Yahiko resistiu � captura de um modo que atraiu a aten��o de Akame. E assim chegamos ao que acredito ser a situa��o atu... - a �ltima palavra foi interrompida por uma flecha com um papel preso que passou a mil�metros do rosto de Misao e prendeu-se na parede.
A pr�pria Misao pegou o papel, e come�ou a l�-lo alto para todos:
' Se realmente se importam com Myoujin e Sanjou, vou dar-lhes uma dica: n�o se metam no que n�o foram chamados. E aviso: Himura Battousai vai pagar por tr�s soldados incapacitados e uma miss�o estragada; e Shinomori Aoshi, por quatro soldados mortos. Eu proponho um duelo com cada um em retalia��o aos estragos; na minha mans�o, amanh�, meia-noite. Miritsuna sabe onde � minha casa. Talvez voc�s tenham not�cias de Myoujin e Sanjou se aparecerem.
Yonamoto Akame'
Em un�ssono, Misao e Kaoru disseram: - Voc�s N�O V�O!
Kenshin e Aoshi se olharam discretamente e, fazendo sinais m�nimos com a cabe�a e os dedos, combinaram todo o modo de irem sem que suas esposas desconfiarem.
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Quase dez da noite do dia seguinte, Kenshin e Aoshi iam em dire��o ao alojamento onde Miri morava. N�o fora nada dif�cil fazer Sano falar onde ela morava, um simples jogo de palavras e ele contara tudo o que eles precisavam saber. O que eles n�o esperavam era ver Miri na frente do alojamento, como quem espera algu�m.
Finalmente chegaram. J� estava come�ando a achar que voc�s tinham desistido.
Como sabia que ir�amos para o duelo? - perguntou Kenshin, surpreso.
Shinomori me treinou com alguma dec�ncia. N�o � t�o dif�cil perceber uma troca de sinais. Ali�s, voc� treinou sua esposa muito mal para ela n�o ter percebido aquilo, Shinomori. Era o m�nimo que uma Oniwaban deveria detectar.
Miyata, n�o viemos aqui para discutir o treinamento de Misao, e sim para que voc� nos leve at� a casa de Yonamoto.
Claro, claro... Estejam bem alertas, isso est� cheirando longe a emboscada. - Ela meteu as m�os pela parte de tr�s da gola do kimono e puxou uma par de coldres do comprimento para wakizashi, mas muito mais largos.
Que arma � essa? Voc� foi treinada para...
Para usar wakizashi e kunai. Eu aprendi muitas coisas desde que sa� da Oniwabanshuu. Voc�s s�o s� a base de tudo o que sei. Vamos logo. O caminho mais curto � pelo alto das casas, ent�o...- ela pulou pro teto do alojamento, no que foi seguida por Aoshi e Kenshin.
Eles sa�ram pulando de teto em teto, mas o que n�o repararam � que pouco antes de pularem para a segunda casa, Kini sa�ra do alojamento com a wakizashi e os kunais antigos de sua m�e adotiva enfiados nas mangas.
- Mam�e percebeu o perigo iminente...acabo de me dar conta de uma emboscada mais perigosa... todos n�s corremos perigo. - e com habilidade semelhante a de Miri, ela pulou pro teto da casa em sentido inverso, indo para o alojamento onde Sano morava.
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J� vai! - Sano saiu correndo at� a porta de sua casa, dando de cara com Kini.
Vamos para o Dojo Kamiya. - disse ela, pegando-o pela m�o e arrastando-o.
Calmae, que que a gente faria l� a essa hora?
Himura-sama, Shinomori-sama e minha m�e foram para o tal duelo q t� na cara que � armadilha. O dojo t� desprotegido sem os dois l�. Eles podem ficar na mesma situa��o que o tal Yahiko parece estar.
Voc� quer dizer...
Sim, eu quero dizer que Kaoru-sama e Misao-sama podem ser seq�estradas, Sanjou-sama assassinada e os dois pressionados a cometer crimes. Agora, d� pra vir?!
Sem mais delongas, eles sa�ram correndo ruas afora at� o Dojo Kamiya Kasshin.
O Despertar de um Amor VII
(T�quio, dia presente)
Vem logo!
Ei, quem te disse que 'c� pode mandar em mim?
Ah, caramba, Sano! Num t� vendo que a situa��o � perigosa?!
Num precisa dizer de novo, pirralha! S� d� pra me ajudar aqui?
T� bom! - de cima do muro onde estava, Kini soltou a faixa que prendia o kimono e estendeu � Sano.
Pra que esse caminho ABSURDO se � t�o pertinho? - disse ele, enquanto terminava de subir o muro e Kini j� ia se livrando de seu kimono feminino comum, e revelava por baixo uma roupa t�o batida quanto a de Miri. - E que roupa � essa se eu nunca te vi de cal�a? Vai me dizer que 'c� tem cabelo curto tamb�m?!
Quanto ao caminho, cuidado NUNCA � pouco. Eu desconfio de cada sombra, e eu acho que um caminho feito usualmente � perfeito para nos encurralar. Eu s� uso essa roupa pra lutar, a saia atrapalha muito. E o meu cabelo � verdadeiro, ele n�o me atrapalha tanto quanto o da mam�e a atrapalha quando t� comprido. Agora, acelera o passo! - e pulou do muro.
Antes que ele levantasse o p� para pular, dez espadachins apareceram de cada lado do muro. Sano ia pular para enfrent�-los, mas antes que ele fizesse isso Kini pulou de volta pro alto do muro, dando uma bela volta ao redor de si mesma ao pular.
PARA O DOJO! - gritou ela, pulando para o telhado mais pr�ximo
QU�? A GENTE N�O VAI ENFRNTAR ESSES CARAS?!
ELES V�O NOS SEGUIR, SEU BURRO! L� NO DOJO N�S VAMOS TER UMA BASE E MAIS GENTE PARA NOS AJUDAR! USA ESSE C�REBRO! SE TEM GENTE AQUI QUER DIZER QUE TEM MUITO MAIS GENTE L�!
BURRO O CARAMBA!!!...mas 'c� t� certa... MAS V� SE NUM ABUSA, FEDELHA! - e foi pro telhado onde ela estava.
"Fedelha... J� j� ele vai ver a fedelha..." - pensava Kini, enquanto corriam os telhados e muros at� perto do Dojo.
Kini estava imensamente certa. J� haviam mais de sessenta espadachins cercando o dojo, e eles n�o paravam de chegar de todos os cantos. L� dentro, Kaoru e Misao pareciam completamente atordoadas.
A gente tem que entrar l�!- disse Sano.
Sim... mas como?
Hehe, n�o � a senhora sabe-tudo?
Agora n�o � hora pra gracinhas.
T�, t� bom... Vamo fazer a seguinte. 'C� consegue pular naquela �rvore ali? - e apontou para a cerejeira ao lado da entrada do dojo.
Naquela eu n�o tenho certeza. Mas daquela ali 'praquela' � um pulinho que qualquer idiota consegue fazer. - disse ela, apontando para a cerejeira um pouco afastada da outra, que estava � pouca dist�ncia do telhado onde estavam.
�timo! 'C� pula ali, depois na outra cerejeira e depois 'c� anda no telhado pra achar alguma brecha... se num me engano tem uma no quarto do Kenji.
Ah, claro... e voc�?
Acho que consigo fazer o mesmo caminho.
AAAAAH, vai nessa que voc� entra bem... se voc� n�o consegue nem pular um muro, voc� n�o consegue pular naquela �rvore ali.
Engra�adinha... tem umas outras cerejeiras ali; � s� eu pular da mais perto at� aqui. A �nica diferen�a � que voc� vai fazer o caminho curto.
Beleza, vamos nessa que esses caras j� t�o quase entrando no dojo!
Vamo!
Assim, Kini pulou nas duas cerejeiras e foi pro teto do dojo, at� que achou a fresta, bem no teto do quarto do pequeno Kenji. Sano teve que ir muito mais longe para achar uma cerejeira pr�xima o suficiente, mas no final ele conseguiu. Kenji se assustou quando os dois entraram no quarto, mas vendo que eram s� "Tia Kini" e Sanosuke, ele se acalmou. Os dois sa�ram correndo at� a sala do dojo, onde Misao e Kaoru pareciam estar discutindo se lutavam ou n�o, mas pararam em choque quando viram os dois chegarem na sala vindo dos fundos da casa.
Ei, sabiam que estamos num cerco? - disse Kini, j� se metendo na conversa. - Temos que atacar logo. Kaoru-sama, Misao-sama, Sano, eu tenho uma id�ia. Niagi-sama... - ela chamou a m�e de Tsubame. - a senhora poderia ficar l� dentro com Kenji para sua pr�pria seguran�a? Se puder fazer com que ele n�o saia do quarto...
Claro.- disse a senhora. - eu realmente prefiro ficar bem longe desses... animais...- uma l�grima escorreu por seu rosto enquanto ela ia para dentro, onde ficaria bem e em seguran�a.
Bom, voltando a t�ticas... - come�ou Kini.
EU N�O VOU LUTAR!!! - disse Kaoru. - EU TENHO UM FILHO PARA CRIAR!
Kini, depois de um momento de choque, foi lentamente at� Kaoru e disse baixinho perto do ouvido dela:
Voc� prefere correr o risco de morrer tentando salvar seu filho ou se abster da batalha e ter certeza de que voc�s dois estar�o mortos em instantes?
Eu...eu...
Decida-se. O tempo � curto e o risco � 'apenas' de que perdamos nossas vidas.
E...eu vou.
Muito melhor assim! Bem, temos que nos acertar... pelo que pude ver, na frente do dojo est� o pessoal mais gabaritado. Sano, voc� vai pra l�. Kaoru-sama, Misao-sama, nas laterais do dojo est�o espadachins mais fracos, em compensa��o em n�mero maior. Cada uma vai para um lado. Eu vou pros fundos.
Mas voc� � s� uma menina! - disse Misao.
Oh, Misao-sama, e tive um treinamento muito bem dado. E eu j� tenho quinze anos, t�? - e saiu pros fundos da casa.
"Essa menina � que nem eu..."- pensou Misao, correndo para o lado direito da casa e preparando suas kunai, enquanto Kaoru pegava a bokutou e ia para a esquerda e Sano estralava os dedos indo para frente da casa.
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� aqui. - disse Miri, na frente de uma bela mans�o ao estilo europeu. - Alguma id�ia para entrarmos?
Temos que acabar com aqueles espadachins antes de discutir isso. - disse Aoshi com sua frieza j� t�o normal em se tratando dele, enquanto vinte espadachins sa�am dos lados da mans�o.
Ah, deixa que eu cuido desses idiotas... faz um tempo que eu n�o brinco um pouquinho. - disse Miri, tirando as armas do coldres. Era um par de leques de ferro com l�minas nas pontas, de cerca de 60 cm, feitos com perfei��o.
Mas que armas s�o essas...?! - murmurou Kenshin, enquanto Miri corria e j� abatia tr�s dos espadachins.
S�o apenas presentes de um grande amigo! - gritou Miri, enquanto acervava um chute nas costas de um e um golpe horizontal em outro.
Aoshi e Kenshin n�o ficaram parados, mas era Miri quem tinha realmente feito o trabalho sujo, afinal, como Sano, ela amava lutinha para se exercitar. No final das contas, ficaram oito espadachins desmaiados, dois fugidos e dez mortos ou gravemente feridos. Aoshi n�o se abstera em matar, t�o pouco Miri, mas alguns ela 's�' deixara com les�es definitivas na coluna ou membros.
A senhorita � realmente boa lutadora. - disse Kenshin, que n�o esperava que ela lutasse daquela maneira.
Obrigada! Alguma sugest�o para entrarmos? - perguntou ela de um modo quase divertido.
Creio que n�o vai ser necess�rio fazermos muito esfor�o. - disse Kenshin, ao ver que algu�m vinha pela alameda de pinheiros que havia no jardim da mans�o.
Era uma mulher, n�o muito alta, e de certa beleza. Ao que a mulher se tornou vis�vel, a face guerreira de Miri, que n�o tinha entrado em cena quando lutou com os espadachins, aflorou t�o depressa que quem a olhasse naquele momento n�o reconheceria Miritsuna.
Akame... - murmurou ela, entre os dentes.
Bem-vindos. N�o vai ser poss�vel que eu duele com voc�s, ent�o, arranjei um substituto. - disse Akame, com um sorrisinho c�nico, enquanto abria o port�o. - Meu irm�o Oshime os espera l� dentro. Tchauzinho! - e com dois passos se enfiou dentro do pequeno bosque de pinheiros que circundava a alameda de acesso � mans�o.
Aoshi foi andando alameda a dentro sem mais uma palavra, seguido por Kenshin e Miri. J� pr�ximos da porta, ela se escancarou e saiu uma leva de espadachins, enquanto uns seis de um pouco mais de capacidade sa�ram do bosque.
Covardes. - disse Aoshi baixinho, tirando as kodachi das bainhas.
Shinomori, Miyata, se divirtam com meus subordinados. Battousai, hora de brincar um pouquinho.- disse uma voz parecida com a de Akame, s� que um pouco mais grave.
Himura, este � Oshime! - gritou Miri. - Parece que ele decidiu quem � que ele quer enfrentar! Vai l�, eu tenho sei que voc� vai derrot�-lo, Sr. Hitokiri Battousai!
Como voc� sabe disso? - perguntou Kenshin, que nenhum dos espadachins ia enfrentar. Parecia que j� haviam recebido ordens de Oshime para n�o atac�-lo.
Vai me dizer que voc� n�o conhece a l�ngua solta do Sano! - disse ela, enquanto jogava longe uma cara que ela golpeara.
Hmmmm... -murmurou Kenshin, entrando na mans�o sem nenhuma interfer�ncia da parte dos espadachins.
Oshime estava no fundo do hall de entrada. Ele era ligeiramente mais alto e forte que Akame, e era praticamente igual de fei��es. Mas no fundo dos seus olhos n�o havia o brilho ardiloso que havia nos de Akame.
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Kini deu uma cusparada de sangue no ch�o antes de pular com f�ria em cima do cara que lhe dera um gancho no est�mago. Ela enfiou a wakizashi fundo no ombro direito dele, perto do peito, e deu uma cambalhota para se esquivar do ataque dos dois �ltimos espadachins que resolveram se encarregar dela. Ambos vieram em sua dire��o, e, quando estavam bem perto, ela deu um pulo e caiu de p� sobre eles, fazendo-os cair e, sem nem olhar, meteu os �ltimos quatro kunai que tinha em m�os nos pesco�os dos dois capangas.
"Acho que esses eram os com tranq�ilizantes... tenham bons sonhos..."
AAAAAAAH!!!- foi o grito vindo da frente do Dojo, evidentemente de Sano.
"N�o � poss�vel que eu o tenha superestimado... droga, melhor ver o que est� acontecendo!"- e saiu correndo pela lateral direita do dojo, onde Misao, tamb�m tinha feito estragos consider�veis nos combatentes da Espadas G�meas, estava correndo em dire��o � frente do dojo.
Quando chegaram � frente do dojo, encontraram uma cena que n�o esperavam presenciar. Misao e Kaoru, que tamb�m tinha corrido para a frente do dojo, estavam completamente paralisadas, mas Kini estava quase desmaiando. O ch�o estava coalhado de soldados da Espadas G�meas desacordados; mas Sano estava ca�do com um corte gigantesco na barriga e ao seu lado estava que parecia ter causado aquele ferimento: uma mulher de baixa estatura e apar�ncia consider�vel, que estava com uma katana suja na m�o e parecia estar preparando o golpe final em Sano; um golpe horizontal no pesco�o, como se ela fosse jogar golfe com a garganta de Sanosuke.
"N�o...n�o pode...ele ama a mam�e, e ela gosta demais dele para...ela n�o pode perder mais algu�m que ela ama... n�o outra vez... ela n�o vai ser ferida desse jeito de novo..." - pensava Kini, num turbilh�o de emo��es que nunca se abatera na garota sempre t�o moderada. - N�������OOOOOO!!!!!!
Mil�simos de segundo antes que a mulher iniciasse o golpe, Kini iniciou a corrida mais desesperada de sua vida. Ela correu mais r�pido que a espada baixando e, quando a l�mina estava quase a altura do pesco�o de Sanosuke, ela deu um pulo mirando para baixo, e recebeu o golpe em seu peito, que se abriu em um corte profundo, e desmaiou por causa do impacto.
O gesto de Kini teve o cond�o de quebrar a paralisia de Kaoru e Misao, que ficaram em estado de pura ira, enquanto a mulher estava genuinamente atordoada. Kaoru levantou sua bokutou, enquanto Misao pegou uma katana do ch�o, e ambas sa�ram em disparada em dire��o a atacante. Elas agiram num conjunto perfeito, e n�o deram chance para sequer uma defesa da mulher. Ela saiu empurrada em dire��o ao muro por Misao, desarmada por Kaoru e em instantes estava sendo sufocada pela bokutou e pelo lado inverso da katana que formavam um estrangulamento em "V" perfeito. Ela caiu desmaiada em alguns instantes com profundas marcas no pesco�o.
Desgra�ada! - xingou Kaoru com vontade, enquanto Misao corria para ver como estavam Sano e Kini.
Kaoru, estamos com problemas!
Deus do c�u, como eles est�o?! - disse ela, se ajoelhando ao lado de Misao.
Mal. Muito mal.
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Battousai! Acredito que esteja querendo ver aqueles dois, n�o � mesmo?
...
Vou entender como sim. Podem trazer!
Uns empregados trouxeram Yahiko e Tsubame amarrados, amorda�ados e completamente dopados com alguma droga tranq�ilizante; depois sa�ram.
Me ven�a, e os ter� de volta. - disse Oshime, com um sorriso maldoso.
S� preciso fazer isso? Ent�o eles j� podem se considerar livres!- Kenshin ficou a f�ria em pessoa assim que viu o estado de Yahiko e Tsubame.
Kenshin esperava que Oshime fosse um espadachim de n�vel m�dio, mas ele era mais que isso. Ele era muito bom, e seu c�rebro, que n�o funcionava normalmente, rodava a mil quando estava lutando. Oshime defendeu o golpe incisivo que Kenshin dera de in�cio, uma seq��ncia e um Ryuu Tsuy Sen sem muitos problemas.
� o melhor que tem, Battousai?
Voc� ainda n�o viu nada. - e disparou para dar uma seq��ncia de golpes verticais, dos quais dois pegaram em Oshime, que ficou o com nariz completamente esmigalhado.
Oshime n�o gostou nem um pouco, e ao inv�s de parar, o que seria o normal estando seu rosto no estado que estava, saiu correndo para dar um golpe de perfura��o que Kenshin esquivou com um desvio para a esquerda, mas quando ia dar o contra-golpe, recebeu uma pequena perfura��o do lado direito do tronco, e iria levar uma no lado esquerdo se sua velocidade n�o fosse superior � de Oshime.
A ferida era pequena, mas por ser uma perfura��o, sangrava bastante. Kenshin recuou um pouco, temeroso de que Oshime atacasse a ferida rec�m adquirida, mas seu oponente n�o desistiria t�o f�cil. Oshime tomou novo impulso, dessa vez para investir com um golpe decisivo : um ataque cortante que estava evidentemente mirando o pesco�o de Kenshin.
Kenshin desviou o golpe, mas Oshime o acertou nas costas. Contudo, Kenshin tamb�m n�o deixou barato: deu-lhe um duro golpe na altura do est�mago; acertou-o na lateral da caixa tor�xica, arrancando de Oshime o pouco ar que lhe restava; bateu com a bainha da espada em seu joelho, fazendo-o despencar e, finalmente, bateu com o cabo da espada em sua testa, de modo que Yanamoto Oshime caiu completamente desmaiado no ch�o.
Kenshin nem tinha reparado, mas j� tinha algum tempo que Aoshi e Miri estavam esperando na porta da mans�o, Miri de bra�os cruzados como quem espera que algu�m pare de enrolar e fa�a logo seu trabalho.
Finalmente! - disse ela de um jeito que parecia repreende-lo. - Sete anos sem lutar te enferrujaram.
Miri-sama, eu... Vamos ajudar Yahiko e Tsubame, sim? - disse Kenshin, enquanto pensava: "Ela...� realmente despachada."
Ah, claro... acho que eles v�o ter que ser carregados... - ela andou at� os dois, que estavam completamente apagados. - �, tenho certeza que v�o ter que ser carregados.
Ela olhou para Yahiko, que se tornara um jovem bem alto e largo e depois para Kenshin.
Errr... Eu carrego a garota. Algu�m a� se habilita a carregar ele aqui? - ela olhou bem pra cara de Aoshi, como quem diz: 'Voc� n�o quer que o baixinho carregue esse cara do tamanho de um boi, quer?'
Eu o levo.- disse Aoshi no seu comum tom neutro.
�timo! - e Miri j� foi colocando os bra�os de Tsubame em volta de seu pesco�o, gesto que foi refeito por Aoshi com Yahiko.
Miri-sama, eu posso carregar Tsubame. -disse Kenshin.
Que nada! Eu e Shinomori s� brincamos com aqueles idiotinhas, temos que fazer mais alguma coisa!
Mas...Miri-sama...
Sem 'mas', eu vou carregar Tsubame e pronto!
Kenshin deu um suspiro resignado enquanto passavam pela alameda de pinheiros, cheia dos soldados dos Espadas G�meas derrotados na luta contra Aoshi e Miri. Eles foram pro Dojo em paz, sem ter a m�nima id�ia do que encontrariam l�.
[Coment�rio]: T� certo, leque com l�mina � for�ado, mas Mortal Kombat foi uma �tima inspira��o para eu dar uma arma mais requintada para a Miri... Por favor, n�o me esganem!
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