
Segundo Helena Blavatsky, Lemúria foi um vasto continente que precedeu a Atlântida e anterior a África. Foi destruída por terremotos, fogos subterrâneos e submergida no oceano há milhões de anos, deixando apenas como recordação, vários picos de suas montanhas mais altas, que agora constituem várias ilhas, entre as quais a Ilha de Páscoa.
Na metade do século XIX, algumas descobertas foram feitas que resultaram numa nova onda de especulações sobre os continentes perdidos. Ernest Haeckel, que popularizou as teorias de Darwin na Alemanha, sugeriu que a Lemúria tinha outros tipos de vida além dos lemurianos. Ele achava que este seria o berço da raça humana, onde toda a semelhança entre o homem e o macaco se desenvolveu.
Madame Blavatsky e sua Sociedade Teosófica foram responsáveis por tornar perfeitamente legítima a hipótese da existência da Lemúria. Em 1888 um marco do mundo do ocultismo ocorreu quando foi publicado "The Secret Doutrine", onde declarava que os estudos coincidiam com as especulações dos cientistas.
Quanto ao continente Mu, alguns acreditam que ele está localizado no Pacífico e que possuía uma civilização altamente sofisticada. Quando o continente foi destruído pela ação de um vulcão, sua população totalizava sessenta mil pessoas. Os teosofistas acreditam que o aprimoramento das raças humanas se desenvolveu a partir de Mu. Sua colônia mais poderosa era chamada de O Império Uighurs ou seja, dos arianos.
Uma das lendas mais antigas da Índia, conservada nos templos por tradição oral e escrita, reza que há várias centenas de mil anos, havia no Oceano Pacífico um imenso continente, que foi destruído por convulsões geológicas e cujos fragmentos podem ver-se em Madagascar, Ceilão, Sumatra, Java, Bornéu e ilhas principais da Polinésia. As altas mesetas do Industão, não estariam representadas senão pelas grandes ilhas contíguas ao continente central. Segundo os Brahmanes, essa região havia alcançado um alto grau de civilização e a península do Industão, acrescida pelo deslocamento das águas na ocasião do grande cataclisma, não fez mais que continuar a cadeia das primitivas tradições originadas no mesmo continente. Essas tradições dão o nome de Rutas aos povos que habitavam o imenso continente equinocial; e de sua linguagem é que derivou o sânscrito.
Durante os primeiros dias da Lemúria, erguia-se como um pico gigantesco surgido do fundo do mar, e a área compreendia entre o Altas e Madagascar estava coberta pelas águas até o primeiro período da Atlântida, após o desaparecimento da Lemúria, quando a África emergiu do Oceano e o Altas foi submerso pela metade. Diz-se que a Lemúria pereceu 700.000 anos antes do começo da chamada era Terciária (período Eoceno).
O cataclisma que destruiu o enorme continente, do qual é a Austrália o principal remanescente, foi ocasionado por uma série de convulsões subterrâneas e pela violenta ruptura de solo no fundo dos oceanos.
Naqueles dias, frações consideráveis do futuro continente da Atlântida ainda faziam parte integrante do leito do Oceano. A Lemúria, nome que convencionamos dar ao Continente da Terceira Raça era então uma terra gigantesca. Ocupava toda a área compreendida desde a base dos Himalaia, que a separavam do mar interior, cujas ondas rolavam sobre o que hoje é o Tibet, a Mongólia e o grande deserto de Shamo (Gobi), até Chittagong, prolongando - se a Oeste na direção de Hardward, e a Este até Assam (Annam). Daí se estendia para o Sul, através da Índia Meridional, Ceilão e Sumatra; e abarcando, no rumo do Sul, Madagascar à direita, Austrália e Tasmânia à esquerda, avançava até alguns graus do círculo Antártico. A partir da Austrália, que era então uma região interior do continente principal estendia - se ao longo do Oceano Pacífico, além de Rapa Nuí (Ilha de Páscoa). Esta informação parece estar corroborada pela Ciência, ainda que parcialmente.
No meio do Oceano pacífico existem estranhos vestígios de uma antiga civilização, assim como acontece na Ilha de Páscoa com os seus mais de trezentos Moais - gigantescas estátuas que olham para o horizonte e que retratam, segundo as lendas indígenas, as figuras dos "homens-pássaros" A chamada "Pedra da Roseta de Okinawa", milenar artefato contendo estranhos símbolos que foram devidamente identificados pelos cientistas japoneses que, perplexos, nela encontraram a descrição de um mundo engolido pelo mar revolto. E no Pacífico Norte, em uma localização que ainda é mantida em sigilo, os mergulhadores encontraram de fato as colossais ruínas de uma cidade muito antiga e que por sinal ainda está sendo devidamente explorada, pois resta muito a descobrir.
Antiqüíssimos manuscritos guardados desde as mais remotas eras nos arquivos secretos dos mosteiros tibetanos atestam que a Lemúria realmente existiu! E segundo aquilo que descrevem, mostra um mapa a sua localização antes de ocorrer a catástrofe que a submergiu. Esses raros documentos dizem ainda que os sobreviventes daquela catástrofe rumaram em diferentes direções, tanto para o Oeste quanto para o Leste. Para o oeste se situa a misteriosa Austrália, repleta de milenares desenhos rupestres que nos mostram as intrigantes imagens de misteriosas criaturas, e que são conhecidas desde as mais remotas eras como "Os Irmãos do Raio".
Os documentos tibetanos falam não só a respeito de certas pedras e outros minerais utilizados pela civilização lemuriana que proporcionavam iluminação radiativa emitindo luz contínua e muito brilhante, como também a respeito de certos "Doze Discípulos Lemurianos" que partiram para explorar outros países e continentes, além de terem elaborado mapas muito precisos sobre a ESFERICIDADE da Terra e levantamentos dessas distantes paragens.
Por sua vez, para o Leste da Lemúria ficava precisamente a América do Norte, que por sinal também ostenta ruínas de antigas pirâmides - muito embora os cientistas de lá não o reconheçam e prefiram chamá-las de "Mounds", frutos segundo eles de uma antiga raça aleatoriamente batizada de "Mound Builders". Os espantosos restos piramidais situados no Mississipi. Ainda nos EUA, a bacia das Cataratas de Klamath ostenta estranhas inscrições e diversos símbolos simetricamente espalhados por mais de 320 metros de extensão e cuja idade remonta há milhares de anos - muito antes que os índios americanos ali se estabelecessem! Esses índios chamavam essa região de "Walla-Was-Skeeny", ou "O Vale do Conhecimento". Ali existem antigas muralhas de origem desconhecida e por durante muito tempo essas ruínas eram iluminadas à noite por estranhas luzes brancas! Mediante comparação com os milenares documentos tibetanos essa escrita, bem como os seus símbolos associados, foram positivamente identificados como sendo de origem Lemuriana.
Possivelmente os sobreviventes da Lemúria também tenham se estabelecido lá pelos lados do atual Canadá, prolongamento norte e natural dos EUA, onde por sinal existem antigos monumentos igualmente retratando criaturas diferentes e desconhecidas.
Segundo ainda descrevem os manuscritos tibetanos, grupos de sobreviventes lemurianos atravessaram uma grande península a leste (o que seria o atual Iucatão)e os grandes istmos, tendo naquelas novas regiões se estabelecido em colônias e construído as suas edificações. Isso bem poderia explicar sob uma nova luz a existência das portentosas pirâmides Maias e Aztecas - um povo que, à semelhança dos antigos egípcios, evoluiu subitamente da barbárie para a civilização sem qualquer explicação lógica! E os documentos dizem que outros grupos seguiram para várias regiões que se seguiam a esta península - obviamente o continente da América do Sul! O Peru, repleto de mistérios insondáveis, também ostenta as suas pirâmides e as enormes cidades elevadas, como é o caso de Machu Picchu.
A seqüência natural, bem ao leste do território peruano é precisamente vasta região abrangida pela hoje impenetrável Floresta Amazônica! Começamos a entender as origens das enigmáticas pirâmides cobertas pelas selvas hostis; dos inúmeros e inexplicáveis enigmas arqueológicos espalhados aqui e ali; e também a procedência das velhas lendas e tradições que insistentemente falam acerca das perdidas cidades que dormem seu eterno sono nas milenares e guardiões das florestas - a antiga pátria, o último refúgio dos "distantes deuses"!
Aliás, o próprio Smithsonian Institute reconhece as evidências quanto à existência de um grande continente, hoje submerso, que outrora existiu na Pacífico há cerca de 20 milhões de anos.

PAZ PROFUNDA!
