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Como devemos entender essa "quarta filosofia"?
Durante a guerra, encontramos entre os líderes
radicais um certo Manaém, que era filho ou neto de Judas, o que
indica uma certa continuidade no movimento rebelde. Podemos, então, entender os vários conflitos havidos naquele período como expressões de um único movimento popular, que não conseguiu articular-se sob um única liderança, salvo, em certa medida, no tempo de Simão Bar-Kokba, que dirigiu a última grande revolta contra Roma (132-135). Nesse sentido, o movimento liderado por Jesus de Nazareth pode ser colocado ao lado do de João Batista, de Teudas, dos sicários da década de 50, das várias facções revolucionárias da primeira guerra contra Roma e do movimento liderado por Simão, saudado como o messias "filho da estrela", pelo rabino Akiba.
O movimento de Jesus sobreviveu à sua morte,
transformando-se em contestação ao status quo vigente na
Judéia. Ainda em Jerusalém, seus seguidores questionavam a
legitimidade do Templo (sermão de Estêvão, em At 7) e de suas
autoridades, a quem convidavam a arrepender-se de suas iniqüidades
(sermão de Pedro, em At 4,8-12).
Não sabemos se os "nazarenos" (como eram então
chamados os seguidores de Jesus) deixaram a Palestina, nessa época,
para fugir à repressão ou para não se envolverem com a revolta que
explodiu em 66. A partir desse momento, o que viria a ser chamado de Cristianismo desatrela-se da história judaica, deixando de ser um dos movimento populares que alimentavam a "quarta filosofia".
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