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A última ceia,
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O primeiro cenário da pregação de Jesus foi a Galiléia (região setentrional da Palestina), mais precisamente às margens do lago de Genezaré (ou de Tiberíades). Ali ele recrutou seus primeiros discípulos e foi ali que sua mensagem suscitou maior eco, sobretudo entre as camadas humildes da população. Sua mensagem, apresentada sob a forma alegórica de parábolas, acompanhada por curas milagrosas e outros prodígios, despertou adesões entusiásticas, ainda que, com freqüência, efêmeras. Mas também despertou a desconfiança e a hostilidade das duas facções que disputavam a preponderância no mundo judeu: os saduceus e os fariseus. As liberdades que Jesus tomava em relação à Lei, escandalizavam os fariseus, enquanto os saduceus, inimigos de tudo o que pudesse perturbar a ordem estabelecida, inquietavam-se com a propagação de qualquer movimento que tivesse características messiânicas.
A animosidade dos dirigentes judeus atingiu o
ápice quando Jesus fez uma entrada triunfante em Jerusalém, e se
insurgiu contra os mercadores do Templo - cambistas e
vendedores de animais para o sacrifício, que exerciam seu comércio
no santuário. Isso aconteceu às vésperas da festa da Páscoa (Pessach), tendo Jesus, após uma refeição com seus discípulos, retirado-se da cidade, decidindo passar a noite no horto das Oliveiras.
Não sabemos se ele pretendia seguir viagem, na
manhã seguinte, para afastar-se de uma possível represália de seus
inimigos, ou se estava disposto a desafiá-los, retornando a
Jerusalém, para participar das festividades pascais. Qualquer
que fosse seu intento, ele foi frustrado por sua prisão naquela
mesma noite. É muito difícil desvendar, com exatidão, a seqüência daqueles acontecimentos e as acusações que recaíram sobre Jesus, mas o que parece evidente é que ele foi vítima de um conluio entre os sacerdotes judeus e a autoridade romana. Submetido a um julgamento sumário, foi condenado à morte, sendo a sentença executada imediatamente após proferida. Jesus foi crucificado como criminoso político, provavelmente por se proclamar (ou admitir ser assim chamado) "rei dos judeus", o que implicava em contestação ao domínio romano. Junto com ele foram também crucificados mais dois homens, que os Evangelhos tratam como dois desconhecidos "ladrões", mas que podem ter sido capturados junto com ele, entre os que estavam em sua companhia, na noite de sua prisão.
Ao matarem Jesus, seus inimigos contavam
abortar, no nascedouro, o movimento que ele liderava. |
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