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Chassi: números que trazem informações

   Todo mundo sabe o que é o chassi, para que serve e (mais ou menos) onde fica. Saiba qual a real importância de sua numeração e como essa série de números e letras podem indicar se o carro é roubado e mais: como eles contam a "história" de um veículo.

Os números e letras do chassi possuem informações como o ano do modelo, características do motor e o número de série, além do fabricante e até a região do país onde o carro foi montado. Para se ter todas estas informações bastam 17 dígitos.

A adulteração do chassi acabou se tornando prática comum de quadrilhas que roubam veículos. Elas criam "dublês" de automóveis, veículos roubados que são "esquentados" para serem vendidos no mercado, recebendo placas, numeração de chassi e documentos de um outro carro (geralmente envolvido em acidente, com perda total e que foi parar em um ferro velho). Existem pessoas que compram estes carros só para usar a numeração do chassi e as placas em outro carro roubado. A transação é lucrativa e difícil de ser flagrada pela polícia. Se a fraude for bem feita, poderá até passar por uma inspeção do Departamento Estadual de Trânsito. Existem falsificadores que fazem um trabalho tão bem feito que só peritos conseguem identificar a adulteração. Na linguagem popular, estes carros são chamados de "maquiados".

Qualquer carro possui vários pontos de identificação, segundo determinação do Conselho Nacional de Trânsito. Uma dica, então, para quem está comprando um veículo usado, é observar se estes itens de identificação não estão adulterados. São nove pontos, incluindo o chassi, etiquetas adesivas na coluna da porta, assoalho e vidros numerados.

Nem sempre o consumidor consegue identificar estes pontos. Noventa por cento das adulterações são muito bem feitas e uma pessoa sem conhecimento não irá conseguir distinguir o falso do verdadeiro. Além disso, existem também reformas mal feitas nos veículos que acabam produzindo alterações no chassi. Por isso, a maior garantia ao comprar um carro usado é conhecer o vendedor. A segurança do consumidor na hora de adquirir um veículo usado é adquirir de alguém que possa ressarci-lo mais tarde _caso o veículo seja roubado. Nem sempre quem está com um carro roubado é ladrão pois, muitas vezes, a pessoa realmente não sabia que o mesmo era roubado. A lei diz que, nestes casos, a pessoa não é responsável pelo crime e ainda tem o direito de recuperar o dinheiro que pagou pelo automóvel.

Se você está comprando um carro usado e tiver alguma dúvida sobre a sua procedência, não hesite em pedir uma vistoria no Detran. O serviço é gratuito. Também é aconselhável consultar o Cadastro Nacional de Veículos Roubados. Qualquer pessoa poderá realizar a consulta (gratuita). Para obter maiores informações, o número do telefone é 0800-156677 ou, se preferir, acessando o site no endereço  http://www.seguros.com.br/cnvr.

Nem sempre a falta do número gravado no vidro significa que o carro é roubado. No entanto, se você observar alguma rasura na numeração do vidro, fique atento: experimente passar um giz pelo local. Na hora de conferir o chassi, veja se os números e letras estão alinhados. Se tiverem tortos ou com espaçamentos irregulares, pode ser que parte do chassi tenha sido apagada e remarcada com números e letras falsas.

Outra dica, de uma eventual adulteração no chassi, é verificar se a superfície está muito polida e espelhada, sinais que, recentemente, foi lixada. Marcas de solda ao redor da numeração podem significar um "transplante", ou seja, o número original foi retirado e, no local, um outro número (de um automóvel roubado e desmontado) foi soldado. A tinta também fornece sinais de adulteração. Normalmente é a mesma do resto da carroceria (com exceção dos carros da Volkswagen, que usam fundo cinza ou branco). Toda vez que uma adulteração é realizada, essa parte da lataria tem que ser repintada e, ainda, que se escolha uma tinta de cor semelhante e, muitas vezes, dá para perceber a diferença. Uma das táticas usadas pelos peritos é passar acetona, com um cotonete, sobre a numeração do chassi. Se a tinta começar a sair, pode ser pintura falsa. Finalmente, as datas de emplacamento gravadas nas placas e as datas de fabricação que estão no bloco do motor, radiador, farol, cinto de segurança e lanternas precisam coincidir, ou seja, se não forem próximas fique atento. 

 

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