Pós-Graduação em Ecologia - UnB

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Efeitos do regime de queima no regime térmico do solo e na produção primária de um Campo Limpo de Cerrado. Inês de Fátima Oliveira Dias: Medidas de albedo, saldo de energia radiante, fluxo de calor no solo, temperaturas em várias profundidades do solo e na base de gramíneas foram realizadas em duas áreas de campo limpo, queimada e não queimada. As medidas nas áreas de campo limpo foram realizadas no final da estação seca e início da estação chuvosa em 1992 e 1993. Também foram realizadas medidas no campo sujo na estação seca, em agosto de 1993, durante um curso de campo. O valor mínimo do albedo, logo após a passagem do fogo no campo sujo, foi 0,05 e o valor médio foi 0,08. Após 15 dias da queima no campo limpo o albedo foi 0,15 e passou para 0,17 depois de 27 dias. Na área controle, na mesma época, o albedo foi de 0,22 e passou para 0,25. Nas áreas queimadas tanto a amplitude da temperatura quanto o fluxo de calor no solo foram maiores que os valores obtidos na área não queimada, embora as temperaturas médias foram aproximadamente iguais. O regime térmico na base de touceiras de gramíneas na área queimada foi diferente que na área não queimada. A energia radiante disponível para os processos físicos e biológicos do ecossistema, isto é, a radiação líquida, foi pouco alterada pela passagem do fogo, a área queimada absorve mais radiação solar mas, com o aumento da temperatura da superfície do solo, perde mais calor por emissão de radiação de ondas longas. Nas áreas de campo limpo, queimada e controle, foi estimada a produção primária líquida (PPLA). Na área queimada a PPLA foi menor (279 g/m2) que na área controle (611 g/m2). A queimada modificou o regime térmico do solo e balanço de energia e, se usada muito freqüentemente, impõe um microclima para as plantas bastante diferente daquele de áreas queimadas em intervalos mais longos.


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